BEM-VINDO VIAJANTE! O QUE BUSCA NO MULTIVERSO?

Multiverso X.:15 - É Carnaval! Animação, gente!!!








No episódio de hoje o capitão Ace Barros, o navegador Airechu, o piloto da Interlúdio Julio Barcellos e a imediata Hall-e, se juntaram para mais um podcast de indicações. Dessa vez tudo no mais perfeito clima de animação, mas não da folia momesca, e sim ANIMAÇÃO no sentido de quadros de imagem em movimento que dão sensações das mais variadas.
Ouça e descubra o que fez a patinação artística masculina se tornar algo tão popular, quem são Yuri Katsuki, Viktor e Yuri-O; entenda por que Anohana é um anime tão tocante e porque devemos dar atenção ao que sentimos para não vivermos em arrependimento; confira uma divertida e emocionante relação de amor e respeito entre um jovem rapaz e um monstro (e se deliciei com lutas magníficas). 
Acompanhe-nos, estimado explorador de universos!

COMENTADOS NESTE EPISÓDIO:

DURAÇÃO: 

1 Hora 02 Minutos 59 Segundos

QUER OUTRAS OPÇÕES:

Reproduzir Em Uma Nova Aba - Faça o DownloadArquivo Zip

QUER O FEED PARA ADICIONAR NO SEU AGREGADOR FAVORITO?

Assine o nosso feed: feeds.feedburner.com/multiversox/podcast

SUGESTÕES, CRÍTICAS E DÚVIDAS:

Envie e-mails para: contato@multiversox.com.br


Audioverso: Cro


Que o universo da música é tão apaixonante quanto o da literatura, o cinema e as artes ilustradas não há dúvidas! Portanto ele também merece seu espaço aqui no Multiverso X. A seção Audioverso é onde buscamos apresentar novos artistas e bandas, dando um pequeno aperitivo daquilo que de melhor eles têm a oferecer, bem como valorizar a sua arte e contribuir para o seu reconhecimento ao indicar e recomendá-los para um novo público.
E hoje vou falar um pouco de Cro, um jovem rapper alemão que descobri totalmente por acaso, enquanto ouvia rádio (sim! ainda há quem faça isso regularmente). Cro define o estilo musical adotado em suas produções como uma mistura de pop e rap, abreviando-o como Raop, sendo este também o título de seu primeiro álbum lançado pela gravadora independente Chimperator em 2012. Raop ficou por cinco semanas no topo das paradas alemãs e rendeu a Cro dois discos de platina, além de um Echo, o mais importante prêmio da indústria fonográfica alemã, na categoria Revelação Nacional.

O homem por trás da máscara de panda se chama Carlo Waibel e nasceu em 1990 em Aalen, no sul da Alemanha. Suas primeiras músicas foram gravadas cedo, ainda aos dez anos de idade. A máscara foi definitivamente incorporada ao seu visual em 2011, quando então ele adotou o nome artístico de Cro e lançou suas primeiras mix tapes. O clipe da canção Easy, desde então já foi visualizado mais de 50 milhões de vezes no YouTube e Cro caiu nas graças do público.
Raop ganhou versões de luxo e exclusivas, com ainda mais faixas e originou também alguns EPs, tendo ao todo seis singles: Easy, Du, King Of Raop, Meine Zeit, Einmal um die Welt e Whatever. Em 2014 ele lança Melodie, seu segundo álbum de inéditas e novamente chega ao topo das paradas na Alemanha, Áustria e Suíça com os singles Traum, Bad Chick e Hey Girl. Melodie foi elogiado tanto musicalmente quanto pelas letras inteligentes, ousadas e cheias de jogos de palavras. Hey Girl usa comparações criativas para falar de amor, Intro - I Can Feel It fala de ganhar respeito entre os que não consideram Cro um verdadeiro artista de hip hop enquanto Never Cro Up usa de rimas bobas e infantis para falar sobre não querer crescer. Assim como Raop, Melodie foi quase inteiramente composto e gravado pelo próprio Cro num estúdio no porão da casa de sua mãe. Já seu álbum mais recente é uma produção acústica ao vivo da série MTV Unplugged impulsionado pelo single Bye Bye.
Boa parte de suas músicas é sobre como a vida é boa, falam de festas e amor de forma enérgica e contagiante. Cro afirma em entrevistas não ver problema algum nisto, que seu intuito principal é entreter e que ele se considera um companheiro de seus ouvintes aos quais busca divertir da melhor maneira possível.
Sua marca registrada são as máscaras de panda que usa em todas as apresentações, há um certo mistério em torno de seu rosto e vê-lo sem ela é uma raridade. Seu rosto provavelmente passaria despercebido nas ruas, apesar dele ter se tornado o rapper mais bem sucedido da Alemanha nos últimos anos. Sobre a máscara, Cro afirma numa entrevista "É um pouco como usar uma fantasia de uma mascote gigantesca. Posso fazer o que quiser quando estou mascarado. Posso até ficar pelado, que não faz diferença, já que ninguém me reconhece. É como um escudo de proteção. Sem a máscara, eu não poderia ficar tão tranquilo como fico no palco. Nem todo mundo é simpático comigo quando estou sem a máscara, mas assim que percebem quem sou, ficam empolgados."
Se você gosta de rap, hip hop e uma boa música pop, daquelas ideais para levantar o astral, das que te acompanham no dia a dia e para agitar a rotina, não terá dificuldade de apreciar o trabalho de Cro, ainda que não entenda uma palavra sequer em alemão (eu também não entendo, hahah). Você pode conferir uma pequena amostra nos vídeos abaixo e ao longo da postagem e conhecer mais visitando o Site Oficial e os perfis do artista no Facebook, YouTube, Twitter e Instagram. Os álbuns, EPs e singles podem ser adquiridos em formato digital tanto na iTunes quanto na Playstore e estão disponíveis também para audição em plataformas de streaming como o Spotfy e o Deezer.



Solfieri e o Espectro do Casarão Sombrio

Em setembro de 1877, o investigador do sobrenatural e satanista imortal Solfieri de Azevedo é contratado por uma viúva para exorcizar um medonho fantasma que está atacando sua casa e assustando suas filhas. Mas ao chegar no casarão amaldiçoado, Solfieri percebe que velhos e sórdidos segredos familiares virão à tona no transcurso daquela noite ritualística! Poderá o malfadado herói vencer um espírito que tem o poder de atacar seres humanos, lançar objetos e revelar segredos malditos? Reinvenção do herói de Álvares de Azevedo, este conto revela um pouco do passado de um principais personagens da série Brasiliana Steampunk, série ganhadora do prêmio Fantasy! (Casa da Palavra/LeYa, 2014) com o livro A Lição de Anatomia do Temível Dr. Louison.
Brasiliana Steampunk Contos é uma coleção de seis contos interdependentes que trazem por protagonistas os heróis do universo criado por Enéias Tavares. Indicado para leitores corajosos e damas desbravadoras, este conto de taverna colocará você diante de Solfieri, entre uma taça de vinho ou copo de cerveja, enquanto ele lhe conta um causo de horror, pavor e sordidez! Esta edição conta com apresentação do escritor Eric Novello - autor do romance "Exorcismos, Amores e uma Dose de Blues" -, posfácio do autor, edição de Fabio Brust e Inari Jardani Fraton, capa de Poliane Gicele e ilustrações de Karl Felippe.
Título: Solfieri e o Espectro do Casarão Sombrio
Autor (a): Enéias Tavares
Editora: EPIC Group - Kindle Unlimited
Número de páginas: 49



Em postagem anterior onde falava sobre Bento Alves & O Ataque ao Templo Positivista fiz questão de iniciar o texto esclarecendo o fato de que apesar de funcionar como uma história independente, o conto carregava em suas entrelinhas um pouco de um universo maior. Permitam-me então tomar tal esclarecimento também para Solfieri e o Espectro do Casarão Sombrio. Novamente volto a introduzir o texto dessa forma para que fique ciente que há mais para se ler do que apenas um conto caso esteja disposto a isso; porém também quero que fique ciente de que a obra NÃO te obriga a ler mais do que ela para compreender o conteúdo e aproveitá-la. Uma típica situação de dupla vitória: caso leia apenas o conto encontrará uma obra completa. mas caso queira ler mais irá encontrar outros títulos a sua disposição que se entrelaçam neste o universo.
Por falar nisso, caso nunca tenha ouvido falar - ou não tenha lido a sinopse fugindo de algum possível spoiler não-intencional - permita-me apresentar Brasiliana Steampunk: um universo que reinterpreta grandes personagens da literatura brasileira do século dezenove, tal qual uma Liga Extraordinária, a partir de uma roupagem Steampunk. Nas palavras retiradas do site oficial: Nele, as criações fantásticas de Álvares de Azevedo, Inglês de Souza, Raul Pompéia, Aluízio de Azevedo, Machado de Assis e Lima Barreto, entre outros, são realocadas num universo onde a linha divisória entre o real e o ficcional é borrada pelo vapor futurista, Zeppelins cortam o céu esfumaçado de uma decadente Porto Alegre art nouveau. 
E neste conto vamos até uma taverna, em certa noite, nos encontrar com o soturno Solfieri de Azevedo, notório por seus hábitos boêmios, seu provocativo e declarado credo satanista e suas atividades como exorcista e detetive sobrenatural. A bem da verdade, Solfieri é quem vem a nosso encontro, ávido por uma companhia que pague algumas rodadas de bebida, e em troca nos narra uma de suas aventuras sobrenaturais.
No causo narrado, uma viúva desesperada contrata os serviços do investigador sobrenatural para livrar-se de um espírito que ronda a sua casa e assombra a sua família. Um caso que esconde mais do que aparenta...
Através da prosa de bar e do causo narrado, Enéias nos aclimata na história e nos aproxima da narrativa do conto garantindo a nós não só um papel de leitor, mas como "ouvinte". Essa sutil, porém eficaz,  garante uma leitura ágil e agradável, te mantem preso na leitura de início ao fim. Bem como a informalidade permite que a narrativa mantenha a agilidade, mas mantenha o psicológico do personagem narrador sempre próximo e em destaque. Características também muito presentes no conto anterior, com o diferencial de que enquanto o formato de carta garantia uma viagem mais intimista em relação ao narrador, a prosa de bar entrega apenas aquilo que o narrador quer, mantendo o clima misterioso sempre rondando o personagem.
Por falar nisso, o clima da trama muito se difere do conto anterior onde víamos um herói altruísta em uma aventura repleta de ação. A versatilidade de Enéias é mostrada não apenas na forma do texto, mas também no trato tanto da ambientação quanto dos personagens. O claro e aventuresco da lugar ao soturno e sobrenatural, a ação abre espaço para a investigação, o mocinho abre espaço para o dúbio.      
O conto Solfieri e o Espectro do Casarão Sombrio nos apresenta um outro lado  (ou uma primeira faceta já que a ordem de leitura não é obrigatória) do universo Brasiliana Steampunk e também do trabalho do Enéias Tavares. Bem como aconteceu no contato anterior, o conto instiga àqueles como eu, traumatizados pelos mais variados motivos, a conhecer um pouco mais sobre a literatura brasileira do século 19; E também a acompanhar os trabalhos do autor para conferir até onde os elogios sobre a sua escrita e versatilidade são verdadeiros, e talvez, quem sabe um dia, unir-se a esse coro. Algo que está cada vez mais perto de acontecer...

Admirável Mundo Novo

Você já sentiu um gosto de vida controlada em nome do bem social? Já sentiu que o mundo a sua volta parece uma gaiola de felicidade? Ou um manual da vida perfeita? Num mundo desses, todos deveriam ler Admirável mundo novo, de Aldous Huxley (1894-1963). Membro de uma família da elite britânica, envolvida com discussões que iam da teologia ao darwinismo, Huxley inventou esse mundo admirável para denunciar o risco das utopias (o sonho de um mundo perfeito).
Sua distopia (o contrário de uma utopia) descreve um futuro horrível fruto de uma utopia que deu errado. Essa utopia é o projeto utilitário. O utilitarismo é a escola ética de maior impacto no mundo contemporâneo, pois elegeu como princípio maior da vida a eliminação do sofrimento e a otimização do bem-estar. Sempre preocupados com a administração pública, os utilitaristas imaginaram um mundo sem contradições. Por isso, em nome da felicidade, sacrificariam a liberdade. Bem-vindos ao nosso mundo. - Luiz Felipe Pondé, Colunista da Folha.
Título: Admirável Mundo Novo
Título Original: Brave New World
Coleção: Folha Grandes Nomes Da Literatura (vol.03)
Editora: Folha de S.Paulo
Autor: Aldous Huxley
Tradução: Lino Vallandro, Vidal Serrano
Ano: 2016 / Número de páginas: 256


Quando se fala em romance distópico, Admirável Mundo Novo é praticamente uma unanimidade, sendo talvez o mais influente e conhecido livro deste gênero e também um dos seus grandes precursores. Escrito por Aldous Huxley ainda nos anos 1930 como uma sátira ao cientificismo e aos governos autoritários tanto de esquerda quanto de direita, ainda hoje o livro surpreende pela atualidade daquilo que conta ao mesmo tempo em que nos assombra com um futuro hipotético sombrio, que de certa forma e sob certos aspectos, já se faz presente.
Neste futuro, após inúmeras guerras, emerge um Estado único que agora engloba todas as antigas nações independentes. O fato mais marcante é que nesta sociedade o ser humano não mais nasce, não há mais a reprodução vivípara, tampouco as figuras paterna e materna, todos os fetos são agora criados em laboratórios imensos como numa grande linha de montagem fabril, seguindo instruções muito específicas da fecundação do óvulo à decantação do feto, que é quando ele sai dos tubos de ensaio e vai para os berçários. Durante este processo e ao longo de toda a vida o indivíduo será então pré-condicionado segundo a sua casta para assumir determinados valores morais, para desenvolver certos gostos e preferências e para se comportar de uma maneira estrita e totalmente pré-definida de modo a cumprir um papel específico dentro da sociedade. Isso tudo é feito para se cultivar a harmonia, o bem estar social e a felicidade plena, a única emoção realmente permitida e estimulada pelo Estado. Não há mais guerras, não há mais crises econômicas, não há nem mesmo frustrações amorosas, pois o pré-condicionamento estimula a promiscuidade em detrimento do amor monogâmico tal qual conhecemos. O sexo é apenas sexo, uma forma de lazer e nada mais, não serve para a reprodução e nem exige qualquer forma de envolvimento emocional. Tudo parece funcionar à perfeição e estar devidamente no seu lugar e quando o indivíduo se sente mal ou incapaz de lidar com alguma emoção ou situação qualquer, basta recorrer ao soma, uma droga potente, fonte de puro prazer, alívio e escapismo, distribuída indiscriminadamente pelo próprio governo.
Na trama, somos aos poucos introduzidos neste mundo e aos seus conceitos básicos enquanto acompanhamos o cotidiano de vários de seus personagens cuja vida parece sempre orientada para o trabalho e a produção. A grande guinada vem com a revelação de que existem reservas naturais de selvagens, ou seja, humanos que ainda vivem, se reproduzem e sofrem na miséria exatamente como era do modo antigo. Tais locais são cercados, vigiados e controlados pelo Estado, mas num deles, por acidente, um filho dum casal das castas mais altas acaba nascendo. Sem receber o devido condicionamento, a criança adquire sua educação dum antigo volume de peças de Shakespeare, onde aprende conceitos como amor, fidelidade, pudor, criatividade e Deus, ou seja, tudo que é há de mais aberrante e anormal aos olhos da sociedade condicionada.
Assim, boa parte do desenrolar dos acontecimentos vai tratar do confronto entre este personagem e sua visão shakespeariana, humana e sensível da vida contra a visão de alguns dos outros membros desta sociedade ideal, condicionada e feliz já previamente apresentada. A obra de Shakespeare tem papel fundamental neste livro e é amplamente referenciada através de citações de suas peças, sobretudo A Tempestade da qual retira inclusive o seu título, servindo como um contraponto ao modelo humano distópico: rígido, inflexível e planejado contra o um que é mais livre, diverso e caótico.
Admirável Mundo Novo choca o leitor por exibir fatos quase palpáveis acerca do mundo hoje através de sua crítica social que não se diluiu em nada desde a época em que fora publicado pela primeira vez. A ditadura da felicidade nunca se fez tão presente, com a propaganda e a moda fomentando os desejos e a sede de consumo através de métodos sofisticados de manipulação e pressão social. O livro ainda nos choca por mostrar também um mundo totalmente artificial, higienizado pela técnica e pelo utilitarismo extremo e sem espaço para a inovação criativa, o livre pensamento e a vivência plena do eu em detrimento de uma coletividade massificada e anestesiada pelo condicionamento estatal e pelo soma.
Foi uma leitura incômoda em certas partes sobretudo pelo pessimismo advindo do confronto entre nossa percepção de mundo e aquilo que o livro mostra. Ainda assim o texto é de fácil leitura e assimilação, ágil e fluido. A alternância de núcleos de personagens é quase cinematográfica e toda a construção de mundo é fascinante, você fica realmente interessado em entender as nuances daquela sociedade enquanto a compara com a nossa e os nossos valores. É uma leitura instigante, com um estilo inteligente e bem particular que expande nossos horizontes e percepção para além do convencional fomentando uma reflexão crítica sobre nós mesmos e o modelo social perfeito e utópico com o qual boa parte de nós sonhamos.
Os diálogos finais em que são explicados o funcionamento do mundo e porque coisas como a religião, a monogamia, a arte e a ciência precisaram ser ou banidas definitivamente ou estarem sob rígido controle estatal é brilhante e por si só já renderia diversos estudos acadêmicos especializados nos campos da filosofia, sociologia e antropologia.
Ao fim, os grandes questionamentos que ficam são os de até onde, enquanto sociedade, estamos dispostos a ir em nome da estabilidade, do bem estar social e da felicidade plena, do que seríamos capazes de abdicar em troca disto e se vale a pena pagar um preço tão alto. Admirável Mundo Novo é uma leitura fundamental e indispensável, sobretudo quando algo tão similar a esta utopia perigosa proposta por Huxley já nos parece tão próximo.



Financiamento Coletivo: Trasgo - Ano 1

Titulo: Trasgo - Ano 1
Editora: Revista Trasgo
Organização: Rodrigo van Kampen
Autores: Ademir Pascale, Albarus Andreos, Ana Lúcia Merege, Caroline Policarpo Veloso, Claudia Dugim, Claudio Parreira, Cristina Lasaitis, Érica Bombardi, Frederico de Oliveira Toscano, Gael Rodrigues, George Amaral, Gerson Lodi-Ribeiro, Hális Alves, Jessica Fernanda de Lima Borges, Jim Anotsu, Karen Alvares, Liége Báccaro Toledo, Marcelo Porto, Mary C. Muller, Melissa de Sá, Roberto de Sousa Causo, Tiago Cordeiro, Victor Oliveira de Faria, Enrico Tuosto, Lucas Ferraz, Rodrigo van Kampen
Tipo: Literatura - Contos


Uma das principais publicações de ficção cientifica e fantasia do país. Se não conhece, a Trasgo é uma revista online que em três anos já publicou contos de mais de 60 autores e autoras brasileiros. Agora a intenção deles é transformar o material publicado no primeiro ano da revista em um livro físico, e para isso precisam de nós.
Conheça mais sobre o projeto:
A Trasgo é uma revista de contos de ficção científica e fantasia em seu terceiro ano no ar. Já publicamos autores conhecidos da ficção de gênero no Brasil, além de figuras populares da autopublicação e claro, temos orgulho em ser a primeira casa de muitos estreantes.
A Trasgo publica suas edições em EPUB, MOBI e PDF gratuitamente, e vêm recebendo diversos elogios da comunidade literária de fantasia e ficção científica.
Saiba mais sobre a Trasgo em nosso site: trasgo.com.br

O Livro Trasgo - Ano 1 é a primeira experiência com um livro impresso da revista. Traz todos os contos publicados nas edições 1 a 4 da revista online, além de três contos exclusivos, escritos pela equipe.
O livro terá cerca de 376 páginas. São 26 contos incríveis de ficção científica e fantasia, 3 deles inéditos, e um prefácio escrito por um dos maiores autores da ficção científica do Brasil: Roberto de Sousa Causo.
Confira lista de autores presente: Autores: Ademir Pascale, Albarus Andreos, Ana Lúcia Merege, Caroline Policarpo Veloso, Claudia Dugim, Claudio Parreira, Cristina Lasaitis, Érica Bombardi, Frederico de Oliveira Toscano, Gael Rodrigues, George Amaral, Gerson Lodi-Ribeiro, Hális Alves, Jessica Fernanda de Lima Borges, Jim Anotsu, Karen Alvares, Liége Báccaro Toledo, Marcelo Porto, Mary C. Muller, Melissa de Sá, Roberto de Sousa Causo, Tiago Cordeiro, Victor Oliveira de Faria, Enrico Tuosto, Lucas Ferraz, Rodrigo van Kampen.
Para quem não conhece (ou não acompanha as postagens que fazemos sobre FCs), o funcionamento de um financiamento coletivo é simples: os objetivos são esclarecidos na página da campanha e as recompensas são apresentadas, o apoiador escolhe entre as possibilidades com quanto irá contribuir já sabendo qual será a sua recompensa. Quando a meta não é alcançada o dinheiro é devolvido, e em algumas campanhas quando o valor estipulado é ultrapassado metas extras bonificam aqueles que contribuíram (não necessariamente todos, isso varia de recompensa para recompensa e de campanha para campanha).
Para participar do financiamento de Trasgo - Ano 1, basta escolher um dos pacotes de recompensas disponíveis, com valores entre R$10 e R$ 349, que dão direito a recompensas variadas como exemplar digital da obra, livro físico, canecas e camisetas até uma vaga na Oficina Online de Redação ministrada pelo editor da Trasgo. Basta escolher o apoio que contemple aquilo que seja do seu interesse e caiba no seu bolso.
A campanha ficará disponível por mais 42 dias no Catarse (a contar de 16/02) e tem entrega de recompensas prevista para Julho de 2017. Agora que você já está por dentro de tudo confira a página do projeto no Catarse (https://www.catarse.me/trasgoano1) e descubra mais informações sobre o quadrinho: quais exatamente são as recompensas, detalhes sobre como seu dinheiro será investido, artes, etc.
Apoie, divulgue, e ajude a Trasgo a alcançar o seu objetivo!

ANIMA




Um príncipe dos ladrões amaldiçoado após cometer um erro terrível. Uma cortesã que ainda sonha com romances e contos de fadas.
Uma reinterpretação de uma das fábulas mais amadas de todos os tempos, ANIMA lembra-nos dos monstros que existem dentro de cada um de nós, e de como nossas ações podem libertá-los e torná-los reais…



Título: Anima
Autor: Anna Giovannini & Fran Briggs
Editora: JAMBÔ
Número de Páginas: 240


SKOOB - COMPARE & COMPRE - LOJA RECOMENDADA

Uma reinterpretação de um conto clássico, amado, e enraizado em nossas mentes através da adaptação da Disney. Pela capa e sinopse provavelmente você já entendeu de qual fábula estamos falando, mas se ainda não: está para estrear uma adaptação live-action com certa bela e certa fera. Mas não se engane, ANIMA tem tudo para rivalizar em seu coração o espaço conquistado pela interpretação mais conhecida.
Era uma vez um príncipe chamado Damaran... Bom, talvez não exatamente um convencional, mas ainda sim um príncipe entre os seus graças a tudo que conquistou na vida através de muito esforço. Talvez seus métodos sejam questionáveis - afinal nenhum bandido enriquece de forma lícita - mas ele não se importava: era forte, determinado e indomável. Uma característica que fez aflorar seu lado mais primitivo e bestial, e afastar até mesmo quem amava. Damaran tornou-se uma fera de coração duro, que esqueceu o que era amar e ser amado, e se isolou em uma mansão nas montanhas...
Enquanto isso conhecemos a jovem Amadeus, uma jovem sonhadora e romântica, mas descriminada pelas pessoas da vila onde vive por conta da forma que se mantém e com quem anda: Amadeus é uma cortesã e divide os custos e a habitação com Cléo, uma trans cortesã. Poucos são os que mantém algum contato normal com a moça, como o Doutor e Alexis.
Os caminhos de Damaran e Amadeus se cruzam por acaso, ou melhor, por conta de Cléo. A amiga, endividada com agiotas, decide ir até a mansão teoricamente abandonada nas montanhas para roubar algo que a ajude a quitar seu déficit e acaba presa pelo dono da casa. Preocupada, Amadeus busca sua amiga e encontra seu cativeiro, porém não é bem recebida pelo "anfitrião" que não está nada satisfeito com as invasoras. Inesperadamente, Amadeus se oferece para ficar como refém para que Cléo seja solta, garantir que mais ninguém fique sabendo sobre a casa e a fera proprietária, e de alguma forma "pagar" pela invasão. A partir daí essa estranha relação irá se desenvolver, a bela e a fera irão conhecer um ao outro, mas até lá muita coisa vai acontecer...

A trama como é de se supor, segue a linha guia do conto d'A Bela e A Fera, mas com liberdade total para se re-trabalhar os conceitos por trás de cada personagem. Anna Giovannini e Fran Briggs reimaginam algumas questões básicas e acrescentam questões importantes a trama, como o fato de que todos terem dentro de si um monstro real, que pode ser exposto não apenas por conta de atitudes impensadas e grosseria como no caso de Damaran, mas também na descriminação e preconceito sofridos por Amadeus e Cléo. Além disso a história discorre com muito humor, e é claro, romance.
Os protagonistas, apesar de remodelados, apresentam muito de sua essência mais conhecida. Damaran é um homem endurecido que reaprende que ainda pode amar e ser amado. Amadeus é uma romântica sonhadora que aprende tanto quanto seu "carcereiro" sobre ser amado independente sua condição. Os personagens coadjuvantes (a trans trambiqueira Cléo, os "funcionários" de Damaran - Fjodor, Katerina e Andrea) complementam e dão cor a narrativa com suas personalidades e carisma.
A arte feita pela Anna para o quadrinho é muito boa e a estética mangá dá destaque a expressividade e sentimentos dos personagens, seja nos momentos ternos, de ira ou nos cômicos. O cuidado no design dos personagens e nos detalhes não apenas os torna únicos, como também demonstra certo carinho com cada um deles.
Há muito pouco a se criticar na edição de ANIMA, lançada pela Editora Jambô. A qualidade do produto é inegável, bem como a atenção demandada na produção, contudo escaparam na revisão um trio ou quarteto de palavras ausentes nos balões de diálogo durante as 240 páginas da edição. Bem como a montagem e colagem acabam dificultando, em alguns momentos, a leitura das falas mais ao canto, próximo ao centro. Contudo nada que verdadeiramente atrapalhe o andamento da apreciação e a imersão da obra.
Anna e Fran nos entregam uma cativante e divertida versão de A Bela e A Fera, sem esquecerem de adicionar lições necessárias a toda boa fábula. ANIMA é com certeza uma excelente dica para quem gosta de mangás, quadrinhos com estética oriental, contos de fadas, e pra quem nunca deixa de sonhar.

Multiverso X.:14 - Velhos em Guerra, Caçadores de Sombras e de Baleias








No episódio de hoje o capitão Ace Barros, o navegador Airechu, o piloto da Interlúdio Julio Barcellos e a imediata Hall-e, se juntaram para mais um podcast de indicações. Dessa vez todas as indicações são oriundas do bookverso, o universo da leitura, dos livros, dos contos, dos quadrinhos e afins.
Ouça e descubra que idosos podem ir para guerra espaciais para garantir o direito à colonização para a espécie humana; entenda como vampiros, lobisomens, feiticeiros, fadas, anjos e demônios se relacionam no universo dos Caçadores de Sombras e como tudo isso se esconde sob o nariz dos seres humanos; saiba que a vida no mar não é tão simples e nem tão caricata quanto possa parecer, mesmo que você rode o mundo caçando baleias (e uma especial). 
Acompanhe-nos, estimado explorador de universos!

COMENTADOS NESTE EPISÓDIO:

GUERRA DO VELHO - Skoob - Compare & Compre - Loja Recomendada: Amazon
SÉRIE OS INSTRUMENTOS MORTAIS:
CIDADE DOS OSSOS - Skoob - Compare & Compre - Loja Recomendada: Amazon
CIDADE DAS CINZAS - Skoob - Compare & Compre - Loja Recomendada: Amazon
CIDADE DE VIDRO - Skoob - Compare & Compre - Loja Recomendada: Amazon
CIDADE DOS ANJOS CAÍDOS - Skoob - Compare & Compre - Loja Recomendada: Amazon
CIDADE DAS ALMAS PERDIDAS - Skoob - Compare & Compre - Loja Recomendada: Amazon
CIDADE DO FOGO CELESTIAL - Skoob - Compare & Compre - Loja Recomendada: Amazon
BOX ESPECIAL: SEIS LIVROS - Compare & Compre - Loja Recomendada: Submarino
QUER OUTRAS OPÇÕES:

Reproduzir Em Uma Nova Aba - Faça o DownloadArquivo Zip

QUER O FEED PARA ADICIONAR NO SEU AGREGADOR FAVORITO?

Assine o nosso feed: feeds.feedburner.com/multiversox/podcast

SUGESTÕES, CRÍTICAS E DÚVIDAS:

Envie e-mails para: contato@multiversox.com.br