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Financiamento Coletivo: Karts

Comande uma criatura fantástica e pise fundo neste jogo de tabuleiro estratégico com muita trapaça!
Titulo: Karts
Produtora: Independente
Criação e Arte: Hendric Sueitt
Tipo: Board Game - Table Top 


Jogos de tabuleiro de corrida estão entre os mais populares e tradicionais de todos. Alguns deles são simples jornadas do ponto A ao B, mas outros encartam o espírito true de uma corrida automobilística, ainda que estilizado. É praticamente inegável que juntando dois elementos que o brasileiro ama - velocidade e competitividade - você terá partidas animadas e bem divertidas, mas e se você adicionar trapaça nessa mistura explosiva?  Vários jogos do videogame como Mario Kart, e desenhos como Corrida Maluca, utilizam desse Kit para temperar essa disputa. Em Karts não será diferente...
Karts é um jogo de tabuleiro de corrida para 2 a 6 jogadores - criado por Hendric Sueitt - onde você e seus amigos irão pilotar seus karts controlando criaturas únicas e utilizando suas habilidades especiais para atrapalhar, confundir, ou levar vantagem sobre seus adversários, podendo lançar gosmas, bolas de gelo, clones, bater, derrapar ou quem sabe laçar seus oponentes com seus intestinos...
As partidas também contam com cartas de eventos, que são liberadas a medida que cristais são coletados e gastos. Quando ativados os eventos podem iniciar catástrofes naturais, invasões de criaturas, ou até mesmo causar a queda de um meteorito entre os corredores.
O jogo é baseado em uma mecânica de pontos de ação e movimentação direcionada por uma pista hexagonal. Os jogadores podem gastar seus pontos de combustível para se mover e bater nos outros corredores podendo com isso roubar cristais ou até mesmo jogá-los para fora da pista.
Também é possível se movimentar de ré gastando com isso mais combustível ou pegar vácuo dos outros corredores, conseguindo assim uma pequena vantagem.



Este financiamento tem como objetivo viabilizar a produção deste jogo com uma alta qualidade de componentes, para isso conto com o apoio da gráfica Ludens Spirit, que já possui grande experiência na área e participou em outras produções nacionais recentes como o já resenhado aqui Quissama.
Caso a campanha seja bem sucedida, todos os apoiadores a partir do nível de apoio “Corredor de elite” receberão:

6 Cartas de personagens e suas respectivas peças em acrílico:
Papua, Fulgurus, Salazar, Nívoro, Entenstein e Haro + 17 tokens.
1 Pista temática (deserto) .
8 Cartas de eventos + 15 tokens
18 Tokens de cristais.
1 Manual de regras.
1 Dado de 6 faces.
e 1 Caixa para tudo na escuridão aprisionar.

O projeto do jogo Karts entrou em financiamento coletivo pelo Catarse (https://www.catarse.me/karts) no dia 29 de Junho para arrecadar através dos apoios dos gamers e entusiastas a meta de 36 mil reais para sair do papel (ou entrar, dependendo do ponto de vista). O melhor de tudo na verdade é a postura do Hendric: o manual assim como todos os personagens, pistas e eventos já estão disponíveis de forma gratuita na página do facebook e continuarão independente do resultado deste financiamento. Dessa forma você poderá testar o jogo, mas duvido que você queira ficar com o jogo homemade apenas. Aproveita que a campanha irá durar mais 44 dias (contando da data de publicação dessa postagem)! 
Para quem ficou interessado, a campanha possui tipos diferentes de apoios, com valores diferenciados para atender a jogadores, colecionadores e lojistas. Você pode conferir o vídeo abaixo feito pelo pessoal do Covil dos Jogos e ver com o jogo funciona na prática. Não esqueça de conferir a página do projeto para descobrir mais informações sobre o jogo: quais exatamente são as recompensas, detalhes sobre como jogar, quais são os extras, os recursos adicionais, etc.
É importante salientar que o frete não está incluso nos valores indicados em cada nível de apoio e deverá ser feito após o término da campanha no valor fixo de R$20,00 através de um depósito. Porém, como uma forma muito mais justa de recompensar o seu apoio, se superarmos a última meta todas as cópias enviadas terão frete grátis.
Apoie, divulgue e ajude seu piloto a vencer essa corrida intergalática em Karts!



O Grande Gatsby

Obra-prima de F. Scott Fitzgerald, este clássico do século XX retrata a alta sociedade de Nova York na década de 1920, com sua riqueza sem precedentes, festas nababescas e o encanto das melindrosas ao som do jazz. O sol em ascensão desse universo cintilante e musical é o enigmático milionário Jay Gatsby, ao redor do qual orbitam três casais glamorosos e desencontrados, numa trama densa, repleta de intrigas, paixões e conflitos que precipitam o trágico eclipse. Recriação soberba de um dos períodos mais prósperos da história dos Estados Unidos, O grande Gatsby é uma crítica mordaz à insensibilidade e imoralidade revestidas de ouro da chamada Era do Jazz, e um dos melhores romances — talvez o melhor — já escritos nesse país.
Título: O Grande Gatsby
Editora: Geração
Autor: F. Scott Fitzgerald
Número de páginas: 204


Há tempos queria ler algo dos autores clássicos da “Geração Perdida” norte-americana. O termo originalmente atribuído à escritora Gertrude Stein e popularizado por Ernest Hermingway designa a geração que viveu durante a infância e adolescência sob o jugo da Primeira Guerra Mundial e chegou à vida adulta durante a euforia econômica dos Loucos Anos Vinte até a Grande Depressão desencadeada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque em 1929. Entre os membros mais notórios, que formaram uma espécie de grupo de celebridades literárias americanas, mas que também viveram em Paris e em outras partes da Europa, incluem-se nomes como Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald, Vladimir Nabokov, Sherwood Anderson, Willian Falkner, Waldo Peirce, John Dos Passos, T. S. Eliot e o próprio Ernest Hemingway. Com isso em mente, resolvi começar com aquele que provavelmente é o romance mais popular daquela época e geração, O Grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald.
O livro é narrado a partir da perspectiva de Nick Carraway, um corretor de ações recém chegado à Long Island e uma figura comum e sem muitas posses, cercado pela alta sociedade. À medida em que escreve o seu livro sobre a história do seu vizinho Jay Gatsby, Nick nos reporta num texto não linear, o que viu acontecer à sua volta enquanto ali residiu, naquele verão de 1922, de forma relativamente neutra e livre de julgamentos. Com ele nos maravilhamos com a grandiosidade e o exagero daquele mundo que aos poucos também vemos desmoronar como um castelo de cartas, expondo a fragilidade, a mesquinhez e o mau caratismo de relações construídas por pura conveniência.
Gatsby, a figura central e trágica deste romance, é um homem extremamente rico, com passado e ofício cercados de mistérios e boatos e, a princípio, só é conhecido por Nick pela sua fama e pelas imensas e luxuosas festas que organiza em sua propriedade, frequentada por boa parte dos expoentes da elite nova-iorquina. A narrativa ganha força e se intensifica quando Gatsby procura Nick motivado pelo interesse amoroso que nutre por sua prima Dayse, casada com o milionário Tom Buchanan. A partir daí começamos a desvendar os mistérios que cercam o passado de Gatsby e as intricadas relações entre todos estes personagens.
Muito do valor desta obra está no retrato fiel que faz da alta sociedade americana na década de 1920, com sua riqueza nababesca e festas suntuosas regadas a jazz, mas sem dispensar uma visão crítica e aprofundada da mesma, ao expor também a insensibilidade, a imoralidade e a crueldade presentes em seu âmago. Após o caos da Primeira Guerra Mundial, a sociedade americana vive um nível de prosperidade econômica sem precedentes. Na mesma época, a proibição da produção e do consumo de bebidas alcoólicas ocasiona um aumento do crime organizado e favorece o surgimento de um grande número de novos milionários que enriquecem à margem da lei.
Por toda a sua fortuna e exageros, Gatsby é a própria personificação do sonho americano, mas também é o perfeito exemplo de um “self made man”, expressão do capitalismo que corresponde ao homem que galgou o sucesso por si mesmo, através de esforço e dedicação próprios. Imerso em aspirações grandiosas, o personagem nos surpreende pela sua paixão obstinada, sendo impossível não se deixar cativar por alguém determinado a construir toda uma outra e nova vida por amor.
Tendo entrado em domínio público recentemente, o clássico gerou um acalorado debate acerca das novas traduções encomendas às vésperas do lançamento da mais recente adaptação para os cinemas. O Grande Gatsby possui cinco adaptações cinematográficas e conta com oito traduções diferentes para o português brasileiro. A edição que li é da Geração Editorial e foi traduzida por Humberto Guedes, também responsável pela edição de 2004 da L&PM, onde é creditado como William Lagos. Além destas, há ainda a de 1953, assinada por Brenno Silveira (Record), a de 2003, por Roberto Muggiati (também pela Record), a de Vanessa Barbara (Penguim Cia das Letras), a de Alice Klesck (Leya), a de Cristina Cupertino (Tordesilhas), e a de Vera Sílvia Camargo Guarnieri (Landmark). A edição da Geração possui capa-dura, um texto de apresentação do autor e jornalista Ruy Castro e ainda traz em seu miolo uma galeria de fotos do casal Fitzgerald e Zelda e dos atores que deram vida aos personagens no cinema.
Por fim, reafirmo que minha primeira experiência com um autor da geração perdida não poderia ter sido mais gratificante! Gatsby é muito mais do que uma simples história de casais riquinhos e adúlteros. Tanto o início quanto o final do livro trazem reflexões marcantes feitas pelo narrador e poucos são tão harmoniosamente bem amarrados e densos em significados em suas minúcias quanto Gatsby. Por meio de um texto brilhante e poético, com sua complexidade disfarçada por uma aparente simplicidade, foi uma leitura capaz de me proporcionar imenso prazer. O Grande Gatsby é uma ótima porta de entrada para a literatura clássica norte-americana, é uma leitura leve e rápida, e prato cheio para quem tem curiosidade para conhecer um pouco mais de uma das épocas mais intensas e efervescentes da História mundial recente.


Multiverso X EP.:05b - Indicando Podcasts




A tripulação da Interlúdio - o Capitão Ace Barros, o navegador Airechu, a assistente de bordo Hall-e - se uniu ao convidado Julio Barcellos para falar sobre podcast!
Um cast sobre podcast? Na verdade, dois. A gravação foi tão extensa que decidimos dividir o episódio em partes A e B.
Nesta segunda parte indicamos alguns podcasts que fazem parte constante de nossas playlists. Ouça e encontre jogos, ciências, filosofia, direito, cinema, séries, mistérios da humanidade e muito mais! Acompanhe-nos, estimado explorador de universos!

Ouça também a parte A: Multiverso X EP.:05a - Um podcast sobre podcast?

CITADOS DURANTE O PROGRAMA:

Podcast: Alô Ténica
Podcast: Rádiofobia
Curso: Workshop de Produção de Podcast - Online
Podcast: Liga o Rádio
Podcast: 99 Vidas
Podcast: Escriba Café
Podcast: Rapaduracast - Cinema Com Rapadura

Podcast: Canal 42
Podcast: O Melhor Podcast do Brasil

Podcast: Reloading
Podcast: Iradex
Podcast: Scicast
Youtube: Manual do Mundo 
Podcast: Salvo Melhor Juízo
Podcast: Anticast
Podcast: Visualmente
Podcast: Mundo Freak Confidencial
Podcast: Filosofia POP
Podcast: Nerdcast - Jovem Nerd
Podcast: Mamilos
Podcast: MdM - Melhores do Mundo

DURAÇÃO: 1 h 11 min 02 seg

QUER OUTRAS OPÇÕES: 

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SUGESTÕES, CRÍTICAS E DÚVIDAS:

Envie e-mails para: contato@multiversox.com.br

Multiverso X EP.:05a - Um podcast sobre podcast?




A tripulação da Interlúdio - o Capitão Ace Barros, o navegador Airechu, a assistente de bordo Hall-e - se uniu ao convidado Julio Barcellos para falar sobre podcast!
Um cast sobre podcast? Na verdade, dois. A gravação foi tão extensa que decidimos dividir o episódio em partes A e B.
Nesta primeira parte conheça um pouco da história do Podcast e quais elementos fazem da mídia algo tão atrativo. Ouça e descubra quem foi o VJ responsável pela origem do podcast, qual foi o primeiro podcast do brasil e onde entra o Maestro Billy nessa história! Acompanhe-nos, estimado explorador de universos!
COMENTADO DURANTE O PROGRAMA:

Texto: O que é Podcast? - História da Mídia
Livro: Podcast: Guia Básico - Marsupial Editora (Léo Lopes)
Livro: Reflexões Sobre o Podcast - Marsupial Editora (org. Lúcio Luiz)
Podcast: Digital Minds
Podcast: Rapaduracast - Cinema Com Rapadura
Podcast: Nerdcast - Jovem Nerd
Podcast: Argcast - Dínamo Studios

Podcast: Escriba Café
Podcast: MRG - Matando Robôs Gigantes

Podcast: 99 Vidas
Podcast: Rádiofobia
Podcast: MdM - Melhores do Mundo

Curso: Workshop de Produção de Podcast - Online

DURAÇÃO: 1 h 00 min 15 seg

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A Morte do Capitão América

Ele foi um herói para milhões de pessoas. Uma inspiração para as forças armadas norte-americanas e personificação dos maiores ideais de sua nação. Ele viveu por seu país – e agora, alvejado a sangue frio, deu sua contribuição final à terra que tanto amou. A morte do herói tem sérias consequências. Falcão, seu parceiro de toda a vida, faz da vingança sua prioridade. Sharon Carter, prisioneira dos capangas de Caveira Vermelha, encontra-se fora de controle. E Bucky Barnes, mais conhecido como Soldado Invernal, precisa se reconciliar com seu passado sórdido, a fim de encarar uma missão que mudará sua vida. Testemunhe a monumental releitura do mito do Capitão América nesta incrível adaptação trazida ao Brasil com exclusividade pela Novo Século.
Título: A Morte do Capitão América
Editora: Novo Século - Série Marvel #11
Autor: Larry Hama
Número de páginas: 352

SKOOB - COMPARE & COMPRE - LOJA RECOMENDADA

Na Série Marvel publicada pela editora Novo Século existem dois tipos de histórias: as originais e as adaptadas. As originais aproveitam de personagens e conceitos para trazer novas histórias para o público seja leitor de quadrinhos ou não. Já as adaptadas como Guerras Secretas e o vindouro Wolverine: Arma X, tem a missão de adaptar arcos inteiros de histórias e entregar um produto final com qualidade no mínimo equivalente ao original. Existem muitos arcos que durante todos esses anos de editora que dariam bons livros, a sequência direta de Guerra Civil - A Morte do Capitão América - é com certeza um deles.
Ao longo de quase sete décadas - contanto o período da guerra e pós seu descongelamento - Steve Rogers lutou para defender os mais elevados ideais de seu país, nem que para isso tivesse de ir contra o próprio governo. Imbuído desse sentimento, ele se lançou numa guerra inglória contra outros heróis - e perdeu. Uma derrota que lhe custou muito mais que o respeito do povo americano e a certeza sobre seus atos e responsabilidades. Uma derrota que lhe custou a vida, pondo um fim à incessante batalha do homem que era a personificação do chamado 'sonho americano'.O simbolo. O herói entre o heróis. O mais admirado e respeitado. Steve Rogers fora baleado enquanto se dirigia ao julgamento pelos atos na Guerra Civil e não resistira aos ferimentos...
Enquanto o herói cai, antigos inimigos aproveitam a brecha para implantar um engenhoso plano de aquisição de influência e poder. Alexander Lukin/Caveira Vermelha avança em direção ao controle com ações por baixo dos panos, aproveitando a o caos social e a crescente escala de terror entre o povo americano. Abalados e desestruturados, os aliados mais próximos do Capitão precisam encarar os fatos, se preparar para a batalha que está por vir. E não há muito tempo...
Sharon Carter, ex-namorada de Steve Rogers, é atormentada pela descoberta do seu papel na morte do herói e luta contra a culpa para se manter firme e punir os responsáveis pela trama, embora o controle da sua mente não seja plenamente seu no momento. James "Soldado Invernal" Barnes, outrora conhecido pela alcunha de Bucky tenta aproveitar a liberdade lhe garantida pelo velho amigo para vingá-lo, algo que talvez Steve não aprovaria. Sam Wilson, o Falcão, e Natasha Romanova, a Viúva Negra, precisam garantir que as coisas aconteçam dentro das leis e que ninguém se perca no processo de vingança. Com  a morte de Steve, Tony Stark - o atual diretor da S.H.I.E.L.D. - faz de tudo para preservar a memoria do amigo e declara que o Governo Americano não terá um novo Capitão América. Todavia, talvez não seja esse o último desejo de Steve Rogers.

A Morte do Capitão América é a adaptação literária da saga A Morte do Sonho escrita por Ed Brubaker e ilustrada por Steve Epting em 2007 e narra o desenrolar dos acontecimentos que seguem a morte do herói simbolo americano. Mesmo sendo um arco de história que lida com as consequências do envolvimento do Capitão nos eventos da Guerra Civil, pode-se ler este volume sem ter passado pela minissérie sem problemas. Claro, uma leitura prévia faz você pegar várias referências. Como bem dito anteriormente, adaptar a trama de um Quadrinho para prosa é com certeza uma tarefa árdua, já que o reforço visual e a continuidade, são elementos essenciais para o funcionamento da narrativa. Contudo, Larry Hama transpõe muito bem os eventos narrados na saga e nos entrega um thriller focado na investigação, nas conspirações, e no desenvolvimento dos personagens. Temos protagonistas fragilizados, beirando a linha do que é correto, lidando com a morte de não apenas um simbolo, mas uma pessoa próxima e inspiradora. A culpa e a dor são elementos tão cruciais para a trama, quanto as cenas de ação. Esta não é uma história rasa de superseres.
Com uma narrativa simples e ágil Hama aproveitou o espaço das páginas aprofundar os personagens que conduzem os pontos mais importantes da trama. Isso se reflete na divisão dos capítulos e na narração. A maior parte dos capítulos acompanha Sharon Carter, a Agente 13, e Bucky Barnes em suas investigações paralelas sobre a morte de Steve e como suas vidas são diretamente afetadas por essa busca. Outros personagens fazem parte da trama, é claro, mas não recebem tanta projeção ou o foco da trama se perderia pois cabe a dupla os papeis de maior importância na trama. Ainda sobre a organização dos capítulos, além do que já foi dito existem também interlúdios durante todo o livro que comumente apresentam o ponto de vista dos vilões, acrescentando informações e desenvolvendo mais a trama sem dar voltas.
Como alguém que conferiu a saga original posso dizer que A Morte do Capitão América não deixa nada a dever para o material base, e arrisco dizer que Larry Hama consegue deixar no leitor a vontade de conferir o que ocorreu antes e depois da obra (e olha, não seria nada mal termos mais Brubacker adaptado em novelização). Evidentemente que para chegar ao formato de livro a saga passou por algumas mudanças, mas elas são perceptíveis apenas para aqueles que leram os quadrinhos e não irá afetar em nada a experiência de quem vir a ler.
No interior do livro temos ilustrações - capas das edições e momentos chave que compõem a saga original - em alguns capítulos e páginas importantes para a trama. Todo a projeto gráfico do livro ficou muito bacana, capa e diagramação, e quase não há defeitos a se apontar na revisão e tradução.
A história narrada no livro é não somente um bom thriller de ação com super heróis, como também ela é envolvente e o desenvolvimento de cada personagem, principalmente do Bucky, é primoroso. O arco sintetiza bem aquilo que o Capitão América simboliza numa história bem construída e desconstrói a visão quadrada que se tem sobre o personagem. Sem dúvida nenhuma, uma amostra que existem boas histórias de super-heróis a serem contadas. .


Rat Queens Vol. 1: Pancadaria & Feitiçaria



Elas são um grupo de aventureiras matadoras, beberronas e mercenárias, e seu negócio é trucidar todas as criaturas dos deuses em troca de grana. Conheça Hannah, a elfa maga rockabilly; Violet, a anã guerreira hipster; Dee, a humana clériga ateia; e Betty, a miúça ladra hippie.
Suas aventuras são um épico de estilo moderno, dentro do gênero tradicional de matança violenta de monstros como se Buffy encontrasse Tank Girl em um mundo de RPG Mas pra lá de chapada!
Este álbum de colecionador reúne as edições 1 a 5 de Rat Queens, originalmente publicadas nos Estados Unidos pela Image.


Título: Rat Queens Vol. 1 — Pancadaria & Feitiçaria
Roteiro: Kurtis J. Wiebe / Arte: Roc Upchurch
Tradutor: Gustavo Brauner
Editora: Image Comics / Jambô
Páginas: 128
Acabamento: 18,5 x 27,5 cm, capa dura, colorido

Fugindo do óbvio e convencional, a editora Jambô vem aos poucos expandindo a sua linha de quadrinhos e nos brindado com trabalhos excelentes, tanto de autores nacionais já consagrados da casa, quanto HQs estrangeiras, como ICH dos argentinos Luciano Saracino e Ariel Olivetti e mais recentemente a norte-americana Rat Queens da dupla Kurtis J. Wiebe e Roc Upchurch.
Ambientada num típico universo de fantasia medieval mas com uma proposta e abordagem ligeiramente mais radical, Rat Queens traz como grande diferencial o protagonismo feminino. Na história, Rat Queens é o nome dum grupo de aventureiros e mercenários arquetípico que poderia tranquilamente fazer parte de qualquer outro mundo de fantasia. Temos nele um clérigo curandeiro, um mago elfo, um gnomo/hobbit/halfling ladino e um guerreiro anão, com o porém de que os seus quatro membros são mulheres. Respectivamente Dee, Hanna, Betty e Violet, quatro amigas que não dispensam uma boa briga na taverna após uma noite inteira de bebedeiras!
Elas residem na cidade de Paliçada, e devido ao seu comportamento e à crescente insatisfação da população local com o mesmo, recebem uma missão do capitão da guarda da cidade, juntamente com outros grupos de mercenários a fim de mantê-los todos ocupados e afastados, pelo menos por algum tempo. Durante a missão as Rat Queens são emboscadas e descobrem que foram vítimas de uma armadilha para matá-las. O que era para ser uma missão simples a princípio, afugentar alguns míseros orcs, se mostra parte de uma ameaça muito maior e caberá a elas descobrir quem está por trás deste plano.
Na trama que vai muito além da pancadaria e feitiçaria, as personagens tem a sua individualidade e personalidades trabalhadas e exploradas no roteiro ágil e divertidíssimo de Kurtis J. Wiebe. Cada uma delas possui seus próprios conflitos e dilemas alternados com uma linguagem solta, com direito a um vasto repertório de palavrões. Alguns dos esterótipos típicos dos grupos e raças de fantasia estão presentes mas apresentam subversões criativas, tais como uma clériga ateia e uma anã que detesta cerveja, mas as Rat Queens estão longe de ser uma simples versão feminina de personagens masculinos famosos. Suas personalidades e passado tem mais nuances do que pode captamos a princípio e o roteirista se vale disto para abordar no subtexto da HQ temas como o uso recreativo de drogas, a liberdade sexual e religiosa e claro, o papel feminino na sociedade.
A arte é outro ponto forte em Rat Queens! Roc Upchurch dá vida a tudo isto com traços agressivos e dinâmicos com muita autenticidade que não poupam o leitor de brutalidade e vísceras expostas. O design adotado para as protagonistas reflete a variedade tanto das raças de fantasia às quais pertencem quanto as suas próprias personalidades. Não há os excessos tão comuns em outras heroínas como os trajes sumários, as curvas irreais e as poses extravagantemente sexualizadas. As cenas de luta empolgam e sobram momentos do mais puro e simples badass!

Com tradução de Gustavo Brauner, que no que creio ser uma licença poética fez Betty citar o radialista Silvio Luiz, a edição nacional possui acabamento de luxo, com capa-dura e papel couche de alta qualidade. Não notei erros de revisão ou diagramação mas senti falta de extras. A edição traz apenas as capas das edições originais de banca da Image entre os capítulos e pin-ups de apresentação das personagens no início.
Aqueles que confundem Rat Queens com uma tentativa oportunista de angariar leitores pelo seu forte tom feminista muito provavelmente vão perder uma excelente série, que ao contrário, tem tudo para agradar aos amantes da verdadeira fantasia, independentemente do gênero.

Lançamento: Guerreiro das Estradas






A Editora Jambô não para. Em abril anunciamos aqui o lançamento de três livros-jogos e mostramos um pouco do que estava por vir com os quadrinhos Rat Queens e Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço Vol. II. De lá pra cá já tivemos outros lançamentos - que esquecemos de divulgar - como a incrível estatueta de luxo do icônico vilão Mestre Arsenal  o livro Só Aventuras Vol. 4 da linha Tormenta e os quadrinhos de Brigada Ligeira Estelar no Social Comics (desse nós falamos).
Agora é a vez de mais um livro-jogo chegar levantando poeira e levando você através de uma louca corrida em um futuro pós-apocalíptico no melhor estilo Mad-Max.  Se você não sabe o que é um livro-jogo - algo que duvido caso já conheça o trabalho da editora - você pode conferir nossa postagem especial sobre o gênero/formato e se inteirar sobre o assunto. Mas em resumo: Parte história, parte jogo, este é um tipo diferente de livro — aqui, você é o herói! Você precisa apenas de um lápis, uma borracha e dois dados para embarcar nesta fantástica aventura.
E agora que tal conhecer mais sobre Guerreiro das Estradas?


No futuro, só existe fogo e sangue. O que sobrou da humanidade sobrevive em pequenas comunidades que se agarram à vida com todas as suas forças. E para salvar a cidade de Nova Esperança, é preciso que um herói atravesse o deserto cheio de perigos para buscar suprimentos e combustível. E esse herói é você!Guerreiro das Estradas, um dos lançamentos da Jambô Editora para este mês, o 17º título da série Fighting Fantasy. O livro-jogo leva o leitor para um cenário futurista pós-apocalíptico sem lei, com nômades selvagens e violentas corridas em carros preparados para combate!
Neste livro-jogo, além do leitor conduzir a história como o corajoso piloto, ele também encontra regras para manter e usar o seu veículo turbinado e mortal durante sua missão vital.
Um título empolgante e emocionante, Guerreiro das Estradas foi escrito tendo a série de filmes Mad Max como inspiração, levando os fãs de livros-jogos a um mundo que ficou louco e perigoso e onde cada dia pode ser um glorioso dia para se morrer!
Guerreiro das Estradas tem 192 páginas (formato 11 x 17 cm, preto e branco), capa exclusiva de Rodney Buchemi, que já fez trabalhos para as editora Marvel e a DC Comics, e Giovanna Guimarães Para mais informações, inclusive onde comprar com preço promocional, visite a página da editora: http://jamboeditora.com.br/produto/guerreiro-das-estradas/.


E aí, curtiu? Aproveita que a temática tá em destaque e assiste aos filmes do Mad Max e acompanha a nova HQ da Corrida Maluca que está saindo pela DC pra entrar no clima da aventura. Prepare o seu possante, corra como o vento e faça seus adversários testemunharem a sua glória cromada e brilhante!