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Lançamento na CCXP - Savana de Pedra



Savana de Pedra 

Autores: Felipe Castilho, Tainan Rocha e Wagner Willian 
Número de páginas: 40 
Formato: 24x17 cm 
Preço: R$ 34,90 
ISBN: 9788582462621 


Ocupação escolar e imprensa brasileira discutidos em graphic novel 


As ocupações em instituições públicas de ensino são um tema que rende manifestações de apoio e repúdio todos os dias, com novos pontos de vista sendo expostos a todo momento – mesmo que muitas das notícias sejam veiculadas através da mídia alternativa, com o auxílio incansável dos que utilizam redes sociais. E é exatamente essa linha entre os protestos e os meios de comunicação que a graphic novel Savana de Pedra aborda. 
“Uma HQ quase muda”, de acordo com o roteirista Felipe Castilho, a maior história é narrada através de três pontos de vista diferentes, em dois cenários bem distintos. Um estudante acampado em uma escola estadual e um policial militar com o dever de desocupá-la dividem o cenário urbano em narrativas paralelas, enquanto uma sequência de fotografias de uma savana no Quênia permeia a história do homem e do menino, com algumas semelhanças gritantes que deixam a interpretação do leitor completar as lacunas. Em um segundo ato que se desprende das três narrativas, duas pessoas conversam sobre manifestações, imprensa e fotografia, com base em muitos acontecimentos recentes no país.
As ilustrações do cenário urbano ficam a cargo de Tainan Rocha, que vem de uma trinca de álbuns de grande aceitação e repercussão, como Crônicas da Terra da Garoa (2016), com roteiro de Rafael Calça, Que Deus Te Abandone (2015), escrito por André Diniz; e Imagine Zumbis na Copa (2014), sua primeira parceria com Felipe Castilho. 
As imagens da savana acompanham o embate entre uma pequena gazela e um felino selvagem, feitas pelo pintor, escritor e quadrinista Wagner Willian, autor de Lobisomem Sem Barba – obra que lhe rendeu o Prêmio Jabuti – e de tantos outros trabalhos, com destaque para a graphic novel Bulldogma (2015) e o álbum Flerte da Mulher Barbada, com lançamento anunciado para a Comic Con Experience 2016.

O roteiro ficou por conta de Felipe Castilho, autor que transita entre os roteiros de quadrinhos e games e a literatura fantástica, tendo lançado o já citado Imagine Zumbis na Copa (2014), com Tainan Rocha, e a série infantojuvenil O Legado Folclórico, composta pelos livros Ouro, Fogo & Megabytes (2012), Prata, Terra & Lua Cheia (2013) e Ferro, Água & Escuridão (2015). Também escreveu a graphic novel steampunk Desafiadores do Destino (prevista para 2017), em parceria com o ilustrador Mauro Fodra, cores de Mariane Gusmão e personagens de Marcelo Campos e Ronaldo Barata. 
Os autores lançarão o álbum na Comic Con Experience, que poderá ser adquirido no Artists’ Alley tanto na mesa F09, de Tainan Rocha e Felipe Castilho, quanto na G13, onde estará Wagner Willian.

Multiverso X EP.:12 - Os Famosos Jogos de Tabuleiro Modernos




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Capitão Ace Barros reuniu os tripulantes Airechu e Julio Barcellos, e os game designers Luis Brueh - criador dos boardgames Covil e Dwar7s Fall - e Thiago Ferri - criador do Possessão Arcana e proprietário da editora Sherlock S.A. - para falar sobre os famosos jogos de tabuleiro modernos! 
Ouça e descubra o que afinal são os jogos de tabuleiro modernos, quais as nossas primeiras experiências com esses novos boardgames, e confira um bate-papo sobre a expansão do mercado nacional e como apresentar novos jogadores a esse universo. E escute até o final para pegar boas dicas de jogos para quem quer começar a jogar e/ou montar sua coleção!
Acompanhe-nos, estimado explorador de universos!

COMENTADO DURANTE O PROGRAMA:

Site de Referências no assunto: Board Game Geek - Ludopedia
Jogos de Tabuleiros "Clássicos Brasileiros": Jogo da Vida/Game of Life, War/ Risk, Banco Imobiliário/Monopoly
O ponto de partida: Catan - O Jogo

Nossos Primeiros Jogos (Relacionados): Interpol/Fury of Dracula - War: Batalhas Mitológica - Munchkin - Eldritch Horror 

Preview: Covil - Um jogo de Luís Brueh

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Enxurrada de Lançamentos da Jambô na CCXP!

O maior evento de cultura pop/nerd do Brasil, quiçá da América Latina, a Comic Con Experience está chegando com a sua terceira edição prometendo abalar as estruturas e explodir cabeças. Acha que é brincadeira? Dá uma olhada no site oficial deles e repara nas atrações: tem Frank Miller, Vin Diesel, Ruby Rose, Neil Patrick Harris, Natalie Dormer e muito mais! São atrações para quem gostas de jogos digitais, de tabuleiro, séries, cinema, quadrinhos... 
E no meio de todas essas atrações, teremos o estande onde os Mamutes da Jambô chegarão com uma enxurrada de RPG, Quadrinhos e Literatura fantástica. Confere aí!
O novo livro básico de Dragon Age, jogo baseado na franquia de games de mesmo nome. O livro traz todas as regras necessárias para mestres e jogadores, além da descrição do mundo de Thedas, em uma edição capa dura, completamente colorida e com mais de 300 páginas. Um jogo de fantasia sombria, Dragon Age RPG foi considerado pela crítica internacional o melhor RPG do ano, tendo ganho o ENnie de Melhor Jogo de 2016.
Para quem curte aventuras solo, temos dois títulos da série Fighting Fantasy: O Templo do Terror e A Masmorra da Morte. No primeiro, você deve encontrar cinco artefatos dracônicos escondidos na cidade perdida de Vatos, no Deserto dos Crânios. Já A Masmorra da Morte dispensa apresentações, sendo um dos livros-jogos mais famosos de todos. Se você nunca entrou na Masmorra da Morte, sua formação como RPGista está incompleta!
Um Upgrade para os Defensores!
O Manual do Defensor é um livro imperdível para qualquer jogador de 3D&T, com novas ideias, novas regras, esclarecimentos e discussões para um dos RPGs mais jogados do Brasil. Novas visões e versões para personagens, campanhas e até mesmo mundos inteiros! Uma verdadeira coletânea que expande e amplia seu jogo, aumentando ainda mais as opções que o sistema oferece!
-Informações, dicas e discussões de como usar os atributos de personagens em jogos completamente diferentes.
-Sugestões de como usar vantagens, desvantagens e perícias de uma forma totalmente nova.
-Sugestões de campanhas inéditas, com novas regras e estilos de jogo.
O Manual do Defensor faz o impensável: torna o 3D&T um jogo complexo — ou o tão complexo quanto você quiser! 


O Escudo do Mestre de Tormenta RPG é o acessório ideal para o mestre. De um lado, traz informações úteis para conduzir uma sessão de jogo. Do outro, traz uma bela ilustração, que irá distrair os jogadores enquanto você arquiteta o fim deles com monstros e armadilhas terríveis! Dentro do Escudo você irá encontrar:
-Tabelas com nomes aleatórios para as principais raças de Arton. Nunca mais seja pego desprevenido com um PdM sem nome!
-As regras completas de pontos de ação — como ganhá-los e como gastá-los.
-Um sumário das regras de combate, com modificadores por diferentes condições e estatísticas de objetos comuns, armas, armaduras e escudos.
-Todas as condições do jogo. Um personagem ficou abalado? Um monstro é incorpóreo? Com uma rápida olhada no escudo você saberá como proceder.
-Um resumo de diferentes desafios. Ácido? Lava? Venenos? Atire tudo isso em seus jogadores. Eles certamente merecem.
-Um resumo das regras de experiência e a tabela de tesouros aleatórios. Porque às vezes, mesmo o mestre mais malvado precisa recompensar seus jogadores.
Saindo dos RPGs a Jambô está chegando seis lançamentos:
P•Soldier. - é uma história de ficção científica, no mesmo universo de Espada da Galáxia e Projeto Ayla, com roteiro de Marcelo Cassaro e arte de Eduardo Francisco. Pré-venda aqui!
Rat Queens Vol. 2 — Os Tentáculos de N’Rygoth - Continuando a saga do grupo de aventureiras mais valentes e desbocadas da fantasia medieval. Pré-venda aqui!
Quarenta Caixões - um relato de terror, sobre um episódio da história do maior monstro de todos os tempos: a viagem de Drácula até Londres! Quarenta Caixões é desenhado pelo argentino Jok, um dos convidados da CCXP 2016. Pré-venda aqui!
Anima - Uma reinterpretação de uma das fábulas mais amadas de todos os tempos, ANIMA lembra-nos dos monstros que existem dentro de cada um de nós, e de como nossas ações podem libertá-los e torná-los reais. Pré-venda aqui!
Khalifor - Eles sabem que a cidade-fortaleza não tem a mesma força de outrora. Sabem que a Aliança Negra não pode ser detida. Sabem que os últimos dias de Khalifor estão chegando. Ambientado no passado de Arton, explica um dos maiores eventos históricos deste mundo. Você pode saber como a história termina, mas certamente não sabe tudo que aconteceu. Pré-venda aqui!
Mercenários - um mangá de fantasia sobre um grupo de heróis que… Bem, na verdade, como o nome já indica, não são exatamente heróis. Ideal para quem já não aguenta mais cavaleiros, paladinos e outros tipos muito certinhos. Pré-venda aqui!
Por último, mas definitivamente não menos importante, temos Crônicas da Tormenta Vol. 2, a segunda antologia de contos no mundo de Arton (Pré-venda aqui!). Confira a sinopse abaixo:
Prepare-se para uma jornada a Arton, o mundo de Tormenta, o maior universo de fantasia brasileiro.
Nascido nas páginas da revista Dragão Brasil, Tormenta é hoje lar de séries em quadrinhos, livros de RPG, romances e games. Neste volume, dezesseis autores, incluindo quatro dos criadores do cenário, irão conduzi-lo por histórias de vingança e aprendizado, ódio e amor, deuses e vilões, heróis e monstros. Acompanhe-os e descubra que, em Arton, nem mesmo a imaginação é o limite.
Com histórias de: Ana Cristina Rodrigues, Bruno Schlatter, Davide Di Benedetto, Douglas “Mago D’Zilla” Reis, Guilherme Dei Svaldi,Igor André Pereira dos Santos, José Roberto Vieira. Karen Soarele, Leonel Caldela, Leonel Domingos, Lucas Silva Borne. Marcelo Cassaro, Marlon Teske. Remo di Sconzi, Rogerio Saladino, Vagner Abreu.
Se você acha que acabou está enganado! A editora preparou um programação de eventos e sessões de autógrafos para acontecerem em seu estande confira os horários clicando aqui!

Financiamento Coletivo: Contos de Òrun Àiyé

Titulo: Contos de Òrun Àiyé
Criação: Hugo Canuto
Artistas: Pedro Júnior, Hugo Canuto e Marcela Kina
Tipo: Literatura - Historia em Quadrinhos


Recentemente Hugo Canuto chamou atenção na mídia quando em uma homenagem ao ilustre quadrinista Jack Kirb criou uma releitura da capa da revista Os Vingadores Nª 4 (The Avengers #4) substituindo os heróis por figuras do panteão afro-brasileiro. Assim surgiu The Orixas e também a vontade de trabalhar melhor a ideia em um projeto com essa temática.
O autor, até então radicado em São Paulo, retornou a Bahia para aprofundar suas pesquisas e, com o auxílio de estudiosos e adeptos, construir uma obra que respeitasse a tradição e o mito de criação da cultura Yorubá mas que permitisse uma abordagem artística da história dos Orixás. Esse é o projeto Orixás – Contos de Òrun Àiyé, que chega para trazer aos quadrinhos um pouco dessa cultura que ainda sofre de muito preconceito. E não poderia ter sido lançado em período mais significativo que não o mês da consciência negra!
Conheça mais sobre o projeto:
"Era um tempo em que reis e heróis caminhavam na terra... Ali, entre o oceano seco de areia e as florestas de chuva, havia um mosaico de povos cujas cidades, feitas de marfim e bronze, amavam a guerra e o comércio com a mesma intensidade... Artesãos, sábios, feiticeiros, que marcaram para sempre o destino de dois continentes.”
Esse é o universo dos Contos de Òrun Àiyé, construído a partir dos Itan, as histórias contadas oralmente por séculos nas tribos Yorubás, situadas hoje entre a Nigéria e o Benin, cujos filhos espalhados pela diáspora criaram raízes no Brasil.
No princípio, quando céu e o terra estavam unidos, os Orixás viviam entre os mortais. Influenciando os caminhos, lutando juntos ou ensinando o domínio dos elementos, entidades como Xangô, Yemanjá, Ogum e Iansã deixaram um legado capaz de triunfar sobre o tempo, seus feitos chegando aos nossos dias com o mesmo encantamento com que eram contados nas velhas cidades da África Ocidental.
Para poder tornar esse projeto real, formamos uma equipe criativa que conta com roteiro e lápis meus, arte final e diagramação do Marcelo Kina, e as cores incríveis do Pedro Júnior, ambos profissionais dos quadrinhos e animação.
Contos de Òrun Àiyé será publicada em formato americano - 17 x 26 cm - com 80 páginas entre história e extras,  com edição colorida. Serão duas histórias completas, tramas fechadas.
Além das histórias, haverão esboços do projeto, design de personagens e cenários, assim como uma Galeria com Artistas convidadas que serão divulgados ao longo da campanha. Alguns nomes confirmados: Flávio Luíz Nogueira (O Cabra, Aú o Capoeirista), Oliver Borges (Aurora Comics), Ricardo Cidade, Rafael Oliveira, Jefferson Costa, Hari Jan, Mikael Quites, Bruno Marcello.
Além disso algumas ilustrações estarão como extra do álbum, e caso seja possível ultrapassar a meta, mais serão inclusas.

Para quem não conhece (ou não acompanha as postagens que fazemos sobre FCs), o funcionamento de um financiamento coletivo é simples: os objetivos são esclarecidos na página da campanha e as recompensas são apresentadas, o apoiador escolhe entre as possibilidades com quanto irá contribuir já sabendo qual será a sua recompensa. Quando a meta não é alcançada o dinheiro é devolvido, e em algumas campanhas quando o valor estipulado é ultrapassado metas extras bonificam aqueles que contribuíram (não necessariamente todos, isso varia de recompensa para recompensa e de campanha para campanha).
Para participar do financiamento de Contos de Òrun Àiyé, basta escolher um dos pacotes de recompensas disponíveis, com valores entre R$10 e R$ 1000 (mais voltado para Comic Shops), que dão direito a recompensas variadas como agradecimentos, exemplar da obra, camiseta, coleção de posteres exclusivos, página original até sua marca estampada na capa como patrocinador. Basta escolher o apoio que contemple aquilo que seja do seu interesse e caiba no seu bolso.

A campanha ficará disponível por mais 52 dias no Catarse (a contar de 22/11) e tem entrega de recompensas prevista para Junho de 2017. Agora que você já está por dentro de tudo confira a página do projeto no Catarse (https://www.catarse.me/contos_de_orun_aiye_edd8) e descubra mais informações sobre o quadrinho: quais exatamente são as recompensas, detalhes sobre como seu dinheiro será investido, artes, etc.
Apoie, divulgue, e ajude Contos de Òrun Àiyé a alcançar o seu objetivo!


Financiamento Coletivo: Dwar7s Fall


Titulo: Dwar7s Fall
Produtora: Vesuvius
Criação e Arte: Luis Brueh

Tipo: Table Top



A expansão do mercado de boardgames no Brasil é algo visível: a cada dia mais editoras estão importando, traduzindo e publicando novos títulos. Mais do que isso, estamos também dando mais valor a títulos e designers nacionais, e isso não é bom apenas internamente: estamos alçando voos e lançando nomes lá fora. Este é o caso de Dwar7s Fall!
Dwar7s Fall é um jogo criado por Luis Brueh - o mesmo que participou conosco do podcast sobre RPG (Ep.:7 e Ep.:8) - e publicado pela empresa canadense Vesuvius. A primeira versão do jogo foi apresentada ao mundo na GenCon 2016, a maior feira de jogos de tabuleiro da América, e também chamou atenção em ESSEN 2016, a mais tradicional feira de jogos da Europa. Agora a segunda edição, com arte retrabalhada e repleta de extras, chega ao Kickstarter em multilinguagem e envio mundial! Confira a sinopse:
O outono é precioso e vital para executar seu plano de ação sabiamente!
Para sobreviver ao terrível inverno que se aproxima, os anões precisam coletar gemas, construir abrigo e estocar comida. 
No jogo cada cada jogador recebe uma mão de 9 cartas e 7 anões para construir seu reino, administrar o trabalho e coletar recursos, e atrapalhar o adversário com o famoso "Toma Essa"! Os jogadores realizam ações no seu turno e em cada turno 3 ações podem ser realizadas. 
Quando um jogador completa 3 objetivos (abertos ou secretos), a partida final do jogo começa. Os oponentes que ainda não jogaram joga uma última vez e a partida acaba. Os pontos são calculados e vence quem tiver a maior pontuação.
As partidas tem duração média de 35 minutos e podem ser jogadas por até 4 pessoas, sendo o mínimo 2. Simples e divertido o jogo pode ser aprendido em menos de 10 minutos, sem complicação ou mistério! Confira com detalhes as regras do jogo no manual em português!


O projeto do jogo Dwar7s Fall entrou em financiamento coletivo pelo Kickstarter (https://www.kickstarter.com/projects/vesuviusmedia/dwar7s-fall), para arrecadar através dos apoios dos gamers e entusiastas, a meta de 4 mil dolares. A campanha é do tipo 'tudo ou nada', ou seja, se durante os 22 dias de campanha o valor total fosse atingido, o jogo iria para a produção e todos os apoiadores receberão suas recompensas. Caso a meta não fosse atingida, todos receberiam de volta o valor investido, contudo o valor estipulado não só foi atingido como também ultrapassado em muitas vezes o valor pedido.
Na plataforma de financiamento estão disponíveis vários níveis de apoio, com valores entre U$13 (com o extras pra quem já possui a primeira edição) e U$ 145 (especial para lojistas e/ou para quem quer comprar em grupo), que dão direito a recompensas que vão de agradecimentos pelo apoio a campanha até pacotes contendo uma cópia do jogo + expansão inédita, e outros bônus. E se você estiver interessado apenas no jogo não irá precisar desembolsar um valor muito alto, podendo ser adquirido por menos de U$ 50. A campanha ficará disponível por mais 12 dias no Kickstarter (a contar de hoje, 21/11) e tem entrega de recompensas prevista para Abril de 2017.
Quem não puder/quiser adquirir agora não precisa se entristecer: Dwar7s Fall chegará ao Brasil pela Funbox Jogos também em 2017, mas sem os conteúdos extras que são exclusivos do financiamento.
Não esqueça de conferir a página do projeto para descobrir mais informações sobre o jogo: quais exatamente são as recompensas, detalhes sobre como jogar, quais são os extras, os recursos adicionais, etc.
Você pode conferir o vídeo abaixo feito pelo pessoal do Jogo na Mesa e ver com o jogo funciona na prática. 
Apoie, divulgue e use todo o outono para preparar seu reino anão para o inverno que está chegando!

Star Wars: Manual do Império

O mais novo livro da série Jedi/Sith/Caçador de Recompensas chegou!
O Império tomou conta da galáxia, e oficiais de alto escalão de cada setor das forças armadas registraram em O Manual do Império: Guia do comandante diretrizes táticas e procedimentos, além de relatos de missões e documentos confidenciais para todos os comandantes recém-promovidos. Este guia abrangente revela detalhes sigilosos das táticas imperiais de batalha, medidas aceitáveis para punir traidores e o plano de longo prazo do Império para a dominação militar da galáxia. Depois da Batalha de Endor, este manual ultra- secreto caiu nas mãos da Aliança Rebelde. Com anotações bem-humoradas escritas à mão nas margens das páginas, conhecidas figuras da Rebelião desafiam em seus comentários a propaganda oficial do Império.
Título: Star Wars - Manual do Império
Autor: Daniel Wallace
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2014
Páginas: 160


O Lado Sombrio da Força vai além de Vader e dos Sith, o Império prospera graças a extenção de seu braço armado. Marinha, Exército e Stormtroopers, homens leais ao impérador e com uma organização muito mais do que você conhece...
Star Wars: Manual do Império segue a mesma premissa dos demais livros da série - O Caminho Jedi e Livro dos Sith - e expande o que é conhecido sobre o funcionamento do Império e das Forças Imperiais na forma de um manual com o intuito de instruir os comandantes sobre os detalhes internos da organização imperial. Diferente dos livros sobre as ordens Jedi e dos Sith, este segue um formato pragmático e militar de trazer as informações com maior impessoalidade possível, apesar da admiração e respeito visível pela figura do Imperador Palpatine. Além disso o livro contém diversos detalhes sobre as forças imperiais (que muitos julgam se tratar de uma coisa única), a formação do império, o trato com o senado, a divisão da galáxia, a descrença na Força, seu código de conduta e seus precedimentos, hierarquia e divisões internas, equipamentos, treinamentos e locais de interesse. Tudo isso organizado em cinco capítulos especias, ordenados como um manual deve ser. Uma coleção de informações que somente os mais aficionados em Star Wars alegará já ter conhecimento!
As tradicionais anotações também se fazem presentes. São anotações e analises feitas oficiais do alto escalão da Aliança Rebelde, como Wedge Antilles, do Esquadrão Rogue, a Comandante-Chefe Mon Mothma, além das de Han e Leia, cheias de personalidade.  
Assim como os outros livros Star Wars: Manual do Império é graficamente impecável, apesar de não possuir o mesmo charme dos livros dos Jedi e Sith (o que está longe de ser algo negativo). Da capa dura ao tipo do papel, do corte das páginas e ilustrações e detalhes como esses acima, tudo é excelente qualidade. Novamente a edição nacional da Bertrand Brasil não deixa ABSOLUTAMENTE NADA a dever para a americana.
Vale ressaltar mais uma vez a seguinte questão: várias anotações no livro levam em consideração o material publicado no universo expandido (livros e também quadrinhos), que não é mais considerado canônico (parte da cronologia oficial), e com a chegada do sétimo filme - O Despertar da Força - muito disso poderá ser modificado ou desconsiderado. Por sorte, esse material referenciado está, após mais de 20 anos de sua última publicação, voltando a ser lançado pela Editora Aleph e nos quadrinhos pela Planeta DeAgostini. Mas ainda existe muita coisa perdida por aí, quem tiver interesse deve correr atrás!
O Manual do Império é mais um livro obrigatório para quem curte Star Wars! Mesmo que não seja considerado canônico, existe muita informação complementar e diversas informações que ainda são válidas e podem, ou poderão, ser aproveitadas em outras obras. Desbravar a história dos inimigos da Força é com toda certeza fascinante, mas por mais tentador que o livro do Lado Negro seja, meu coração será sempre Jedi. ;)

Andy Warhol



Em Andy Warhol, Arthur C. Danto nos oferece um breve mas profundo relato das transformações pessoais, artísticas e filosóficas que marcaram a obra do criador da pop art. Professor emérito da Columbia University, Danto parte das conquistas de Warhol para elaborar uma nova interpretação filosófica sobre a revolução artística da primeira metade dos anos 60. Em tom informal e divertido, Danto considera que as experiências de Warhol marcam um passo final na história da arte e explica por que e como o artista se tornou um verdadeiro ícone cultural nos Estados Unidos.


Título: Andy Warhol
Autor: Arthur C. Danto
Tradução: Vera Pereira
Editora: Cosac Naify
Ano: 2012 / Número de Páginas: 208

A Arte, e tudo que esta palavra engloba, é um universo fascinante e cada vez mais tem me despertado o interesse. É possível entender toda uma época histórica e uma sociedade, seus anseios, emoções e formas de ver o mundo e a si própria através da análise da sua produção cultural. De certo modo, isto já é algo que sempre procuro fazer com a literatura, a música e o cinema, mas a ideia agora é buscar mais dessas informações em outras formas de expressão artísticas, sobretudo a pintura e a escultura. Esta resenha é um primeiro passo tímido neste novo universo e antes de prosseguir é preciso dizer que esta é apenas uma primeira impressão de um leigo muito curioso e nada mais.
Um dos movimentos mais curiosos, entre os inúmeros que existem e podem ser estudados individualmente dentro do abrangente escopo da História da Arte, é o da Pop art, surgido na década de 1950 e alcançando plena maturidade na década seguinte. A Pop art rompe com as definições de arte tradicionais através de suas obras fortemente inspiradas na cultura popular cada vez mais massificada  do sistema capitalista, sendo uma precursora do pós-modernismo no ocidente. Para tanto ela se valia do uso de objetos de consumo existentes na época, retrabalhando seus elementos estéticos das mais diversas e criativas formas. As cores eram saturadas, os objetos produzidos em escalas ou muito maiores ou muito menores do que o comum, quadrinhos populares e anúncios publicitários eram retrabalhados para serem expostos em galerias etc. A Pop art buscava o imediato reconhecimento pelos apreciadores através do uso destes elementos comuns ao cotidiano de qualquer pessoa, era um espelho dos anseios de consumo da sociedade e também um tipo de arte amplamente acessível, mas cuja crítica focada justamente nisto não deixava de estar presente. Pode-se afirmar que a Pop art literalmente bebia da cultura pop para compor suas peças.
Uma das figuras centrais deste movimento nos Estados Unidos foi Andy Warhol, que explorou em suas criações alguns dos maiores mitos da cultura popular norte-americana, tanto da música quando do cinema. Nomes como Michael Jackson, Elvis Presley, Elizabeth Taylor, Brigitte Bardot, Marlon Brando e, claro, Marilyn Monroe foram retratados por ele com uma técnica que reproduzia inúmeras imagens repetidas, de forma mecânica tal como numa linha de produção fabril. Com isto, Andy buscava demonstrar o quanto estas personalidades públicas eram figuras impessoais e vazias idealizadas coletivamente pela massa que as consumia. Do mesmo modo, demonstrou a mesma impessoalidade presente também nos objetos produzidos para consumo em massa, são extremamente famosas as suas serigrafias das garrafas de Coca-Cola e as suas latas de sopa Campbell. Enquanto personificava o próprio sonho americano, Andy explorou e criticou a América idealizada, expandindo o significado da arte e acarretando uma revolução artística que o transformaria num dos maiores ícones culturais de sua época.

Neste livro, o filósofo e crítico de arte Arthur C. Danto, um fã confesso de Warhol, que conhecera durante a exposição das famosas caixas de sabão em pó Brillo, em 1964, busca recapitular toda esta trajetória de Warhol com uma análise não tão aprofundada desta sua transformação em mito. O autor foi um dos principais responsáveis pelo crescimento do culto acadêmico em torno do artista nos anos 1970 ao escrever ensaios engenhosos e provocadores identificando nas obras de Warhol sinais de uma mudança de paradigma na História da Arte e dedicara boa parte da sua vida a estudar o fenômeno da arte pop e seu impacto na própria filosofia da arte.
Originalmente produzido para a coleção Icons of America da Yale University Press, dirigida ao leitor comum e portanto com uma linguagem bastante acessível, o livro foi traduzido por Vera Pereira e publicado no Brasil pela Cosac Naify. Ele traz uma capa em papel cartonado revestida com fitas adesivas ao invés da impressão tradicional, no que acredito ser uma referência à fascinação de Warhol pelas caixas de papelão de supermercados. Internamente o corpo do texto é todo em azul e graficamente não há mais o que destacar a não ser um muito bem vindo índice remissivo. Senti falta de imagens e reproduções das obras de Warhol para ilustrar o que estava sendo comentado no texto, mas nada que uma rápida busca na internet não resolva.
Assim, Andy Warhol de Arthur C. Danto oferece uma boa introdução para quem almeja conhecer um pouco mais sobre a Pop art e a sua relação intrínseca com a cultura pop focando obviamente naquele que é um de seus maiores expoentes, com ricas curiosidades biográficas e análises filosóficas acessíveis sobre arte e sociedade num texto leve, informal e divertido. Além disso o autor se debruça sobre as principais peças artísticas de Andy Warhol, desde a vitrine da Bonwit Teller, passando pelas icônicas latas de sopa Campbell, as Brillo Boxes e os retratos de celebridades, até os filmes e a produção cinematográfica underground da Nova York dos anos 1960 e os momentos finais de Andy na Andy Warhol Enterprises, comentando os bastidores de produção, as propostas, a repercussão crítica e o olhar analítico dos dias de hoje sobre a influência e importância das mesmas. Tratados inteiros foram escritos na busca da definição de arte, com Andy eles tiveram que ser revistos e uma nova filosofia da arte fez-se necessária para assimilar suas produções. Merece destaque este trecho de Edmund White:

“Andy pegou uma a uma as definições da palavra arte e as contestou. A arte revela o rastro da mão do artista: Andy recorreu à serigrafia. Uma obra de arte é um objeto único: Andy produziu múltiplos. Um pintor pinta: Andy fez filmes. Arte e trabalho comercial de finalidade utilitária se distinguem: Andy especializou-se em pintar latas de sopa Campbell e notas de dólar. A pintura se contrapõe à fotografia: Andy reciclou fotos instantâneas. Uma obra de arte é o que um pintor assina, prova de sua escolha criativa, de suas intenções: Andy assinava qualquer objeto. A arte é uma expressão da personalidade do artista congruente com seu discurso: Andy mandou um sósia em seu lugar numa turnê de palestras.”
Me fascina muito a forma como Andy Warhol e a sua arte se aproximam do cotidiano e do comum com suas peças tão facilmente reconhecíveis por qualquer pessoa, ao mesmo tempo em que ele expôs de forma até então nunca vista e pensada a nossa própria cultura capitalista massificada e repetitiva. O fato é que nunca mais vou olhar para uma prateleira de supermercados simétrica e ordenada da mesma forma, ainda que, pelo que é discutido no livro, elas não sejam arte em si. Se você se interessa minimamente por estes temas, este livro pode ser, assim como foi para mim, um pequeno passo em busca de mais!

Multiverso X EP.:11 - Não Conte a Ninguém Sobre o Retrado do Santo




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Ainda sem notícias da Hall-e, o Capitão Ace Barros reuniu os tripulantes Airechu e Julio Barcellos  para mais um relatório de exploração trazendo como dicas o game  Saints Row e os romances O Retrado de Dorian Gray, de Oscar Wilde, e Não Conte a Ninguém. de Harlan Coben.
Ouça e descubra porque Graciane Barbosa se tornou líder de gangue, assumiu a Casa Branca e salvou a terra ao som de Aerosmith e frustrou uma invasão alienígena; conheça um pouco mais sobre o misterioso Dorian Gray e saiba como um médico pode se envolver em uma conspiração após ter notícias de sua esposa supostamente morta. E escute até o final para pegar boas dicas de projetos bacanas que estão rolando no universo da internet brasileira!
Acompanhe-nos, estimado explorador de universos!

COMENTADO DURANTE O PROGRAMA:

Saints Row 4 - TRAILER - JOGO NA STEAM - COMPARE & COMPRE (X-BOX ONE - PS3)
Gat Out of Hell - TRAILER - JOGO NA STEAM - COMPARE & COMPRE (X-BOX ONE - PS3 - PS4)
Gracianão Barbosa, personagem do Ace - GRACIANÃO - DESTRUINDO CORAÇÕES - CAUSANDO TERREMOTO - SALTANDO PRÉDIOS - BAZOOKA
O Retrato de Dorian Gray (Sem Censura):
EDIÇÃO FOLHA (SKOOB - COMPARE & COMPRE)
EDIÇÃO BIBLIOTECA  AZUL (SKOOB - COMPARE & COMPRE)
Não Conte a Ninguém - SKOOB - FILME FRANCÊS - COMPARE & COMPRE

CITADOS NO HOLODECK:
Financiamento Recorrente Dragão Brasil: https://apoia.se/dragaobrasil
Padrim Rolando 20: https://www.padrim.com.br/rolando20
Padrim RPG Next: https://www.padrim.com.br/rpgnext

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O Feiticeiro de Terramar

Há quem diga que o feiticeiro mais poderoso de todos os tempos é um homem chamado Gavião. Este livro narra as aventuras de Ged, o menino que um dia se tornará essa lenda. Ainda pequeno, o pastor órfão de mãe descobriu seus poderes e foi para uma escola de magos. Porém, deslumbrado com tudo o que a magia podia lhe proporcionar, Ged foi logo dominado pelo orgulho e a impaciência e, sem querer, libertou um grande mal, um monstro assustador que o levou a uma cruzada mortal pelos mares solitários. Publicado originalmente em 1968, O feiticeiro de Terramar se tornou um clássico da literatura de fantasia. Ged é um predecessor em magia e rebeldia de Harry Potter. E Ursula K. Le Guin é uma referência para escritores do gênero como Patrick Rothfuss, Joe Abercrombie e Neil Gaiman.

Título: O Feiticeiro de Terramar
Série: Ciclo Terramar
Autor (a): Ursula K. Le Guin
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 176

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Quando aceitou a encomenda de escrever um romance de fantasia para o público jovem, a já experiente Ursula K. Le Guin sabia ter em mãos um desafio. Os detalhes dessa história estão contidas nas páginas finais dessa edição, publicada pela Editora Arqueiro, mas talvez o detalhe mais importante para nossa resenha seja o seguinte: ao olhar o cenário da literatura de fantasia a autora notou que todos os magos das histórias, como Merlin e Gandalf, eram homens experientes e poderosos, mas certamente quando jovens esses mesmo magos já devem ter cometidos erros e agido de acordo a sua falta de maturidade. Era hora de mostrar a juventude e falhas de um mago. E essa atitude inspirou a literatura dali para frente de uma forma que ela não esperava.
O Feiticeiro de Terramar narra a história do mais poderoso conjurador de todos os tempos, o homem conhecido pela alcunha de Gavião... Melhor dizendo: o livro conta a história do jovem que um dia será reconhecido por tal título.
Na ilha de Gont conhecemos Duny, um jovem órfão de mãe, filho do ferreiro e que logo cedo descobre seu potencial para a magia e passa a treinar pequenos truques com a tia materna, a bruxa da aldeia. O garoto de pele cor de cobre logo descobre as vantagens da magia e passa a utiliza-la para sua tarefa como pastor de cabras e controlar gaviões para mostrar superioridade sobre as outras crianças (e daí vem seu apelido Gavião). Quando um ataque contra a sua vila acontece e o jovem corajosamente utiliza seus truques para barrar os invasores, seus feitos chegam aos ouvidos de Ogion o Silencioso, o mago que reconhece seu potencial e o toma por discípulo.
Contudo o jovem agora nomeado como Ged, deslumbrado com a possibilidade de ampliar seu poder, deixa a proteção de Ogion para partir até a Ilha de Roke onde há uma escola de magia. Lá Gavião irá encontrar amigos e grandiosos professores, mas motivado por seu orgulho e arrogância irá liberar um ser oriundo da não-vida, que não irá sossegar enquanto não acabar com ele.
Para poder viver em paz e acabar com ameaça da Sombra, Ged precisa partir em uma jornada de aprendizado através das ilhas de Terramar e além, onde encontrará dragões, novos amigos e inimigos, sendo o maior de todos ele mesmo...
Antes de qualquer crítica é preciso lembrar que este é um livro publicado pela primeira vez em 1968, e por mais que já houvessem outras obras com tendências a maior agilidade e abordagem nos diálogos, a narrativa se apoia exatamente na narração para passar ao leitor a história. É bom saber isso ANTES de ir sedento ao livro esperando algo de parecido com as narrativas de fantasia modernas. Mas estando consciente disso certamente poderá aproveitar a leitura como se deve.
Dito isso, talvez possamos começar falando sobre a voz narrativa escolhida por Ursula para desenvolver a trama. A autora opta por utilizar-se de uma narração em terceira para contar a história do jovem Gavião que, apesar de dar velocidade aos acontecimentos, pode acabar desagradando alguns leitores acostumados com o maior uso de diálogos complementado o texto. Como dito anteriormente, por conta dessa escolha a trama é quase toda passada através da narração, mas isso longe está de ser um demérito. Curiosamente foi esse um dos aspectos que mais me agradou durante a leitura, onde a cada momento me imaginava fazendo-a em voz alta como se para um grupo envolta da fogueira ou para uma criança antes de dormir (e me pareceu essa a intenção).
A linguagem do livro é simples, a leitura é ágil, pouco focada em detalhar a tudo e a todos, mas mostrar o que precisa ser mostrado. O cenário criado por Ursula é imenso e é fácil de se perder entre as ilhas de Terramar, mas grande também são os conceitos apresentados e a jornada de Gavião. Porém não a confunda com mais uma batalha entre o bem e o mal: essa é uma história sobre crescimento e os próprios erros e fraquezas.
Como já citado, os extras publicados ao fim da história trazem muita informação importante que acabamos não nos dando conta durante a leitura e também sobre a autora e processo de escrita da obra. Pelo cuidado de incluir esse adendo, pelo trabalho gráfico e, claro, por trazer a obra, a editora já merece um parabéns.
Avisado sobre as expectativas, creio que O Feiticeiro de Terramar tem tudo para agradar jovens e adulto, em especial aqueles que gostam de livros de fantasia e conhecer obras que inspiraram autores que tanto gostamos. Meu primeiro contado com a escrita de Ursula Le Guin certamente não será o último!



O Incêndio de Troia

Em 'O Incêndio de Troia', a autora recria a história da Guerra de Troia narrando-a a partir do ponto de vista de Kassandra, princesa de Troia. O livro começa com o nascimento de Kassandra e de seu irmão gêmeo Páris. Este é criado por uma família de pastores, em virtude de uma profecia de que gêmeos trazem má sorte. Kassandra cresce sem sequer saber da existência do irmão, a não ser pelas visões inexplicáveis em que enxerga os ventos através dos olhos dele. Sua mãe, a rainha Hécuba, era uma amazona antes de se casar, e quando Kassandra está prestes a se tornar mulher, é enviada para passar um ano com as tribos das amazonas, onde toma conhecimento dos poderes das mulheres antes que estas fossem subjugadas por uma nova onda de patriarcado. Ao voltar para Troia, Kassandra dedica-se a tornar-se sacerdotisa de Apolo, o Deus-Sol; mas, dentro dela, desenvolve-se um conflito forte e perturbador entre os 'velhos costumes', em que as mulheres mandavam e a religião originava-se da Mãe Terra, e o novo mundo de deuses e reis do sexo masculino - um mundo caracterizado por disputas sem sentido e uma ânsia de sangue que levam ao cerco de sua amada cidade.
Título: O Incêndio de Tróia
Título original: The Firebrand
Autora: Marion Zimmer Bradley
Editora: Imago
Tradução: Alfredo Barcelos Pinheiro de Lemos
Ano 2010 / Número de páginas 517


Marion Zimmer Bradley é um nome bem conhecido entre os leitores de fantasia, sobretudo pela sua série de livros de maior sucesso, As Brumas de Avalon. Meu primeiro contato com a escritora foi justamente através deles e me lembro de ter ficado fascinado com o universo e as personagens que ela fora capaz de criar ali. Marion publicou inúmeros outros livros e longas séries de fantasia, sendo Darkover e o Ciclo de Avalon, do qual As Brumas de Avalon fazem parte, os mais populares. Em O Incêndio de Troia ela repete a fórmula de recontar um mito antigo através da visão de uma personagem feminina, mas dessa vez sai das terras bretãs e vai para a Grécia Antiga, narrar a sua própria versão da Guerra de Troia, famosa pelo poema épico de Homero, através dos olhos de Kassandra.
O livro se inicia anos antes da guerra propriamente dita, com o nascimento da protagonista e de seu irmão gêmeo Páris. Devido a uma profecia, eles são separados e Páris é criado por uma família de pastores nos arredores de Tróia, enquanto Kassandra permanece com a família real e cresce desconhecendo a existência do irmão, embora tenha visões e mantenha um elo místico com ele. Quando Kassandra está prestes a se tornar uma mulher é enviada para passar um ano entre as tribos das amazonas, com a antiga família de sua mãe, Hécuba, que também era uma amazona antes de se casar com o rei Príamo. Com elas, Kassandra toma conhecimento dos poderes das mulheres antes que estas fossem subjugadas por uma nova onda de patriarcado, aprendendo mais sobre a origem e história daquelas mulheres e também sobre um modelo de sociedade exclusivamente feminino. As coisas começam a se complicar quando ela volta para Troia, a fim de se dedicar a Apolo, o Deus-Sol, como uma sacerdotisa do templo pois o dom da premonição com que fora agraciada é uma dádiva deste deus e ela o viu em sonhos e em visitas ao local sagrado. Dentro dela entram em conflito suas crenças e convicções sobre os modelos de mundo, masculino e feminino, e como pano de fundo temos o início aos eventos que desencadearam a disputa e o cerco de sua cidade natal ao passo que somam-se a história personagens famosos do mito grego, tais como Odisseu, Helena, Agamenon e tantos outros.
Alguns pontos me incomodaram durante a leitura, entre eles eu destaco o excesso de descrições e o ritmo lento com que a história caminhava em muitos momentos. Foi necessário fôlego para chegar à última parte que por sinal é a melhor das três que compõem o livro. Outro ponto foi o quão certos personagens eram rasos e obtusos, incapazes de ver um palmo além do próprio nariz, talvez de forma proposital, para evidenciar o contraste entre eles, Marion tenha optado pela superficialidade para alguns. Kassandra e Odisseu pareciam ser mais esclarecidos, ponderados e pensavam antes de agir e julgar se destacando muito em relação a todos os outros, ao passo que a maioria dos coadjuvantes só me dava desgosto quando abria a boca. Do ponto de vista editorial, faltou um cuidado maior com a revisão. Erros crassos saltaram aos olhos com uma frequência acima do tolerável.
O livro se encerra de forma muito satisfatória para o leitor e a última parte faz a leitura valer a pena, ganhando agilidade com as muitas pontas soltas sendo amarradas, bem como o destino de muitos personagens sendo definido, mas ainda assim, confesso que queria ter gostado muito mais dele. Embora a vida de Kassandra, a protagonista que de imediato me conquistou pela personalidade deslocada da sociedade em que vivia, tenha sido por si só perigosa e emocionante (afinal ela fora princesa, amazona, profetisa e sacerdotisa), gostaria de ter vislumbrado um papel mais decisivo para ela no desfecho da guerra de Troia, torci muito por isso, mas infelizmente esta é uma história inspirada noutra e pode ser que a autora tenha optado por manter certa fidelidade neste ponto aos poemas homéricos.
Para quem já conhece a Ilíada, o livro ainda reserva algumas surpresas já que Marion não se prende totalmente a Homero em sua recriação. Para os que ainda não, O Incêndio de Troia fornece uma base, e um pouco mais de familiaridade, para o leitor que queira se aventurar futuramente nos versos do épico clássico, acrescentando inúmeros detalhes que vão além do conflito, indo desde as práticas religiosas, aos hábitos culturais e faz um contraponto interessante à visão heroica grega tradicional, já que aqui os vilões são eles. Contudo, o que sobressai na leitura ainda é a luta das mulheres por espaço e voz em sociedades machistas, tema recorrente nas obras da autora, e trabalhado de forma magnífica também aqui, sobretudo através de sua protagonista, Kassandra, atormentada com o dom da profecia, e uma incompreendida por quase todos que a cercavam. Vale a leitura, sobretudo se você se interessa por mitos da antiguidade e por história sobre mulheres fortes, capazes de transcender o seu tempo, tomando as rédeas do próprio destino para si mesmas, mesmo quando até os deuses conspiram contra.


Doutor Estranho





Doutor Estranho acompanha a história do neurocirurgião Doutor Stephen Strange que, após um terrível acidente de carro, perde a habilidade com as mãos, algo fundamental para seu trabalho. Desesperado para voltar a ser um médico de prestígio, Stephen vai ao Himalaia em busca de cura e lá se torna aprendiz de um mestre, descobrindo um mundo escondido de magia e dimensões alternativas.




Título: Doutor Estranho
Título Original: Doctor Strange 
Lançamento/Duração: 2016 - 1h 55 min
Gênero: Aventura/Ação/Fantasia
Direção: Scott Derrickson
Roteiro: Jon Spaihts e Scott Derrickson
Elenco: Ben Affleck, Henry Cavil, Gal Gadot, Amy Adams, Jesse Eisenberg, Diane Lane, Laurence Fishburn, Jeremy Irons, Kevin Costner, Holly Hunter, Scott McNairy, Tao Okamoto, Callan Mulvey. 


O Mago Supremo do Universo Marvel, o Doutor Stephen Strange, finalmente deu as caras. Um personagem desconhecido para muitos, com boas participações nas principais equipes da editora, uma animação até bacana lançada em 2007, mas ainda sem muita expressividade e alcance. Conseguiria a Marvel Studios introduzir bem um personagem como esse e retrabalhar o conceito de magia no Universo Cinematográfico Marvel? Bem... Essa é uma pergunta meio cretina, já que eles tem conseguido fazer isso muito bem até agora, e com o Doutor Estranho não seria diferente.
Pois é! Tal qual acontecido com Guardiões da Galáxia e Homem Formiga, a Marvel apostou em um personagem com pouco ou nenhum apelo para o público não consumidor de quadrinhos e provou que, além de possuir um público fidelizado a partir de suas obras anteriores, consegue fazer filmes divertidos com qualquer um de seus personagens...
No filme conhecemos Stephen Strange, um famoso Neurocirurgião de talento só comparável a sua grande arrogância. É essa prepotência que leva Strange a um terrível acidente de carro onde perde a habilidade com as mãos, algo fundamental para seu trabalho. Desesperado para voltar a ser um médico de prestígio, Stephen gasta o que tem e o que não tem para conseguir um tratamento que o traga de volta a sua vida, e aquilo que acredita ser seu grande talento. Isso irá levá-lo ao Himalaia em busca de cura e lá se tornar aprendiz de um Mestre Supremo, descobrindo um mundo escondido de magia e dimensões alternativas por trás de tudo que acreditava ser real.
O enredo do longa, não é muito diferente da animação já citada, mas a forma como o foi trabalhada pela Marvel Studios o torna mais acessível aos diferentes públicos da audiência. Apesar de trabalhar com conceitos profundos e um "fundo sombrio", Doutor Estranho na verdade se mostra muito mais leve do que os trailer indicavam ser. E isso é bom. Os detalhes do enredo vão até onde precisam e não forçam além do entendimento do público, isso vale para a trama quanto para os personagens.
O drama de Stephen Strange, sua jornada de autoconhecimento e evolução são visíveis, tangíveis e criveis, tornando o personagem interessante e cativante (o carisma e a atuação de Cumberbatch fecham essa soma com chave de ouro). O núcleo de apoio do herói tem bastante destaque, principalmente Mordo e a Anciã, e vão além de servir de escada e reforço em combate. Já o vilão acaba sofrendo do mesmo mal que aflige todos os outros dos filmes da Casa das Ideias, ficando de lado em função dos eventos ao redor do protagonista (e também pela decorrência de um mal maior inserido na trama).
Apesar de estar atrelado ao Universo Cinematográfico Marvel, Dr. Estranho não se prende a amarras - e mesmo com as citações, referências e conexões - consegue se sustentar sem auxílio de moletas. O filme funciona muito bem sozinho e isso é extremamente positivo, não só para a obra, mas para os próximos filmes da Marvel Studios!
A parte estética do filme é toda muito bem trabalhada, da fotografia aos efeitos visuais, e acompanham bem toda a loucura que envolve o conceito de magia e múltiplos universos apresentado no filme. Apesar da maioria dos efeitos não serem novidade - como a dobra dos prédios, que muito lembra o filme A Origem - a forma como são alocados complementam e dão sentido a trama. O mesmo pode ser dito da parte sonora, que se reforça mais nas Trilhas Originais e não se apoia em músicas famosas, embora existam em sua trilha.
A atuações estão TODAS muito bem, e dificilmente fugiria disso com os nomes que possui no elenco, talvez o melhor reunido até agora em um filme da Marvel Studios. O elenco entrou totalmente no clima do filme e a sinergia entre eles fica visível no resultado final da obra. A interação entre os personagens é natural, fluida, sem forçação de barra.
E por falar nele, o filme surpreende ao não focar apenas em feitiços e utilizar toda a parte absorvida da cultura oriental para introduzir muito de físico e coreografias marciais. O resultado disso é facilmente refletido no público das sessões, seja nas partes de humor ou nos embates empolgantes.
Doutor Estranho é com certeza absoluta um dos mais divertidos do ano, dosando perfeitamente ação, drama, comédia e aventura sem quebrar ritmo, cada qual seu devido momento. O filme entrega para o espectador uma experiência extremamente positiva de entretenimento, independente, capaz de agradar pessoas dos mais variados gostos, estejam elas por dentro do Universo Cinematográfico Marvel ou não. É diversão descompromissada e garantida, como obra é melhor que Guerra Civil (mas não é mais massaveio) e com certeza vale a pena conferir e desbravar com Stephen Strange o multiverso.