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República de Ladrões

Envenenado e à beira da morte, Locke Lamora segue para o norte com seu parceiro, Jean Tannen, em busca de refúgio e de um alquimista para curá-lo. Porém, a verdade é que ninguém pode salvá-lo. Com a sorte, o dinheiro e a esperança esgotados, os Nobres Vigaristas recebem uma oferta de seus arquirrivais, os Magos-Servidores.
As eleições do conselho dos magos se aproximam e as facções precisam de alguém para fazer o trabalho sujo, manipulando votos. Se Locke aceitar, o veneno será purgado de seu corpo com o uso de magia – mas o processo será tão excruciante que ele vai desejar morrer.
Locke acaba cedendo ao saber que o partido da oposição contará com uma mulher do seu passado: Sabeta Belacoros, a única pessoa capaz de se igualar a ele nas habilidades criminosas e mandar em seu coração. Novamente em uma disputa para ver quem é o mais inteligente, Locke precisa se decidir entre enfrentar Sabeta ou cortejá-la, e a vida dos dois pode depender dessa decisão.
República de ladrões leva o leitor ao início da vida de Locke enquanto flerta com o seu fim, revelando todos os matizes de Sabeta e de seu relacionamento com o líder dos Nobres Vigaristas. Misturando momentos tensos e cômicos do passado e do presente, esta obra é, até agora, a melhor de Scott Lynch.
Título: República de Ladrões
Série: Nobres Vigaristas - Vol. 3
Autor: Scott Lynch
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 544


Por mais que leitores vorazes e exploradores de universos possam dizer que é difícil determinar uma obra/universo favorito entre a infinidade que conhecemos e absorvemos diariamente, existem aqueles que são guardados com grande carinho em nossas memórias. Algumas dessas obras não chegam devagar ou pedindo licença, mas de forma potente como uma avassaladora paixão. Eu estaria mentindo se não desse a série Nobres Vigaristas o devido valor. A cada novo livro a vontade de acompanhar os personagens e suas desventuras apenas se amplifica, e claro que na primeira oportunidade você irá se debruçar sobre o volume posterior dessa jornada. A minha chance é claro veio agora e não foi desperdiçada...
Em três anos a vida dos Nobre Vigaristas se transformou totalmente. Para a azar de nossos heróis essa mudança não foi para melhor. A vida de uma Pessoa-Certa obviamente não é fácil, sempre se há risco em viver de furtos, golpes e outros crimes de diferentes escalas, mas a morte se tornou constante aos discípulos de Correntes.
Em As Mentiras de Locke Lamora os Nobres Vigaristas são colocados no meio de uma trama de vingança cruel e sanguinária que envolvia a alta cúpula do crime e a nobreza Camorri. Em Mares de Sangue, os sobreviventes do encantador grupo de vigaristas tentam se reerguer em um arriscado golpe contra o cassino Agulha do Pecado, mas antigos inimigos surgem irritados e amarram o destino dos heróis em mais uma trama sórdida, dessa vez de natureza política envolvendo o Arconte de Tal Verrar e os piratas das Ilhas dos Ventos Fantasmas. Nas duas ocasiões a morte acompanhou de perto nossos heróis e carregou consigo pessoas queridas, mas nunca desistiu de ter aqueles que sobraram para si...
Aqui começamos a trama na distante terra de Leshane com um Locke Lamora moribundo e um Jean Tannen em desespero atrás de uma cura para o mal que atinge seu melhor amigo. Cada Galeno (médico) consultado garante apenas uma coisa: a alquimia negra que adoeceu no Nobre Vigarista é desconhecida e um antídoto jamais será encontrado. Contudo é de onde menos se espera que a salvação surgem mas ela irá cobrar um preço: Locke e Jean terão que ir até Kertane trabalhar para os Magos-Servidores - definitivamente seus piores inimigos - durante o Jogo dos Cinco Anos. A disputa consiste em ajudar o partido em que seus contratantes apostaram a vencer uma eleição usando toda seu conhecimento em manipulação e golpes, mas sabendo o adversário também terá um "conselheiro" pronto para a tarefa. No entanto, como toda dificuldade é pouca, seus adversários contrataram ninguém menos que Sabeta, o misterioso grande amor de Lamora. Locke terá que jogar para vencer se quiser continuar vivo, mas será que o desejo de reconquistar a mulher dos seus sonhos permitirá que as coisas aconteçam de forma simples? Enquanto tudo acontece isso os Magos Servidores tem seus próprios planos para todos eles...
Em República de Ladrões, Scott Lynch nos carrega de volta para sua agradável e fluida narrativa em terceira pessoa. O ritmo da obra autor permanece ágil apesar da grande quantidade de informações apresentadas na histórias principal e em seus interlúdios, tornando a leitura agradável e veloz mesmo em pela expansão do cenário. A linguagem utilizada pelo Lynch permanece também simples e de fácil entendimento, ainda mais agora longe dos jargões navais que se tornaram necessários no volume anterior.
Se tanto elogiei anteriormente a construção do cenário, dessa vez não poderia ser diferente. Novamente somos levados a novas terras, novas culturas e mistérios, tanto no presente quanto nos interlúdios que exploram o passado. Deixamos Tal Verrar e conhecemos Leshane e Kertane no presente dos personagens, e também voltamos a Camorr e visitamos Espara nos interlúdios ambientados no passado. Com cada vez mais cor e graça, o cenário se mostra ainda mais rico e envolvente; não é só repleto de informação para dar grandeza, é repleto de informação para que os detalhes lhe convençam que por mais diferente que aquela realidade lhe pareça, ainda sim seja plenamente palpável. Das vestes a cultura popular com suas datas, festejos e cultos, das regras e leis aos tratados não escritos, cada elemento te encaminha para uma imersão profunda e encantadora.
Como é de costume, Lynch tenta sempre surpreender o leitor com seus plots, tramas e sub-tramas, e um elemento fundamental para tal nesse livro é Sabeta. Desde o primeiro volume somos tocados pela citação do seu nome e da importância que ela tem para Locke, mas tudo sobre sua figura sempre fora oculto. Todavia aqui já não espaço para esconder, mas sim revelar. A relação dos dois é explorada durante a narrativa principal e também nos interlúdios que nos levam ao passado dos Nobre Vigaristas. É possível dizer que essa relação é quem move a trama no presente, até mais que o mistério sobre a origem de Lamora e a presença aterradora dos Magos-Servidores. O que não significa que não irá refletir no futuro.
Bem como destacado na resenha do volume anterior, os personagens são o foco da história e o que nos faz ficar grudados nas páginas durante a leitura. Lamora e Tannen voltam a nos conquistar com sua lealdade, seus golpes bem arquitetados, e com uma inocência que os coloca várias vezes em risco. Conhecemos enfim Sabeta, capaz de rivalizar Locke em intelecto e desestruturá-lo apenas por existir. Voltamos a ver Correntes e os Gêmos Calo e Galdo - responsáveis pelas partes mais cômicas do livro - durante os interlúdios que nos fazem ter mais saudade da relação familiar que tinha toda aquela gangue. Inclusive ouso dizer que as partes do livro que mais me agradaram foram ambientadas nesse passado dos Nobre Vigaristas em Espara tentando ajudar a Compania Moncraine-Boulidazi a encenar a aclamada peça República de Ladrões. Contudo os personagens mais ocultos também tem seu papel como Paciência e os outros Magos-Servidores.
Como não poderia ser diferente a edição nacional recebeu todo o cuidado com a tradução e adaptação do texto, revisão, diagramação e outros detalhes gráficos, e acertaram em manter a capa original que tanto chama atenção dos leitores e desavisados. 
República de Ladrões é uma história inteligente e envolvente com doses de aventura, romance, drama e amizade, dotada de um ritmo e estilo leve mas também com aquela riqueza de detalhes que agrada aqueles como eu. A cada etapa ouso dizer que a série Nobres Vigaristas se torna mais instigante e apaixonantes, e se começada duvido muito que tenha vontade de parar. Concordo plenamente, dessa vez com as palavras da Publishers Weekly sobre o livro: "Frenético, divertido e impossível de parar de ler... Locke e companhia mantêm-se entre os protagonistas mais cativantes da fantasia e Lynch esgueira-se para uma paródia política incisiva sem nunca exagerar na comédia"

O Curioso Caso de Benjamin Button

Nascer, crescer, envelhecer e morrer são etapas de todo destino e só a ficção permite imaginar outros rumos. F. Scott Fitzgerald (1896-1940) fantasiou a inversão da seta do tempo em O curioso caso de Benjamin Button, a saga de um homem que nasce velho e morre bebê. O autor conquistou fama aos 23 anos com um romance sobre a ascensão de um jovem, como ele, impaciente para conquistar o mundo. Logo encontrou mais de um estímulo para assumir o papel de ícone de uma era, os anos 1920, louca, impulsiva e acelerada. Uma nota em seu diário diz: A felicidade depende do bom desempenho das funções naturais, exceto uma envelhecer. Sua morte, aos 44 anos, exemplifica o lema viva rápido, morra jovem, um modo até hoje eficaz de alcançar a imortalidade. O curioso caso de Benjamin Button, publicado em 1922, combina fantasia e realismo para anunciar a busca por rejuvenescimento que convertemos em obsessão. Não falta, porém, melancolia a esta fábula que inverte a cronologia para concluir que no fim das contas tanto faz ganhar ou perder.
Título: O Curioso Caso de Benjamin Button
Coleção: Folha Grandes Nomes da Literatura # 02
Editora: Folha de S. Paulo
Autor: F. Scott Fitzgerald
Tradução: Rodrigo Breunig
Número de páginas: 56

Quem me acompanha nas redes sociais, pelas postagens e podcasts do Multiverso X já sabe que ando bastante interessado nas obras do escritor norte-americano F. Scott Fitzgerald e tenho empreendido uma pequena maratona para ler todas as que já possuía na coleção. O interesse que começou com a leitura do romance O Grande Gatsby e a sua elite nova-iorquina, passou pela Riviera francesa e o relacionamento problemático dum casal em Suave é a Noite e agora se direciona para um conto curto, mas tão profundo e gratificante quanto os romances, O Curioso Caso de Benjamin Button.
Essencialmente este conto trata da história de vida de Benjamin Button, o protagonista que surpreendentemente nasce com a aparência de um homem de cerca de setenta anos de idade, inclusive já sendo capaz de falar, e ao longo dos anos, ao contrário de todo mundo, vai rejuvenescendo. Nascido no berço de uma rica e privilegiada família da Baltimore de 1860, o jovem Button causa espanto aos médicos e ao seu pai Roger logo no início do conto pela sua aparência. Os problemas aos olhos dos adultos se agravam pois Button insiste em não se comportar como um bebê ou uma criança normal, preferindo a companhia do avô e a leitura duma enciclopédia a brincar com as crianças da sua idade. Ele sofre preconceitos e é vitima de chacotas e fofocas das pessoas normais, mas supera tudo isso conforme vai crescendo e rejuvenescendo e tentando se adequar ao que esperam de sua idade, mas sem deixar de fazer também aquilo que ele mesmo anseia e que mais condiz com sua aparência. Em dado momento ficar mais jovem com o passar do tempo também ocasionará problemas para Button, e em resumo tanto importa se você nasce velho ou jovem, o fato é que o tempo é impiedoso e chega para todos sem distinção.
O conto é narrado em terceira pessoa e difere um pouco dos romances realistas de Fitzgerald pela presença do elemento fantástico, mas ainda carrega características próprias do autor sobretudo a crítica social ao seu tempo. É bastante conciso e fluido e terminamos curiosos querendo saber mais detalhes da vida de Button, ficando impossível não pensar em como ele seria se fosse um romance, ainda que termine de forma muito satisfatória. Além da problemática de vida e a inversão da ordem natural de passagem do tempo e o amadurecimento às avessas, o conto ainda aborda o conflito de gerações, evidenciando pela dificuldade de aceitação por parte daquela sociedade de alguém que é totalmente diferente dos demais.
O Curioso Caso de Benjamin Button foi originalmente publicado na edição de 27 de maio de 1922 da revista semanal Collier’s, sendo posteriormente incluído por Fitzgerald em seu livro de Contos da Era do Jazz. Em dezembro de 2008 foi lançada uma adaptação cinematográfica do conto, dirigida por David Fincher, estrelando entre outros Brad Pitt, Cate Blanchett e Tilda Swinton. A adaptação ganhou três Oscares, nas categorias direção de arte, maquiagem e efeitos especiais, mas não é tão fiel ao conto. A edição que li faz parte da Coleção Folha Grandes Nomes da Literatura e é brinde na compra do primeiro volume. Ela possui a mesma tradução, feita por Rodrigo Breuning, da edição de bolso de 2010 da L&PM Pocket, mas com um acabamento gráfico superior. O conto também está disponível em “O Curioso Caso de Benjamin Button e outras histórias da era do Jazz” da José Olympio, com tradução de Brenno Silveira.
Sem dúvidas, o que mais me impactou durante essa leitura foi o fato do protagonista passar a maior parte da sua vida como um incompreendido. A sociedade ansiava dele o tempo todo coisas que, pela sua condição particular, ele sequer tinha como entregar. Neste aspecto Button não é tão diferente de nenhum de nós cuja seta do tempo avança normalmente rumo à velhice. Quantas vezes não somos obrigados a nos comportar e agir de maneira totalmente avessa a nossa própria natureza apenas para cumprir protocolos sociais que muito pouco ou nada representam para nós mesmos? De certo modo é um conto melancólico e até depressivo, embora tenha também muitos momentos de humor, leveza e ares nostálgicos para contrabalançar. Button não era um personagem trágico e na maior parte das vezes soube lidar razoavelmente bem com a sua condição, levando uma vida tão completa quanto a de qualquer outra pessoa e convenhamos que isto não é pouca coisa! Por tudo isto, por ser de fácil e rápida leitura e por tocar em temas tão pertinentes e inerentes a qualquer pessoa, não poderia deixar de recomendar a todos mais uma obra-prima de Fitzgerald!


O Arauto - Os Dois Mundos

Um membro da Guarda Sagrada de Nistia desapareceu no Norte, terra profana e hostil. Para mostrar força perante os inimigos, um sábio clérigo do conselho convence os companheiros de que as antigas tradições do Livro Guia, que no passado os resguardava, devem ser novamente seguidas. O Grão Sacerdote, líder político e espiritual máximo de Ghandar é contrário aos velhos costumes, pois entende que deles advém apenas o mal, o que enfraquece sua liderança entre os conselheiros, que apoiam as tradições do Livro Guia. Um jogo de intrigas, conspirações e desejos de poder tem início. No meio dele é inserido um jovem paladino, que acima de tudo anseia ser membro da Guarda Sagrada, uma classe de guerreiros paladinos com o propósito de defender o clero. Seu objetivo é viajar para o Norte, e descobrir o ocorrido com seu irmão da Guarda Sagrada. Contudo, ele não sabe das armações por detrás de sua missão, nem conhece o ódio que o sábio clérigo e o Grão Sacerdote nutrem um pelo outro, o ódio que gerou sua escolha para desempenhar essa jornada mortal.
Título: O Arauto
Série:  Os Dois Mundos - Livro 01
Editora: PenDragon
Autor: Licínio Arantes Neto a.k.a L.N. Arantes
Número de páginas: 406


Já anda virando algo normal ver a Lelê Tapias, do blog Tô Pensando em Ler, amadrinhando as minhas leituras. Tenho que confessar que ando gostando muito disso na verdade! Primeiro porque receber presentes dos amigos é sempre bom, e segundo porque a Lelê parece não errar no que me agrada. Mais uma vez tive a chance de conhecer o trabalho de um autor que não conhecia e explorar um mundo totalmente novo. E foi algo muito bom!
O livro narra a história de Mordrel Tridius, um jovem que aspira um dia ser membro da Guarda Sagrada de sua nação, o país dos Deuses. Os integrantes dessa importante ordem militar são denominados paladinos, guerreiros consagrados responsáveis por resguardar, representar e propagar as leis e mandamentos do Clero, o centro do poder espiritual e político da nação. Contudo, um dos requisitos para se tornar membro dessa eminente ordem é desempenhar com sucesso alguma missão de grande importância ao Clero, o que Mordrel vem há tempos esperando. O que ele não sabe, porém, é que conspirações estão ocorrendo nos salões do Palácio Clerical. Jogos de interesses, desejos de poder e possíveis golpes de estado estão em curso, idealizados por um influente clérigo, que busca abolir a atual inação do Grão Sacerdote, o senhor supremo de Ghandar, e por em prática seus próprios e revolucionários ideais.
A trama é totalmente narrada em terceira pessoa e nos faz acompanhar não apenas o paladino Mordrel Tridius, mas todos aqueles personagens que pontuam e movimentam a trama. A narrativa é bastante densa e detalhada, porém bastante agradável e instigante. Essa não é uma daquelas histórias de fantasia mais leves e ágeis - as quais também me agradam bastante - mas do tipo que aconselho ser consumida com calma e atenção para maior absorção dos detalhes que permeiam as páginas de O Arauto.
Esse caráter detalhista citado acima é responsável por criar além de personagens com um bom aprofundamento, um cenário rico e diálogos muito bons. O enredo criado por Licínio é muito bem estruturado, com pontas amarradas e bastante inteligente. O autor consegue mergulhar no que há de melhor em obras de fantasia medieval, mas também se questionar sobre questões que tocam também a realidade, como confronto de opiniões, culturas, crenças, ensinamentos e questões raciais.
A parte gráfica do livro não tem nenhum grande destaque fora a capa muito bem ilustrada, mas também não possui nenhum demérito. A diagramação é simples, com páginas amareladas e as letras bem espaçadas. Como bom livro fantástico O Arauto possui mapas e anexos que trazem referências e informações sobre o conteúdo para facilitar e auxiliar a inserção do leitor ao novo mundo.
Se tem uma coisa que posso dizer é que o autor está de parabéns pela qualidade da obra produzida. Se continuar a produzir materiais desse quilate não irá demorar muito a ter seu valor reconhecido. Uma leitura mais que recomendada para quem está procurando uma trama mais profunda, mas que não dispensa a ação e a aventura que a fantasia tem a oferecer!

Audioverso: Mike Oldfield


Que o universo da música é tão apaixonante quanto o da literatura, o cinema e as artes ilustradas não há dúvidas! Portanto ele também merece espaço aqui no Multiverso X. A seção Audioverso é onde buscamos apresentar alguns de nossos artistas e bandas favoritos, dando um pequeno aperitivo daquilo que de melhor eles têm a oferecer, bem como valorizar a sua arte e contribuir para o seu reconhecimento ao indicá-los para um novo público.
O artista de hoje é o multi-instrumentista e compositor inglês, Mike Oldfield cuja música abrange um enorme leque de influências,musicais, indo desde o rock progressivo, às músicas eletrônica, clássica, folk, new age e dance, caracterizando-se pela complexidade na sua composição.
Autodidata, Mike Oldfield logo aprendeu a tocar uma diversidade enorme de instrumentos e abusa deste talento em suas produções. Reconhecido por fazer solos de guitarra melódicos, aos vinte anos, em 1973, Mike lançou seu primeiro e possivelmente o seu mais conhecido álbum, Tubular Bells, composto por duas faixas de cerca de 20 minutos cada, com instrumentos que vão desde o piano de cauda até sinos tubulares, todos tocados pelo próprio Oldfield e posteriormente mixados, vendendo mais de 18 milhões de cópias. Tubular Bells foi utilizado pelo cineasta William Friedkin na trilha sonora do clássico filme de terror O Exorcista, também de 1973, baseado em livro homônimo de William Peter Blatty.
Desde o sucesso de Tubular Bells, Mike Oldfield continuou com suas inovações, aprendeu a tocar ainda mais instrumentos e lançou diversos álbuns que exploram os mais variados estilos, bebendo de influências musicais das mais diversas. Entre esses podemos destacar:
Ommadawn: uma obra sinfônica em dois movimentos que apresentam influências celtas e africanas, tido como uma das primeiras referências europeias da chamada world music.
The Killing Fields: décimo álbum do artista lançado em 1984, também foi trilha sonora de um filme, Os Gritos do Silêncio.
Islands: de 1987, traz as participações vocais especiais de Bonnie Tyler, Kevin Ayers, Anita Hegerland e Jim Price.
Amarok: composto de uma única faixa instrumental de 60 minutos, sem interrupções, onde a música muda constantemente, destaca-se por todos os seus sons provirem de instrumentos reais (ou seja, sem uso de sintetizadores) e quase todos são tocados pelo próprio Mike. O álbum é considerado uma sequência de Ommadawn, mostrando vários estilos musicais, como a música portuguesa, flamenco, celta, africana, minimal, folk, progressiva e outras.
The Songs of Distant Earth: o décimo sexto álbum de Mike Oldfield, lançado em 1994 é inteiramente baseado no conto de ficção científica, As Canções da Terra Distante, escrito por Arthur C. Clarke. Na faixa, Let There Be Light, foram usados trechos de áudio reais da missão espacial Apollo 8.
Voyager: de 1996 é completamente dedicado à música celta.
Tubular Bells III: é o meu favorito! Lançado em 1998 como uma sequencia dos trabalhos de Mike Oldfield em Tubular Bells de 1973 e Tubular Bells II de 1992. Durante a fase de criação de deste álbum, Oldfield estava vivendo em Ibiza, e, assim, certos elementos do álbum refletem muito o humor festivo da ilha.
Guitars: como o nome sugere, este álbum de 1999 traz Mike tocando em todas as suas faixas, guitarras de vários tipos.
The Millennium Bell: faz um reflexo musical dos diferentes períodos da história humana.
Light & Shade: é um disco duplo lançado em 2005. Enquanto no disco Light as canções tem uma característica mais brilhante e tranquila com forte pegada eletrônica, Shade traz composições com solos de guitarra e uma atmosfera mais obscura e introspectiva.
The Orchestral Tubular Bells: é uma versão orquestrada de Tubular Bells, arranjado por David Bedford e gravado em 1974 pela Royal Philharmonic Orchestra.
Music of the Spheres: é o primeiro álbum inteiramente de música clássica lançado por Oldfield em 2008. O disco tem algumas participações especiais, entre elas a soprano neozelandesa Hayley Westenra e o pianista chinês Lang Lang.
Seu álbum mais recente, Man on The Rocks, de 2014 não possui peças instrumentais nem curtas nem longas, algo que não acontecia desde Earth Moving de 1989. A faixa Nuclear deste álbum foi usada durante a apresentação do trailer do jogo Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, de Hideo Kojima durante a E3 de 2014. Atualmente o artista está trabalhando em duas novas sequências de seus dois álbuns clássicos Ommadawn e Tubular Bells, sendo que Return to Ommadawn está previsto ainda para 2016.
Vale ressaltar que é impossível numa postagem curta como esta abarcar em detalhes todos mais de quarenta anos de carreira e os mais de vinte álbuns produzidos pelo artista. Você pode conferir algumas das músicas e apresentações ao vivo de Mike Oldfield nos links espalhados ao longo do post e nos vídeos abaixo, e conhecer mais visitando o Site Oficial e os perfis do artista no Facebook e Youtube. Os álbuns, EPs e singles podem ser adquiridos em formato digital tanto na iTunes quanto na Playstore e estão disponíveis para audição também em plataformas de streaming como o Spotfy e o Deezer.

Multiverso X EP.:06 - O Marvelloso Gatsby







Depois de resgatar o Capitão Ace Barros do planeta deserto e convocar o navegador Airechu, a assistente de bordo Hall-e lidera mais um relatório de exploração recheado de indicações!
Ouça e descubra porque deveria escutar o Cabulosocast 170 (e os outros também), porque Fitzgerald e Gatsby são excelentes reflexos da efervescência dos anos 20, qual livro da série de livros da Marvel é o mais indicado para você, e como ter acesso a diversos quadrinhos Disney!
Acompanhe-nos, estimado explorador de universos!

COMENTADO DURANTE O PROGRAMA:

CABULOSOCAST
Leitor Cabuloso - Cabulosocast
Episódio 170 - A Cultura do Estupro na Literatura

O GRANDE GASTSBY
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Filme - FilmowCompare & Compre - Loja Recomendada
Review do livro no Multiverso X feito pelo Airechu

SÉRIE MARVEL - EDITORA NOVO SÉCULO
Lista de Livros:
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10- Deadpool: Dogpark - SKOOB - Compare & Compre 
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QUADRINHOS DISNEY
Social Comics - Disney

DURAÇÃO: 1h 10min 32seg

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As Empoderadas






Daniela, Li e Fabi são mulheres diferentes que moram na mesma cidade até se envolverem em um estranho acidente em plena avenida Paulista, uma tempestade solar dá poderes fantásticos para várias pessoas. Como lidar com seus novos poderes e o conhecimento que alguns dos novos poderosos estão desaparecendo?




Título: As Empoderadas
Volume: 1
Roteiro e Arte: Germana Viana
Editora: Cândido
Selo: Pagu Comics
Número de Páginas: 25

Não basta apenas recomendarmos um serviço e não mostrarmos as vantagens dele. Além do óbvio motivo da economia e do fácil acesso a um grande acervo - fala se ter isso por R$ 20 não é algo excelente(?) - conhecer novos artistas e materiais, e poder aproveitar conteúdo exclusivo é algo que faz valer a assinatura do Social Comics. Ainda mais se esses produtos além de bem produzidos carregam consigo um significado especial como é o caso de As Empoderadas.
Antes de adentramos nos detalhes do conteúdo de As Empoderadas acho por bem contextualizar tudo que envolve a HQ e porque citei o significado especial. As Empoderadas marca a estreia do selo exclusivo Pagu Comics, que consiste em uma coleção de histórias em quadrinhos nacionais produzidas por mulheres. A iniciativa tem como objetivo fomentar a produção delas no mercado. O nome do selo é uma homenagem à escritora, poeta, desenhista, tradutora, diretora de teatro, jornalista, crítica de arte e militante política Patrícia Rehder Galvão, cujo apelido era justamente Pagu. As Empoderadas é apenas o primeiro projeto dessa nova linha de publicações, que todos os meses trará novidades aos assinantes do Social Comics com histórias inéditas e exclusivas. 
Com tudo devidamente apresentado, podemos partir para a trama. Neste primeiro volume da história descobrimos que um estranho fenômeno solar atingiu o planeta terra. Além de desmaiar uma grande quantidade de pessoas o evento acabou por unir três diferentes mulheres da cidade de São Paulo – Li, Daniela e Fabi – e fazê-las desenvolver superpoderes. Logo elas descobrem que não são as únicas: outras pessoas também adquiriram estranhas habilidades e algumas começaram a ser perseguidas e desaparecer misteriosamente. Agora nosso trio precisa descobrir como lidar com as mudanças e também o que realmente está acontecendo.
Quem chegou até aqui e ainda espera que essa seja apenas mais uma história sobre super-seres está muitíssimo enganado(a). As Empoderadas é uma história protagonizadas primeiramente por mulheres que porventura adquiriram superpoderes e, por mais que elas pensem em utilizá-los como heroínas (ou algo muito próximo a isso), ainda são pessoas normais. Não temos aqui personagens de musculatura "perfeita" e hipersexualizadas, mas pessoas do tipo que você encontra nas ruas, ou olhando no espelho. Temos uma mulher negra, mãe de família, sem vergonha do seu corpo, muito feliz. Uma jovem, asiática, estudante, lidando com a pressão familiar e descobrindo/enfrentando uma fase de autoafirmação. Uma outra, caucasiana, alto-astral, bem humorada e livre. Seria possível se esbarrar com qualquer uma delas ao virar a esquina, não?
Talvez haja é claro quem tente "argumentar" algo sobre a HQ ser militância ou panfletagem gratuita, mas quem assim fizer só estará provando-se um ignorante e desatento. A reflexão que a história causa em você é natural, vem do cotidiano, observe ao seu redor e verá. O roteiro de Germana Viana é leve e extramente divertido, e a trama não se foca apenas no que foi citado. É uma história de super-heroínas, oras! É claro que temos ação, aventura e mistério, mas com espaço para muito mais se desenvolver.
A estética e do traço da autora reforçam o clima natural da trama e destacam os traços e diferenças das protagonistas. O design adotado para elas reflete a variedade dos povos e acrescenta representatividade. Pessoas são diferentes, tem biotipos diferentes, não é porque ganharam poderes que se tornam Atletas Fit. E nem precisam! O que não quer dizer que nossas heroínas não se preparem ou não saibam o valor do treinamento para agir da melhor maneira possível.
As Emponderas me divertiu muito, entrou na minha lista de leitura e com certeza irei acompanhar a cada novo volume. Quem insistir em confundir a ideia de um quadrinho sobre mulheres produzido por mulheres com uma tentativa oportunista de angariar leitores pelo tom feminista muito provavelmente vai perder uma série com bastante potencial, e que tem tudo para agradar aos fãs e aos não tão fãs de quadrinhos de heróis, independente do gênero.

Batman Vs Superman - A Origem da Justiça





Preocupado com as ações de um super-herói com poderes quase divinos e sem restrições, o formidável e implacável vigilante de Gotham City enfrenta o mais adorado salvador de Metrópolis, enquanto todos se questionam sobre o tipo de herói que o mundo realmente precisa. E com Batman e Superman em guerra um com o outro, surge uma nova ameaça, colocando a humanidade sob um risco maior do que jamais conheceu.



Título: Batman Vs Superman - A Origem da Justiça
Título Original: Batman V Superman - Dawn of Justice
Lançamento/Duração: 2016 - 2h 32 min/ 3h 02 Min (Unlimited Edition)
Gênero: Aventura/Ação/Sci-Fi
Direção: Zack Snyder
Roteiro: 
 Chris Terio e David S. Goyer
Elenco: Ben Affleck, Henry Cavil, Gal Gadot, Amy Adams, Jesse Eisenberg, Diane Lane, Laurence Fishburn, Jeremy Irons, Kevin Costner, Holly Hunter, Scott McNairy, Tao Okamoto, Callan Mulvey.


Muitas pessoas já assistiram ao filme, algumas mais de uma vez, mas existe um grupo que até o momento não conferiu o filme: algumas deixaram de ver por influenciadas pela repercussão negativa que o filme teve com a crítica, outros por conta da briga desnecessária entre fãs e não fãs, outros simplesmente por não gostar de filmes de heróis ou estar saturado deles. O meu caso não foi nenhum desses. Simplesmente faltou-me tempo e dinheiro, coisas da vida adulta, sabe como é.
Porém, com o lançamento do filme em Home Vídeo decidi que era hora de poder conferir se o filme é digno de tanto burburinho. Para tanto escolhi assisti a tal versão Unlimited que acrescenta 30 minutos de filme e entrega algumas respostas que ficaram de fora do corte que foi reproduzido nos cinemas. Para poupar quem não queria ir até o fim, adianto a minha opinião sobre o filme: Está longe de ser o que ambos os lados da disputa afirma, nem o melhor e nem o pior.

O confronto entre Superman e Zod em Metrópolis - evento narrado em O Homem de Aço - fez com que a população mundial se dividisse acerca da existência de extra-terrestres na Terra. Enquanto muitos consideram o Superman como um novo deus, há aqueles que consideram extremamente perigoso que haja um ser tão poderoso sem qualquer tipo de controle. Bruce Wayne é um dos que acreditam nesta segunda hipótese. Sob o manto de um Batman violento e obcecado, ele investiga o laboratório de Lex Luthor, que descobriu uma pedra verde que consegue eliminar e enfraquecer os filhos de Krypton. O que não se espera é que ambos serão apenas peças em um tabuleiro muito maior.
Batman Vs Superman - A Origem da Justiça nos é entregue como um grande filme de ação e seu principal objetivo é atingido ao entreter o público com seus combates e sequências eletrizantes. Contudo o filme tinha potencial para ser muito mais, e foi justamente isso que penso ter desagradado a tantas pessoas. Mas ainda sim eu gostei do filme que vi em tela, algo que não aconteceu quando assisti a O Homem de Aço.
O roteiro do longa, apesar das diversas falhas que possui, é bem interessante e a ideia de plantar a discórdia entre os heróis cegando-os para tudo além da ameaça que o outro representa é muito boa. Porém é na execução que parecem morar defeitos. Não entrarei nos méritos do estilo visual, nas escolhas da direção de Jack Snyder ou se ele entende ou não de quadrinhos, pois não é essa a questão. Como filme, Batman Vs Superman - A Origem da Justiça tem alguns problemas estruturais que prejudicam o melhor desenvolvimento da trama e seus personagens. Há muito a contar e construir em pouco tempo de tela e esse "sacrifício" é visível em cenas como o sonho do Batman e a rápida aparição do Flash, muito mais fáceis de entender para quem conhece o universo dos quadrinhos. Porém, mesmo causando certa confusão no espectador em alguns momentos o filme consegue seguir uma coesão e agradar ao fim.
Se a decisão da Warner foi a mais acertada ou não, não me cabe julgar. É claro, existem diversos deslises e decisões questionáveis, mas esses acabam sobrepostos pelos acertos e pela diversão proporcionada pela superprodução. Acredito e repito que talvez tenha sido o ritmo o principal vilão do filme e responsável por evidenciar as falhas, já que elas existem também na concorrência tida como referência. 


Sobre os personagens é possível dizer de forma rápida que: O Superman, melhorou em relação ao filme anterior mas ainda está longe de ser o simbolo que deveria ser. Existe todo o esforço de construir uma aura de heroísmo ao redor do personagem e da simbologia de um salvador, mas a atuação de Henry Cavill faz com que o personagem pareça impassível - e por vezes até inexpressivo -em vez de terno e compassivo como esperado do mais humano dos heróis. Apesar de não ser o Batman dos quadrinhos, no sentido de não matar, o Batman de Ben Affleck ainda é uma adaptação muito boa do morcego. Um herói duro, desgastado e com medo de sua insignificância perante as novas ameças, mas que não pretende desistir facilmente. Um homem com fraturas que vão além do visível e se cega facilmente pela dor. A Mulher Maravilha da Gal Gadot, apesar de sua participação ser menor, consegue roubar a atenção e plantar a curiosidade para a personagem, seu passado e sua participação dali em diante. Lex Luthor é um personagem um tanto quanto enigmático, mas não no sentido de misterioso, mas no de que é difícil determinar o quanto há de genialidade e quanto há de pura loucura nele.
É direito daqueles que não gostam, mas não dá pra deixar de falar da parte visual e conceitual do filme. Mesmo exagerada e um tanto escura, a plástica visual do filme é bem construída  e bonita de se ver. Apesar de terem ficado quase exclusivamente para a parte final, as sequências de ação são eletrizantes e bem executadas. Nessa hora, assim como em Capitão América 3: Guerra Civil, não tem como não vibrar de empolgação quando esse fã-service gigante invade as telonas, é pancadaria entre amigos sim, é luta contra o inimigo errado sim, mas ninguém se importa em ver aquelas cenas de ação em tela.
Como fiz questão de adiantar lá no início, Batman Vs Superman - A Origem da Justiça está longe de ser o que ambos os lados da disputa afirma, nem o melhor e nem o pior filme de Super-Heróis. Nitidamente o filme tem um problema de ritmo e montagem que atrapalha o desenvolvimento da história e dos personagens, mas quando as coisas engatam tomam proporções enormes. A soma dos pontos a meu ver ainda é um resultado positivo e mostra que o Universo DC nos cinemas ainda tem muita coisa boa para mostrar. Como fã digo fiquei animado com para ver como será o universo que vem por aí, mesmo sendo diferente. Vale a pena conferir e garantir algumas horas de entretenimento!