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Multiverso X.:28 - Bagulhos Sinistros 2






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Após vagar por lugares escuros, o Capitão Ace Barros, reencontra a imediata Hall-e, o navegador Airechu, o piloto da Interlúdio Julio Barcellos, recebem o Sr. Basso do Covil Geek para falar sobre alguns bagulhos sinistros: a segunda temporada de Stranger Things.
Ouça e descubra nossa relação com a primeira temporada da série e seus personagens; entenda o que agradou e desagradou na segunda temporada e os motivos que levaram a isso; qual personagem favorito de cada um e qual mais odiado. Tudo isso e muito mais ao apertar de um botão.
Acompanhe-nos, estimado Explorador de Universos! 

DURAÇÃO: 1 Horas 38 Minutos 42 Segundos

CITADOS NESTE EPISÓDIO:

Stranger Things 1 & 2 - IMDB - FILMOW - NETFLIX
Beyond Stranger Things - NETFLIX
Stranger Things: The Game - ANDROID - iOS

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Liga da Justiça



Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman, Bruce Wayne convoca sua nova aliada Diana Prince para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.


Título: Liga da Justiça
Título Original: Justice League
Lançamento/Duração: 2017 - 2h
Gênero: Aventura/Ação/Sci-Fi
Direção: Zack Snyder
Roteiro: 
 Chris Terio e David S. Goyer
Elenco: Ben Affleck, Henry Cavil, Gal Gadot, Amy Adams, Diane Lane, Jeremy Irons, Ezra Miller, Jason Momoa e Ray Fisher


Finalmente chega aos cinemas o aguardado filme da Liga da Justiça, trazendo o mais icônico grupo de super-heróis dos quadrinhos - me desculpem Vingadores - finalmente reunido em tela. O sucesso de Mulher Maravilha e, para alguns, a presença de Joss Whedon, deram um novo vigor nas expectativas para o longa. A pergunta que retumbava entre os temerosos e os esperançosos era: será que o filme da Liga irá acertar e trazer um saldo positivo para o universo DC nos cinemas?
Se você precisa de uma resposta rápida, pouparei seu tempo. Liga da Justiça, mesmo que ainda com tropeços, repara as principais críticas a DC, é divertido, funciona e vai agradar maior parte do público. Pode comprar seu ingresso e assistir ao filme sem esse peso no coração.
Após os eventos de Batman vs Superman: A Origem da Justiça, que resultam com a morte do escoteiro azulado interpretado por Henry Cavil, a terra se vê em um momento de descrença e temor. A esperança parece ter deixado o mundo junto com o portador simbolo da casa de El e último filho de Kripton. 
Em meio a esse clima medo e angústia, surge um inimigo que parece se aproveitar dele e da falta de defensores na terra capaz de lidar com seus poderes além da imaginação. Seu plano é reunir as Caixas Maternas deixadas para trás em sua última tentativa de invasão para destruir o planeta. Cabe ao Batman, inspirado pelo ideal do Homem de Aço, reunir um grupo de meta-humanos para, quem sabe, evitar destruição da terra. E talvez, até mesmo eles precisem de ajuda de alguém mais forte, para deter o Lobo das Estepes.
Liga da Justiça nos é entregue como um bom filme de ação, e seu principal objetivo é atingido ao entreter o público com seus combates, sequências eletrizantes - embora boa parte já mostrada nos trailer - e muito bom humor. Contudo o filme tinha potencial para ser mais, e principalmente no último terço do filme. Apesar disso, não se engane, é muito mais provável que saia do filme querendo mais daqueles personagens - uns mais do que outros - do que simplesmente reclamando.
O roteiro do filme é bem simples e linear - o que não é novidade entre os filmes de super-heróis, seja Marvel ou DC - mas se mantém interessante durante todo o desenvolvimento. É claro, existem deslises e decisões questionáveis, mas esses acabam sobrepostos pelos acertos e pela diversão proporcionada pela superprodução. O vilão, o ritmo da etapa final e CGI talvez sejam os pontos que mais causem incomodo, mas é bom lembrar esses problemas existem também na concorrência tida como referência.  
O encontro do trabalho de Zack Snyder e Joss Whedon encontrou um ponto de equilíbrio (embora a balança penda mais pro Whedon). O filme abandona - mas não totalmente - o sombrio e tenta trazer leveza pra todos os personagens, inclusive pro Batman. Isso funciona melhor pra os personagens que entram nesse universo agora, mas pra quem mostrou outra coisa antes da aquela travada na descida (principalmente o indeciso Batman, ora sério ora muito jocoso). Porém no fim funciona e você anseia por mais dos personagens.
Por falar nos personagens, é possível dizer de forma rápida que o entrosamento entre eles, mesmo com a construção rápida, parece natural e é legal de ver em tela. A introdução dos novos personagens é feita de maneira fluida, sem perder tempo com arcos próprios, embora apresente ganchos e elementos para cada um deles. Ezra Miller, Jason Momoa e Ray Fisher, estão muito a vontade nos papeis de Flash, Aquaman e Ciborgue, conquistam o público facilmente e marcam o seu espaço, embora o Atlante seja o menos aproveitado entre eles. O Batman de Ben Affleck segue um herói duro, desgastado, mas agora tocado pelo simbolo e exemplo do Superman, também da princesa Amazona. A Mulher Maravilha da Gal Gadot é o elo forte da equipe e mais uma vez ganha um destaque especial merecido. O Superman de Henry Cavil segue sua jornada para ser o simbolo que é nos quadrinhos e se afastar da imagem de insensibilidade deixada por Men of Steel.
Apesar do já comentado CGI por vezes incomodo, a plástica visual do filme é bem construída  e bonita de se ver. A trilha de Danny Elfman é assertiva e totalmente completar a obra, indo além do uso de músicas famosas para compor um grande clipe de ação e fixando a marca sonora característica de seus personagens.
A soma dos pontos a meu ver é um resultado positivo e mostra que o Universo DC nos cinemas ainda tem muita coisa boa para mostrar. Como fã digo fiquei animado para ver como será o universo que vem por aí depois desse novo sopro de esperança. Vale a pena conferir e garantir algumas horas de entretenimento!


Contos do Cão Negro



Série: Contos do Cão Negro
Títulos: Vol. 1 - O Coração do Cão Negro e Vol. 2 - A Canção do Cão Negro.
Roteiro: César Alcázar
Arte: Fred Rubim
Editora: AVEC Editora
Número de páginas: 63

O Coração do Cão Negro: SKOOB - COMPARE E COMPRE - LOJA RECOMENDADA
A Canção do Cão Negro: SKOOB - COMPARE E COMPRE - LOJA RECOMENDADA

O que aconteceria se uma obra trouxesse o clima de aventura de Conan para o mundo que conhecemos com toques de ficção histórica? E se essa obra trouxesse não apenas a ação, mas o clima sobrenatural presente em algumas aventuras do cimério? E se por fim a arte da obra o remetesse a Hellboy, outro expoente dessa mistura? Você não precisa se esforçar para imaginar nada disso, pois pode encontrar isso e mais um pouco na série gráfica antológica Contos do Cão Negro, de César Alcázar e Fred Rubim que conta com dois volumes até o momento lançados pela Editora AVEC: O Coração do Cão Negro e A Canção do Cão Negro.
É impossível fugir do comparativo aos trabalhos de Robert E. Howard, H.P. Lovecraft e Mike Mignola. Digo isso não para apontar referências e semelhanças notáveis na obra, mas para garantir a paridade dos trabalhos. O clima pulp com direito a espada, mistério sobrenatural, pesquisa histórica e mitológica, é muito bem executado em uma narrativa gráfica onde cada detalhe em cada quadro complementa a história.
A  série conta a história de Anrath, um mercenário irlandês conhecido como Cão Negro de Clontarf, em suas várias aventuras na Irlanda do século XI, durante as várias tensões entre os nórdicos e gaélicos. Anrath, o mercenário conhecido como o Cão Negro de Clontarf, é um homem atormentado, nascido gaélico e criado entre os vikings. O destino fez com que ele se tornasse um renegado, um guerreiro condenado a vagar entre duas culturas como um pária sem pertencer a nenhuma.
No primeiro volume, O Coração do Cão Negro, o mercenário gaélico é contratado por um misterioso inglês para encontrar um antigo medalhão chamado Coração de Tadg, supostamente uma chave para tesouros e poderes ligados a deuses antigos. Com a missão cumprida, Anrath é envolvido contra sua vontade em uma trama de vingança e traição que o levará direto para as mãos de Ild Vuur, um líder viking ligado a seu passado, e o fará confrontar horrores além do espaço e do tempo.
A obra de clima sombrio que flerta com o horror, carregada na narrativa visual e nos diálogos curtos e diretos, nos introduz ao universo habitado pelo Cão Negro, suas regras e características; embora com boa base histórica e focado no herói humano, há mais coisas entre o céu e a terra do que julgam os mortais. Somos entregues a um protagonista formado e a uma história em movimento, sem interrupções na continuidade da obra para ambientar o leitor de forma clichê e por vezes preguiçosa. Seu passado nos é entregue em subtexto e nos enche de curiosidade com as incessantes lacunas que abrem espaço para novas possíveis narrativas. E é exatamente o que desejará o leitor após a conclusão da trama, que embora não seja necessariamente original, é envolvente e muito bem executada.
A Canção do Cão Negro, ambientada um ano após a batalha os acontecimentos do primeiro volume, nos traz Anrath agora como comandante de seu próprio navio, mas não por isso com uma vida confortável. Após uma missão na Islândia, o gaélico irá se deparar com um novo confronto com saqueadores vikings, reflexo direto de suas ações e sua má-fama. Contudo, em meio a uma sangrenta batalha, o Cão Negro irá se deparar com uma criatura mitológica sedutora e mortal, que lhe tará a promessa de aliviar o peso de uma vida, mas com um caro custo.
Enquanto o volume anterior nos apresenta o protagonista e seu universo de forma direta, o segundo pavimenta questões sobre passado, presente e futuro do personagem. Em uma trama de forte teor psicológico, embora a ação não deixe a dever em nada para o anterior, Alcazar expande a narrativa para somar mais peso ao personagem, principalmente através das relações. Isso sem abandonar a leitura subtextual, embora a obra mais direta que a anterior. Os principais atrativos da obra se mantém, e mais uma vez a narrativa envolvente te conduz ao desejo de continuidade.
O formato de conto gráfico favorece a criação de histórias tanto sobre o passado quanto o futuro do personagem sem necessidade de um continuísmo barato ou a obrigação de sequência de leitura. É claro que há um ganho em experiência ao consumir na ordem correta, mas uma das principais características do roteiro criado por Alcazar é ser fechado e contido em si apesar das lacunas propositais sobre o personagem. Aliás, o Cão Negro  nasceu em contos escritos por César Alcázar e publicados em diversas antologias tanto em território nacional quanto no exterior, além de um romance,  Fúria do Cão Negro, todos eles bastante elogiados pela crítica. 
Com um traço marcado, crú e simples, o trabalho de Fred Rubim para os Contos do Cão Negro é excepcional e traz aos contos uma boa dosagem do clima pulp e do quadrinho europeu. O resultado são suas graphic novels de altíssima qualidade, tanto no roteiro e arte, quanto no trabalho gráfico e editorial executado pela AVEC Editora.
A série Contos do Cão Negro é um prato cheio para aqueles que gostam aventuras de espada e feitiçaria dinâmicas e envolventes, com boas batalhas, e mistérios antigos. Mesmo que você não goste de HQs, essa obra tem tudo para te agradar.

A Cidade Solitária: Aventuras Na Arte De Estar Sozinho

Autora de Viagem ao redor da garrafa, uma minuciosa e sensível investigação sobre a relação de seis célebres escritores com a bebida, a britânica Olivia Laing se debruça agora sobre outro tema delicado, especialmente nesses tempos de “hiperconexão”.

Em A cidade solitária, a autora mescla uma pesquisa bem fundamentada sobre a solidão, suas causas, sentidos e efeitos, com impressões pessoais sobre o que significa estar sozinho, a partir de sua experiência ao se mudar para Nova York.

Solitária na grande metrópole, Laing passa a explorar a cidade por meio da arte, empreendendo um mergulho profundo em obras e vidas – do comovente Nightwalks, de Edward Hopper, às Cápsulas do Tempo de Andy Wharol, entre outras – para refletir sobre o quanto a solidão pode ser um fardo ou, no caso do artista, uma condição importante para o pleno desenvolvimento da criatividade.
Título: A Cidade Solitária: Aventuras Na Arte De Estar Sozinho
Título Original: Lonely City: Adventures in the Art of Being Alone
Autora: Olivia Laing
Tradução: Bruno Casotti
Editora: Anfiteatro / Rocco
Ano: 2017 / Páginas: 304


Tão sós! O que significa estar, ser e se sentir solitário vivendo numa das maiores megalópoles do mundo? Quando se viu neste estado abandonada em Nova York após o fim precoce de um relacionamento, a britânica Olivia Laing se pôs a investigar a solitude em suas mais diversas formas e fez dela o tema de A Cidade Solitária, seu terceiro e mais recente livro.
Olivia é crítica de arte e literatura e colunista de diversos jornais onde escreve essencialmente sobre cultura, arte, literatura e comportamento. Seus livros anteriores alcançaram enorme sucesso de público e crítica não apenas pela pertinência e grande apelo dos seus temas, mas também pela clareza e requinte de sua narrativa que combina autoficção mesclada à biografia de personagens reais.
Aqui, com uma sensibilidade enorme, mas sem recorrer à pieguice a autora nos leva em um passeio pela biografia e pelas obras de diversos artistas nova-iorquinos que assim como ela foram de algum modo afetados pela solitude em algum momento da vida. A autora faz uma metáfora entre Nova York e a solidão, a qual afirma ser também uma cidade populosa na qual milhões de solitários residem, uns por um tempo e outros por toda a vida. É para todos esses membros uns dos outros nesta enorme cidade solitária que ela dedica seu livro.
O primeiro artista comentado é Edward Hopper, famoso por suas telas realistas com cenas tipicamente urbanas e contemporâneas, com seus jogos de luz e sombra e seus personagens inquietos com o que quase sempre parece ser uma aflição com a melancolia e a solidão desoladora, um vazio imenso e uma ausência do outro salientada pelas barreiras do concreto, das janelas, paredes, do vidro e pelo próprio corpo. Hopper era tímido, introvertido e vivia um relacionamento problemático com a esposa e embora ele detestasse ter a solidão associada às suas obras é impossível enxergá-las e sentí-las doutra forma e talvez seja justamente esse imediato reconhecimento da solidão que torne Morning Sun, Automat, Nightwalks e tantas outras de suas telas tão populares e tão familiares.
No capítulo seguinte, “Meu coração se abre para sua voz”, Olivia foca em Andy Warhol, um dos ícones da pop art, das Latas de Sopa Campbell e das Marilyns, artista e também celebridade e uma vítima da própria fama. Andy era um homem extremamente tímido, com dificuldades de autoaceitação e de se relacionar com os outros, mesmo vivendo cercado de pessoas do circuito underground e da cena artística e intelectual de Nova York na Factory, seu famoso estúdio e ateliê. Olivia dedica um bom espaço para comentar sobre as entrevistas e gravações em áudio feitas por Warhol com um gravador, item que servia de intermediário entre o mundo e o verdadeiro Warhol e não a sua figura pública, alguém vulnerável, humano e intrinsecamente solitário.
A inusitada descoberta póstuma da obra de Henry Darger no prédio onde trabalhou como zelador em Chicago é o tema do capítulo “Os Reinos do Irreal”. Olivia busca remontar quem era tal homem e o que o motivou a retratar o que retratou em suas mais de trezentas telas e colagens e em seu monumental romance de mais de quinze mil páginas, nos levando fundo a um mundo de fantasia perturbador criado como uma contraparte para a solidão da realidade reclusa do artista. Suas telas incômodas e polêmicas reúnem elementos de contos de fadas, crianças em cenários coloridos e encantadores e num mesmo espaço cenas de tortura e de massacres em massa.
A cereja do bolo são os capítulos “Ao Amá-lo” e “No começo do fim do mundo” dedicados a David Wojnarowicz, um artista versátil, mas com um histórico deprimente por ter sido criado por uma família extremamente conservadora e incapaz de compreender a sua homossexualidade e que o submetia aos mais diversos abusos e violência na infância. Na adolescência e vivendo na mais completa miséria ele foi obrigado a se prostituir para sobreviver e contudo o que mais o fazia sofrer era a solidão extrema e para ela a saída que ele encontrou foi através da arte, a arte tornava sua dor tolerável e comunicável. Wojnarowicz foi uma das minhas maiores descobertas na leitura não apenas por suas séries fotográficas, com destaque para Rimbaud in New York, expressão da sua dor solitária e de liberdade, do saudosismo duma infância perdida e das possibilidades de conexão na grande cidade sobretudo entre as populações mais marginalizadas, mas por Wojnarowicz também liderar como ativista um grupo organizado de pessoas soropositivas no auge do preconceito e do mais completo descaso das autoridades americanas na década de 1980. Ele teve as cinzas espalhadas nos jardins da Casa Branca e em vida produziu telas, músicas, filmes, ensaios e críticas de arte, organizou exposições, instalações e performances deixando um extenso legado artístico.
Ao fim do livro, Olivia Laing aproveita para adentrar o mundo da superexposição e hiperconexão dos reality shows e da internet, espaços extremos onde tanto o anonimato quanto a total falta de privacidade nos prometem interação e conexão para além dos limites do público e do privado com qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo, mas mesmo ali, a solidão está presente desencadeando efeitos que ainda não dominamos totalmente. Olivia ainda retorna a Warhol e Wojnarowicz ao falar de forma emocionada e catártica das Time Capsules e da instalação Strange Fruit (for David), ambas sobre vínculos tênues e sobre a efemeridade dos mesmos diante da passagem do tempo e da morte ao término do livro.
Publicado no Brasil com tradução de Bruno Casotti pela Anfiteatro, novo selo de não ficção com enfoque em ideias e debates da editora Rocco, A Cidade Solitária possui acabamento simples em brochura, com capa emborrachada. O livro possui uma linguagem acessível, não é um estudo acadêmico e se aproxima mais dum ensaio, os capítulos são curtos e as referências e notas do texto principal são deixadas para o final, creio que para não atrapalhar a fluidez da leitura. Curiosamente a autora é também personagem evitando a onisciência distante dum narrador em terceira pessoa, ela escreve com a proximidade da primeira, dialogando diretamente com o leitor, sem filtros. Seu livro é como uma reportagem extensa, poética e com uma dose maior de subjetividade que aquela normalmente encontrada no jornalismo.
A Cidade Solitária se mostrou uma leitura das mais gratificantes, sensíveis e empáticas que tive nos últimos tempos. A priori o que me despertou o interesse por ele foi a relação entre a solidão e a arte nas biografias de alguns artistas cujo trabalho eu já conhecia e admirava, sobretudo Hopper e Warhol. Contudo Olivia entrega bem mais do que isso e saí profundamente tocado pela leitura, pelas biografias quase sempre problemáticas dos artistas, pelas interpretações e correlações das obras de arte com a cidade, seus personagens, temas e a sua imensa e aflitiva solidão, além é claro das descobertas que a própria Olivia faz de si durante o período em que lá vivia e escrevia compartilhando conosco muito mais do que sua visão técnica, mas também da sua companhia, sentimentos e solitude.
É possível experienciar em seu texto elegante, sensível e delicado tanto a angústia pela falta de contato e de proximidade quanto o impulso criativo proporcionado justamente por este sentimento. As telas de Hopper, as gravações em áudio de Warhol, o mundo irreal das colagens de Darger e as fotografias de Wojnarowicz, bem como o próprio livro de Laing, são todos expressões da solidão de seus autores, todos tentativas de estabelecer contato, proximidade e sentido frente ao isolamento com o mundo. Para quem se interessa minimamente por arte contemporânea ou pelo tema principal do livro, seja você um solitário em meio a milhões ou não, este livro é para você!

Multiverso X.:27 - Apesar da falta de energia, estamos funcionando






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Após um período vagando por universos afins, o Capitão Ace Barros, reencontra a imediata Hall-e, o navegador Airechu, o piloto da Interlúdio Julio Barcellos, em uma estação espacial abandonada e um tanto suspeita. E quando a energia se vai nesse lugar sinistro, há apenas coisa a se fazer: gravar um podcast aleatório sobre o sobrenatural, o suspense, o terror e o horror!
Ouça e conheça mais sobre essa não tão destemida tripulação e sua relação com o oculto; aproveite indicações de mídias variadas sobrenatural, o terror e o horror. Tudo isso e muito mais ao apertar de um botão.
Acompanhe-nos, estimado Explorador de Universos! 

DURAÇÃO: 1 Horas 20 Minutos 26 Segundos

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