BEM-VINDO VIAJANTE! O QUE BUSCA NO MULTIVERSO?

Ilustraverso: Leandro Franci


Todo mundo ama uma boa capa, um mapa bem feito e ilustrações apaixonantes, sejam elas em livros, grafic novels, guias ilustrados, para usar de papel de parede ou pelo simples prazer de admirar. Porém nem todo mundo costuma dar a valor a pessoa por trás da arte, mas por sorte aqui é diferente. Quem sabe você não descobre aqui a pessoa que vai ser responsável por aquele presente diferenciado ou para concluir/iniciar aquele projeto que está engavetado: uma HQ ou a capa e ilustrações de um bom livro.
Na sessão Ilustraverso o artista e sua arte tem vez e reconhecimento. O artista da vez é um ilustrador que tem chamado a atenção nas redes sociais principalmente por suas personagens femininas: conheçam o trabalho de Leandro Franci!
Leandro Franci é um artista gráfico e motion designer brasileiro, formado em Design Gráfico pela Unesp e com base em São Paulo, Capital.
Nos últimos 10 anos, trabalhou para a indústria de propaganda e entretenimento fazendo principalmente animações e arte conceitual para filmes 3D e 2D.
Você pode conferir uma amostra de sua arte aí embaixo e nas galerias do artista no ArtStation, Site do Autor, DeviantArt e/ou segui-lo no Twitter, Facebook e/ou no Instagram. Aos interessados em um contato profissional para alguma encomenda, pode entrar em contato através do email: leandrofranci@gmail.com.



Multiverso X.:31 - Harry Potter e a Câmara Secreta #DaPáginapraTela






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No episódio de hoje o capitão Ace BarrosAirechu,  Julio Barcellos partem para um desafio! O Basso do Covil Geek convidou a tripulação para participar um crossover entre podcasts de literatura e cinema para discutir adaptações literárias para o cinema. Assim, nossos intrépidos podcasters se uniram ao Tiago Lira, do TigreCast, para falar sobre a segunda aventura do mundo mágico de Harry Potter.
Acompanhe-nos, estimado explorador de universos!
E não deixe de conferir os outros programas participantes do projeto ou procure pela hashtag #DaPaginaPraTela na sua rede social favorita!

DURAÇÃO: 1 hora 07 Minutos 10 Segundos

NOSSO CONVIDADO:

Site - Podcast - Twitter: @tiagoplira - @tigrenocinema

CITADOS NESTE EPISÓDIO:

Multiverso X.:23 - Harry Potter e a Pedra Filosofal (Airechu Finalmente Leu)

Outros participantes da ação #DaPáginapraTela
Covil de Livros - A Espera de Um Milagre
MasmorraCast
Perdidos na Estante - Precisamos Falar sobre Kevin
Feito por Elas - Orlando
TigreCast - Drácula
CurtaFicção - Frankstein
O Que Assistir - Watchmen


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Contos do Multiverso.:01 - O Cemitério






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Acompanhado de Hall-e, a fiel imediata digital, o explorador de universos Ace Barros viaja pelos mais infinitos cantos dos cosmos coletando e catalogando histórias, das mais conhecidas às inéditas. Cada universo é único, embora alguns mantenham semelhanças menores, e em cada um deles existem causos, dramas, épicos e tragédias esperando para serem conhecidas. 
Neste conto inicial, Ace visita um distante e sombrio ponto do universo nascido da reinterpretação de clássicos infantis pela mente doentia de Abu Fobiya, outrora conhecido como Fábio Yabu, e encontra companhias não tão vivas assim...
Acompanhe-nos, estimado explorador de universos!

DURAÇÃO: 12 Minutos 53 Segundos

Esta é uma adaptação pra Áudio Drama sem nenhum fim lucrativo. Todos os direitos reservados ao autor. Você pode conferir na íntegra conto O Cemitério e outros contos macabros na antologia Branca dos Mortos e os 7 Zumbis, de Fábio Yabu. Disponível em formato físico e digital.
Conheça mais sobre o autor e suas obras:
Wiki - Skoob - Site Oficial


CRÉDITOS:

Original: O Cemitério de Fábio Yabu.
Roteiro/Adaptação: Ace Barros.
Edição e Mixagem: Ace Barros.

Com as vozes de:
Ace Barros - Capitão Ace Barros/ Senhor Fantasma
Hall-e - Hall-e
Jade Miranda - Garota do Capuz Vermelho

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The End of the F***ing World

James é um jovem de 17 anos que acredita ser um psicopata, matando regularmente animais como um hobby, mas ficou entediado com isso. Depois de se familiarizar com Alyssa, uma colega rebelde de 17 anos de idade, ele decide matá-la enquanto ambos fogem em uma viagem, mas acaba se apaixonando por ela.
Título: The End of the F***ing World
Título Original: The End of the F***ing World
Lançamento/Duração: 24 de Outubro de 2017- 22 minutos/episódio
Número de Episódios: 8
Gênero: Dramédia / Humor Negro / Comédia Dramática
Classificação: 16 Anos
Direção: Jonathan Entwistle, Lucy Tcherniak
Roteiro: Charlie Covell
Elenco: Alex Lawther, Jessica Barden, Gemma Whelan, Wunmi Mosaku, Steve Oram, Christine Bottomley Navin Chowdhry, Barry Ward


The End of the F***ing World despertou minha atenção pelos elogios que a sua trilha sonora vêm recebendo em redes sociais, principalmente por aqueles feitos por pessoas que não são necessariamente o público-alvo da mesma. Com apenas oito episódios de vinte minutos cada, a série baseada na graphic novel homônima de Charles S. Forsman foi originalmente exibida pelo o Channel 4 e All 4 no Reino Unido em outubro de 2017 e foi lançada mundialmente e com exclusividade pela Netflix em janeiro de 2018.
A referida trilha sonora contempla 32 faixas quase obscuras, essencialmente dos gêneros rockabilly e country dos anos 1950 e 1960, numa seleção impecável feita pelo guitarrista Grahan Coxon, da banda Blur para os produtores da série. Artistas e bandas como Fleetwood Mac, Mazzy Star, Shuggie Otis e Françoise Hardy podem parecer escolhas equivocadas para uma série teen moderna, mas casam perfeitamente com a premissa da mesma pela semelhança entre as letras de suas canções e o enredo que fala sobre fugir da própria realidade e embrenhar-se numa roadtrip psicopata de auto-descoberta.
A série estrela Alex Lawther e Jessica Barden, respectivamente como James e Alyssa, dois adolescentes de 17 anos com problemas típicos para idade, principalmente o conflito com os pais e a dificuldade de se encaixar entre os colegas de classe e a sociedade por se acharem diferentes demais. Ele é reservado, hesitante e vê a si mesmo como um psicopata insensível, já tendo matado diversos animais pequenos com sua faca de caça e agora começa a pensar que já é hora de matar algo maior, uma garota por exemplo. Ela é carente de atenção e se blinda com uma personalidade ousada, grosseira e rebelde, de tendências maníaco-depressivas e alérgica à autoridade, encontra em James uma chance de escapar de sua vida completamente desassistida das presenças da mãe e do pai.
É a princípio movidos por puro interesse que ambos vão se aproximar e iniciar um namoro de fachada, constituindo um casal ao mesmo tempo desafinado e irresistível. Posteriormente eles resolvem dar um basta em tudo, roubam o carro do pai de James e fogem de suas casas para viver a vida sendo eles mesmos. Obviamente que com essa decisão impulsiva e impensada, tudo dá ainda mais errado e eles vão criar e se enfiar em diversos outros problemas, incluindo um assassinato enquanto aprendem a conviver melhor como uma dupla. E é claro que, dum jeito torto, mas sincero, eles inevitavelmente vão acabar se apaixonando em algum momento.
A série soa como um clichê teen típico, temperado com sexo, morte e sangue, mas a diferença está na forma com tudo é conduzido ao longo dos episódios curtos e enxutos, sem tempo para desgrudar da tela ou se cansar dos eventos nonsense e de humor negro sucessivos que temperam toda a trama, além dum notável desenvolvimento de personagens em meio às agruras da própria irresponsabilidade.
Os protagonistas também são os narradores de seus próprios pensamentos sobrepondo-se a si mesmos como personagens em cena. Este é um recurso excelente para compararmos os seus pontos de vista, o que cada um estava sentindo num mesmo momento e as diferenças gritantes entre eles quando as coisas começam a se acertar. Terrivelmente niilista em muitos momentos e hilária em outros, com uma linguagem rápida, crua e fragmentada, que parece conversar muito bem com seu público alvo, a série parece dizer que a vida é uma piada de mau gosto da qual devemos rir até morrer.
As atuações de Lawther e Barden merecem ser destacadas. Seus personagens em dados momentos são absolutamente detestáveis, nem eles mesmos parecem gostar deles mesmos, mas por fim eles acabam nos cativando pelo que se tornam um pelo outro e pelo desenrolar da trama. Como adolescentes desajustados e indesejados coube um ao outro servir de apoio para que ambos não desmoronassem, a química e a amizade que se desenvolve a partir disto me soou autêntica, me cativando tão logo tive um vislumbre de quem eles realmente eram e não daquilo que imaginavam ser. James e Alyssa tem problemas com todo mundo, mas foram mais corajosos e loucos do que a maioria ao resolverem dar um "foda-se" muito tentador em tudo.
Tecnicamente sou só elogios para a série. O cuidado com enquadramentos, fotografia e montagem é impecável. Os tons sóbrios e a iluminação de algumas cenas conferem a ela uma atmosfera indie evocada pela melancolia dos subúrbios britânicos. A já elogiada trilha sonora ajuda a contar boa parte da história com as letras e sonoridade bem escolhidas para os momentos certos. Os cortes e flashbacks bem encaixados para potencializar o efeito cômico do enredo, bem como as mudanças no argumento próximos aos episódios finais também me agradaram bastante.
Com o sucesso que a série vêm alcançando já especula-se uma segunda temporada, mas não vejo necessidade e fiquei satisfeito com o que ela entregou e com o final aberto e um tanto incerto sobre o destino dos protagonistas. Recomendo The End of the F***ing World para quem aprecia um boa dose de humor negro e para quem busca opções de entretenimento rápido, enxuto e de qualidade. Uma dica que pode ajudar o telespectador a não criar expectativas falsas e a aproveitar melhor a série é baixar a guarda e suspender a descrença. Embora trate de assuntos sérios e perturbadores, The End of the F***ing World não é uma série para se levar tão à sério como 13 Reasons Why e sim pra rir do humor extravagante e da surrealidade tragicômica das vidas de James e Alyssa e porque não, também das nossas vidas?

Em Financiamento: Space Dragon - Caixa Intergaláctica



Titulo: Space Dragon - Caixa Intergaláctica
Produtora: Redbox Editora
Criação:Igor Moreno
Tipo: Jogo de Interpretação de Papeis; Sci-Fi



Um RPG sobre lasers, robôs e aventuras retrôs no espaço sideral! Tem coisa mais a cara do Multiverso X do que isso? Pois é, os parceiros da Redbox Editora estão trazendo agora em financiamento coletivo uma nova edição revisada, ampliada e totalmente ilustrada do irmão espacial do velho dragão. Mas o que é Space Dragon?
Escrito por Igor Moreno, Space Dragon é um RPG completo que reinventa as regras do aclamado Old Dragon, transportando as aventuras para galáxias distantes onde os alienígenas são verdes, naves parecem charutos e vilões têm nomes que começam com a letra Z.
Baseado na licença aberta do Old Dragon, o Space Dragon transporta a simplicidade e maleabilidade das regras da fantasia medieval para a ficção científica retrô, com todos os tropes dos títulos clássicos do gênero.
Escolha entre diversas espécies para interpretar: um humano comum, um androide criado em laboratório ou mesmo um mutante - estes com centenas de variações de mutações para combinar.
Viva aventuras espaciais como um engenhoso cientista criando aparatos tecnológicos e realizando experimentos mirabolantes em seu laboratório, ou quem sabe uma intrépida cosmonauta capaz de pilotar qualquer veículo da galáxia e desacordar o mais corpulento crocossauro com um sopapo. Talvez prefira ser um furtivo gatuno, proficiente nas formas menos ortodoxas de manutenção de equipamentos e aquisição de riqueza, ou mesmo um poderoso mentálico utilizando seu cérebro avançado para influenciar as mentes de seus inimigos.
Space Dragon traz regras sob medida para geração aleatória e exploração de planetas inóspitos, descoberta de intrigantes relíquias tecnológicas, perigosos combates entre naves espaciais, listas de equipamentos futuristas, estatísticas de diversos veículos pilotáveis e uma vasta lista de espécies alienígenas prontas para tentar devorar astroaventureiros, incluindo novas variedades de dragões espaciais. Esta nova Caixa Intergaláctica traz ainda mais detalhes do que a primeira edição do jogo, revisando algumas regras e expandindo outras para que suas expedições aos confins da galáxia sejam ainda mais fantásticas!
A Caixa Intergaláctica do Space Dragon contém os seguintes itens:
-Manual de Regras do Space Dragon - A5 e totalmente colorido com capa mole
-Aventura introdutória Azar de Principiante
-Guia de Criação Rápida de Personagem
-Cartão de Identificação Galáctico
-Carta de Aceitação na Federação Galáctica
O projeto do RPG Space Dragon - Caixa Intergaláctica entrou em financiamento coletivo pelo Catarse (https://www.catarse.me/spacedragon), para arrecadar através dos apoios dos gamers e entusiastas, a meta de 15 mil reais. A campanha é do tipo 'tudo ou nada', ou seja, se durante os 29 dias de campanha o valor total for atingido, o jogo irá para a produção e todos os apoiadores receberão suas recompensas. Caso a meta não seja atingida, todos recebem de volta o valor investido.
Na plataforma de financiamento a Caixa Intergalática e todo seu conteúdo está disponível por R$119. Além disso você pode garantir também através de apoios extras mais conteúdo pare seu jogo e também um playmat para batalhas espaciais. A campanha ficará disponível por mais 28 dias no Catarse (a contar de hoje, 16/02) e tem entrega de recompensas prevista para Dezembro de 2018.
Não esqueça de conferir a página do projeto para descobrir mais informações sobre o jogo: quais exatamente são as recompensas, detalhes sobre o conteúdo exato do jogo, o cronograma de produção etç. Se possível, jogue também o Fast Play disponível no inicio desta postagem.
Apoie, divulgue e embarque nessa nave e viaje para os confins do universo em busca de aventuras!

Um Horror de Novidades Sherlock S.A.

Os nossos parceiros Investigadores da Sherlock S.A. estão preparando diversas novidades para o ano de 2018 em todas as suas linhas, com jogos nacionais e internacionais. Aos poucos alguns desses títulos estão sendo revelados, mas para começar, dois jogos pequenos nas caixas e grandes na farra:  Stay Away! e La Muerte.
Um grupo de arqueólogos desapareceu misteriosamente durante uma expedição à ilha de R’lyeh. Você é um membro da equipe da resgate que foi enviado para socorrê-los.
Mas, ao investigar o local, você encontra algo terrível que procura destruir toda sua equipe.
Você vai precisar confiar na sua intuição e ter nervos de aço se quiser sobreviver!
Stay Away! é um jogo para 4 a 12 jogadores, que tem um clima de terror em meio a boas risadas com seu grupo de amigos...ou inimigos?
Você deve rastrear A Coisa, a criatura que despertou da ilha emergente de R'lyeh, e que tem a capacidade de possuir os humanos, tomando o seu corpo. Enquanto joga, você não sabe quem é "A Coisa" ou quem foi infectado por ela.
Confie na sua intuição e esteja preparado para blefar. Fique atento a todos os movimentos, e tenha seus olhos sempre abertos se quiser vencer o o jogo. Porém, você nunca sabe como a partida vai terminar, inclusive poderá se tornar um "Infectado" nos momentos finais e precisará jogar a favor da "Coisa". Tudo pode acontecer a qualquer momento, e é isso que cria o caos, diversão e tensão de "Stay Away'.
Ela chega para todos, e não faz distinção de cor, credo ou condição social... Mas se a gente puder postergar o encontro com La Muerte, com certeza faremos isso, e usaremos todos os subterfúgios e recursos disponíveis! 
La Muerte é um party game de 3 à 10 pessoas que tem em seu conceito a natureza competitiva e também cooperativa.
Todos começam o jogo vivos e saudáveis, mas na lista de La Muerte. Neste ponto, o jogo é totalmente competitivo, e o objetivo dos jogadores é permanecer vivo até o final do jogo, tapeando La Muerte e fazendo ela mirar no próximo de sua lista ao mesmo tempo que se irrita com mais trabalho. E quando você morre, o jogo passa a ser cooperativo, com os mortos infernizando La Muerte para completar logo sua lista. Afinal, que o fim seja justo: se todos estão na lista e você já foi ceifado, por que poupar outro?
Para maiores informações sobre os produtos e seus respectivos lançamentos acesse o site da Sherlock S.A. e assine a newsletter para receber todas as novidades quentinhas em seu e-mail.

Multiverso X.:30 - Mais Carnaval, Mais Animação






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No episódio de hoje o capitão Ace BarrosAirechu,  Julio Barcellos e Hall-e, se juntam para mais um podcast de indicações. Seguindo a proposta iniciada no ano passado, mais vez vamos com tudo no mais perfeito clima de animação! Mas não da folia momesca, e sim ANIMAÇÃO no sentido de quadros de imagem em movimento que dão sensações das mais variadas.
Ouça e descubra o que torna um demônio um bebê chorão, quem são Akira e Ryo; entenda por que é preciso entender de sentimentos para se escrever uma boa carta e o que Central do Brasil tem a ver com Violet Evergarden; desbrave os mistérios de uma cidadezinha no interior com uma família pra lá de divertida. 
Acompanhe-nos, estimado explorador de universos!

DURAÇÃO: 1 hora 08 Minutos 50 Segundos

CITADOS NESTE EPISÓDIO:

Devilman - Crybaby: IMDB - NETFLIX
Violet Evergarden: IMDB - NETFLIX
Gravity Falls: IMDB - NETFLIX

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Antologia Poética de Florbela Espanca



Florbela Espanca é considerada uma das maiores escritoras de Portugal. Sua temática nostálgica, exageros e máscaras frequentemente compostas com o auxílio oportuno de um pseudo-biografismo tornam sua obra um verdadeiro deleite. A edição traz a obra poética completa da autora, incluindo Livro de Mágoas (1919), Livro de Sóror Saudade (1923), Charneca em Flor (1931), Reliquiae (sonetos inéditos acrescentados na segunda edição de Charneca em Flor), Trocando olhares (1915–1917) e O livro d’Ele (1915–1917).


Título: Antologia Poética de Florbela Espanca
Autora: Florbela Espanca
Editora: Martin Claret
Ano: 2015 / Número de páginas: 298

“Os males de Anto toda a gente os sabe!
Os meus... ninguém... A minha Dor não cabe
Nos cem milhões de versos que eu fizera!...” - trecho de Impossível
Florbela Espanca me foi apresentada por acaso, através dum episódio do podcast Covil de Livros. Fiquei encantado com a sua biografia marcada por tragédia e conflito e pela intensidade de alguns de seus versos declamados e comentados durante o programa. De forte teor emocional, sua poesia é conhecida por um estilo único e peculiar, onde sofrimento, solidão e desencanto se aliam ao mais genuíno desejo de felicidade.
"Ah! esse verso imenso de ansiedade,
Esse verso de amor que te fizesse
Ser eterno por toda a Eternidade!..." - trecho de Escrava
Florbela foi uma poetisa e escritora portuguesa, nascida na vila de Viçosa em Alentejo, Portugal. Foi educada pela madrasta e pelo pai, João Maria, que só a reconheceu como filha anos depois de sua morte. Estudou no Liceu, em Évora, onde concluiu o curso de Letras e em 1917, tornou-se a primeira mulher a ingressar no curso de Direito da Universidade de Lisboa. Seu primeiro poema, “A Vida e a Morte” foi escrito em 1903. De vida conturbada ela se casou duas vezes após divorciar-se do primeiro marido e sofreu dois abortos espontâneos que a deixaram doente por um longo período. Emocionalmente abalada tanto pela rejeição do pai, quanto pelos seguidos relacionamentos problemáticos e complicações da gravidez, ela sofre mais uma grande perda, a do irmão num acidente aéreo, o que a leva a sucumbir e a cometer suicídio com o uso de barbitúricos, exatamente no dia de seu aniversário e às vésperas da publicação daquela que é considerada a sua obra prima “Charneca em Flor”.
"E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!" - trecho do soneto Lágrimas Ocultas
Embora deva sua fama e reconhecimento sobretudo a alta qualidade técnica de seus sonetos e à sua poesia como um todo, Florbela era uma autora multifacetada e também escreveu contos, um diários e epístolas, traduziu romances e colaborou para diversos jornais e revistas em sua curta, mas intensa, passagem pela vida. A poetisa não se ligou claramente a nenhum movimento literário, mas o caráter confessional, sentimental e a recorrência da temática amorosa em sua obra a colocam mais próxima a certos poetas neo-românticos de fim de século do que dos modernistas de sua geração, aos quais se manteve alheia.
"Ó chuva! Ó vento! Ó neve! Que tortura!
Gritem ao mundo inteiro esta amargura,
Digam isto que sinto que eu não posso!!…" - trecho do soneto Neurastenia
Todos os ingredientes inerentes ao amor serviram de matéria-prima para a sua poesia na qual são comuns e recorrentes os temas da solidão, saudade, sedução, desencanto, mágoa e morte, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade, glória e plenitude platônicos, alcançáveis apenas no absoluto e no infinito. O amor expresso sem limites e moderação encontra-se presente no cerne de quase todas as suas composições, mesmo nos sonetos de sentido patriótico, como é o caso de “No Meu Alentejo”, no qual ela enaltece a beleza das paisagens de sua terra natal. Sua linguagem marcadamente pessoal e veementemente passional é de um sensualismo muitas vezes erótico e em cujo centro encontra-se o eu-lírico sedento da poetisa convulsionando em suas frustrações e anseios.
"E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar..." - trecho do soneto Amar!
A Antologia Poética publicada numa edição especial e esmerada em capa dura pela Martin Claret, reúne todo a obra de Florbela publicada anteriormente nos curtos volumes de "Livro de Mágoas", "Livro Sóror Saudade", "Charneca em Flor", "Reliquiae", "Trocando Olhares" e "O Livro D’ele". Delas, apenas os dois primeiros foram publicados originalmente ainda em vida da autora. Os últimos são trabalhos póstumos ou compilações dos primeiros poemas de Florbela. A edição completa conta ainda com uma Introdução de Renata Soares Junqueira, no qual ela discorre sobre a biografia e sobre aspectos técnicos da obra de Florbela.
"Eu atirei minh' alma como um rito
Às trevas desse livro, assim, ó louca!
A noite atira sóis ao infinito!..." - trecho do soneto ?!
Embora eu tenha delirado e me deleitado com todo o sentimentalismo e a técnica de Florbela, me faltam palavras adequadas para expressar o quão gratificante a leitura da sua obra foi para mim. Como é difícil falar de poesia! Atribuo isto ao alto grau de subjetividade com o qual nos conectamos com esta forma literária. Diferentemente dum romance ou conto, em que há um enredo comum que será compreendido e compartilhado da mesma forma por quase todos, na poesia há algo único e diferente para cada um a cada leitura. Há as suas vivências e sentimentos, leitor, em ressonância naquele instante único em que seus olhos percorrem as palavras com as vivências e sentimentos expressos nas rimas, versos e forma escolhidos pelo artista em seu momento de criação. Os sonetos de Florbela são belos, dolorosos e pungentes e me admira a sensação de completude e compreensão que me trouxeram à tona. Ouso dizer que não há nada que eu já tenha sentido na vida que eles não tenham expressado de forma tão autêntica, intensa e palpável. Ler poesia, pra mim, é uma forma de me reencontrar, e posso dizer que me encontrei nos versos de Florbela.
"Versos! Versos! Sei lá o que são versos…
Meus soluços de dor que andam dispersos
Por este grande amor em que não crês!..." - trecho do soneto Versos

Ilustraverso: Caio Yo

Todo mundo ama uma boa capa, um mapa bem feito e ilustrações apaixonantes, sejam elas em livros, grafic novels, guias ilustrados, para usar de papel de parede ou pelo simples prazer de admirar. Porém nem todo mundo costuma dar a valor a pessoa por trás da arte, mas por sorte aqui é diferente. Quem sabe você não descobre aqui a pessoa que vai ser responsável por aquele presente diferenciado ou para concluir/iniciar aquele projeto que está engavetado: uma HQ ou a capa e ilustrações de um bom livro.
Na sessão Ilustraverso o artista e sua arte tem vez e reconhecimento. O artista da vez é um ilustrador a quem tive o prazer de conhecer  durante a CCXP: conheçam o trabalho de Caio Yo!
Caio Souza "Yo", nascido em 1986, reside na cidade de Campinas. Trabalha como professor de desenho; ilustrador de peças publicitárias e editoriais, livros didáticos e infantis e infográficos, e também como colorista de histórias em quadrinhos e storyboards. Já trabalhou com clientes como a Editora Abril, Editora Moderna, Banco Itaú, Editora Positivo, Editora Educar/DPaschoal, Catterpillar, Editora Ática, 3M/Nexcare, entre outros, como freelancer ou para agências de publicidade de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Participa de exposições, coletivos de ilustração e histórias em quadrinhos, além de Salões de Humor e Exposições nacionais e internacionais, já tendo trabalhos expostos no Irã, Noruega, Japão e Estados Unidos. Além de tudo isso, organiza workshops, concursos e exposições e produz peças e matérias para sites relacionados ao universo da ilustração gráfica.
Você pode conferir uma amostra de sua arte aí embaixo e nas galerias do artista no Behance, Site do Autor, DeviantArt e/ou segui-lo no Twitter e/ou no Instagram. Aos interessados em um contato profissional para alguma encomenda, pode entrar em contato através do email: caio.yo@gmail.com.