BEM-VINDO VIAJANTE! O QUE BUSCA NO MULTIVERSO?

Financiamento Coletivo: Karts

Comande uma criatura fantástica e pise fundo neste jogo de tabuleiro estratégico com muita trapaça!
Titulo: Karts
Produtora: Independente
Criação e Arte: Hendric Sueitt
Tipo: Board Game - Table Top 


Jogos de tabuleiro de corrida estão entre os mais populares e tradicionais de todos. Alguns deles são simples jornadas do ponto A ao B, mas outros encartam o espírito true de uma corrida automobilística, ainda que estilizado. É praticamente inegável que juntando dois elementos que o brasileiro ama - velocidade e competitividade - você terá partidas animadas e bem divertidas, mas e se você adicionar trapaça nessa mistura explosiva?  Vários jogos do videogame como Mario Kart, e desenhos como Corrida Maluca, utilizam desse Kit para temperar essa disputa. Em Karts não será diferente...
Karts é um jogo de tabuleiro de corrida para 2 a 6 jogadores - criado por Hendric Sueitt - onde você e seus amigos irão pilotar seus karts controlando criaturas únicas e utilizando suas habilidades especiais para atrapalhar, confundir, ou levar vantagem sobre seus adversários, podendo lançar gosmas, bolas de gelo, clones, bater, derrapar ou quem sabe laçar seus oponentes com seus intestinos...
As partidas também contam com cartas de eventos, que são liberadas a medida que cristais são coletados e gastos. Quando ativados os eventos podem iniciar catástrofes naturais, invasões de criaturas, ou até mesmo causar a queda de um meteorito entre os corredores.
O jogo é baseado em uma mecânica de pontos de ação e movimentação direcionada por uma pista hexagonal. Os jogadores podem gastar seus pontos de combustível para se mover e bater nos outros corredores podendo com isso roubar cristais ou até mesmo jogá-los para fora da pista.
Também é possível se movimentar de ré gastando com isso mais combustível ou pegar vácuo dos outros corredores, conseguindo assim uma pequena vantagem.



Este financiamento tem como objetivo viabilizar a produção deste jogo com uma alta qualidade de componentes, para isso conto com o apoio da gráfica Ludens Spirit, que já possui grande experiência na área e participou em outras produções nacionais recentes como o já resenhado aqui Quissama.
Caso a campanha seja bem sucedida, todos os apoiadores a partir do nível de apoio “Corredor de elite” receberão:

6 Cartas de personagens e suas respectivas peças em acrílico:
Papua, Fulgurus, Salazar, Nívoro, Entenstein e Haro + 17 tokens.
1 Pista temática (deserto) .
8 Cartas de eventos + 15 tokens
18 Tokens de cristais.
1 Manual de regras.
1 Dado de 6 faces.
e 1 Caixa para tudo na escuridão aprisionar.

O projeto do jogo Karts entrou em financiamento coletivo pelo Catarse (https://www.catarse.me/karts) no dia 29 de Junho para arrecadar através dos apoios dos gamers e entusiastas a meta de 36 mil reais para sair do papel (ou entrar, dependendo do ponto de vista). O melhor de tudo na verdade é a postura do Hendric: o manual assim como todos os personagens, pistas e eventos já estão disponíveis de forma gratuita na página do facebook e continuarão independente do resultado deste financiamento. Dessa forma você poderá testar o jogo, mas duvido que você queira ficar com o jogo homemade apenas. Aproveita que a campanha irá durar mais 44 dias (contando da data de publicação dessa postagem)! 
Para quem ficou interessado, a campanha possui tipos diferentes de apoios, com valores diferenciados para atender a jogadores, colecionadores e lojistas. Você pode conferir o vídeo abaixo feito pelo pessoal do Covil dos Jogos e ver com o jogo funciona na prática. Não esqueça de conferir a página do projeto para descobrir mais informações sobre o jogo: quais exatamente são as recompensas, detalhes sobre como jogar, quais são os extras, os recursos adicionais, etc.
É importante salientar que o frete não está incluso nos valores indicados em cada nível de apoio e deverá ser feito após o término da campanha no valor fixo de R$20,00 através de um depósito. Porém, como uma forma muito mais justa de recompensar o seu apoio, se superarmos a última meta todas as cópias enviadas terão frete grátis.
Apoie, divulgue e ajude seu piloto a vencer essa corrida intergalática em Karts!



O Grande Gatsby

Obra-prima de F. Scott Fitzgerald, este clássico do século XX retrata a alta sociedade de Nova York na década de 1920, com sua riqueza sem precedentes, festas nababescas e o encanto das melindrosas ao som do jazz. O sol em ascensão desse universo cintilante e musical é o enigmático milionário Jay Gatsby, ao redor do qual orbitam três casais glamorosos e desencontrados, numa trama densa, repleta de intrigas, paixões e conflitos que precipitam o trágico eclipse. Recriação soberba de um dos períodos mais prósperos da história dos Estados Unidos, O grande Gatsby é uma crítica mordaz à insensibilidade e imoralidade revestidas de ouro da chamada Era do Jazz, e um dos melhores romances — talvez o melhor — já escritos nesse país.
Título: O Grande Gatsby
Editora: Geração
Autor: F. Scott Fitzgerald
Número de páginas: 204


Há tempos queria ler algo dos autores clássicos da “Geração Perdida” norte-americana. O termo originalmente atribuído à escritora Gertrude Stein e popularizado por Ernest Hermingway designa a geração que viveu durante a infância e adolescência sob o jugo da Primeira Guerra Mundial e chegou à vida adulta durante a euforia econômica dos Loucos Anos Vinte até a Grande Depressão desencadeada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque em 1929. Entre os membros mais notórios, que formaram uma espécie de grupo de celebridades literárias americanas, mas que também viveram em Paris e em outras partes da Europa, incluem-se nomes como Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald, Vladimir Nabokov, Sherwood Anderson, Willian Falkner, Waldo Peirce, John Dos Passos, T. S. Eliot e o próprio Ernest Hemingway. Com isso em mente, resolvi começar com aquele que provavelmente é o romance mais popular daquela época e geração, O Grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald.
O livro é narrado a partir da perspectiva de Nick Carraway, um corretor de ações recém chegado à Long Island e uma figura comum e sem muitas posses, cercado pela alta sociedade. À medida em que escreve o seu livro sobre a história do seu vizinho Jay Gatsby, Nick nos reporta num texto não linear, o que viu acontecer à sua volta enquanto ali residiu, naquele verão de 1922, de forma relativamente neutra e livre de julgamentos. Com ele nos maravilhamos com a grandiosidade e o exagero daquele mundo que aos poucos também vemos desmoronar como um castelo de cartas, expondo a fragilidade, a mesquinhez e o mau caratismo de relações construídas por pura conveniência.
Gatsby, a figura central e trágica deste romance, é um homem extremamente rico, com passado e ofício cercados de mistérios e boatos e, a princípio, só é conhecido por Nick pela sua fama e pelas imensas e luxuosas festas que organiza em sua propriedade, frequentada por boa parte dos expoentes da elite nova-iorquina. A narrativa ganha força e se intensifica quando Gatsby procura Nick motivado pelo interesse amoroso que nutre por sua prima Dayse, casada com o milionário Tom Buchanan. A partir daí começamos a desvendar os mistérios que cercam o passado de Gatsby e as intricadas relações entre todos estes personagens.
Muito do valor desta obra está no retrato fiel que faz da alta sociedade americana na década de 1920, com sua riqueza nababesca e festas suntuosas regadas a jazz, mas sem dispensar uma visão crítica e aprofundada da mesma, ao expor também a insensibilidade, a imoralidade e a crueldade presentes em seu âmago. Após o caos da Primeira Guerra Mundial, a sociedade americana vive um nível de prosperidade econômica sem precedentes. Na mesma época, a proibição da produção e do consumo de bebidas alcoólicas ocasiona um aumento do crime organizado e favorece o surgimento de um grande número de novos milionários que enriquecem à margem da lei.
Por toda a sua fortuna e exageros, Gatsby é a própria personificação do sonho americano, mas também é o perfeito exemplo de um “self made man”, expressão do capitalismo que corresponde ao homem que galgou o sucesso por si mesmo, através de esforço e dedicação próprios. Imerso em aspirações grandiosas, o personagem nos surpreende pela sua paixão obstinada, sendo impossível não se deixar cativar por alguém determinado a construir toda uma outra e nova vida por amor.
Tendo entrado em domínio público recentemente, o clássico gerou um acalorado debate acerca das novas traduções encomendas às vésperas do lançamento da mais recente adaptação para os cinemas. O Grande Gatsby possui cinco adaptações cinematográficas e conta com oito traduções diferentes para o português brasileiro. A edição que li é da Geração Editorial e foi traduzida por Humberto Guedes, também responsável pela edição de 2004 da L&PM, onde é creditado como William Lagos. Além destas, há ainda a de 1953, assinada por Brenno Silveira (Record), a de 2003, por Roberto Muggiati (também pela Record), a de Vanessa Barbara (Penguim Cia das Letras), a de Alice Klesck (Leya), a de Cristina Cupertino (Tordesilhas), e a de Vera Sílvia Camargo Guarnieri (Landmark). A edição da Geração possui capa-dura, um texto de apresentação do autor e jornalista Ruy Castro e ainda traz em seu miolo uma galeria de fotos do casal Fitzgerald e Zelda e dos atores que deram vida aos personagens no cinema.
Por fim, reafirmo que minha primeira experiência com um autor da geração perdida não poderia ter sido mais gratificante! Gatsby é muito mais do que uma simples história de casais riquinhos e adúlteros. Tanto o início quanto o final do livro trazem reflexões marcantes feitas pelo narrador e poucos são tão harmoniosamente bem amarrados e densos em significados em suas minúcias quanto Gatsby. Por meio de um texto brilhante e poético, com sua complexidade disfarçada por uma aparente simplicidade, foi uma leitura capaz de me proporcionar imenso prazer. O Grande Gatsby é uma ótima porta de entrada para a literatura clássica norte-americana, é uma leitura leve e rápida, e prato cheio para quem tem curiosidade para conhecer um pouco mais de uma das épocas mais intensas e efervescentes da História mundial recente.


Multiverso X EP.:05b - Indicando Podcasts



A tripulação da Interlúdio - o Capitão Ace Barros, o navegador Airechu, a assistente de bordo Hall-e - se uniu ao convidado Julio Barcellos para falar sobre podcast!
Um cast sobre podcast? Na verdade, dois. A gravação foi tão extensa que decidimos dividir o episódio em partes A e B.
Nesta segunda parte indicamos alguns podcasts que fazem parte constante de nossas playlists. Ouça e encontre jogos, ciências, filosofia, direito, cinema, séries, mistérios da humanidade e muito mais! Acompanhe-nos, estimado explorador de universos!

Ouça também a parte A: Multiverso X EP.:05a - Um podcast sobre podcast?

CITADOS DURANTE O PROGRAMA:

Podcast: Alô Ténica
Podcast: Rádiofobia
Curso: Workshop de Produção de Podcast - Online
Podcast: Liga o Rádio
Podcast: 99 Vidas
Podcast: Escriba Café
Podcast: Rapaduracast - Cinema Com Rapadura

Podcast: Canal 42
Podcast: O Melhor Podcast do Brasil

Podcast: Reloading
Podcast: Iradex
Podcast: Scicast
Youtube: Manual do Mundo 
Podcast: Salvo Melhor Juízo
Podcast: Anticast
Podcast: Visualmente
Podcast: Mundo Freak Confidencial
Podcast: Filosofia POP
Podcast: Nerdcast - Jovem Nerd
Podcast: Mamilos
Podcast: MdM - Melhores do Mundo

DURAÇÃO: 1 h 11 min 02 seg

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SUGESTÕES, CRÍTICAS E DÚVIDAS:

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Multiverso X EP.:05a - Um podcast sobre podcast?



A tripulação da Interlúdio - o Capitão Ace Barros, o navegador Airechu, a assistente de bordo Hall-e - se uniu ao convidado Julio Barcellos para falar sobre podcast!
Um cast sobre podcast? Na verdade, dois. A gravação foi tão extensa que decidimos dividir o episódio em partes A e B.
Nesta primeira parte conheça um pouco da história do Podcast e quais elementos fazem da mídia algo tão atrativo. Ouça e descubra quem foi o VJ responsável pela origem do podcast, qual foi o primeiro podcast do brasil e onde entra o Maestro Billy nessa história! Acompanhe-nos, estimado explorador de universos!
COMENTADO DURANTE O PROGRAMA:

Texto: O que é Podcast? - História da Mídia
Livro: Podcast: Guia Básico - Marsupial Editora (Léo Lopes)
Livro: Reflexões Sobre o Podcast - Marsupial Editora (org. Lúcio Luiz)
Podcast: Digital Minds
Podcast: Rapaduracast - Cinema Com Rapadura
Podcast: Nerdcast - Jovem Nerd
Podcast: Argcast - Dínamo Studios

Podcast: Escriba Café
Podcast: MRG - Matando Robôs Gigantes

Podcast: 99 Vidas
Podcast: Rádiofobia
Podcast: MdM - Melhores do Mundo

Curso: Workshop de Produção de Podcast - Online

DURAÇÃO: 1 h 00 min 15 seg

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A Morte do Capitão América

Ele foi um herói para milhões de pessoas. Uma inspiração para as forças armadas norte-americanas e personificação dos maiores ideais de sua nação. Ele viveu por seu país – e agora, alvejado a sangue frio, deu sua contribuição final à terra que tanto amou. A morte do herói tem sérias consequências. Falcão, seu parceiro de toda a vida, faz da vingança sua prioridade. Sharon Carter, prisioneira dos capangas de Caveira Vermelha, encontra-se fora de controle. E Bucky Barnes, mais conhecido como Soldado Invernal, precisa se reconciliar com seu passado sórdido, a fim de encarar uma missão que mudará sua vida. Testemunhe a monumental releitura do mito do Capitão América nesta incrível adaptação trazida ao Brasil com exclusividade pela Novo Século.
Título: A Morte do Capitão América
Editora: Novo Século - Série Marvel #11
Autor: Larry Hama
Número de páginas: 352

SKOOB - COMPARE & COMPRE - LOJA RECOMENDADA

Na Série Marvel publicada pela editora Novo Século existem dois tipos de histórias: as originais e as adaptadas. As originais aproveitam de personagens e conceitos para trazer novas histórias para o público seja leitor de quadrinhos ou não. Já as adaptadas como Guerras Secretas e o vindouro Wolverine: Arma X, tem a missão de adaptar arcos inteiros de histórias e entregar um produto final com qualidade no mínimo equivalente ao original. Existem muitos arcos que durante todos esses anos de editora que dariam bons livros, a sequência direta de Guerra Civil - A Morte do Capitão América - é com certeza um deles.
Ao longo de quase sete décadas - contanto o período da guerra e pós seu descongelamento - Steve Rogers lutou para defender os mais elevados ideais de seu país, nem que para isso tivesse de ir contra o próprio governo. Imbuído desse sentimento, ele se lançou numa guerra inglória contra outros heróis - e perdeu. Uma derrota que lhe custou muito mais que o respeito do povo americano e a certeza sobre seus atos e responsabilidades. Uma derrota que lhe custou a vida, pondo um fim à incessante batalha do homem que era a personificação do chamado 'sonho americano'.O simbolo. O herói entre o heróis. O mais admirado e respeitado. Steve Rogers fora baleado enquanto se dirigia ao julgamento pelos atos na Guerra Civil e não resistira aos ferimentos...
Enquanto o herói cai, antigos inimigos aproveitam a brecha para implantar um engenhoso plano de aquisição de influência e poder. Alexander Lukin/Caveira Vermelha avança em direção ao controle com ações por baixo dos panos, aproveitando a o caos social e a crescente escala de terror entre o povo americano. Abalados e desestruturados, os aliados mais próximos do Capitão precisam encarar os fatos, se preparar para a batalha que está por vir. E não há muito tempo...
Sharon Carter, ex-namorada de Steve Rogers, é atormentada pela descoberta do seu papel na morte do herói e luta contra a culpa para se manter firme e punir os responsáveis pela trama, embora o controle da sua mente não seja plenamente seu no momento. James "Soldado Invernal" Barnes, outrora conhecido pela alcunha de Bucky tenta aproveitar a liberdade lhe garantida pelo velho amigo para vingá-lo, algo que talvez Steve não aprovaria. Sam Wilson, o Falcão, e Natasha Romanova, a Viúva Negra, precisam garantir que as coisas aconteçam dentro das leis e que ninguém se perca no processo de vingança. Com  a morte de Steve, Tony Stark - o atual diretor da S.H.I.E.L.D. - faz de tudo para preservar a memoria do amigo e declara que o Governo Americano não terá um novo Capitão América. Todavia, talvez não seja esse o último desejo de Steve Rogers.

A Morte do Capitão América é a adaptação literária da saga A Morte do Sonho escrita por Ed Brubaker e ilustrada por Steve Epting em 2007 e narra o desenrolar dos acontecimentos que seguem a morte do herói simbolo americano. Mesmo sendo um arco de história que lida com as consequências do envolvimento do Capitão nos eventos da Guerra Civil, pode-se ler este volume sem ter passado pela minissérie sem problemas. Claro, uma leitura prévia faz você pegar várias referências. Como bem dito anteriormente, adaptar a trama de um Quadrinho para prosa é com certeza uma tarefa árdua, já que o reforço visual e a continuidade, são elementos essenciais para o funcionamento da narrativa. Contudo, Larry Hama transpõe muito bem os eventos narrados na saga e nos entrega um thriller focado na investigação, nas conspirações, e no desenvolvimento dos personagens. Temos protagonistas fragilizados, beirando a linha do que é correto, lidando com a morte de não apenas um simbolo, mas uma pessoa próxima e inspiradora. A culpa e a dor são elementos tão cruciais para a trama, quanto as cenas de ação. Esta não é uma história rasa de superseres.
Com uma narrativa simples e ágil Hama aproveitou o espaço das páginas aprofundar os personagens que conduzem os pontos mais importantes da trama. Isso se reflete na divisão dos capítulos e na narração. A maior parte dos capítulos acompanha Sharon Carter, a Agente 13, e Bucky Barnes em suas investigações paralelas sobre a morte de Steve e como suas vidas são diretamente afetadas por essa busca. Outros personagens fazem parte da trama, é claro, mas não recebem tanta projeção ou o foco da trama se perderia pois cabe a dupla os papeis de maior importância na trama. Ainda sobre a organização dos capítulos, além do que já foi dito existem também interlúdios durante todo o livro que comumente apresentam o ponto de vista dos vilões, acrescentando informações e desenvolvendo mais a trama sem dar voltas.
Como alguém que conferiu a saga original posso dizer que A Morte do Capitão América não deixa nada a dever para o material base, e arrisco dizer que Larry Hama consegue deixar no leitor a vontade de conferir o que ocorreu antes e depois da obra (e olha, não seria nada mal termos mais Brubacker adaptado em novelização). Evidentemente que para chegar ao formato de livro a saga passou por algumas mudanças, mas elas são perceptíveis apenas para aqueles que leram os quadrinhos e não irá afetar em nada a experiência de quem vir a ler.
No interior do livro temos ilustrações - capas das edições e momentos chave que compõem a saga original - em alguns capítulos e páginas importantes para a trama. Todo a projeto gráfico do livro ficou muito bacana, capa e diagramação, e quase não há defeitos a se apontar na revisão e tradução.
A história narrada no livro é não somente um bom thriller de ação com super heróis, como também ela é envolvente e o desenvolvimento de cada personagem, principalmente do Bucky, é primoroso. O arco sintetiza bem aquilo que o Capitão América simboliza numa história bem construída e desconstrói a visão quadrada que se tem sobre o personagem. Sem dúvida nenhuma, uma amostra que existem boas histórias de super-heróis a serem contadas. .


Rat Queens Vol. 1: Pancadaria & Feitiçaria



Elas são um grupo de aventureiras matadoras, beberronas e mercenárias, e seu negócio é trucidar todas as criaturas dos deuses em troca de grana. Conheça Hannah, a elfa maga rockabilly; Violet, a anã guerreira hipster; Dee, a humana clériga ateia; e Betty, a miúça ladra hippie.
Suas aventuras são um épico de estilo moderno, dentro do gênero tradicional de matança violenta de monstros como se Buffy encontrasse Tank Girl em um mundo de RPG Mas pra lá de chapada!
Este álbum de colecionador reúne as edições 1 a 5 de Rat Queens, originalmente publicadas nos Estados Unidos pela Image.


Título: Rat Queens Vol. 1 — Pancadaria & Feitiçaria
Roteiro: Kurtis J. Wiebe / Arte: Roc Upchurch
Tradutor: Gustavo Brauner
Editora: Image Comics / Jambô
Páginas: 128
Acabamento: 18,5 x 27,5 cm, capa dura, colorido

Fugindo do óbvio e convencional, a editora Jambô vem aos poucos expandindo a sua linha de quadrinhos e nos brindado com trabalhos excelentes, tanto de autores nacionais já consagrados da casa, quanto HQs estrangeiras, como ICH dos argentinos Luciano Saracino e Ariel Olivetti e mais recentemente a norte-americana Rat Queens da dupla Kurtis J. Wiebe e Roc Upchurch.
Ambientada num típico universo de fantasia medieval mas com uma proposta e abordagem ligeiramente mais radical, Rat Queens traz como grande diferencial o protagonismo feminino. Na história, Rat Queens é o nome dum grupo de aventureiros e mercenários arquetípico que poderia tranquilamente fazer parte de qualquer outro mundo de fantasia. Temos nele um clérigo curandeiro, um mago elfo, um gnomo/hobbit/halfling ladino e um guerreiro anão, com o porém de que os seus quatro membros são mulheres. Respectivamente Dee, Hanna, Betty e Violet, quatro amigas que não dispensam uma boa briga na taverna após uma noite inteira de bebedeiras!
Elas residem na cidade de Paliçada, e devido ao seu comportamento e à crescente insatisfação da população local com o mesmo, recebem uma missão do capitão da guarda da cidade, juntamente com outros grupos de mercenários a fim de mantê-los todos ocupados e afastados, pelo menos por algum tempo. Durante a missão as Rat Queens são emboscadas e descobrem que foram vítimas de uma armadilha para matá-las. O que era para ser uma missão simples a princípio, afugentar alguns míseros orcs, se mostra parte de uma ameaça muito maior e caberá a elas descobrir quem está por trás deste plano.
Na trama que vai muito além da pancadaria e feitiçaria, as personagens tem a sua individualidade e personalidades trabalhadas e exploradas no roteiro ágil e divertidíssimo de Kurtis J. Wiebe. Cada uma delas possui seus próprios conflitos e dilemas alternados com uma linguagem solta, com direito a um vasto repertório de palavrões. Alguns dos esterótipos típicos dos grupos e raças de fantasia estão presentes mas apresentam subversões criativas, tais como uma clériga ateia e uma anã que detesta cerveja, mas as Rat Queens estão longe de ser uma simples versão feminina de personagens masculinos famosos. Suas personalidades e passado tem mais nuances do que pode captamos a princípio e o roteirista se vale disto para abordar no subtexto da HQ temas como o uso recreativo de drogas, a liberdade sexual e religiosa e claro, o papel feminino na sociedade.
A arte é outro ponto forte em Rat Queens! Roc Upchurch dá vida a tudo isto com traços agressivos e dinâmicos com muita autenticidade que não poupam o leitor de brutalidade e vísceras expostas. O design adotado para as protagonistas reflete a variedade tanto das raças de fantasia às quais pertencem quanto as suas próprias personalidades. Não há os excessos tão comuns em outras heroínas como os trajes sumários, as curvas irreais e as poses extravagantemente sexualizadas. As cenas de luta empolgam e sobram momentos do mais puro e simples badass!

Com tradução de Gustavo Brauner, que no que creio ser uma licença poética fez Betty citar o radialista Silvio Luiz, a edição nacional possui acabamento de luxo, com capa-dura e papel couche de alta qualidade. Não notei erros de revisão ou diagramação mas senti falta de extras. A edição traz apenas as capas das edições originais de banca da Image entre os capítulos e pin-ups de apresentação das personagens no início.
Aqueles que confundem Rat Queens com uma tentativa oportunista de angariar leitores pelo seu forte tom feminista muito provavelmente vão perder uma excelente série, que ao contrário, tem tudo para agradar aos amantes da verdadeira fantasia, independentemente do gênero.

Lançamento: Guerreiro das Estradas






A Editora Jambô não para. Em abril anunciamos aqui o lançamento de três livros-jogos e mostramos um pouco do que estava por vir com os quadrinhos Rat Queens e Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço Vol. II. De lá pra cá já tivemos outros lançamentos - que esquecemos de divulgar - como a incrível estatueta de luxo do icônico vilão Mestre Arsenal  o livro Só Aventuras Vol. 4 da linha Tormenta e os quadrinhos de Brigada Ligeira Estelar no Social Comics (desse nós falamos).
Agora é a vez de mais um livro-jogo chegar levantando poeira e levando você através de uma louca corrida em um futuro pós-apocalíptico no melhor estilo Mad-Max.  Se você não sabe o que é um livro-jogo - algo que duvido caso já conheça o trabalho da editora - você pode conferir nossa postagem especial sobre o gênero/formato e se inteirar sobre o assunto. Mas em resumo: Parte história, parte jogo, este é um tipo diferente de livro — aqui, você é o herói! Você precisa apenas de um lápis, uma borracha e dois dados para embarcar nesta fantástica aventura.
E agora que tal conhecer mais sobre Guerreiro das Estradas?


No futuro, só existe fogo e sangue. O que sobrou da humanidade sobrevive em pequenas comunidades que se agarram à vida com todas as suas forças. E para salvar a cidade de Nova Esperança, é preciso que um herói atravesse o deserto cheio de perigos para buscar suprimentos e combustível. E esse herói é você!Guerreiro das Estradas, um dos lançamentos da Jambô Editora para este mês, o 17º título da série Fighting Fantasy. O livro-jogo leva o leitor para um cenário futurista pós-apocalíptico sem lei, com nômades selvagens e violentas corridas em carros preparados para combate!
Neste livro-jogo, além do leitor conduzir a história como o corajoso piloto, ele também encontra regras para manter e usar o seu veículo turbinado e mortal durante sua missão vital.
Um título empolgante e emocionante, Guerreiro das Estradas foi escrito tendo a série de filmes Mad Max como inspiração, levando os fãs de livros-jogos a um mundo que ficou louco e perigoso e onde cada dia pode ser um glorioso dia para se morrer!
Guerreiro das Estradas tem 192 páginas (formato 11 x 17 cm, preto e branco), capa exclusiva de Rodney Buchemi, que já fez trabalhos para as editora Marvel e a DC Comics, e Giovanna Guimarães Para mais informações, inclusive onde comprar com preço promocional, visite a página da editora: http://jamboeditora.com.br/produto/guerreiro-das-estradas/.


E aí, curtiu? Aproveita que a temática tá em destaque e assiste aos filmes do Mad Max e acompanha a nova HQ da Corrida Maluca que está saindo pela DC pra entrar no clima da aventura. Prepare o seu possante, corra como o vento e faça seus adversários testemunharem a sua glória cromada e brilhante!

O Demonologista


A maior astúcia do Diabo é nos convencer de que ele não existe", escreveu o poeta francês Charles Baudelaire. Já a grande astúcia de Andrew Pyper, autor de O Demonologista (DarkSide® Books, 2015), é fazer até o mais cético dos leitores duvidar de suas certezas. E, se possível, evitar caminhos mal-iluminados.
O personagem que dá título ao best-seller internacional é David Ullman, renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo - principalmente na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido. Para David, o Anjo Caído é apenas um ser mitológico. Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas um boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma.
Enquanto corre contra o tempo, David precisa decifrar pistas escondidas no clássico Paraíso Perdido, e usar tudo o que aprendeu para enfrentar O Inominável e salvar sua filha do Inferno.
Título: O Demonologista
Editora: Darkside Books
Autor: Andrew Pyper
Número de páginas: 448


O Demonologista é o tipo de livro ao qual eu raramente resisto: tem uma capa e visual sensacionais, um título chamativo e uma sinopse que promete! O livro que figurou nas listas dos mais vendidos ao longo de 2015 logo chamou minha atenção, mas algumas críticas negativas me fizeram perder um pouco da empolgação inicial com ele, tanto que demorei para tirá-lo da estante para ler, mas enfim o fiz.
O Demonologista é narrado em primeira pessoa pelo seu protagonista, David Ullman, um renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo, principalmente na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido. Embora seja um especialista em assuntos relacionados ao demônio, David é um ateu convicto e no máximo encara o Anjo Caído como apenas mais um ser mitológico. Em meio a uma crise em seu casamento, ele aceita a proposta de trabalhar em Veneza na Itália, onde testemunha um estranho fenômeno sobrenatural. Ainda abalado com a experiência, David começa a ter outro motivo, agora de cunho pessoal para mudar suas convicções sobre o Diabo. O que seria apenas uma boa desculpa para tirar férias com sua filha de 12 anos e afastá-lo do ambiente de crise conjugal, acaba se transformando num pesadelo. Sua filha desaparece em Veneza e é dada como morta, mas David se recusa a acreditar nisto e parte numa jornada, decifrando possíveis pistas deixadas pelo demônio, para reencontrá-la.
Grande parte da decepção com o livro ou vem da alta expectativa criada em torno dele, ou de uma análise mais crítica das motivações que conduzem Ullman em sua jornada. Não há nele os elementos que tornaram clássicos outras obras de terror nessa vertente, tais como os rituais de exorcismo, pactos, e afins e o suspense criado não consegue ser realmente enervante e transparecer a urgência necessária. A figura do Diabo aqui é apenas sugerida, não é palpável, podendo ser interpretada como a materialização dos próprios medos e da angústia e melancolia experimentados pelo protagonista indo de encontro com o seu lado mais racional e cético. As pistas que o conduziram por uma longa jornada de carro por boa parte das rodovias norte-americanas me pareceram ou convenientes demais em certos momentos, ou totalmente aleatórias em outros. David Ullman me pareceu apenas uma marionete nas mãos do autor (ou seria do demônio?) sendo levado daqui para ali e não conseguiu me cativar verdadeiramente. Até os coadjuvantes Elaine O'Briaen e o homem conhecido como O Perseguidor foram de certo modo mais empáticos que ele.
Mas nem todo paraíso está perdido! Se levarmos em conta que a trama de Pyper é um pretexto para discutirmos a própria humanidade e como ela enxerga a si mesma diante do sobrenatural, aí sim o livro ganha um pouco mais de crédito. De fato a narrativa é permeada de fluxos de pensamento do protagonista e eles invariavelmente nos fazem pensar em nossa própria condição humana. Solidão, razão, loucura, a eterna luta dicotômica entre o bem e o mal são alguns dos temas abordados. As perspectivas e interpretações feitas com base nos acontecimentos estranhos e na literatura clássica e bíblica rendem ótimos pontos de partida para uma reflexão mais aprofundada e filosófica.
Do ponto de vista gráfico vale ressaltar todo o capricho da DarkSide Books com esta edição. Além de uma capa-dura texturizada, que remete a um livro antigo com detalhes em costura, e um marcador de fita de cetim, internamente o livro ainda traz uma ótima diagramação com ilustrações de Gustave Doré, ilustrador francês de diversos clássicos como A Divina Comédia e do próprio Paraíso Perdido. Há também diversas notas da tradutora, Cláudia Guimarães, quase sempre voltadas a elucidar especificidades da cultura americana. O livro só pecou na revisão, que deixou passar alguns erros de digitação num dos capítulos finais. Há também um excelente posfácio comentando a vida e a obra de John Milton, que inspiraram boa parte da temática d’O Demonologista. Um dos grandes feitos deste livro é justamente despertar a atenção e a curiosidade do leitor para o clássico poema épico Paraíso Perdido.
O Demonologista não é um livro assustador e tampouco é tão carregado de elementos sobrenaturais e demoníacos como sugere sua capa, sinopse e título. Sua trama se concentra mais no drama e conflitos psicológicos do protagonista, cuja razão é posta a prova em sua jornada em busca de sua filha perdida e, porque não dizer, de reencontro consigo mesmo e com a fé. Como pontos positivos destaco ainda a prosa fluída do autor, as referências ao poema de Milton e a forma como trechos do mesmo serviram para interpretar alguns dos acontecimentos narrados com David Ullman. Indicaria O Demonologista para quem busca por um suspense leve e uma leitura rápida e casual.



Financiamento Coletivo: Space Cantina

Titulo: Space Cantina
Produtora: Ace Studios
Criação: Fel Barros & Warny Marçano - Arte: Lucas Ribeiro
Tipo: Board Game - Table Top (Estilo Eurogame)


O mais novo jogo de autoria do Game Designer Fel Barros - dessa vez em parceria com Warny Marçano - e da produtora Ace Studios já está consolidado como um grande sucesso. Quem acompanha o mercado nacional de Boardgames conhece o trabalho do Fel e sabe que esse é um nome respeitado tanto no Brasil quanto interacionalmente, seja por suas criações ou por sua atuação na aprovação e aconselhamento na produção de jogos. Esses fatos corroboram para um atestado de confiabilidade e qualidade da marca, o que dá mais segurança para apoiadores de primeira viagem poderem apostar sem medo. Você deve estar se perguntando: mas e o jogo novo será que vale a pena? Só vamos saber conhecendo-o:
Depois que a Federação Intergaláctica aprovou a construção do maior complexo comercial conhecido no Universo, dezenas de comerciantes espaciais decidiram abrir um negócio por perto, no Space Cantina. Você é um deles, tentando ganhar mais dinheiro com seu restaurante. Porém, a concorrência é enorme.
Diariamente, várias criaturas espaciais passam pelo complexo e você precisa agradar os mais variados tipos: aliens, ciborgues e robôs. Seja contratando como assistente ou atendendo como cliente.
Preparando comidas, bebidas e sobremesas e agradando a clientes que podem ser inclusive críticos gastronômicos, você tem a chance de levar seu restaurante a ser um dos negócios mais rentáveis do Universo!
Space Cantina é um jogo de alocação de dados e gerenciamento de recursos, onde cada jogador administra seu restaurante, contratando garçons, promovendo para outras funções e atendendo os mais variados tipos de clientes! Quanto mais você agradar aliens, ciborgues e robôs, cada um deles vai oferecer um benefício diferente. Porém, cuidado para não atrasar muito no atendimento ou deixar de atrair clientes mais rentáveis para você!





O projeto do jogo Space Cantina entrou em financiamento coletivo pelo Kickante (http://www.kickante.com.br/campanhas/space-cantina-board-game) no dia 05 de Junho para arrecadar através dos apoios dos gamers e entusiastas a singela meta de 15 mil reais, e em menos de uma semana já conseguiu 400% do valor da meta. E esse valor traz apenas vantagens ao apoiador, pois o financiamento dispõe de metas estendidas que acrescentam mais conteúdo e melhoramentos ao jogo. O melhor de tudo é: a campanha ainda está no início e esse valor ainda aumentar bastante nesses 38 dias restantes; Ou seja, muitas melhorias ainda estão por vir. :D
Para quem ficou interessado, a campanha possui tipos diferentes de apoios, com valores diferenciados para atender a jogadores, colecionadores e lojistas. Você pode conferir o vídeo abaixo feito pelo pessoal do Bafo do Dragão e ver com o jogo funciona na prática. Não esqueça de conferir a página do projeto para descobrir mais informações sobre o jogo: quais exatamente são as recompensas, detalhes sobre como jogar, quais são os extras, os recursos adicionais, etc.
Apoie, divulgue e construa seu restaurante no fim do universo da maneira e entre nessa batalha culinária para mostrar aos críticos que você é o dono da melhor Space Cantina!



Guardiões da Galáxia - Rocket Racoon & Groot: Caos na Galáxia


Quando os poderosos Vingadores… Bem, eh, não, este livro não é sobre eles. Na verdade, este livro não é sobre ninguém lá muito famoso. Enfim… Um guaxinim falante e uma árvore que anda entram em um bar… Sim, esta história vai começar assim. No momento não vamos falar de honra, de heroísmo ou sobre as mãos desconcertantemente humanas de Rocket Racoon. Vamos falar sobre um livro além do Universo, sobre uma narrativa incomum e, principalmente, sobre quanta flark pode acontecer quando você resolve se juntar a Rocket e Groot e sua vida desmorona, o Império Kree e a Tropa Novaquerem sua cabeça e, acreditem ou não, tudo isso ainda pode ser o menor dos seus problemas. Acreditem em mim, sou um Gravador Rigelliano. Talvez minha existência dependa somente do quão rápido as insanas, irracionais e inumanas armas de Rocket e a calma destruidora de Groot puderem nos manter vivos. Naves espaciais colidirão e a morte gloriosa será iminente… Um dia no mínimo complicado, em minha sutil opinião. Mas, por algum motivo, parece ser totalmente familiar para os Guardiões da Galáxia.
Título: Guardiões da Galáxia - Rocket Racoon & Groot: Caos na Galáxia
Título Original: Guardians of the Galaxy - Rocket Racoon & Groot: Steal the Galaxy
Editora: Novo Sérculo - Série Marvel
Autor: Dan Abnett
Número de páginas: 416


Um guaxinim e um árvore entram num bar... Eu sei, a frase lembra uma típica piada surrealista mas assim começa a nova aventura, como bem faz questão de lembrar o nosso narrador. Aproveitando o destaque dado aos personagens pelo filme e mesclando com o vasto histórico dos personagens nos quadrinhos, a Marvel encomendou para sua série literária uma louca aventura dessa exótica e carismática dupla pelas mãos de Dan Abnett - responsável pelo livro Vingadores: Todos Querem Dominar o Mundo. O resultado? Exatamente o que diz o título da obra: Caos na Galáxia.
Nossa aventura começa em Xarth Três, um distante planeta nos confins do universo, onde Rocket - guaxinim de mãos desconcertantemente humanas -  e Groot - a árvore humanoide de vocabulário pouco articulado do Planeta X - tentam encontrar um comprador para a carga de zixos (uma fruta estranha intergalática) que transportavam. Mas porque flark eles estão lá, você pode se perguntar. Bom estimado leitor, os Guardiões da Galáxia estão em hiato, o grupo está separado e todos precisam de dinheiro para sobreviver. Não é mesmo? Contudo seria pedir demais deixar que a dupla apenas conseguisse a grana e bebesse seus bons drink em paz.
Quando um grupo de Badoons da Irmandade da Guerra que estão na caçando de um específico Gravador Rigelliano - um robô construído para viajar o universo e reunir conhecimento - começam uma confusão no bar, Rocket é forçado a entrar na briga. Afinal, os flarks Badoons explodiram seu copo de timóteo! 
Motivada pela ganancia - afinal algo que custasse tanto esforço deveria valer algum dinheiro - e talvez um pouco de coração mole, a dupla foge do planeta carregando consigo o gravador. Nenhum dos três sabe qual o motivo da perseguição, nem mesmo o Cara-Gravador desmemoriado, uma coisa é certeza: os Badoons estão longe de ser os únicos interessados nesse segredo. E talvez o futuro da galáxia dependa disso...
Frenético do início ao fim, Guardiões da Galáxia - Rocket Racoon & Groot: Caos na Galáxia é uma divertida Space Opera com fortes influências de filmes da ação e ficção científica, e temperada com aventura, humor e - literalmente - tiro, porrada e bomba! Não se deixe enganar pela presença de um guaxinim e uma árvore na história, morte, sangue e batalhas espaciais são elementos da trama. O clima instantaneamente remete ao filme O Quinto Elemento com seu personagem desmemoriado e as perseguições, mas as referências não param por aí, há muita coisa por aqui. Dan Abnett soube usar e abusar da liberdade dada para o quase desconhecido Universo Cósmico da Marvel e também aproveitar aquilo já criado. Talvez esse seja o livro com mais referências obscuras para os não-fãs dos quadrinhos, mas por se tratar de um universo quase novo e expandido como diversos planetas e raças - como Star Wars - esses detalhes acabam não se tornando importantes para a trama. Saber ou não o que é um Badoon ou quem é Adam Warlock e Pip, o troll, antes de ler o livro é irrelevante. Tudo que você precisa saber, e talvez mais um pouco, é contado pelo narrador da história.
Por falar nisso nobre amigo, é justamente por conta dele que utilizei todos esses artifícios de proximidade e informalidade durante o texto. Com exceção dos capítulos narrados de maneira impessoal, pois o personagem não está presente na cena, todos os capítulos são contados pelo ponto de vista do Gravador Rigelliano 127. A narrativa é fluida, e mesmo nos momentos que envolvem termos e questões cientificas o leitor não fica perdido pois é tudo explicado de maneira simples, sem se arrastar em complexidades. O autor não se perde em descrições desnecessárias, embora se utilize do chiste para formar a personalidade do personagem narrador - inicialmente um chato - e ao decorrer da trama mostrar como a convivência com a dupla fora-da-lei o influência também na narrativa. Fica a cargo do Gravador também o papel de conexão com o leitor, pois a história está sendo contada de forma direta para o leitor, então é normal vê-lo "interagindo" e fazendo referências a cultura da terra para facilitar a assimilação de algumas situações alienígenas.
Se Abnett, já havia mostrado que sabe trabalhar os personagens e o universo Marvel da melhor forma possível em Vingadores: Todos Querem Dominar o Mundo, agora então deixa isso ainda mais em evidência. Os protagonista dão show de entrosamento e apesar das diferenças formam uma equipe balanceada e divertida, e a entrada de Gamora - A Mulher Mais Mortal da Galáxia - na história é fundamental para isso. A pluralidade do cenário é ressaltada a todo instante, seja pelos detalhes alienígenas na arquitetura ou pelo linguajar, com seus flarks palavrões e gírias, ou pela presença das centenas de criaturas, governos e organizações. Não é nada fácil para os nossos heróis ser caçados por Cavaleiros do Espaço, os Impérios Kree e Sh'iar, a Tropa Nova, a Irmandade da Guerra Badoon, a corporação Timely Inc, e a Igreja Universal do Reino de Deus da Verdade.
Com ação desenfreada, bastante humor, batalhas espaciais e fugas alucinantes, mas sem deixar de lado as entrelinhas - as críticas e reflexões - que permeiam os livros de ficção científica, Caos na Galáxia é um convite ao entretenimento e a diversão, uma fuga descompromissada de tramas complexas e  relacionamentos complicados. Acompanhar essa galera nessa jornada é certeza de diversão, Eu sou Groot... quer dizer, eu garanto!



Garota Exemplar


Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo – o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta tons de cinza –, "Garota Exemplar" alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?
Título: Garota Exemplar
Editora: Intrínseca
Autor: Gillian Flynn
Número de páginas: 448


Não foram poucas as vezes em que me deparei com comentários elogiosos sobre Garota Exemplar, principalmente após a estreia de sua adaptação cinematográfica. Frequentemente listado como um thriller psicológico sobre um relacionamento em crise, com narradores dúbios, suspense e muitas meias verdades, logo o best-seller de Gillian Flynn despertou meu interesse.
O livro começa sua narrativa quando Nick Dunne e Amy Elliott Dunne, o casal de protagonistas, estão prestes a completar cinco anos de relacionamento. Como acontece todos os anos naquela data, Nick se prepara psicologicamente para mais uma tradicional caça ao tesouro preparada por sua esposa, em que uma pista sobre algo importante que apenas ela parece se lembrar, leva a outro local onde estaria a pista seguinte, e assim sucessivamente, até que o presente de aniversário de casamento fosse encontrado. Contudo, naquele ano, algo diferente acontece: Amy simplesmente desaparece, pouco depois de Nick sair para o trabalho, pela manhã.
O caso logo chega ao conhecimento da polícia, que se depara com uma cena de crime forjada e uma série de evidências de um casamento conturbado, levando a crer que Nick matara a esposa e se livrara do cadáver. Apenas a convicção de Nick de que jamais agredira Amy e de que as pistas encontradas foram convenientemente deixadas para incriminá-lo sustentam a sua inocência, mas é díficil crer nisto pois ele mesmo se contradiz e se comporta de maneira suspeita…
É dentro deste cenário perturbador de suspense, com reviravoltas e segredos pipocando a todo instante que Gillian Flynn nos conduz numa trama eletrizante, enquanto desenvolve as personalidades de Amy e Nick. A autora realmente construiu personagens críveis e palpáveis, com qualidades e defeitos, que erram e acertam e nos fazem vibrar de expectativa pelo que acontecerá nas páginas seguintes. Os coadjuvantes também encontram o seu espaço, sendo bem construídos e caracterizados. Temos Margo (apelidada de Go), a irmã gêmea de Nick; os pais de Amy que fizeram fortuna com uma série de livros inspirados em sua filha, Marybeth e Rand; a detetive policial Rhonda Boney; o advogado de Nick, Tanner Bolt; o aficionado por Amy, Desi Collings; e até mesmo as apresentadoras de TV Ellen Abbott e Sharon Schieber.
O livro ainda aborda em suas entrelinhas temas atuais e pertinentes como o feminismo, com a presença de uma personagem feminina marcante tanto pela suas próprias convicções quanto por suas ações e postura na trama, o espetáculo e a exploração midiática sobre casos de grande comoção social e as crises financeiras como um dos grandes pivôs das crises conjugais.
Apenas a escolha daquele final me deixou em dúvida. Enquanto parecíamos ser conduzidos por um caminho, uma nova maquinação é posta para funcionar e ocorre mais uma virada corajosa e inesperada por parte da autora. Após tudo o que vimos anteriormente é difícil se convencer de que apenas essa tal virada seja suficiente e se sustente. Estarei errado? O livro termina de forma vaga com relação ao futuro, mas também não deixa de dar algumas boas motivações para que aceitemos o que acontece ali. Não há furos, mas sobram brechas para especulação.
Me aprofundar mais sobre a trama e seus personagens poderia revelar detalhes do enredo e tirar grande parte do fator surpresa que sem dúvida é um dos pontos mais fortes do livro. Quanto menos você souber deles, melhor será sua experiência de leitura. Como raramente leio suspenses e policiais, gostei do livro, da estrutura e comprei grande parte do que me foi contado, mas tenho consciência de que algumas das opções narrativas talvez já não sejam novidade para os mais aficionados pelo gênero, assim como a jornada do herói não é para quem gosta de histórias de fantasia.
Estruturalmente Garota Exemplar é dividido em três grandes Partes, pautadas por momentos de grande virada na trama principal, que vai se alternando em capítulos curtos, narrados por Amy e Nick, a princípio em tempos verbais diferentes. Tal escolha, muito acertada por sinal, faz com que tenhamos as visões particulares de cada um deles sobre o relacionamento e a personalidade do outro. Aos poucos vamos moldando a imagem de cada um dos personagens e tomamos partido de um dos lados para no momento seguinte duvidar do seu caráter. São tantas reviravoltas que não raro perdemos o ar enquanto tentamos desvendar o mistério que cerca o desaparecimento de Amy e descobrir quem está mentindo afinal. O livro possui uma boa diagramação e um ritmo ágil, favorecido tanto pela prosa fluida da autora, quanto pelos capítulos curtos já citados, sendo considerado por isto um page turner genuíno. A tradução ficou a cargo de Alexandre Martins e o livro ganhou uma reimpressão recentemente, além de possuir também uma edição com a capa do filme de 2014.
Garota Exemplar expõe de forma visceral a fragilidade das relações humanas encobertas pela fachada de um casamento bem sucedido com boas doses de sadismo e suspense, numa trama inteligente e intrigante, com personagens densamente construídos e que inevitavelmente vão deixá-lo chocado em algum momento. Para quem gosta de personagens quebrados e histórias levadas às últimas consequências, Garota Exemplar é um prato cheio e faz jus ao sucesso alcançado tanto do público quanto da crítica.


Ilustraverso: John Ariosa

Todo mundo ama uma boa capa, um mapa bem feito e ilustrações apaixonantes, sejam elas em livros, grafic novels, guias ilustrados, para usar de papel de parede ou pelo simples prazer de admirar. Porém nem todo mundo costuma dar a valor a pessoa por trás da arte, mas por sorte aqui é diferente. Quem sabe você não descobre aqui a pessoa que vai ser responsável por aquele presente diferenciado ou para concluir/iniciar aquele projeto que está engavetado: uma HQ ou a capa e ilustrações de um bom livro.
Na sessão Ilustraverso o artista e sua arte tem vez e reconhecimento. A artista da vez é uma ilustrador cada vez mais presente nos jogos de tabuleiro, responsável inclusive pelas artes de Mice and Mystics (sim, aquele mesmo que falamos no podcast). Conheçam a arte de John Ariosa!
John Ariosa é formado em Desenho Industrial e Design de Produtos pela University of Cincinnati DAAP, e tem atuado como ilustrador freelancer destaque no mercado de boardgames.
Com base em Nova York, John já desenvolveu projetos artísticos para algumas das principais empresas de atuação do mercado dos jogos de tabuleiro como Fantasy Flight, Hasbro, Plaid Hat Games. Alguns de seus trabalhos já estão presentes nas versões nacionais de jogos como Bullfrogs, Mice and Mystics e Summoner Wars.
Você pode conferir uma amostra da arte aí embaixo e as galerias no Site da Artista, no ArtStation ou no DeviantArt. Aos interessados em um contato profissional e em obter mais informações, o contato pode ser feito através do email: ariosadeign@gmail.com ou pelo formulário na aba de contato de seu site.