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Audioverso: Mike Oldfield


Que o universo da música é tão apaixonante quanto o da literatura, o cinema e as artes ilustradas não há dúvidas! Portanto ele também merece espaço aqui no Multiverso X. A seção Audioverso é onde buscamos apresentar alguns de nossos artistas e bandas favoritos, dando um pequeno aperitivo daquilo que de melhor eles têm a oferecer, bem como valorizar a sua arte e contribuir para o seu reconhecimento ao indicá-los para um novo público.
O artista de hoje é o multi-instrumentista e compositor inglês, Mike Oldfield cuja música abrange um enorme leque de influências,musicais, indo desde o rock progressivo, às músicas eletrônica, clássica, folk, new age e dance, caracterizando-se pela complexidade na sua composição.
Autodidata, Mike Oldfield logo aprendeu a tocar uma diversidade enorme de instrumentos e abusa deste talento em suas produções. Reconhecido por fazer solos de guitarra melódicos, aos vinte anos, em 1973, Mike lançou seu primeiro e possivelmente o seu mais conhecido álbum, Tubular Bells, composto por duas faixas de cerca de 20 minutos cada, com instrumentos que vão desde o piano de cauda até sinos tubulares, todos tocados pelo próprio Oldfield e posteriormente mixados, vendendo mais de 18 milhões de cópias. Tubular Bells foi utilizado pelo cineasta William Friedkin na trilha sonora do clássico filme de terror O Exorcista, também de 1973, baseado em livro homônimo de William Peter Blatty.
Desde o sucesso de Tubular Bells, Mike Oldfield continuou com suas inovações, aprendeu a tocar ainda mais instrumentos e lançou diversos álbuns que exploram os mais variados estilos, bebendo de influências musicais das mais diversas. Entre esses podemos destacar:
Ommadawn: uma obra sinfônica em dois movimentos que apresentam influências celtas e africanas, tido como uma das primeiras referências europeias da chamada world music.
The Killing Fields: décimo álbum do artista lançado em 1984, também foi trilha sonora de um filme, Os Gritos do Silêncio.
Islands: de 1987, traz as participações vocais especiais de Bonnie Tyler, Kevin Ayers, Anita Hegerland e Jim Price.
Amarok: composto de uma única faixa instrumental de 60 minutos, sem interrupções, onde a música muda constantemente, destaca-se por todos os seus sons provirem de instrumentos reais (ou seja, sem uso de sintetizadores) e quase todos são tocados pelo próprio Mike. O álbum é considerado uma sequência de Ommadawn, mostrando vários estilos musicais, como a música portuguesa, flamenco, celta, africana, minimal, folk, progressiva e outras.
The Songs of Distant Earth: o décimo sexto álbum de Mike Oldfield, lançado em 1994 é inteiramente baseado no conto de ficção científica, As Canções da Terra Distante, escrito por Arthur C. Clarke. Na faixa, Let There Be Light, foram usados trechos de áudio reais da missão espacial Apollo 8.
Voyager: de 1996 é completamente dedicado à música celta.
Tubular Bells III: é o meu favorito! Lançado em 1998 como uma sequencia dos trabalhos de Mike Oldfield em Tubular Bells de 1973 e Tubular Bells II de 1992. Durante a fase de criação de deste álbum, Oldfield estava vivendo em Ibiza, e, assim, certos elementos do álbum refletem muito o humor festivo da ilha.
Guitars: como o nome sugere, este álbum de 1999 traz Mike tocando em todas as suas faixas, guitarras de vários tipos.
The Millennium Bell: faz um reflexo musical dos diferentes períodos da história humana.
Light & Shade: é um disco duplo lançado em 2005. Enquanto no disco Light as canções tem uma característica mais brilhante e tranquila com forte pegada eletrônica, Shade traz composições com solos de guitarra e uma atmosfera mais obscura e introspectiva.
The Orchestral Tubular Bells: é uma versão orquestrada de Tubular Bells, arranjado por David Bedford e gravado em 1974 pela Royal Philharmonic Orchestra.
Music of the Spheres: é o primeiro álbum inteiramente de música clássica lançado por Oldfield em 2008. O disco tem algumas participações especiais, entre elas a soprano neozelandesa Hayley Westenra e o pianista chinês Lang Lang.
Seu álbum mais recente, Man on The Rocks, de 2014 não possui peças instrumentais nem curtas nem longas, algo que não acontecia desde Earth Moving de 1989. A faixa Nuclear deste álbum foi usada durante a apresentação do trailer do jogo Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, de Hideo Kojima durante a E3 de 2014. Atualmente o artista está trabalhando em duas novas sequências de seus dois álbuns clássicos Ommadawn e Tubular Bells, sendo que Return to Ommadawn está previsto ainda para 2016.
Vale ressaltar que é impossível numa postagem curta como esta abarcar em detalhes todos mais de quarenta anos de carreira e os mais de vinte álbuns produzidos pelo artista. Você pode conferir algumas das músicas e apresentações ao vivo de Mike Oldfield nos links espalhados ao longo do post e nos vídeos abaixo, e conhecer mais visitando o Site Oficial e os perfis do artista no Facebook e Youtube. Os álbuns, EPs e singles podem ser adquiridos em formato digital tanto na iTunes quanto na Playstore e estão disponíveis para audição também em plataformas de streaming como o Spotfy e o Deezer.