BEM-VINDO VIAJANTE! O QUE BUSCA NO MULTIVERSO?

Financiamento Coletivo: Noir Carnavalesco

Titulo: Noir Carnavalesco
Editora: Pyro
Autores: Ian Frase
Tipo: Literatura 


Os seres folclóricos estão entre nós, cada vez mais vivos e mais presentes. No caso de Noir Carnavalesco até de forma literal. O novo romance de Ian Fraser, traz seres fantásticos que passam a conviver conosco e se adaptar ao mundo, e nenhum momento e lugar melhor pra fantasia e realidade se misturarem que o carnaval da Bahia.
Você pode ainda não conhecer o autor, mas não falta reconhecimento ao trabalho deste conterrâneo. Nascido em Salvador, Bahia, Ian Fraser é formado em Cinema & Vídeo e fundador do canal Teclado Disléxico no youtube. Seu primeiro romance, O Sangue É Agreste, venceu o Prêmio Jovem Autor Inédito pelo Selo João Ubaldo Ribeiro, criado pela Prefeitura de Salvador. Ian Fraser também escreveu e produziu a peça “A Máquina Que Dobra o Nada”, sucesso de crítica e vencedor do Prêmio Braskem de Teatro, a maior premiação do teatro baiano, na categoria Melhor Espetáculo Infantojuvenil. Por fim, teve duas campanhas muito bem sucedidas durante o financiamento dos primeiros volume da série Araruama.
A gente já produziu uma resenha sobre um outro romance do autor, Araruama - O Livro das Sementes, e também comentamos sobre ele no episódio de Melhores Leituras de 2018 do podcast do Multiverso X, e podemos atestar a qualidade (não que precise).
Mas e Noir Carnavalesco?
Depois que o tecido da realidade se dissipou, abrindo uma brecha para um mundo oculto, os seres folclóricos, antes tidos como apenas lendas, se mostram ser bem reais. Eles estão aqui, entre nós. Curupira motorista de UBER, barba-ruiva sendo eleito deputado estadual, pisadeira massagista e um boto metido a detetive particular: esse é o fantástico mundo novo apresentado em Noir Carnavalesco.
No centro da trama está Bartolomeu Osório, um típico malandro baiano (apesar de não ser da Bahia), que aceita investigar o sumiço de uma adolescente chamada Verônica Marte. Ele logo descobre que o caso é bem mais complicado do que ele imaginava.E, para piorar tudo, a cidade está borbulhando com a promessa da maior festa popular do planeta.
Noir Carnavalesco vai ter todo o acabamento primoroso da Pyro Editora. O livro vai ser capa dura e terá uma diagramação especial, particular à narrativa da obra, que ainda conta com as ilustrações de Will Chamorro e Guilherme Motta.
Porém, para esse livro acontecer, precisa do seu apoio.
Para quem não conhece, o funcionamento de um financiamento coletivo é simples: os objetivos são esclarecidos na página da campanha e as recompensas são apresentadas, o apoiador escolhe entre as possibilidades com quanto irá contribuir já sabendo qual será a sua recompensa. Quando a meta não é alcançada o dinheiro é devolvido, e em algumas campanhas quando o valor estipulado é ultrapassado metas extras bonificam aqueles que contribuíram (não necessariamente todos, isso varia de recompensa para recompensa e de campanha para campanha).
Para participar do financiamento de Noir Carnavalesco, basta escolher um dos pacotes de recompensas disponíveis, com valores entre R$15 e R$ 250, que dão direito a recompensas variadas como exemplar da obra, postais, porta-copos, aviso de porta, cartazes e combos com outros livros do autor. Basta escolher o apoio que contemple aquilo que seja do seu interesse e caiba no seu bolso.
A campanha ficará disponível por mais 50 dias no Catarse (a contar de 16/05) e tem entrega de recompensas prevista para Dezembro de 2019. Agora que você já está por dentro de tudo confira a página do projeto no Catarse (https://www.catarse.me/noircarnavalesco) e descubra mais informações: quais exatamente são as recompensas, detalhes sobre como seu dinheiro será investido, artes etc.

Para entrar de vez no clima, o Ian Fraser criou uma playlist da obra que já está disponível. Aperte AQUI para escutar no youtube, ou AQUI para escutar no Spotify.
Apoie, divulgue, e ajude a Noir Carnavalesco a alcançar o seu objetivo!

Space Dragon

Título: Space Dragon
Subtítulo: 
Um RPG de Aventuras Retrô no Espaço Sideral
Autor (a): Igor Moreno
Editora:  Redbox - RBX
Categoria: Sistema de RPG
Número de páginas: 250

Espaço, a fronteira final. Ou seria apenas o início?
A primeira edição do RPG Space Dragon foi um sucesso de vendas e logo se esgotou. O clima sci-fi retrô era um atrativo perfeito para quem buscava aventuras divertidas, sem compromisso com a realidade, com os mais maravilhosos clichês dos clássicos do cinema. É claro que, tal qual seu irmão mais velho, Space Dragon precisava retornar em grande estilo, atualizado e repaginado. O resultado disso foi uma belíssima nova edição, financiada em 2018, a qual tivemos acesso.
Para quem não conhece, Space Dragon é um sistema-irmão do Old Dragon, RPG Old School da  Redbox Editora, mas ao invés de focar em fantasia medieval, mergulha de cabeça no clima da ficção científica pulp com tudo o que temos direito. Aventureiros espaciais heroicos, psiônicos, robôs positrônicos e homenzinhos verdes disparando pistolas de energia e usando espadas de luz, enquanto exploram universos em seus foguetes em forma de charuto. Computadores? Apenas arcaicos e manuais. Wi-fi? Esqueça. Essa viagem a um futuro que mais parece o passado é, sem dúvida, o maior acerto do sistema.
Space Dragon não se preocupa nem um pouco em se manter próximo da ciência real e abraça sem medo os clichês dos clássicos como Buck Rogers, Flash Gordon, A Princesa de Marte, e diversas outras óperas espaciais retrô, mas não impede que com pouquíssimas modificações introduza elementos mais factíveis. E as vezes nem isso é necessário! Uma simples alteração na ambientação e narrativa pode resolver essa questão, caso seu interesse seja algo um pouco mais moderno, mas sem perder a simplicidade do sistema.
Por se tratar de um sistema com um pé no Old School, onde as situações são mais abstratas e abertas, se importando mais com a narrativa e a construção da história do que as regras e personagens, Space Dragon oferece uma abertura para que as mais estranhas e divertidas aventuras sejam possíveis. Cowboys do espaço? Guerras nas estrelas? Invasões reptilianas? Uma frota estelar indo onde nenhum homem jamais esteve? Tudo é possível. 



A estrutura do livro, a cada capítulo apresentado apenas o necessário para que seu leitor, facilita a absorção do conteúdo:
- A Introdução que nos apresenta o que é a ficção pulp e como o pulp é tratado no Space Dragon.
O capítulo Atributos apresenta a descrição completa dos atributos, bem como suas respectivas aplicações em jogo.
- Espécies apresenta as três raças disponíveis para os jogadores, os Humanos (Homo Sapiens), Androides (Homo Machina) e Mutantes (Homo Novus), com todos os detalhes e a descrição de cada uma delas.
- Em Classes, obviamente somos apresentados as quatro classes básicas do sistema, o Cientista, o Cosmonauta, o Gatuno, e o Mentálico, e suas especializações que permitem uma maior variedade de personagens e gama de habilidades.
- O capítulo Subatributos apresenta detalhes de regras complementares a construção do personagem e situações básicas de jogo como o cálculo de pontos de Vida, Jogadas de Proteção e Idiomas.
Crédito e Equipamentos é autodescritiívo, aqui se encontram informações sobre os Créditos Espaciais (a moeda corrente), equipamentos e serviços disponíveis para os personagens.
-  Após, vem a parte de Aventuras Espaciais e regras para viagens e exploração em detalhes, desde funções da tripulação e contatos com novas espécies alienígenas, até as intempéries do espaço e planetas hostis (tá achando que dá pra se respirar em qualquer lugar só porque é fantasia?). Esse acaba sendo um dos capítulos mais importantes para jogadores e mestres entenderem o clima do jogo e o que esperar.
- No capítulo Combate e Danos, o livro trata de cada ponto do combate, desde os princípios básicos até a finalização do mesmo, e traz também outras formas de morrer que não lutando (cuidado com o vácuo).
Aparatos Tecnológicos e Feitos Científicos, traz regras para usar, criar e consertar os aparatos tecnológicos do jogo e sua relação com a classe Cientista.
- Em Poderes Mentais, o leitor é apresentado às regras dos poderes dos Mentálicos, do funcionamento até a lista de poderes.
Espaçonaves e Estações é outro capítulo importantíssimo para a ambientação. Afinal aventuras no espaço sem espaçonaves? Aqui as regras sobre o uso e criação de naves é esmiuçada, passando por equipamentos, áreas e, é claro, batalhas espaciais.
- Por último, o capítulo Sessão do Mestre, foca em auxiliar o mestre a entender como conduzir aventuras de ficção científica pulp, e apresentar ferramentas para o andamento da narrativa, como regras para a construção de planetas de forma completa (com clima, atmosfera, gravidade, fauna, flora, nível tecnológico e sociedade), além de uma lista de alienígenas e outros inimigos.
Embora hajam alguns entraves quantos às regras e terminologias, e alguma decisões de game design que não me agradam tanto, essa barreira é facilmente transposta através do texto bem elaborado e bem humorado, exemplos claros e o avançar da leitura. As regras mais avançadas aparecem junto com o desenvolvimento dos jogadores e personagens, com o passar dos níveis, dando tempo para que mestre e jogadores se acostumem com as elas. Isso torna Space Dragon um material bastante amigável para iniciantes, mas deixe espaço para que as coisas se tornem mais complexas e diversas, agradando também jogadores mais experientes.
Uma das grandes vantagens do sistema é a sua compatibilidade com o seu jogo-irmão, permitindo que com leves alterações, jogadores e mestres tenham acesso a uma gama ainda maior de possibilidades. Isso faz com que Space Dragon se aproveite da diversidade de títulos já lançados, disponíveis com custo baixo (principalmente as versões digitais), quando não gratuito (como é o caso do próprio Old Dragon: Manual Básico). 
Space Dragon retorna para marcar o seu lugar como uma opção simples, acessível e de fácil customização para que veteranos e novos jogadores explorem ao máximo as loucas possibilidades da ficção científica pulp em sua mesa de jogo. Assim como Old Dragon, Space Dragon possui uma grande comunidade ativa onde você pode sanar suas dúvidas, compartilhar suas histórias, colaborar com materiais para uso em aventuras com outros jogadores e com os próprios criadores e colaboradores do jogo. Com certeza vale a pena conferir!

Cyberpunk — Registros Recuperados de Futuros Proibidos



Em sua segunda campanha no Catarse, Editora Draco revela um futuro dominado por megacorporações, implantes cibernéticos e muita desigualdade social
A Editora Draco acaba de lançar uma campanha de financiamento coletivo no Catarse para a coletânea “Cyberpunk - Registros Recuperados de Futuros Proibidos”. O livro reúne onze contos que transitam entre o retrô e o pós-cyber. Cada história mostra o quanto o gênero pulsa mais vivo do que nunca com transplantes, clonagens e uploads de memórias. Este também é o último volume da coleção de antologias "Mundo Punk", formada por “Vaporpunk I e II”, “Dieselpunk” e “Solarpunk”.
Cirilo S. Lemos e Erick Santos Cardoso são os organizadores do projeto. A dupla selecionou as onze histórias que compõem a obra:

   - A lua é uma flor sem pétalas redux, de Cirilo S. Lemos 
   - Caos tranquilo, de Ricardo Santos 
   - A gota d’água, de Daniel Grimoni 
  - Folhas no terraço, de Michel Peres 
  - Boca Maldita, de Claudia Dugim 
  - Cyberfunk, de Carlos Contente e Rodrigo Silva do Ó 
  - Próximo nível, de Marcelo A. Galvão
  - Sonho de Menino, de Marcel Breton 
  - Recall, de Karen Alvares 
  - Sonhos wifi, de Fábio Fernandes

A obra também conta com um prefácio de Fábio Fernandes (“Os Dias da Peste”), um dos principais nomes da ficção científica contemporânea e responsável pela tradução de “Neuromancer”, de William Gibson, a obra fundamental do cyberpunk. Fernandes também traduziu para o inglês a antologia “Solarpunk”, da Editora Draco, que foi publicada nos Estados Unidos pela World Weaver Press.
Nascido na efervescência neon, eletrônica e glam dos anos 1980, o subgênero cyberpunk surge na literatura e expande sua influência ao infectar o cinema, a música, os games, as HQs e a moda. Um espasmo de vigor e pessimismo que traz um futuro diferente do prometido pela ficção científica em sua era dourada. Como um profeta apocalíptico, o cyberpunk anuncia que o high tech, low life será a tônica do nosso tecido social!
Cyberpunk — Registros Recuperados de Futuros Proibidos terá 284 páginas no formato 14 x 21 cm, com papel pólen bold e capa em papel cartão de boa gramatura e com orelhas.


Para quem não conhece o funcionamento de um financiamento coletivo, é simples: os objetivos são esclarecidos na página da campanha e as recompensas são apresentadas, o apoiador escolhe entre as possibilidades com quanto irá contribuir já sabendo qual será a sua recompensa. Quando a meta não é alcançada o dinheiro é devolvido, e em algumas campanhas quando o valor estipulado é ultrapassado metas extras bonificam aqueles que contribuíram. Neste caso, por se tratar de um campanha flexível, todo valor arrecadado garante uma recompensa, independente da meta estipulada ser superada.
Na plataforma de financiamento estão disponíveis vários níveis de apoio, com valores entre R$ 35 e R$ 300, que dão direito a recompensas variadas como edição do Ciberpunk, combinações com demais volumes temáticos, marcador, cartão postal e descontos na loja da editora. Basta escolher o apoio que contemple aquilo que seja do seu interesse.
A campanha ficará disponível por mais 20 dias no Catarse (a contar de 09/05) e tem entrega de recompensas prevista para Agosto o de 2019. Agora que você já está por dentro de tudo confira a página do projeto no Catarse (https://www.catarse.me/cyberpunkdraco) e descubra mais informações sobre o livro: quais exatamente são as recompensas, detalhes sobre como seu dinheiro será investido, artes, etc.

Está chegando a hora de Tormenta 20



Nunca, em nenhuma situação, achei que chegaria o momento em que tal qual um Tiozão estaria eu pensando: "Vinte anos, hein! Vi Tormenta ainda tão pequeno (tanto eu, quanto ele), brinde na revista Dragão Brasil, ganhando suplementos, saindo em vários sistemas até chegar na Jambô, e agora vai ganhar uma nova versão. O menino Tormenta ainda vai muito longe, dá gosto acompanhar desde o início".
São anos e anos acompanhando o crescimento de Tormenta, como jogador, como leitor dos romances e das HQs, como produtor de conteúdo, resenhando e divulgando cada vez mais e com mais gosto pelo que vem sendo produzido. Mais do que um lançamento, Tormenta 20 chega como uma celebração aberta a todos que já se envolveram e vão se envolver com o mais amado cenário de fantasia do Brasil!
Você não entendeu nada ainda não é? Tudo bem, vamos lá!

Criado em 1999, Tormenta surgiu como um cenário para jogos de RPG. Desde então, cresceu e recebeu novas publicações, como romances e quadrinhos. Nesses vinte anos, nunca deixou de ser publicado e veio a se tornar o maior universo de fantasia do país, com dezenas de milhares de fãs.
Originalmente, o cenário de Tormenta foi a público como um encarte de 80 páginas na revista Dragão Brasil número 50. Lançado no VII Encontro Internacional de RPG, o conjunto de revista e encarte foi a publicação mais vendida do evento, tendo esgotado seus 500 exemplares muito antes do evento terminar.
Naquela época, no entanto, os meios de produção gráfica disponíveis eram um pouco limitados. Nos vinte anos que se seguiram, houve uma evolução tanto no conteúdo do livro — seus textos, regras e ilustrações — como também na qualidade dos materiais. Para celebrar o 20º aniversário, os criadores decidiram publicar uma nova versão do jogo, intitulada Tormenta 20. O livro novo será feito em edição de luxo, com capa dura, papel de alta qualidade, inteiramente colorido, e conterá textos e artes inéditas.
A nova edição conterá regras modernizadas e mais dinâmicas, descrição atualizada do cenário e uma nova abordagem para criação de personagens, aventuras e campanhas, que visam facilitar a entrada de novas pessoas no hobby e ao mesmo tempo uma grande celebração para os fãs de Tormenta. Tormenta 20 renova o jogo e se mantém compatível com todo o material lançado anteriormente sob o selo Tormenta RPG.
Essa nova versão será viabilizada por financiamento coletivo no Catarse, a partir de 10 de maio. Durante a campanha, os apoiadores poderão opinar em aspectos importantes do livro.

O financiamento coletivo será realizado através da plataforma do Catarse, com início marcado para o dia 10 de maio, e poderá ser acessado a partir do endereço www.Tormenta20.com.br. Atualmente, o link redireciona para uma página com informações prévias sobre a campanha.
Assim que o financiamento coletivo começar, os apoiadores poderão escolher entre as opções de recompensas, que incluem a versão física do livro, a versão digital e diversos brindes comemorativos, sendo que alguns serão exclusivos para apoiadores da campanha.
Além disso, os apoiadores terão seus nomes impressos no livro e poderão opinar em quais raças jogáveis entrarão presentes no manual, ou até receber material para playtest. Segundo os criadores, “Tormenta 20 está sendo criado com base em vinte anos de feedback do público, e a campanha tem como objetivo reunir os amantes do RPG em uma grande celebração.”
Nas redes sociais, os fãs utilizam a hashtag #Tormenta20 para compartilharem suas fotos e histórias envolvendo o RPG.
Quem apoiar durante o primeiro final de semana (nos dias 10, 11 e 12 de maio) receberá uma recompensa especial: a Medalha Imperial do Reinado, usada pelos Agentes da Coroa.
Essa medalha será confeccionada exclusivamente para a campanha, apenas na quantidade de apoiadores, e não será reimpressa ou comercializada futuramente!
Mas essa recompensa será exclusiva dos apoios recebidos até a 23:59 do dia 12 de maio!

O financiamento coletivo de Tormenta 20 será realizado através do Catarse, com início as 12:00hs do dia 10 de maio, e poderá ser acessado através de www.Tormenta20.com.br.



Cultos Inomináveis, o novo RPG da Redbox

As obras de Howard Phillips Lovecraf desde sempre inspiram outros autores, roteiristas, quadrinistas e criadores de todo o mundo. Responsável pelo que posteriormente chamada de Mitos de Cthulhu, o próprio autor incentivava  o uso de suas criaturas e idéias a fim de expandir a mitologia criada por ele, repleta de criaturas ancestrais incompreensíveis, segredos terríveis e a insignificância humana perante o horror cósmico. Dificilmente você terá escapado incólume de uma ou outra referência direta ou indireta na Cultura Pop. E é claro, os jogos não seriam uma exceção.
A Redbox anunciou a publicação de um dos jogos que tem conquistado a atenção do público nos últimos tempos: Cultos Inomináveis, da editora espanhola Nosolorol. Neste RPG baseado nas histórias de H.P. Lovecraft, temos uma nova abordagem, trazendo as tramas para a modernidade dos dias atuais e tecnologias, e colocando os jogadores em áreas cinzentas, se apropriando do oculto e dos poderes antigos, seja qual for o seu objetivo final. O papel do cultista não mais estará relegado ao antagonista, afinal, quando todos passam a se envolverem com as forças do desconhecido, o cultista se torna o centro da história. Esteja ele tentando impedir um apocalipse ou tentando detê-lo.
Interessante? Bastante! Ao colocar os jogadores para trilhar seu caminho em tons de cinza, há uma abertura para os mais interessantes personagens possíveis com suas motivações, moralidade e anseios sempre em teste. A modernização da ambientação também abre espaço para narrativas mais variadas, podendo ir de um culto religioso apocalíptico no interior dos EUA, até uma corporação que mistura genética e magia pra criar mercenários abomináveis pra serem vendidos a quem pagar mais. A própria Redbox em seu site e o pessoal da Confraria de Arton produziram artigos bem completos com mais detalhes sobre o livro, a ambientação, criação de personagem e muito mais que vale a pena conferir se ficou curioso (e eu recomendo que os leia).
O que podemos esperar de Cultos Inomináveis
A editora pretende lançar toda a linha no Brasil, com a mesma qualidade do jogo original. Fugindo um pouco do tradicional formato A5, serão 288 páginas de grande formato, capa dura e colorido em papel de alto padrão. Por sua temática, Cultos Inomináveis é um jogo voltado para o público adulto, com classificação indicativa de 18 anos, mas ainda ideal para iniciantes, conhecedores dos Mitos e exploradores curiosos.
Além do livro básico, a Redbox pretende alimentar o sistema com regularidade, incluindo a Divisória do Mestre de Jogo, Postnomicon (um compilado de aventuras) e Fundido en Blanco (um suplemento centrado em um dos cultos do cenário), além de todo o material gratuito e da campanha Hijos de Nyarlathotep.
Apesar de não haver ainda uma data para o lançamento ou início da pré-venda, a editora informou que a produção dos primeiros livros já se encontra em estágio avençado, de modo que os jogadores brasileiros não irão precisar aguardar muito tempo para por as mãos e seus olhos nas páginas de Cultos Inomináveis.
E então, preparado para mergulhar no horror em busca de seus objetivos?

Multiverso X.:42 - Amo ler, mas...



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Quem nunca julgou o gosto literário alheio que atire a primeira pedra! Onde você vai com essa pedra? Eu sei que você já fez isso. Senta aqui, vamos conversar. Embarque na Interlúdio na companhia do Capitão Ace Barros, Airechu, Camila Loricchio e o piloto Julio Barcellos, para um papo catártico sobre preconceitos e outros entraves literários que não levam a lugar nenhum.
Ouça e saiba mais sobre os problemas de se apontar o dedo para o gosto alheio; entenda que não há problema não gostar de algo (mas em tentar impedir que gostem, tem sim); aprenda a respeitar o gosto alheio e também o seu gosto; descubra o que nos incomoda, quais nossos preconceitos a serem trabalhados e muito mais!
Acompanhe-nos, estimado explorador de universos!

DURAÇÃO: 1 hora 46 Minutos 08 Segundos

ENTRE TAMBÉM NA BRINCADEIRA E RESPONDA:

Amo ler, mas... odeio quando tem ?????? no meu livro.
Amo ler, mas... na verdade nunca li nada desse(a) popular autor(a)
Amo ler, mas... tenho preconceito com tal gênero/produto literário
Amo ler mas... nunca terminei tal livro
Amo ler mas... prefiro o filme

SITE & LIVROS DA CAMILA
Castelo de Cartas: Site - Livros: Trilogia Castelo de Cartas

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Mulher-Maravilha - Sementes da Guerra

Antes de se tornar a Mulher-Maravilha, ela era apenas Diana.
Filha da deusa Hipólita, Diana deseja apenas se provar entre suas irmãs guerreiras. Mas quando a oportunidade finalmente chega, ela joga fora sua chance de glória ao quebrar uma lei das amazonas e salvar Alia Keralis, uma simples mortal.
No entanto, Alia está longe de ser uma garota comum. Ela é uma semente da guerra, descendente da infame Helena de Troia, destinada a trazer uma era de derramamento de sangue e miséria. Agora cabe a Diana salvar todos e dar seu primeiro passo como a maior heroína que o mundo já conheceu.
Título: Mulher-Maravilha - Sementes da Guerra
Série: Lendas da DC
Autor (a): Leigh Bardugo
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 400


Sementes da Guerra, a Mulher-Maravilha de Leigh Bardugo. Talvez não haja, para o bem ou para o mal, melhor definição do que essa para descrever em poucas palavras essa obra: a Mulher-Maravilha de Leigh Bardugo. Não digo como forma de desmerecer o trabalho da autora, mas para deixar clara uma dúvida muito comum entre os interessados na leitura do primeiro volume da série Lendas da DC, trazida ao Brasil pela Editora Arqueiro. Não é preciso ter visto o filme, não é preciso conhecer ou ler os quadrinhos da Mulher-Maravilha, e nem mesmo ter visto sequer uma animação, pois aqui temos a Mulher-Maravilha de Leigh Bardugo e isso basta. 
Essa é uma história sobre Diana de Temiscira, 17 anos, nascida do barro, abençoada pelos deuses, princesa das Amazonas, uma personagem ainda formação. A Mulher-Maravilha de Leigh Bardugo.
Diana sempre soube que era diferente. Não apenas por ser filha de Hipólita, uma das líderes da guerreiras Amazonas, mas pelo simples fato de ter nascido na Ilha Paraíso. A origem das outras mulheres se deu de forma totalmente diferente, nenhuma delas nasceu em Temiscera, nenhuma delas cresceu duvidando do seu merecimento, mesmo sendo fruto de uma dádiva divida. Aos 17 anos, tudo que Diana quer é a chance de se provar para suas irmãs como uma igual. Isso e conhecer o mundo exterior tão falado sobre as guerreiras que chegam de todas as origens e tempos diferentes. Contudo um evento inesperado traz a chance para que a princesa precisava para conseguir ambas as coisas.
Indo contra as regras do seu povo e tendo como base apenas uma consulta com a oráculo, Diana resgata a única sobrevivente de um naufrágio na costa de Temiscera. A intrépida amazona descobre que apesar de humana, Alia Keralis também é mais do que aparenta, e a sua simples existência coloca em risco todo o mundo existente. Juntas, as jovens precisam correr contra o tempo para evitar um verdadeiro apocalipse, enfrentado todo tipo perigo, pois o naufrágio de Alia não foi um mero acidente.
Durante a jornada que nos levará da mágica Ilha Paraíso até o interior da Grécia, com uma breve passagem por Nova York, conheceremos amigos e inimigos, deuses, heróis e mortais, mas mais do que isso: acompanhamos os medos e anseios de duas jovens obstinadas, seus conflitos (sejam eles físicos ou psicológicos), derrotas e conquistas.
Narrado em terceira pessoa através de capítulos que trazem a visão de Alia e Diana, Mulher-Maravilha - Sementes da Guerra conta a jornada de descoberta e afirmação de duas personagens fortes, de realidades diferentes e que transformam a vida uma da outra. Essa escolha possibilita não apenas acompanharmos o crescimento das duas por diferentes ângulos, mas também o choque cultural e seus efeitos mais a fundo, enriquecendo a trama e as personagens. E, por mais que o foco do livro seja Diana, a autora sabe bem trabalhar para dar peso, humanidade e funcionalidade a todos os personagens, e torná-los tão interessantes quanto a amazona.
Apesar de bastante descritiva, a narrativa da obra é fluida e a linguagem é simples, tornando a leitura agradável e dinâmica. Como esperado, há muito espaço para a fantasia, ação e aventura na trama (muito bem construídas e empolgantes, vale salientar), mas também há para o drama, o humor, e o romance. A autora sabe entregar ao leitor uma história que empolga e cativa por elementos bem variados.
Voltando ao ponto inicial sobre o livro. A premissa do livro rompe com um ponto crucial na origem clássica da personagem? Sim. Mas cria uma história interessante com a personagem? Também, sim. Trata-se de uma versão tão interessante quanto a do filme? Novamente, sim. A autora, muito respeitosamente, acrescenta ao clássico e revigora com o novo para trazer a sua história a profundidade que ela precisa, dando sua marca a essa nova Diana do Século 21, reforçando as notas feminismo e sororidade intrinsecamente atreladas à personagem, além de trazer a representatividade de forma sensível e não estereotipada.
Bardugo cria uma nova visão da Mulher-Maravilha, sem abandonar a essência da personagem, e nos entrega uma obra muito bem escrita e embasada, bastante divertida e que vai conquistar principalmente os amantes de obras Young Adult, sejam admiradores de quadrinhos e da personagem ou não. 

Lançamento: O Matrimônio de Céu & Inferno


William Blake colide com Quentin Tarantino na selva urbana de São Paulo numa história policial de desejo e vingança repleta de cores fortes, desejos ardentes e referências pop.
Autores: William Blake, Enéias Tavares, Fred Rubim
Gênero: Graphic Novel, História em Quadrinhos
Editora: AVEC Editora
Acabamento: Capa Dura, Sobrecapa, Papel OffSet 120g
Número de páginas: 128 páginas


Existem alguns nomes na literatura e nos quadrinhos nacionais que se destacam e valem a pena acompanhar de perto. Enéias Tavares e Fred Rubim são bons exemplos disso. Ambos estão sempre envolvidos em projetos de destaque, boa parte publicados pela AVEC Editora, e recentemente, passaram a trabalhar juntos na webcomic A Todo Vapor! no portal Cosmonerd. Quem acompanha os autores nas redes sociais já estava atento ao movimento ao redor de um novo projeto que ganharia as páginas e iria além.
Doutor em Literatura e especialista nas obras de William Blake, Enéias Tavares se juntou a Fred Rubim para dar vida a uma HQ de luxo inspirada em uma das principais produções do poeta inglês do Século XVIII. O quadrinho homônimo ao livro, O Matrimônio de Céu & Inferno, já se encontra em pré-venda (disponível até 20 de maio) e a AVEC preparou uma semana temática de divulgações em suas redes sociais entre os dias 28 de abril e 04 de maio, com informações sobre os escritores, sobre William Blake, as inspirações e algumas curiosidades. Contudo você não precisa esperar para saber um pouco mais sobre essa estonteante HQ, ter uma amostra da arte e se informar sobre uma exposição temática preparada pelos autores que acontecerá no Rio Grande do Sul.

Em 1792, o poeta e gravurista inglês William Blake contatou o demônio que lhe revelou o segredo da sabedoria infernal. Desse místico encontro nasceu o livro iluminado “O Matrimônio de Céu & Inferno”. Em 2019, na selva urbana de São Paulo, crime, desejo e redenção entrelaçam a vida de quatro personagens. Chico Amarante é um matador de aluguel a serviço de um poderoso conglomerado religioso. Verônica Viegas é uma acompanhante de luxo que sonha em voltar a Buenos Aires. Antonino Santos é o fundador da Orquestra Divina, uma organização espiritual que comercializa fé, esperança e livros sagrados. Dani Rosa é uma jovem pintora que trafica drogas para sobreviver e ajudar um amigo em estado terminal. No encontro de todos eles, um apocalíptico embate de revelação, poesia e morte.
Misto de adaptação e história inédita, O Matrimônio de Céu & Inferno conta com roteiro de Enéias Tavares (Brasiliana Steampunk, Guanabara Real e Fantástico Brasileiro), arte de Fred Rubim (ilustrador das graphic novels A Canção do Cão Negro e LeChevalier Na Montanhas da Loucura) e edição de luxo da editora AVEC. Com mais de noventa páginas de quadrinhos, notas de referência, extras de bastidores e paratextos de Cláudia Lemes, Octavio Aragão e Manuel Portela, esse volume infernal é um convite à abertura das Portas da Percepção!

Com o lançamento da Graphic Novel homônima, O Matrimônio de Céu & Inferno (AVEC, 2019) - com roteiro de Enéias Tavares e arte de Fred Rubim -, a obra de William Blake ganha também uma exposição que ficará aberta ao público de Porto Alegre por dois meses na Sala João Fahrion na Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Trata-se de uma ação conjunta do Centro de Artes e Letras da UFSM e do Departamento de Difusão Cultural da UFRGS que conta com curadoria de Tavares e arte de Rubim, possibilitando aos visitantes um mergulho na obra iluminada do poeta, gravurista e visionário inglês. A exposição contará com mais de trinta painéis que tanto recriam um dos livros mais icônicos de Blake como informam sobre sua vida, obra e recepção na cultura pop dos séculos XX e XXI. A exposição contará também com gravuras e placas recriadas pelo acadêmico da Universidade de York, Michael Phillips e textos da escritora Cláudia Lemes, do pesquisador e escritor Octavio Aragão e do tradutor e especialista português Manuel Portela. A exposição abre nos dias 9 e 10 de maio com um evento especial que discutirá a produção e a pesquisa de quadrinhos no Brasil e com o lançamento da Graphic Novel.
Onde: Sala João Fahrion - Reitoria UFRGS - Porto Alegre/ RS
Quando: 10 de maio à 10 de julho de 2019

Senhores da Guerra: Vikings





Os Senhores da Guerra voltaram! Traga o mundo viking para suas campanhas de Old Dragon. Se no primeiro volume visitamos as lendas arturianas, agora mergulhamos na fascinante cultura escandinava antiga, com geografia, história, religião e lendas. Neste livro você encontrará novas especializações, regras para runas, equipamentos e itens mágicos e muito mais material para enriquecer seu jogo, além de dicas pra criação de aventuras temáticas.
Título: Senhores da Guerra: Vikings
Autor (a): Aquiles Fraga e Franz Andrade
Editora:  Redbox - RBX
Categoria: Suplemento de RPG (Old Dragon)
Número de páginas: 135
Quem tem contanto com sistemas de RPG sabe - caso não seja o seu caso, fique sabendo agora - que por mais completos que os livros básicos consigam ser, é impossível que ele englobe todas e quaisquer ambientações, regras e minúcias. Isso por si só não impossibilita que você o aproveite plenamente o seu jogo e nem o torna dependente de outros materiais; com o domínio das regras e imaginação, não há limites para o que pode ser feito. Contudo, suplementos, aventuras e outros materiais, auxiliam jogadores e mestres a tornarem o jogo mais rico, envolvente e interessante. Em alguns casos, esses materiais conseguem ir além do jogo, e esse é o caso deste livro.  
Um dos mais recentes lançamentos da Redbox, Senhores da Guerra: Vikings abre as portas para uma nova série de suplementos históricos para o RPG Old Dragon (confira nossa resenha) - revivendo a chama iniciada com o Senhores da Guerra original - causando uma excelente impressão, e marcando a série como algo a se ficar de olho. Mesmo aqueles que não utilizam ambientações históricas em sua mesa de jogo, que não utilize o sistema Old Dragon, ou até mesmo para quem por qualquer motivo não jogue RPG, mas tenha fascínio por história. 

UM EXCELENTE MATERIAL DE REFERÊNCIA HISTÓRICA E CULTURAL


Como dito, alguns suplementos de jogo vão além do ambientar jogadores e mestres, e introduzir novas mecânicas e regras, e se mostram excelentes materiais de referência sobre a temática abordada. Tal qual o Senhores da Guerra original trouxe a vida as histórias arturianas, com fortes influências de Bernard Cornwell, SdG: Vikings mergulha fundo no mundo nórdico antigo, fortemente embasado em pesquisas com uma extensa bibliografia, e isso fica evidente desde a introdução e reforçado capítulo a capítulo.
O livro é rico em descrições do período, indo do início ao colapso da chamada Era Viking, passando pelos povos, origens, alcance geográfico, principais conflitos e figuras importantes, até os pormenores da organização da sociedade, seus hábitos e costumes. Tudo feito de forma a integrar os elementos históricos e culturais às mecânicas de jogo de maneira fluida e descomplicada, mantendo-o conteúdo atrativo e acessível para todos os públicos. É valido destacar que, além do primoroso trabalho de Aquiles Fraga e Franz Andrade, o trabalho de arte de Dan Ramos reforça e ressalta o conteúdo, e amplia a imersão do leitor na obra.


UM SUPLEMENTO DE JOGO TÃO BOM QUANTO


SdG: Vikings não se limita a ser apenas uma boa referência sobre os valores, a história, cultura e sociedade dos povos escandinavos. Toda essa ambientação segue conectada às regras, sejam apresentadas de forma orgânica no texto ou através de tabelas situacionais, e vice-versa. E esse talvez seja o grande trunfo do livro. A decisão de mesclar informação e mecânicas de jogo, tornam o material mais leve, seu entendimento mais fácil, e a leitura mais agradável e utilitária. Isso se reflete durante toda a estrutura da obra.
Desde as novas especializações, passando pela utilização das runas, até as regras de navegação e combate entre exércitos, a assimilação do conteúdo é facilitada de maneira que mesmo quem não domina completamente o sistema de Old Dragon não tenha dificuldade. E nem de longe isso torna este conteúdo menor, pelo contrário. Franz e Aquiles fazem aqui um trabalho tão bom quanto no quesito informativo, e alguns dos elementos apresentados se tornam atrativos e úteis para mestres e jogadores mesmo fora da ambientação proposta, expandindo e ampliando as possibilidades do próprio Old Dragon.


Por fim, digo sem a menor sombra de dúvidas que Senhores da Guerra: Vikings é um excelente livro, daqueles que valem muito a pena se ter na coleção, seja em formato físico ou digital. A qualidade do material, junto a seu preço acessível, o tornam uma excelente aquisição para quem quiser mais informações sobre os povos vikings, seja para dar um bom embasamento para sua mesa de jogo com influências históricas, independente do sistema, como referência para a utilização em outro cenário, ou mesmo a título de curiosidade.
Você ainda pode garantir o seu até o fim deste mês, 30 de Abril, na pré-venda e receber gratuita e antecipadamente o PDF pra já ir conferindo tudo o que foi dito. Aproveite! - LINK

O Segredo de Ahk-Manethon

Este livro é uma edição comemorativa do centenário do criador de A Turma do Posto Quatro e Os Seis com texto originalmente publicado em capítulos na revista Mirim em 1941.
Célio encontra a mãe chorando na cozinha e logo descobre a razão: o navio Chesterton, em que sua irmã Iracema viajava, havia naufragado nos Mares do Sul. Rapidamente, o rapaz convoca os amigos Roberto, Condor, Horácio, Tião e Afonso e organiza a Cruzada da Salvação.
A operação-resgate que se segue leva a turma de crianças cariocas a uma divertidíssima aventura onde não faltam monstros marinhos, múmias, índios enfurecidos, vulcões, tesouros, lendas egípcias e, claro, o Segredo de Ahk-Manethon.
Título: O Segredo de Ahk-Manethon
Autor (a): Hélio do Soveral
Organização: Leonardo Nahoum
Editora: AVEC
Número de páginas: 272

Você já quis ler um livro apenas pela capa? Eu já e O Segredo de Ahk-Manethon é a prova viva disso. Quando ele chegou aqui em casa, fruto da parceria de Ace com a Avec Editora, fiquei intrigada. Já de cara me apaixonei pela capa, que é simples, mas bem bonita, e quis ler. Mas vocês sabem como é vida de blogueiro, são sempre muitos livros para ler, alguns mais urgentes...e o bonitinho acabou ficando na estante, tomando aquele já velho conhecido chá de poeira. O tempo passou, mas a vontade sempre ali, até que me rendi. Passei na frente de todos os outros e fui me aventurar em suas páginas. O que eu achei, você confere abaixo.
Célio é o tipo de garoto que nunca diz não a uma aventura. Junto com sua turma, formada por garotos de personalidades bem diferentes, ele está sempre disposto a fazer algo novo. Mas nunca imaginou que um dia iria viver algo típico de aventuras de livros.
Quando descobre que o navio em que sua irmã, Iracema, naufragou, ele logo fica em alerta. A família está tomada pela dor, não há notícias a respeito de sobreviventes e tudo que eles podem fazer é rezar para que ela seja encontrada com vida. Porém, Célio acredita que pode encontrar a irmã e decide partir em direção aos Mares do Sul em busca de Iracema. E para isso, contará com a ajuda de seus amigos. Juntos, eles passarão por aventuras incríveis, que vai mudar completamente a vida de cada um deles.
Antes de começa a falar a respeito do livro, precisamos conversar sobre algo muito sério e que foi tratado com muito respeito pela editora. Logo no início do livro existe uma carta ao leitor, explicando que, por ser um livro escrito em uma outra época, iremos encontrar algumas situações e atitudes que hoje em dia não são mais toleradas. Achei de uma delicadeza enorme e já de cara a editora ganhou muitos pontos comigo. É necessário ter em mente que o livro foi escrito em 1941 e o que encontramos aqui são coisas que, atualmente, nos choca demais. Busquei analisar a história como um todo, não levando em consideração algumas passagens preconceituosas vividas por um dos personagens, que é um menino negro, mas falhei terrivelmente e já conto a vocês porque.
A história é totalmente juvenil e eu me senti assistindo um daqueles filmes adolescentes antigos, onde um grupo de amigos sai em busca de uma grande aventura. De imediato eu achei que eles iriam se meter em uma grande furada. Como que alguns garotos conseguiriam chegar até ao local onde aconteceu o naufrágio e encontrar algum sobrevivente? Era óbvio que a viagem não seria tão fácil como eles imaginavam e que encontrariam percalços pelo caminho. Eu só não imaginava que seriam tantos.
Em relação aos personagem, preciso ser bem sincera: não gostei de Célio, o protagonista, e nem de sua irmã. Ambos tem atitudes que eu repudio e mesmo sabendo que, naquela época as coisas infelizmente eram daquele jeito, eu não consegui sentir qualquer tipo de simpatia por nenhum deles. Ele é um menino autoritário, que se acha o maior e que, mesmo errando, não consegue assumir a culpa do que fez, colocando-a sempre no elo mais fraco. Ela também tem um reizinho na barriga e, mesmo tendo demonstrado um pouco mais de humildade que o irmão, não conseguiu me fazer vê-la com outros olhos. Quando eu falei mais acima a respeito de não ter conseguido levar em consideração o que acontecia com Tião, me referia justamente ao que esses dois personagens principais faziam. Eu entendo que, infelizmente, naquela época o preconceito era fortíssimo e tratado com muita normalidade, mas me doeu ler algumas coisas.
Apesar de ter tido essa trava com os personagens e suas atitudes, eu gostei da trama. O Segredo de Ahk-Manethon é uma história bem interessante, cheia de aventuras, com passagens divertidas e muito ágil. Li em pouquíssimo tempo e gostei muito de acompanhar os garotos e seus amigos em seu plano de resgate. A edição está muito bonita e as ilustrações são muito legais e deixaram o livro bem mais atrativo. Ri muito em alguns capítulos, fiquei emocionada em algumas passagens e acho que ele cumpriu bem o seu papel ao ter me entretido do início ao fim.

Novidades Jambô: Abril 2019

Abril também chega com novidades na Jambô, além de uma nova Medalha dos Deuses para a coleção e a entrega das pré-vendas de Março, um grande anúncio chega para marcar as comemorações dos 20 anos de Tormenta.
Confira todas as novidades que a Jambô preparou para o mês de Abril!

Neste ano, Tormenta, o maior e mais jogado cenário de RPG nacional, completa 20 anos de publicação. E as comemorações começam agora, no mês de abril, quando a Jambô Editora e os autores de Tormenta lançam a campanha Tormenta 20.
Tormenta 20 é a nova edição do RPG mais amado do Brasil, com regras modernizadas e mais dinâmicas, descrição atualizada do cenário e uma nova abordagem para criação de personagens, aventuras e campanhas. Um livro básico ideal para jogadores iniciantes e ao mesmo tempo uma grande celebração para os fãs de Tormenta! Tormenta 20 renova o jogo e se mantém compatível com todo o material lançado anteriormente sob o selo Tormenta RPG.
A campanha será lançada na plataforma de financiamento coletivo Catarse no dia 10 de maio e vai oferecer ao leitor e fã a oportunidade de participar desta edição estrondosa na história do RPG. Os colaboradores poderão dar suas opiniões sobre o novo sistema, terão seu nome para sempre no livro Tormenta 20 e receberão recompensas e promoções exclusivas durante a campanha.
A Jambô Editora não vai apenas fazer um livro comemorativo. Com a ajuda dos leitores e fãs que tornaram Tormenta o cenário nacional mais jogado da história do RPG no Brasil, vai lançar o mais impressionante livro básico do RPG nacional. Tudo com os fãs, pelos fãs, para os fãs.
Mais detalhes da nova edição, mudanças no cenário, opções de jogo e novidades em geral da campanha poderão ser encontrados futuramente na página www.tormenta20.com.br (que por enquanto permite o cadastro para receber as novidades do lançamento), além do site da Jambô Editora. A revista Dragão Brasil trará prévias exclusivas das novas mecânicas de regras, classes, raças e muito mais.
Com Tormenta 20, o ano de 2019 ficará na história do RPG nacional como “O Ano de Tormenta”!

O próximo lançamento da linha de romances oficiais de D&D é mais um volume de A Lenda de Drizzt. Agora é a vez do volume 7, O Legado, inédito do Brasil e que se passa depois daTrilogia do Vento Gélido.
Os tempos estão mais tranquilos para Drizzt e seus companheiros, depois de suas aventuras na terra a Sul, onde salvaram o amigo Regis do terrível assassino Artemis Entreri e terminaram com Regis assumindo o comando da guilda de ladrões de Porto Calim. Com as intrigas deixadas para trás, os heróis do Salão de Mitral estão de volta ao lar ancestral de Bruenor e se preparando para o casamento de Wulfgar e Cattibrie quando o passado de Drizzt volta para assombrar o ranger drow e seus amigos.
Uma aventura fantástica que abre as portas para uma nova série com o elfo negro mais amado de Dungeons & Dragons e que vai mudar para sempre a vida dos companheiros do Salão de Mitral.
A Lenda de Drizzt vol. 7 – O Legado será lançado ainda em abril e está nas fases finais de produção.
Para a linha de livros-jogos Fighting Fantasy, programamos um lançamento inédito, um título que Ian Livingstone estava escrevendo quando visitou o Brasil em 2016! Estamos falando de O Porto do Perigo, livro-jogo que revisita alguns dos elementos (e personagens) favoritos dos fãs, e que também é uma nova aventura cheia da ação... E perigos!
Você, o herói, tem uma missão que o levará até o temível Porto Areia Negra e o que começou como uma simples caçada ao tesouro acabou se tornando uma aventura muito mais sombria, com a ameaça da retorno de um dos vilões mais perigosos de toda Allansia e de toda linha de livros-jogos Fighting Fantasy: ninguém menos que Zanbar Bone!
O Porto do Perigo tem como previsão de lançamento o mês de abril e está em fase adiantada de produção.

Multiverso X.:41 - A Mentira Move As Histórias







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Achou que o podcast tinha mesmo acabado? 1º de Abril! Pois é, tudo não passou de uma grande e elaborada mentira. Neste episódio - além de pedir desculpas - o Capitão Ace Barros, Airechu, Julio Barcellos, Hall-e e até o Schnauzer recebem mais uma vez o Samuel Muca para falar sobre mentiras e como elas movem várias histórias.
Ouça e saiba mais sobre vários mentirosos e clichês da literatura e do cinema; descubra o que Loki e Agostinho Carrara tem em comum; deixei a Gillian Flynn desgraçar a sua cabeça com suas mentiras em Garota Exemplar; volte com Tolkien à Arda para conhecer as intrigas e enganações de Sauron em O Silmarillion; se identifique com o Fat Charlie e suas desventuras, e compre uma briga com o convidado por causa de Neil Gaiman, em Os Filho de Anansi; viaje a uma terra distante repleta de golpistas, bandidos e salafrários, com Os Nobres Vigaristas de Scott Linch. Tudo isso e muito mais!
Acompanhe-nos, estimado explorador de universos!

DURAÇÃO: 1 hora 28 Minutos 28 Segundos

ABORDADOS NO CAST:

O Conde de Monte Cristo (Alexandre Dumas) - SKOOB - AMAZON
OS Miseráveis - SKOOB - AMAZON 

Deuses Americanos (Neil Gaiman) - SKOOB - AMAZON - RESENHA
O Principe de Westeros e Outras Histórias - SKOOB - AMAZON - RESENHA
O Adulto (Gillian Flynn) - SKOOB - AMAZON

Garota Exemplar (Gillian Flynn) - SKOOB - AMAZON
O Silmarillion (J.R.R.Tolkien) - SKOOB - AMAZON
Os Filhos de Anansi (Neil Gaiman) - SKOOB - AMAZON - RESENHA
OS NOBRES VIGARISTAS (Scott Linch)
Volume 1 - As Mentiras de Locke Lamora - SKOOB - AMAZON - RESENHA
Volume 2 - Mares de Sangue - SKOOB - AMAZON - RESENHA
Volume 3 - República de Ladrões - SKOOB - AMAZON - RESENHA

NOSSOS CONVIDADOS:


Samuel Muca (Boteco dos Versados) - Boteco dos Versados@botecoversados - @samuelmuca_


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SHAZAM!




Todos temos um super-herói dentro de nós; só é preciso um pouco de magia para que ele ganhe vida. No caso de Billy Batson, basta gritar uma palavra -SHAZAM!- para que o jovem malandro de 14 anos se transforme no super-herói adulto Shazam, cortesia de um antigo mago. Um menino em sua essência - dentro de um corpo sarado, como o de um deus - Shazam se esbalda nesta versão adulta dele mesmo fazendo aquilo que qualquer adolescente faria com superpoderes: divertir-se com eles! Ele é capaz de voar? Tem visão de raio-X? Consegue soltar raios pelas mãos? Pode perder a prova de estudos sociais? Shazam começa a testar os limites de suas habilidades com a despreocupação típica de uma criança. Contudo, ele precisará dominar estes poderes rapidamente para lutar contra as forças do mal controladas pelo Dr. Thaddeus Sivana.
Título: SHAZAM!
Lançamento/Duração: 2018 - 2h 12min
Gênero: Aventura/Ação/Comédia
Direção: 
David F. SandbergRoteiro: Henry Gayden e Darren Lemke
Elenco: Asher Angel, Mark Strong, Zachary Levi, Cooper Andrews, Djimon Hounsou, Faithe Herman, Grace Fulton, Ian Chen, Jack Dylan Grazer, Jovan Armand, Marta Milans


A DC foi criticada durante muito tempo por seu tom sombrio - embora seja isso que agrade muitos de seus fãs - e desde Mulher Maravilha tem se esforçado para acrescentar cor e vida aos filmes de seus personagens e se desligar do universo compartilhado dark de Zack Snider. Isso torna curioso o fato de quem seus filmes mais livres, coloridos e divertidos - Aquaman e Shazam! - tenham sido dirigidos por nomes ligados ao cinema de horror e terror.
David F. Sandberg (Anabelle 2: A Criação do Mal e Quando As Luzes Se Apagam) foi incumbido da missão de trazer para as telas um dos mais icônicos, coloridos e inocentes personagens do universo DC. Shazam sempre foi um conceito carregado de esperança e bom humor, transitando entre os universos mágico e o super-heroico da editora, uma excelente aposta nas mãos de um diretor talentoso e mais um contraponto a linha que os filmes da editora seguiam anteriormente. Na soma dos pontos, o resultado é um saldo muito positivo.
Billy Batson (Asher Angel) é um adolescente problemático que foge de todos os lares adotivos pelos quais passa, na esperança de reencontrar a mãe, da qual foi separado ainda pequeno. O jovem recebe mais uma chance e é encaminhado para uma nova e acolhedora família formada por novos pais e irmãos que viveram a mesma realidade que ele. Após uma série de acontecimentos, o garoto acaba convocado por um mago (Djimon Hounsou) para ser seu campeão e deter os sete pecados se transformado no superpoderoso Shazam (Zachary Levi). Com a ajuda do irmão adotivo e aficionado por super-heróis, Freddy Freeman (Jack Dylan Grazer), Billy passa a tirar proveito de sua nova condição e aprontar diversas confusões, até ser confrontado pelo Dr. Silvana (Mark Strong), também dono de habilidades mágicas, e precisa descobrir o que é ser um herói.
Com uma trama simples, mas bem amarrada e coesa que ultrapassa maior parte de seus defeitos rindo de si mesma, e fortes influências de filmes como Quero Ser Grande, Shazam! chega com uma narrativa ágil, boas doses de humor, sacadas rápidas e inesperadas, e diversos outros elementos que devem agradar os públicos de todas as idades. Mais que um filme sobre um super-herói, o longa se mostra um filme que usa o personagem como uma ferramenta narrativa para complementar a narrativa sobre os personagens envolvidos na trama. E claro, não esquece de trabalhar o senso de perigo e a ação, que embora mais fraca, é justificada dentro da trama pelo fato do protagonista ser um adolescente no corpo de um adulto e não ser um excelente lutador. Apesar de muitas coisas boas trem sido mostradas nos trailers, várias outras surpresas positivas foram guardadas para longa. 
Os personagens - incluindo os coadjuvantes - são cativantes e as relações entre eles são muito bem trabalhadas. Asher Angel cumpre o seu papel ao dar vida aos conflitos emocionais de Billy Batson, mas entre os jovens atores é Jack Dylan Grazer que rouba a cena no papel de Freddy mostrando talento tanto para o drama quanto para a comédia. Contrapondo sua parte jovem, Zachary Levi dá show como Shazam, abraçando o cômico e entregando exatamente o que seria um adolescente com todos poderes de um semideus e nenhuma responsabilidade, formando uma excelente dupla com Grazer.
Os pontos fracos não chegam a atrapalhar o resultado final do filme, mas certamente estão presentes. O vilão Silvana, vivido por Mark Strong, é inicialmente bem construído, mas acaba beirando o caricato a medida que o filme avança. Apesar de optar por utilizar mais efeitos práticos e menos efeitos digitais, incluindo as cenas de voo com os atores içados por cabos, existem alguns momentos  em que o traje quase escandaloso do personagem faz com se destaque demais na cena, ressaltando os retoques e efeitos de CGI e o descolando da realidade. As coreografias de ação são simplistas, mas justificadas.
Shazam! pode não ser um filme de ação de grande destaque, mas é uma comédia de aventura muito competente, irreverente, despretensiosa e envolvente, que supera seus defeitos, diverte o espectador e entrega personagens marcantes e cativantes. Certamente vale a pena o investimento do ingresso!