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Última Fortaleza: Heróis e Monstros

Titulo: Última Fortaleza: Heróis e Monstros
Produtora: Kalango Analógico
Criação: Rovalde Banchieri
Tipo: Cardgame/Deck Building/Cooperativo


Os monstros estão de volta! Após o sucesso no financiamento e entrega do primeiro jogo da linha Última Fortaleza, a Kalango Analógico já está expandindo o cenário: trata-se de Hérois e Monstros, um novo cardgame cooperativo, de construção de baralho e ação rápida.
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Para quem não conhece, o universo de jogo da “Última Fortaleza” apresenta um mundo no qual monstros lutam como heróis e heróis se comportam como monstros. Aqui, as raças de fantasia medieval - Elfos, Anões e Humanos - geralmente associadas a atos heróicos, fazem parte de uma seita fundamentalista extremista chamada Ordem da Luz. A Ordem da Luz liderou uma inquisição contra as criaturas inteligentes de natureza maligna ou caótica, comumente chamadas de monstros - os Peles Verdes, Imortais e Draconianos - e praticamente os exterminou da face do planeta.
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Os poucos monstros que sobreviveram ao expurgo da Ordem da Luz se juntaram nos escombros da Última Fortaleza Negra e estão tendo de colocar suas diferenças e instintos de lado para encontrar uma forma de, juntos, impedirem suas raças de se tornarem extintas. Mas cada líder de cada Raça, dentro e fora da Fortaleza, possuí um plano pessoal, que pode fazer com que ele domine as outras raças de uma vez por todas e escreva seu nome nos livros de história, não como um monstro, mas como um herói.

Em Heróis e Monstros, os jogadores devem trabalhar juntos para garantir a sobrevivência da Última Fortaleza e de seus habitantes. No começo da partida, cada herói controlará um General e terá acesso a um conjunto limitado de recursos que deverá administrar, adquirindo novas construções para a Fortaleza, recrutando novas unidades para protegê-la ou ativando efeitos poderosos destas cartas compradas. 
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Os tipos de recursos e a quantidade de cada recurso ditarão quais as melhores cartas a serem compradas. Generais com mais Raízes controlam mais Construções e Unidades Peles-Verdes. Generais com mais Cristais de Alma controlam mais Imortais; e Generais com mais Sacrifícios controlam mais Draconianos. 
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No final da rodada, os jogadores serão atacados pelas Unidades Invasoras da Ordem da Luz, que irão reduzir o número de cartas do baralho da Fortaleza. Além disso, cada partida possui um Adversário que irá se fortalecer à medida que a Fortaleza se enfraquece, e colocará planos em prática para tentar trazer a derrota aos jogadores. O objetivo de cada partida é manter a Fortaleza de pé, com cartas em seu baralho, e derrotar os planos do Adversário.
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Para conseguir visualizar de forma mais clara você pode fazer o download do Manual de Regras do Jogo, ou se preferir e tiver tempo, pode assistir ao vídeo (disponível no final da postagem) produzido pelo pessoal do Jogando Offline que ilustra muito bem e de maneira divertida o funcionamento da partida.

Para quem não conhece, o funcionamento de um financiamento coletivo é simples: Os objetivos são esclarecidos na página da campanha e as recompensas são apresentadas, o apoiador escolhe entre as possibilidades com quanto irá contribuir já sabendo qual será a sua recompensa. Quando a meta não é alcançada o dinheiro é devolvido, e em algumas campanhas quando o valor estipulado, é ultrapassado metas extras que bonificam aqueles que contribuíram (as vezes não necessariamente todos, isso varia de recompensa para recompensa e de campanha para campanha).
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Na plataforma de financiamento, além do jogo Heróis & Monstros, você terá a oportunidade de conseguir uma cópia do jogo de tabuleiro Última Fortaleza, Cartas Extras, Artbook, Tabuleiro 3D, disponíveis em cópias limitadas. A campanha ficará disponível por mais 52 dias no Kickante (a contar de hoje 30/10) e possui um o diferencial: como o jogo já está pronto você não terá que esperar o fim da campanha + prazo de produção para recebê-lo. Os pacotes adquiridos serão postados sempre às terças-feiras, a começar do dia 10 de Novembro.
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Para não perder nem uma promoção desta campanha e acompanhar a contagem regressiva para o lançamento do jogo, participe agora do evento facebook (https://www.facebook.com/events/1504268496533990/).
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Agora que você já está por dentro de tudo confira a página do projeto no Kickante (http://www.kickante.com.br/heroisemonstros) e descubra mais informações sobre o jogo: quais exatamente são as recompensas, detalhes sobre como jogar, quais são os extras, os recursos adicionais, etc.
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Apoie, divulgue e prepare-se para juntar-se aos monstros na defesa da Última Fortaleza!


Tempestade de Sangue

Durante o último ataque de mitológicos à Fortaleza Negra, Sasha sofreu perdas irreparáveis. Agora, só o que ela quer é juntar os cacos e seguir em frente. Mas, quando menos espera, ela se depara com um esquema de tráfico de sangue dentro da Fortaleza e resolve usar essa informação para se aproximar de Klaus, o líder dos Mestres vampiros. Enquanto isso, Mikhail viaja na companhia dos irmãos numa caçada aos mitológicos, e está concentrado em encontrar seus inimigos e dar fim ao grupo que atacou a Fortaleza. Mal sabe ele que enquanto isso, Sasha está se arriscando para desvendar todo o mistério que envolve o tráfico de sangue, ao mesmo tempo que tenta se reaproximar do cientista Blake Campbell e descobrir mais sobre a Exterminator, a arma criada para exterminar os mitológicos, mas que também pode ser uma grande ameaça para os vampiros. Será que Blake está tramando contra os Mestres? Sem que imagine, as investigações de Sasha a levam a percorrer um caminho sem volta que acaba se transformando no seu pior pesadelo.
Título: Tempestade de Sangue
Série: Trilogia Fortaleza Negra - Volume 2
Autora: Kel Costa
Editora: Jangada - Grupo Editorial Pensamento
Páginas: 304



Pouco mais de um ano depois da leitura do primeiro volume, voltei a visitar a série escrita pela carioca Kel Costa. A Fortaleza Negra já havia vencido a minha resistência ao gênero e me agradado bastante, mas esse segundo volume da trilogia veio para reforçar a minha opinião sobre essa ser uma série uma série que deve conquistar vários fãs por todo Brasil.
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Aleksandra Baker está de luto após os acontecimentos finais de A Fortaleza Negra, mas algo mais está mexendo com sua cabeça: Mikail, seu mestre apaixonante, está fora caçando os responsáveis pelo terrível ataque. Sasha se sente abalada, abandonada, impotente, e mais do que nunca precisa arrumar algo para ocupar a mente. É claro, atrevida e impetuosa como é, isso irá levá-la a se meter em novos problemas. É certo que os mitológicos voltarão a atacar, mas as ameças não estão apenas fora dos muros da fortaleza...
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Mais uma vez, é através de uma narrativa em primeira pessoa que acompanhamos os desdobramentos da trama, mas dessa vez contamos com uma divisão maior do protagonismo. Sasha mantém seu papel de guia, nos levando consigo a cada descoberta sobre si, sobre o mundo e sobre as tramas, mas os vampiros Mikail e Klaus também nos ajudam a enxergar todo o universo de maneira mais ampla. O mistério e da ação que senti falta no primeiro volume pude encontrar em altas doses em Tempestade de Sangue. Apesar da relação de Sasha e Mikail ainda ser um dos principais elementos, o foco da trama agora é outro, algo maior!
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Sasha continua uma personagem em constante mudança como boa adolescente, mas o inicio da fase adulta já mostra seus efeitos, e a responsabilidade começa a aparecer de leve em sua vida. Mas uma constante se mantém intocada: sua capacidade de se meter em confusão e ser irritante (caso queira saber o quanto, eu respondo: MUITO). Sorte - e o fato de ser a protagonista da história - é o que a mantém viva, pois não são poucas as vezes que seu senso de justiça e boca grande a deixam perto da morte. Os amigos de Sasha - Kurt e Lara - mantém seu papel de alivio cômico, mas de maneira mais comedida, e se destacam como grandes companheiros e ponte para novas confusões (como se ela sozinha não encontrasse problemas suficientes). Os mestres vampiros ganham mais espaço para terem suas relações e seu passado mais trabalhados (algo que me agradou bastante), mas o destaque novamente recai sobre Klaus e Mikhail, deixando os outros um pouco mais ocultos. Os outros personagens da trama tem apenas pequenas participações e destaque; isso inclui os antagonistas.
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A escrita da Kel - elemento que muito me agradou desde o primeiro livro - se mantém em alto padrão; rica em detalhes e extremamente fluida, capaz de prender o leitor do início ao fim. Romance, dramas adolescentes, relações de amizade, mistérios, ação e sexo; elementos presentes no primeiro livro estão de volta. O cenário anteriormente apresentado é expandido e explorado com maior amplitude mostrando tanto o alcance atual da influência vampírica, quanto algumas de suas ações no passado e também um pouco mais sobre os mitológicos.
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Uma coisa que me incomodou durante a leitura do primeiro volume voltou a me incomodar: a produção cultural continuar inabalada naquela realidade. Sim, é uma grade bobagem que não irá atrapalhar em nada a sua leitura, e que provavelmente passará em branco a muitos outros leitores, mas ao meu ver tira um pouco da consistência do cenário. Novamente levando em conta que a política mundial e diversas outras coisas foram alteradas com a presença dos vampiros e os ataques do mitológicos, e que somos influenciados e afetados pelo que nos cerca - guerras e ataques terroristas que deixaram de acontecer, pessoas que deixaram de nascer e morrer,  escândalos políticos e lutas socais - a produção cultural também deveria ser alterada.
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A programação visual do livro é muito bem feita - desde a capa à diagramação - não há em que por defeito. Só senti falta das ilustrações feitas pelo Ralph Damiani anexadas ao fim do livro como no anterior. ;P
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Volto a repetir o que disse ao finalizar  a resenha do livro anterior da série: a Trilogia Fortaleza Negra irá deixar deixar uma legião de fãs enlouquecidos no aguardo das sequências, fandoms surgirão aos montes e logo várias moças e rapazes irão querer um vampiro sedutor para si. Sucesso é apenas uma questão de tempo. Digo isso sem a menor sombra de dúvida. Se não conhece ainda, corra para conhecer!


O Gigante Enterrado





Uma terra marcada por guerras recentes e amaldiçoada por uma misteriosa névoa do esquecimento. Uma população desnorteada diante de ameaças múltiplas. Um casal que parte numa jornada em busca do filho e no caminho terá seu amor posto à prova - será nosso sentimento forte o bastante quando já não há reminiscências da história que nos une?
                                                                                                                                                                                                                                                                                        
Título: O Gigante Enterrado
Autor (a): Kazuo Ishiguro
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 280


O Gigante Enterrado de Kazuo Ishiguro me despertou a atenção assim que o vi em evidencia nas livrarias. A capa e a sinopse eram uma tentação que somados aos comentários positivos e elogiosos da crítica especializada me convenceram a comprar aquela história de fantasia que tanto prometia.
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Ele vai nos levar a uma época de relativa paz numa Inglaterra medieval que ainda se recupera de um longo período de guerras entre bretões e saxões. Desde o fim daqueles conflitos uma misteriosa névoa se ergueu, envolvendo toda aquela região. A névoa provoca o esquecimento e os aldeões, cavaleiros e reis têm muitas dificuldades de simplesmente se lembrar. Antigos conflitos, alianças, momentos e a própria história daquela terra e daquele povo foi esquecida involuntariamente. Algumas recordações voltam em visões desconexas e de forma esporádica. Eles vivem o presente, mas não tem qualquer certeza sobre o seu passado. Somos então apresentados a Beatrice e Axl, um casal já idoso, que aos poucos vai se lembrando de seu filho e sentem uma forte necessidade de reencontrá-lo. Eles resolvem partir da aldeia em que vivem numa perigosa jornada para reencontrá-lo (mesmo naqueles tempos de paz, ogros, fadas, bruxas e outros seres fantásticos podem estar à espreita). A forma como eles se lembram deste detalhe é esparsa e vários dias transcorrem sem que o assunto lhes volte à mente tamanho é o poder da névoa em fazê-los esquecer de coisas tão importantes: as feições do seu filho, a forma como se conheceram e os dias de sua juventude, tudo é encoberto pela névoa do esquecimento.
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Foi um livro que me deixou bastante dividido e confesso que é ainda mais difícil falar de livros assim do que daqueles que gostamos de imediato.
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Entre os personagens o casal de protagonistas é o mais cativante! Não me lembro de já ter visto em nenhum outro livro um casal de idade já avançada partindo numa aventura como a deles e que remete a uma jornada do herói tardia. A dinâmica e o cuidado que eles demonstram ter um com o outro é algo muito bonito de ler. Há toda uma riqueza de detalhes sutis em suas conversas e jeito de ser que apenas casais que conviveram por muito tempo juntos seriam capazes de perceber no outro. Axl sempre trata Beatrice por "princesa" e ela sempre o procura perguntando"Você ainda está aí, Axl?" temerosa de que algo possa ter acontecido ao esposo. Curiosamente durante a viagem, ela sempre caminha à frente pois conhece melhor o caminho e ele protege a retaguarda da esposa, afinal é muito mais fácil que um predador ataque pelas costas.
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O núcleo de personagens mais jovens também se destaca. Temos Sir Gawain, um cavaleiro remanescente da época do Rei Arthur imbuído da missão de derrotar Querig, uma dragoa possivelmente envolvida com a névoa e a causa dos maiores problemas de do casal de protagonistas, Wistan um habilidoso e astuto guerreiro com uma missão a cumprir para o seu rei e o garoto Edwin que após ser mordido por Ogros passa a ser hostilizado em sua própria aldeia e é tomado como protegido de Winstan. Todo este quinteto é memorável pelas suas características que vão desde a teimosia, a honra e a altivez e em dado momento vão se juntar em torno de um objetivo comum. Na névoa da narrativa e daquele mundo, são eles o nosso chão e porto seguro sustentando o interesse com diálogos elaborados e dramas individuais envoltos em mistérios.
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Outro ponto que chama atenção é a quantidade de mitos, aspectos culturais e metáforas contidas no livro. O dilema experimentado pelos personagens entre livrar a Inglaterra da névoa do esquecimento a um preço que talvez eles não estejam dispostos a pagar, pode se relacionar à histórias como a de Adão e Eva e o fruto da Àrvore da Sabedoria do Bem e do Mal, ou ainda ao Pomo da Discórdia da deusa Éris na mitologia grega. Barqueiros que transportam seus passageiros para ilhas muito além do mundo comum remetem ao barqueiro do Hades, Caronte. Esta ilha em questão não seria uma versão da mítica Avalon? Há ainda muitos elementos tradicionais dos contos de fadas, da fantasia capa e espada, das novelas cavalheirescas do mito arturiano e tantas outras que com certeza me escaparam durante a leitura.
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A edição nacional é da Companhia das Letras e conta com um acabamento gráfico irresistível: a capa é fosca e texturizada e possui detalhes em dourado e o corte das folhas é pintado de azul. A ilustração de uma árvore antiga, com galhos secos e já sem folhas remete à algumas das características da história.
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O conceito, os personagens, as referências e o desfecho me empolgaram mas não gostei da forma como o autor conduziu a história. A narrativa parece tentar refletir o clima de incerteza que permeia aquela terra. A névoa afeta também o narrador, o que acaba tornando o desenvolvimento da trama lento, arrastado e até tedioso em alguns momentos prejudicando a minha experiência de leitura. A própria linearidade e a interação entre os personagens sofre com esta decisão e não foram poucos os momentos em que me senti completamente perdido.
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Apesar de não ter superado as minhas expectativas e de, tampouco ter sido uma leitura satisfatória em vários momentos, reconheço o valor d’O Gigante Enterrado por abordar de forma incomum as temáticas da velhice, memória, amor, guerra e morte. Certamente não é um livro que termina na última página e o desfecho é tão bom em entregar aquilo que esperei desde o início que não poderia deixar de recomendá-lo mesmo assim. Minha dica é para que você não espere por uma fantasia pé-no-chão e esteja aberto para as mais diversas interpretações subjetivas que ele suscita.




A Ilha dos Dissidentes

Ser levada para uma cidade especial não estava nos planos de Sybil. Tudo o que ela mais queria era sair de Kali, zona paupérrima da guerra entre a União e o Império do Sol, e não precisar entrar para o exército. Mas ela nunca imaginou que pudesse ser um dos anômalos, um grupo especial de pessoas com mutações genéticas que os fazia ter habilidades sobre-humanas inacreditáveis. Como única sobrevivente de um naufrágio, ela agora irá se juntar a uma família adotiva na maior cidade de mutantes do continente e precisará se adaptar a uma nova realidade. E logo aprenderá que ser diferente pode ser ainda mais difícil que viver em um mundo em guerra.                                                                                                                                               
Título: A Ilha dos Dissidentes
Série: Trilogia Anômalos Volume 1
Autor (a): Bárbara Morais
Editora: Gutenberg
Número de páginas: 304


Uma distopia nacional com seus próprios mutantes - esse resumo MUITO MUITO pobre visto por aí foi suficiente para fazer as minhas atenções se voltarem para essa obra. Como fã de cenários bem elaborados e apaixonado por quadrinhos, aproveitei a primeira oportunidade que tive para conferir o que A Ilha dos Dissidentes tinha a me apresentar. E disso não me arrependi...
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O primeiro volume da Trilogia Anômalos - A Ilha dos Dissidentes - conta a história de Sybil Varuna, uma jovem órfã que após sair de sua província na esperança de fugir da guerra, é surpreendida por ser a única sobrevivente do naufrágio do navio Titanic III.  A razão é simples e preocupante: ela é uma anômala. E de onde vem, pessoas como ela só tem um destino: juntar-se ao exército e lutar pela União.
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Após passar por uma série de testes, Sybil é levada para uma cidade chamada Pandora, um lar para anômalos como ela, localizada em uma zona neutra no Pacífico. Diferente do que pensava a jovem é recebida não para integrar o exército, mas para ser adotada em uma nova família para ter um novo lar. Acolhida por sua nova mãe Rubi, seu novo irmão Thomas e o tio Dimitri, e pelos amigos que faz na escola - Leon, Naoki, Brian e Andrei - Sybil passa a ter uma nova visão de mundo e se acostumar com uma vida melhor.
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Até que por conta da escolha de uma matéria escolar específica chamada Técnicas Especiais e se destacar por seu empenho em uma prova especial, Sybil é convocada a sair em uma missão especial em que poderá nunca retornar com vida para Pandora...
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Como disse anteriormente, nessa e em outras ocasiões, sou aficionado por cenários e em como contribuem para o desenvolvimento das tramas, tal quais personagens e coadjuvantes. O fato de toda a narração ser feita em primeira pessoa pela protagonista, posicionando-a em relação aos acontecimentos do mundo e de como eles influenciam sua vida direta e indiretamente, serviu para alimentar a sensação de profundidade daquele universo. Os efeitos da guerra, a divisão mundial, a questão entre humanos e anômalos, as cidades especias e suas nomeclaturas, as diversas críticas sociais, tudo isso corrobora de forma inteligente para o enriquecimento da trama. A verdade é que em uma única leitura acompanhamos duas histórias e não apenas uma: a de Sybil e a do cenário que habita.
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A escrita da autora é simples, dinâmica e fluida, e por se apresentar de forma pessoal (como já foi citado) aproxima o leitor da trama e dos personagens. Esses por sua vez são carismáticos e verdadeiros, são adolescentes em postura, atitudes e diálogos, mesmo quando a situação exige deles um pouco mais de maturidade, embora hajam momentos para isso (algo diferente dos mini-adultos preparados para tudo que vemos em algumas histórias).  Talvez, ao fim da leitura, seja difícil elencar dentre eles o seu favorito e dizer o que espera dele nas partes seguintes.
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O único defeito, se é que dá para chamar assim, é a falta de respostas para as muitas perguntas abertas durante todo o livro. Não há com o que se preocupar, pois essas questões não comprometem o desenvolvimento da trama que se conclui neste primeiro volume. Contudo é inevitável o leitor não querer saber mais sobre aquele universo e os mistérios que o rodeiam. É claro, o final dramático evidência que tudo isso é só o começo de algo maior...
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Para não deixar falar da parte gráfica e detalhes técnicos digo de forma direta que a Editora Gutenberg fez um trabalho muito próximo ao impecável. Não encontrei nenhum problema ortográfico, a arte da capa é muito bonita e condizente como clima da trama, e a diagramação simples favorece o bom caminhar da leitura.
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Posso ter começado a leitura pela pura curiosidade de conhecer uma obra nacional trabalhada com sua versão dos X-Men (Heróis Favoritos para Sempre), mas terminei a leitura querendo desbravar mais desse universo interessante. Bárbara Morais criou uma história complexa e ao mesmo tempo de fácil absorção, com um cenário rico, capaz de entreter e fazer pensar. Quem gosta de uma boa distopia e/ou histórias bem amarradas, irá encontrar aqui uma boa dica!


O Vampiro Imperador

Drucila é uma linda jovem romana, casada com o médico do imperador Nero. Diante da ausência do filho, ela entrega-se a um culto proibido de fertilidade, ato que inicia sua ruína e tem relação com sua transformação em vampira. Ciente de seu poder, ela resolve dominar Roma e não mede esforços para consegui-lo. As intenções de Drucila só poderiam ser ameaçadas por Dotan, um ser imortal como ela. Em noites de lua cheia, esse general de confiança de Nero prende a si mesmo a fim de evitar que o lobisomem, criatura que se tornou há milhares de anos, domine-o. No entanto, quando Dotan se vê diante de uma Roma guiada por energias maléficas, ele engendra sua força para tentar salvar o povo da perseguição e da tirania. O derramamento de sangue se torna um pesadelo constante. A cidade caminha, a passos rápidos, para um longo período de escuridão. Traições, jogos de poder e lutas épicas enredam essa engenhosa aventura que põe em conflito a busca pelo bem e o desejo, às vezes incontrolável, pelo poder e pela luxúria.
Título: O Vampiro Imperador
Autor (a): Leonardo Barros
Editora: Novo Século
Número de páginas: 400

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Em O Vampiro Imperador voltamos a tempos imemoriáveis, para sermos apresentados a um mundo sombrio onde forças escuras habitam a realidade em meio a presença dos homens tementes a Deus. Indo de Sodoma até Roma, Leonardo Barros nos apresenta Drucila, uma jovem, bela, apaixonada pelo esposo Emilianus e desesperada pelo sonho da maternidade ao ponto de se entregar a um estranho culto para conseguir a fertilidade. Porém sua jornada a leva a um caminho quase sem volta de decadência em sua vida. Quase, porque é claro, algo acontece...
Transformada em vampira pelo deus do submundo, Drucila recebe uma missão sombria que poderá mudar os rumos do mundo e permitir que realize sua vontade de ser mãe. Para isso deve se infiltrar na corte Romana e influenciar o Imperador Nero e sua esposa para trazer ao mundo o Vampiro Imperador.
O único que poderá detê-la é o general Dotan, o grande lobo branco. No entanto ele terá que se preocupar com muito mais que confrontos diretos, quando se vê diante de uma Roma guiada por energias maléficas. Dotan terá que salvar seu filho Lucius, e lidar a perseguição ao povo cristão liderado por Paulus de Tarso.
Traições, jogos de poder e lutas épicas enredam essa engenhosa aventura que põe em conflito a busca pelo bem e o desejo, às vezes incontrolável, pelo poder e pela luxúria.
Quem já conhece Leonardo Barros de leituras anteriores não irá se surpreender ao encontrar em O Vampiro Imperado as características que marcam sua escrita: uma narrativa fluida e simples, ricas em detalhes, o uso de seus conhecimentos como médico para enriquecer as descrições e combates, deixando até mesmo a violência mais tangível. Os capítulos curtos, narrados em terceira pessoa, são fáceis de ser devorados apesar de suas 400 páginas. E para quem gosta, várias pontas são deixadas em aberto para incitar no leitor uma vontade de mais!
O autor soube trabalhar muito bem a ambientação histórica, embora modifique-a em determinados momentos para o bom andar da trama e da originalidade. Sua pesquisa história, e até mesmo as vindas de outros produtos (seriados como Roma e Spartacus, talvez???), ficam evidente em cada detalhe da construção visual e social da obra. Além disso Leonardo desenvolve uma mitologia própria para sua narrativa, com origem na tradição judaico-cristã, que embora não seja algo inédito é muito bem executado, conferindo a ela um ar de novidade. 
Embora o livro possua diversos detalhes positivos, alguns pontos atrapalharam o desenrolar da minha leitura. O uso desmedido do sexo - onde praticamente todas as ações levavam a ele, e não só em momentos propícios - foi talvez o principal deles, mas não o único. A construção e utilização dos personagens também me incomodou bastante, principalmente a disparidade entre os protagonistas. Drucila, mesmo com seus momentos de loucura, em pouco tempo evolui o que Dotan em séculos não parece ter crescido; sempre cometendo os mesmos erros e pouco aproveitando de sua vivência. 
A parte gráfica do livro é muito bem trabalhada. A capa logo chama atenção pelos detalhes e - embora não tenha me agradado plenamente - está totalmente dentro do contexto do livro, não sendo apenas uma ilustração de fachada. O miolo não trás nenhuma extravagância e aposta em um trabalho simples e bem feito para ser agradável ao leitor, desde as páginas amarelas à escolha da logotipia. 
Para os apaixonados por Vampiros, Lobisomens e outras criaturas da noite, ou mesmo os amantes ficção histórica e histórias de fantasia com temas mais sombrios, O Vampiro Imperador é uma boa dica. Vale a pena conferir o livro e tirar suas próprias conclusões.


A Revolução Dos Bichos

Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, "A Revolução dos Bichos" é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos.
Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista.
De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos - expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História - mimetizam os que estavam em curso na União Soviética.
Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A Revolução Dos Bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto.
Título:  A Revolução dos Bichos
Autor (a): George Orwell
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 152


Certos livros são capazes de transcender o seu próprio tempo, preservando ainda toda a pertinência da discussão a que inicialmente se propõe recebendo a alcunha de clássicos por isto. A Revolução dos Bichos de George Orwell, pseudônimo pelo qual seu autor Eric Arthur Blair seria mais conhecido, sem dúvidas, é um destes. E engana-se quem possa pensar que clássicos precisem ser sempre densos e difíceis de ler. Este tanto pode ser lido como uma divertida fábula rural em que os animais tomam posse de uma fazenda e passam a administrá-la ou ainda como uma severa crítica aos regimes políticos totalitaristas, sobretudo os soviéticos que serviram de inspiração para Orwell. Particularmente tentei fazer os dois ao mesmo tempo e tive uma ótima experiência de leitura. 
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Toda a trama se passa na Granja do Solar, propriedade e lar do sr. Jones, uma típica fazenda do interior da Inglaterra e é lá que os animais cansados da exploração a que são submetidos diariamente pelo homem vão tomar o poder e implementar uma nova ideologia que viria a ser chamada de Animalismo cujos princípios básicos condenam tudo o que possa vir do gênero humano, do comércio ao álcool, das vestimentas ao caminhar sobre duas patas, enquanto busca fortalecer o cooperativismo entre os próprios animais. 
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Tudo começa na noite em que sob a convocação do Major, um porco idoso respeitado pelo porte altivo e ganhador de exposições, os animais desta fazenda se reúnem para ouví-lo falar de um sonho que tivera e da visão de vida que descobrira pela longa experiência. É ele quem primeiro expõe os princípios do que viria a ser o Animalismo, denunciando as atrocidades praticadas pelo homem e comentando sobre como a vida destes animais seria melhor sem este fardo: estariam livres de trabalhar além do necessário, não estariam mais sujeitos aos açoites e tampouco passariam fome. 
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Mais cedo do que eles esperavam, a revolução predita pelo Major ocorre. Eles se rebelam expulsando o Sr. Jones, sua esposa e os empregados humanos da fazenda e a partir daquele dia se tornam donos de seus próprios destinos, administrariam a fazenda e tudo o que produzissem nela seria para seu próprio benefício. Eles se organizam escrevendo na parede do celeiro sete mandamentos nos quais resumem os princípios do Animalismo que deveriam ser, a partir daquele dia, observados e obedecidos por todos os animais da fazenda. A música Bichos da Inglaterra, cantada primeiramente no dia da reunião com o Major se tornou o hino símbolo de sua nova realidade. Vislumbravam um período de segurança, felicidade e prosperidade. 
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Mas o que parecia à princípio ser o paraíso para aqueles animais vai aos poucos sendo corrompido por aqueles que pela inteligência e oportunismo passaram a se ocupar dos cargos de administração da fazenda: os porcos. Temos não só a volta como a intensificação da exploração do trabalho dos bichos, agora promovida por seus iguais que já não são mais tão iguais assim, a alteração no decorrer da história de vários dos sete mandamentos originais do Animalismo, além do racionamento da comida trazendo novamente a fome. Traição, opressão, mentira e dissimulação ganham cada vez mais espaço no cotidiano da fazenda. Alguns sentiriam falta dos tempos do sr. Jones, mas até mesmo o passado parece ter sido alterado... 
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O livro foi originalmente escrito como uma crítica mordaz ao sistema comunista implementado na Rússia e tanto os eventos narrados quanto os personagens mais importantes são referências diretas ao que aconteceu naquele país na primeira metade do século passado. O livro ganhou ainda mais notoriedade ao ser utilizado como propaganda anticomunista no auge da Guerra Fria. Contudo, por tratar de temas inerentes à própria humanidade como a exploração de uma classe dominante, a busca pela liberdade e a corrupção pelo poder, ainda encontra correspondência na atualidade sobretudo nos regimes políticos mais autoritários e ditatoriais. 
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George Orwell soube dosar bem o drama e o bom humor numa narrativa instigante e linearmente bem estruturada. Acompanhamos os eventos principais ocorridos na Granja do Solar, convertida em Fazenda dos Bichos, com um interesse genuíno ao longo das estações do ano e das viradas de páginas. 
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Os personagens antropomorfizados espelham em seu comportamento e características as diversas facetas da sociedade e é um ótimo exercício alegórico para o leitor tentar encontrar esta correlação. Os porcos como os governantes autoritários e oportunistas, o corvo como o líder religioso que alenta o sofrimento com promessas de uma vida melhor num paraíso, o burro cuja experiência de vida o desiludiu de perspectivas melhores tornando-o fatalista e indiferente, os cavalos confiantes cegos na capacidade de seus governantes, não medindo esforços e sacríficios, são crédulos e trabalhadores, as ovelhas servem de marqueteiras para o sistema político, incapazes de pensar por conta própria se contentam em repercutir o discurso de seus líderes. Isto para citar apenas alguns deles, a Fazenda dos Bichos era grande e possuia também vacas, galinhas, gatos, cães, ratos, pombos e outros animais. Todos têm seu momento na narrativa e ficamos ansiosos por conhecer os traços de personalidade de cada um deles. E se precisamos de um vilão para odiar, que seja bem construído, maquiavélico e perversamente inteligente, é na figura do porco Napoleão que o encontraremos. 
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Tanto como uma divertida fábula moral quanto como uma acurada sátira política, A Revolução dos Bichos propicia uma ótima experiência de leitura para o leitor, podendo ser lido por crianças e adultos sem distinção. Setenta anos após sua publicação original, este livro ainda mantém em suas páginas um ar inequívoco de contemporaneidade aos dias atuais. Muitos dos questionamentos, conflitos e até a própria indignação experimentados pelos animais também são os nossos. O perigoso jogo de poder e dominação sempre fez parte da história humana e aqui é engenhosamente denunciado de uma forma criativa, acessível e impactante. Uma obra-prima, clássico instantâneo e atemporal cuja leitura é indispensável.





A Torre das Almas




Neste conto que é o primeiro spin-off oficial do best-seller A Batalha do Apocalipse, um grupo de anjos de Gabriel é enviado à Terra para averiguar o que parece ser um simples caso de espírito aprisionado. No curso da missão, os celestiais descobrem pistas de uma possível conspiração que, se confirmada, pode ameaçar os exércitos rebeldes e reverter a balança das forças do céu.


Título: A Torre das Almas
Autor (a): Eduardo Spohr
Número de Páginas: 10 ou 16 na versão Kindle.
Editora: Draco



As histórias do universo do livro A Batalha do Apocalipse têm sua continuação oficial com o conto A Torre das Almas, publicado na coletânea “Imaginários 3”, da Editora Draco. Pois é, se engana quem acredita que Filhos do Éden - Herdeiros de Atlântida foi a primeira publicação que deu continuidade ao universo criado por Eduardo Spohr.
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A ideia começou quando o autor recebeu o convite do editor Erick Santos para participar da antologia. Juntos, decidiram aproveitar que os leitores pediam mais aventuras angélicas e decidiram que o texto se passaria no mundo de A Batalha do Apocalipse. Apesar de não ser indispensável, nas palavras do próprio autor, A Torre das Almas serviu como um ensaio para o Herdeiros de Atlântida e é interessante àqueles que desejam acompanhar a mitologia ABdA e conhecer novos personagens da saga (para alguns nem tanto).
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Na narrativa, um grupo de anjos de Gabriel é enviado à Terra para averiguar o que parece ser um simples caso de espírito aprisionado. No curso da missão, os celestiais encontram pistas de uma possível conspiração que, se confirmada, pode ameaçar os exércitos rebeldes e reverter a balança das forças no céu.
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Um bônus para os fãs do autor. Um aperitivo para quem ainda quer conhecer. A prova de fogo para quem não gostou muito de A Batalha do Apocalipse, mas quer saber se deve dar uma nova chance para o "Spohrverso". De várias formas podem ser interpretado o conto A Torre das Almas, tudo depende da relação do leitor com o trabalho do autor.
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Evidentemente é mais recomendado para aqueles tem uma familiaridade com a série de livros. Nele temos referências a guerra celeste que acontece entre os anjos narrada em A Batalha do Apocalipse e uma introdução a personagens que serão de grande importância em Herdeiros de Atlântida, Kaira e Zarion (inclusive essa aventura é citada no próprio primeiro volume da saga Filhos do Éden). Porém por se tratar de um conto curto e introdutório pode ser apreciado por qualquer um.
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A narrativa é fluida e dinâmica, com detalhes na medida certa, sem cansar o leitor com explicações longas. Apresenta bem as personagens apesar de ter poucas páginas para tal, deixando claras as diferenças entre eles, suas posições, personalidades e modus operandi. Eduardo Spohr conseguiu, nessa breve história, criar uma trama com elementos de ação, suspense e aventura, capaz de prender a atenção do leitor e dar uma prévia de como são os livros dele após A Batalha do Apocalipse.
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Mal vi o passar das páginas. Quando reparei já o tinha devorado. É uma leitura rápida que recomendo, principalmente, para quem teve uma primeira impressão ruim do trabalho do Eduardo. Vale a pena conferir.


A Batalha do Apocalipse

Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do Juízo Final. Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedon, o embate final entre o Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo. Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heróicas, magia, romance e suspense.
Título:  A Batalha do Apocalipse
Subtítulo: Da Queda de Anjos ao Crepúsculo do Mundo 
Autor (a): Eduardo Spohr
Editora: Verus
Número de páginas: 588

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Aproveitando a aproximação do lançamento do terceiro volume da série Filhos do Éden, resolvi revisitar antigas leituras para entrar no clima antes de conferir o que teremos em Filhos do Éden - Paraíso Perdido. Portanto nada mais justo que começar reorganizando o conteúdo de uma resenha que fiz há três anos para aproveitar um pouco da sensação da época.
O livro A Batalha do Apocalipse, do autor brasileiro Eduardo Sphor, trás para nós o armagedom de uma maneira diferente do visto antes. Embora presentes e participativos, os arcanjos e Lúcifer não são o centro da história. Os cavaleiros do apocalipse nem são mencionados. A batalha do apocalipse conta a história do querubim Ablon, antigo general do Arcanjo Miguel, por meio de flashbacks e algumas ações no presente. Acompanhamos toda a jornada de humanização de um ser angélico, desde seu expurgo após ser traído por Lúcifer, até sua jornada para salvar a vida da única pessoa capaz de compreendê-lo e responsável por sua mudança na terra, a feiticeira Shamira.
Eduardo Spohr nos faz imaginar um mundo coerente e fascinante reunindo elementos da religião católica, história antiga e fantasia fantásticaPorém se tratar de uma obra densa e com riqueza de detalhes tamanha, eu sugiro que você deguste de forma lenta, sem pressa. Não digo que será uma tarefa fácil, afinal nem todos conseguem levar uma leitura de forma lenta, mas a história se desenvolve tão saborosamente que a vontade é de não parar nunca até se saber ao certo, com detalhes, o que aconteceu. E tão bem detalhados quanto os momentos de desenvolvimento da trama são os embates!
Desde o casal principal até os Duques do Inferno todos os personagens são muito bem elaborados, tanto nas descrições físicas quanto nas suas motivações. Ablon é o herói perfeito e não é difícil adorá-lo, Shamira é a personagem que ancora a trama na humanidade e te aproxima da história. Ablon e Shamira se tornam grandes amigos e companheiros durantes vários e vários encontros por entre os séculos e é ai que surgi um novo sentimento, não exatamente uma paixão, mais sim uma ligação entre eles, como se Ablon precisasse de Shamira para viver e vice-versa. E não se engane quanto aos coadjuvantes, independente da duração de suas aparições, cada um tem sua importância na história, enriquece a trama e te cativa de forma impressionante. Os aliados e inimigos são um prato cheio, em especial Lúcifer, Gabriel, Miguel e o grande rival de Ablon, Apollyon o anjo da destruição.
A Batalha do Apocalipse é um épico nacional de alto nivel, mas não posso ser hipocrita e dizer que não tem seus defeitos. Independente disso já entrou na minha lista de favoritos. A forma que Sphor transpõe para o papel a suas histórias me agradou de tal forma que não pude deixar de seguir acompanhando sua carreira e adquirindo seus trabalhos posteriores.  Arrisquem-se, leiam e voltem aqui para debater que estarei respondendo todos comentários.



Kalciferum - Demônios, Bruxas e Vagantes

Titulo: Kalciferum - Demônios, Bruxas e Vagantes
Produtora: Independente
Criação: Andrei Fernandes
Tipo: Literatura


O que faria se descobrisse que o seu colega de trabalho fosse na verdade um demônio fugitivo?
Foi assim, de um simples questionamento que no final do ano de 2011, que Andrei Fernandes resolveu criar Kalciferum, um livro Young Adult de fantasia urbana , que aborda o cotidiano de uma forma diferente do que vemos e cremos.
Kalciferum - Demônios, Bruxas e Vagantes apresenta um mundo onde a segurança e a certeza providas por grandes metrópoles não passam de uma patética ilusão cercada de concreto e aço. Agora, imagine se por trás dessa “normalidade” você descobrisse que algum colega de trabalho seu é na verdade um demônio fugitivo? O protagonista da história, Rafael, nunca foi perguntado sobre isso, mas a resposta ele já sabe. Após conseguir um emprego precisa trabalhar junto com uma entidade demoníaca que se esconde na burocracia para mundana para não ser descoberto. O mundo é completamente diferente do que sempre se acreditou e criaturas sobrenaturais vagam além dos olhos mundanos.
O oculto sempre fascinou Andrei, e as HQs obscuras de Neil Gaiman, Alan Moore e Mike Mignola influenciaram muito seu trabalho. Formado em comunicação visual, é designer, roteirista e comandante do Mundo Freak, um site de entretenimento com podcasts semanais de casos insólitos. Contista já publicado e aluno do Best Seller Eduardo Spohr em seu curso de Estrutura Literária possui alguns contos lançados de maneira independente. Outros trabalhos literários foram publicados na coletânea Monstros pela Editora Buriti.
Para trazer esse projeto sombrio à luz do dia antes precisamos da sua ajuda!
Para quem não conhece (ou não acompanha as postagens que fazemos sobre FCs), o funcionamento de um financiamento coletivo é simples: os objetivos são esclarecidos na página da campanha e as recompensas são apresentadas, o apoiador escolhe entre as possibilidades com quanto irá contribuir já sabendo qual será a sua recompensa. Quando a meta não é alcançada o dinheiro é devolvido, e em algumas campanhas quando o valor estipulado é ultrapassado metas extras bonificam aqueles que contribuíram (as vezes não necessariamente todos, isso varia de recompensa para recompensa e de campanha para campanha). 
Na plataforma de financiamento estão disponíveis vários níveis de apoio, com valores entre R$15 e R$ 320, que dão direito a recompensas variadas como marcador de página, contos do autor (Flagelo e Vagalumes), livro físico e digital (epub e pdf), pôsteres em A3 e A4 a escolha do apoiador, caneca, tarô do projeto (22 arcanos maiores), estatueta exclusiva.  Basta escolher o apoio que contemple aquilo que seja do seu interesse, tudo com frete grátis. 
A campanha ficará disponível por 60 dias no Catarse (a contar de 08/10) e tem entrega de recompensas prevista para Abril de 2016. Agora que você já está por dentro de tudo confira a página do projeto no Catarse (https://www.catarse.me/pt/kalciferum) e descubra mais informações sobre o livro: quais exatamente são as recompensas, detalhes sobre como seu dinheiro será investido, artes, etc.
Apoie, divulgue, e esteja pronto para encarar o mundo de outra maneira!

O Planeta Dos Macacos

Em pouco tempo, os desbravadores do espaço descobrem a terrível verdade: nesse mundo, seus pares humanos não passam de bestas selvagens a serviço da espécie dominante... os macacos. Desde as primeiras páginas até o surpreendente final – ainda mais impactante que a famosa cena final do filme de 1968 –, O planeta dos macacos é um romance de tirar o fôlego, temperado com boa dose de sátira. Nele, Boulle revisita algumas das questões mais antigas da humanidade: O que define o homem? O que nos diferencia dos animais? Quem são os verdadeiros inimigos de nossa espécie? Publicado pela primeira vez em 1963, O planeta dos macacos, de Pierre Boulle, inspirou uma das mais bem-sucedidas franquias da história do cinema, tendo início no clássico de 1968, estrelado por Charlton Heston, passando por diversas sequências e chegando às adaptações cinematográficas mais recentes. Com milhões de exemplares vendidos ao redor do mundo, O planeta dos macacos é um dos maiores clássicos da ficção científica, imprescindível aos fãs de cultura pop.
Título: O Planeta dos Macacos
Autor: Pierre Boulle
Editora: Aleph
Lançamento: 2015
Páginas: 216


Creio que não será exagero algum dizer que foram as 200 páginas mais surpreendentes que já tive o prazer de ler até hoje! Nem mesmo ter visto recentemente um remake do clássico filme de 1968, cuja inspiração veio deste livro, teria me preparado para o que li aqui. Recentemente relançado no Brasil pela editora Aleph, O Planeta dos Macacos de Pierre Boulle é tudo menos previsível e me prendeu e fascinou de uma maneira que poucos livros e autores são capazes de fazer. Desde a ideia original e brilhante de por em conflito essas duas espécies que compartilham de um ancestral comum até o desenvolvimento e a conclusão, o livro é um verdadeiro deleite para fãs de ficção científica, distopias e críticas sociais.
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O Planeta dos Macacos começa mostrando um futuro longínquo, no qual o turismo espacial já será algo tão banal quanto hoje é pegar um carro e cair na estrada nas férias. Somos apresentados a um casal, Jinn e Phillys, aproveitando uma destas típicas viagem de férias à bordo de uma futurística nave espacial. Enquanto contemplam a vastidão do vazio e do Universo que os cerca, eles se deparam com um inusitado objeto vagando pelo espaço: uma garrafa de vidro com uma mensagem dentro, como aquelas lançadas ao mar pelos náufragos da Terra. Numa manobra que me remeteu a uma pescaria espacial eles capturam essa garrafa, deitam-se no chão da nave e avidamente se põem a ler aquela mensagem.
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Descobrimos que ela contém um relato escrito pelo jornalista francês Ulysse Mérou. Em primeira pessoa ele nos conta como embarcou numa viagem para a estrela Betelgeuse na constelação de Órion como membro da tripulação do Professor Antelle. Chegando lá em menos de dois anos devido a um sistema pioneiro de deslocamento que envolve aceleração e frenagem em velocidades superiores às da luz, eles encontram um planeta (Soror era seu nome, como mais tarde teriam a oportunidade de descobri) com condições de suporte à vida muito semelhantes às da Terra e decidem rapidamente pousar em sua superfície para fazer observações e conduzir suas pesquisas. Eles aterrissam em uma área de florestas e teoricamente desabitada. Num dado momento de sua exploração por aquele terreno eles se deparam com uma nativa daquele planeta. Para o mais absoluto espanto da tripulação, ela é tão humana quanto eles, está suja e completamente nua e os observa com curiosidade. Eles logo notam que ela não está plenamente consciente do mundo que a cerca e que seu comportamento está mais para o de um animal do que para um humano da Terra e Ulysse a batiza de Nova. Para seu infortúnio, os membros da tripulação são perseguidos e capturados por uma companhia de caça formada por seres simiescos juntamente com alguns dos membros da tribo de Nova.
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Em cativeiro Ulysse passa a relatar a experiência de ser tratado como um animal, mas está disposto a provar àqueles macacos que é tão inteligente e capaz quanto qualquer um deles. Essa é apenas uma breve sinopse do que é visto nas primeiras 50 páginas do livro e não representam uma ínfima parte das descobertas, conflitos e desafios pelos quais Ulysse terá de passar.
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Muito mais do que meros humanos vestidos de macacos, os habitantes de Soror idealizados por Boulle demonstram ter uma cultura e todo um modo de agir e pensar bem característicos e naturais de sua contraparte símia terrestre, tendo inclusive um jeito, que a nós pode realmente parecer alienígena, de caminhar e bater palmas com os quatro membros simultâneamente. A divisão da sociedade símia se dando de acordo com as características naturais das três principais espécies: gorilas, orangotangos e chimpanzés também é um ponto acertado tanto por permitir que façamos uma correlação satírica entre a sociedade deles e a nossa no início do século XX, quanto por acrescentar uma maior diversidade às personalidades e aos conflitos experimentados por eles. Em Soror, os gorilas dominam pela força, são mais ingnorantes mas exercem boa parte dos cargos de autoridade e presidência de empresas e instituições. Os orangotangos são definidos como a ciência oficial daquele planeta, sendo pomposos e cheios de si, são pouco abertos às mudanças e questionamentos contentando-se em repetir as verdades antigas e tidas como absolutas. Já os chimpanzés embora sejam os mais submissos entre as três espécies, detém toda a vanguarda do pensamento e da ciência, são criativos e realmente inovadores.
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É pelos olhos e pelo relato de Ulysse que pouco a pouco vamos construindo nossa visão da sociedade de Soror e entendemos que o estranho é um humano falar, sorrir e pensar e não um chimpanzé. Provamos toda a frustração e perplexidade do protagonista a cada indagação que faz diante daqueles fatos. Poderia ele, o ápice da criação, o senhor do universo, o homem se curvar a meros macacos aceitando de bom grado torrões de açúcar e afagos como se não passasse de um animal de estimação? Spoiler: sim, poderia!
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Talvez o único ponto negativo e que tenha me deixado incomodado tenha sido a fraca representação e caracterização das figuras femininas: Phillys e Nova são extremamente rasas e são tratadas como um mero adereço da trama. A dra Zira, mesmo com a importância que adquire ao perceber a condição peculiar de Ulysse e sendo uma pesquisadora notável e inteligente, acaba sendo relegada em várias situações à simplória condição de noiva submissa. Vi nas três um potencial desperdiçado.
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Contudo todo o desenvolvimento é espetacular e o desfecho nos brinda com mais de um ponto de virada que me deixaram simplesmente embasbacado ao ler. Só me restou rir atordoado com aquelas súbitas mudanças de perspectiva habilmente incluídas pelo autor no livro. É uma leitura que facilmente te tira da sua zona de conforto e o faz questionar todo o status quo social.
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O livro é carregado de questionamentos filosóficos, éticos e sociais e indubitavelmente o fará parar para pensar e repensar toda a condição humana: Onde está o nosso limite entre a racionalidade e a bestialidade? Como seríamos vistos aos olhos de outras criaturas inteligentes? Somos mais dignos por pretensamente termos uma alma racional? Que limites devemos impôr à nossa ciência com relação às experiências com outros animais? Qual a função da caça? Porque continuamos a subjugar espécies menos favorecidas mesmo quando já não precisamos mais delas? Não importando que personagem tomemos como referência, seja homem ou macaco, estas perguntas logo começam a pipocar em nossa mente durante a leitura.
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A recente edição da Aleph vem com alguns extras que complementam muito o texto principal entre elas uma entrevista concedida pelo autor ao periódico Cinefantastique poucos anos após o lançamento da primeira adaptação cinematográfica, uma matéria jornalística da BBC contando mais da vida do francês quase desconhecido que idealizara uma das mais aclamadas franquias do cinema, além de um posfácio de autoria do estudioso brasileiro Braulio Tavares, no qual ele compara o gênero de ficção científica francês e o norte-americano com comentários deliciosos sobre o pioneirismo da obra O Planeta dos Macacos. Todo o projeto gráfico do livro é digno de nota e o formato, com os cantos das páginas arredondadas, me remeteu muito a um daqueles cadernos de uma famosa marca italiana.
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O Planeta dos Macacos é uma provocação inquietante ao gênero humano, que nos instiga a fazer um peculiar exercício de empatia num livro curto, inteligente e surpreendente. Um clássico indispensável capaz de paradoxalmente trazer à tona e lado a lado o nosso lado mais bestial e também àquele que mais nos torna humanos. Vale muito a leitura!



Protocolo Bluehand: Alienígenas

O Protocolo Bluehand é um conjunto de diretrizes e conhecimentos que farão a diferença na subsistência e resistência contra os mais diversos perigos ignorados pelo senso comum social.
O codinome Bluehand nasceu no site Jovem Nerd como sinônimo de uma pessoa curiosa e interessada, o típico nerd, aquele sujeito que, por sua inteligência e sapiência, tornar-se-ia indispensável em uma situação de emergência.
No entanto, esse termo deve ser extrapolado acima de um único indivíduo, se a raça humana aspira sobreviver a um evento de proporções cataclísmicas. Quem devemos procurar em uma sociedade fragmentada pela obliteração de organizações políticas, civis e militares? Se você leu este livro, já sabe a resposta.
Título: Protocolo Bluehand: Alienígenas
Sub-título: Seu Guia Definitivo Contra a Ameaça Extraterrestre
Coleção: Protocolo Bluehand
Autor (a): Eduardo Spohr, Alexandre Ottoni e Deive Pazos
Editora: Nerdbooks
Número de Páginas: 336



Talvez você não acredite, ou finja não acreditar, mas eles estão por aí. Então é bom seguir com calma na leitura dessa resenha, pois estar preparado é sobreviver!
Com o Protocolo Bluehand: Alienígenas, ou simplesmente PBHa, em mãos você irá aprender através uma detalhada pesquisa, coleta de dados e anotações apresentadas de forma didática e dinâmica em seis capítulos, como se comportar e se preparar para o momento em que a invasão for oficialmente iniciada. É importante antes de tudo, sempre se lembrar das cinco regras primárias:
Regra n˚1 › Os extraterrestres não são nossos amigos. Se fossem, eles nos deixariam em paz. Mesmo os mais "evoluídos" alienígenas têm interesses escusos na Terra. Nunca confie neles.
Regra n˚2 › Em caso de avistamento ou contato, não entre em pânico. Se você está lendo isto, tem 85% mais chances do que uma pessoa normal de escapar de um encontro imediato.
Regra n˚3 › Mantenha a calma e fuja! Nunca tente "investigar a luz" ou se comunicar com esses seres. Procure a rota mais segura e dê o fora.
Regra n˚4 › Quando tiver que lutar, respire fundo e use as técnicas recomendadas neste manual.
Regra n˚5 › Em caso de invasão, localize e proteja o Bluehand.
No primeiro capítulo do livro você irá conhecer mais sobre o inimigo, quais principais tipos e espécies, como reconhecê-los, de onde vem, quais suas tecnologias e quais pontos fortes e fraquezas. No segundo conhecemos o Modus Operandi: como se comportam, quais seus interesses na Terra, as formas com que fazem contato, abduções, implantes, onde ficam suas bases conhecidas e a relação entre as especies invasoras. No terceiro capítulo aprendemos então a como nos prepararmos para resistir e combatê-los. O quarto e o quinto irão nos ensinar a reconhecer os sinais do inicio da invasão, inclusive no comportamento do governo, e dar instruções claras sobre como manter-se vivo, organizar uma resistência, reconhecer e estabelecer contato com a Rede Bluehand (grupo de pessoas preparadas para a invasão com habilidades e localização cifradas através de código), e inciar um contra-ataque. O sexto e último capítulo ensina a reestruturar e restabelecer a sociedade humana após uma possível vitória.
O livro conta ainda com dois apêndices sobre as relações entre os Extraterrestres e a sociedade Humana com relatos, teorias e documentações sobre os diversos encontros entre especieis durante a história do planeta. Algumas espécies já estão aqui a muito, muito tempo. Quando ler irá se questionar como não percebeu os sinais antes, mas é melhor fazer isso antes que a invasão comece...
Se você já leu até aqui já pode se acalmar, não estou ficando doido, apenas entrei no clima do livro. A ideia nasceu de uma piada interna de Caio Lúcio, o Bluehand, um dos participantes do Nerdcast - o podcast do site Jovem Nerd - conhecido por seu vasto conhecimento em diversos campos do conhecimento. O que começou com uma brincadeira sobre a existência de supostos manuais de sobrevivência a situações adversas, algumas aparentemente absurdas, se tornou algo sério, divertido e vendável.
Escrito por Eduardo Spohr e complementado por Alexandre "Jovem Nerd" Ottoni e Deive "Azaghal" Pazos, o Protocolo Bluehand é um livro satírico de narrativa fácil e agradável que brinca com teorias da conspiração, fatos vindos de pesquisas reais e outros advindos da Cultura Pop. Essa quantidade de informações pode tornar a leitura um pouco mais demorada; o que em minha opinião é a forma ideal de se ler um manual, já que é isso que ele se propõe a ser. O livro nos posiciona não como leitores de ficção, mas alvos do desastre real. É tudo construído de um forma tão séria que chega a ser instigante por vezes curioso. O Protocolo apenas disponibiliza a informação como se fosse uma verdade absoluta, o que torna a leitura ainda mais divertida.
Apesar de todo o tom de brincadeira, o livro trás muito material bom para quem tem interesse em Ufologia, com pesquisas e referências reais, como documentos militares e reportagens de jornais, e também diversas referências à filmes, séries, documentários e livros relacionados de alguma forma ao tema, todas documentadas no capítulo final com diversas indicações para quem quiser se aprofundar. Se fizer uma pesquisa durante a leitura vai se espantar com a quantidade de dados e informações que veem de relatos reais, embora é claro nenhum deles apresente provas públicas.
Outro ponto que faz Protocolo Bluehand: Alienígenas se destacar é excepcional qualidade gráfica, bem acima dos padrões encontrados em livros com propostas similares no mercado, como a coleção de manuais de Star Wars da Bertrand Brasil. E quando digo isso, quero dizer desde o papel aos detalhes do acabamento, diagramação e outras minúcias. O livro tem várias ilustrações e é feito para parecer ter pertencido a outra pessoa, nas páginas encontramos marcas de copo de café, de água, com imagens ou recados colados com fita adesiva ou grampeados, anotações feitas a caneta. Não, o livro não é sujo, não são manchas e grampos reais, são apenas grafismos. Tudo para passar a impressão de realidade maior a obra, como se fosse um caderno de alguém que conseguiu os dados e foi acrescentando algumas coisas.
Seja por curiosidade, seja pela sátira e humor, pelo belo acabamento e projeto gráfico, seja pelo vasto conhecimento atrelado (embora para muitos seja apenas loucura), PBHa é um livro instigante e muito bem elaborado, e você não precisa acreditar em alienígenas para se divertir com o livro. Se duvida, confira a prévia com as 20 primeiras páginas do livro (link no topo da postagem).
Por via das dúvidas vou seguir me preparando - quem sabe até iniciando a leitura do Protocolo Bluehand: Zumbis - pois já dizia o Arquivo X:  a verdade está lá fora! E caso queira se juntar a mim esse é o meu código: PBHa+5571!*16172232376474838997