BEM-VINDO VIAJANTE! O QUE BUSCA NO MULTIVERSO?

Lançamento: O Vampiro da Quinta da Boa Vista

O médico e escritor Leonardo Barros anunciou o seu sétimo romance, o primeiro de uma tetralogia, que tem lançamento oficial previsto para 07 de Fevereiro. Mas não é preciso esperar até lá para garantir o seu! A Amazon BR já está divulgando o livro em pré-venda no site e você pode adquirir o seu clicando no link: PRÉ-VENDA - O Vampiro da Quinta da Boa Vista!
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“Sempre me disseram que a paciência é pré-requisito da atividade de escritor, mas o meu ritmo de produção é bem maior que o tempo do mercado tradicional. A espera da análise de títulos e a sua negociação com a editora tornam o processo muito lento. Essa divergência de ritmos acabou gerando uma demanda reprimida”, diz o autor. “E o leitor não pode esperar! Como eu sempre contrato revisor antes de enviar meus originais e como tenho certa perícia na produção de capas, decidi publicar todos os meus originais na Amazon, no formato e-book”.
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O autor também atribui a decisão ao momento delicado em que vive o mercado de livros: “Como autor independente eu posso criar minha própria política de preços. Não dá para ignorar o potencial das promoções e a distribuição mundial e imediata que o site proporciona”. 
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Em O Vampiro da Quinta da Boa Vista, o lobisomem Dotan e seu filho Lucius, protagonistas do livro anteriormente lançado pelo autor, voltam para conduzir essa instigante história cheia de aventura, ação, suspense e investigação sobrenatural (e, claro, se tratando de um romance do Leonardo Barros, um toque de sensualidade). 
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“O Vampiro da Quinta da Boa Vista não é uma sequência de O Vampiro Imperador, apesar de ter personagens em comum. São livros de um mesmo universo, que, devido à linha temporal e à imortalidade de alguns personagens, acabam por trazer referências mútuas e obrigatórias. O Vampiro da Quinta da Boa Vista pode ser lido antes de O Vampiro Imperador, sem nenhum prejuízo. Cada livro tem sua trama e sua unidade narrativa”.
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Quanto à expectativa dos leitores para os outros livros da série, o autor revela: “Muitas pessoas têm medo de começar uma série que nunca termine, mas os três livros que darão sequência aO Vampiro da Quinta da Boa Vista já estão escritos e serão lançados na Amazon a intervalos regulares de 60 dias. Toda a série vai estar disponível até agosto”.
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Confira abaixo a Capa e Sinopse do livro, e logo depois conheça mais sobre o autor:
Em 1821, Londres é o paraíso dos vampiros que se banqueteiam com o sangue de bêbados e prostitutas, se escondem nas sombras dos becos e em meio à névoa das ruas mal iluminadas. Dotan, um lobisomem poderoso e imortal, dedica sua existência a caçá-los e conta com a ajuda de Lucius, seu filho adotivo, um vampiro que se nega a atacar humanos, mas se alimenta de outros bebedores de sangue.
Ao descobrir que a maioria dos vampiros londrinos está migrando para o Brasil, uma colônia conhecida por dias longos, quentes e ensolarados, Dotan e Lucius decidem averiguar.
Neste primeiro volume da série Terra Prometida, pai e filho iniciam sua investigação sobrenatural e procuram aliados. A colônia é muito mais agitada e perigosa do que imaginavam: há bebedores de sangue em São Paulo e um ardiloso vampiro leitor de mentes vive no Rio de Janeiro, nas proximidades do Palácio da Quinta da Boa Vista.
Viaje pelo Brasil colonial e conheça um mundo que os livros de História omitiram de você: a sombria e lasciva Terra Prometida, onde se escondem alados, telepatas e ninfas capazes de produzir um leite negro que vicia e escraviza mortais!

Leonardo é autor de livros de suspense como o celebrado Presságio – O assassinato da Freira Nua (Resenha - Aqui) e O Maníaco do Circo (Resenha - Aqui).
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O autor descreve seu processo criativo como uma combinação de planejamento, inspiração e disciplina. “Não conseguiria escrever de outra forma: aproveito os momentos de grande inspiração e me tranco para criar os resumos do livro e de seus personagens. Nos dias seguintes, estudo o que escrevi e acrescento novos detalhes, mudo um cenário, uma característica de um personagem ou acrescento um novo final. O resto do processo se resume à disciplina. Sentar, escrever, revisar, editar...”


Seraphina


Décadas de paz pouco fizeram para diminuir a desconfiança entre seres humanos e dragões no reino medieval de Goredd. Criaturas extremamente inteligentes que podem assumir a forma humana, os dragões frequentam a corte como embaixadores e usam sua mente racional e matemática em universidades, como estudiosos e professores. No entanto, à medida que o aniversário do Tratado de Paz se aproxima, o clima começa a ficar perigosamente tenso. Seraphina Dombergh, uma garota de 16 anos com grande talento para a música, tem um terrível segredo e razões para temer humanos e dragões. Ela se torna assistente do compositor da corte justo quando um membro da família real é encontrado morto, devido a um ataque muito ao estilo dos dragões, isto é, com a cabeça arrancada a mordidas. Seraphina, com sua inteligência e senso de humor ácido e feroz, passa a colaborar com as investigações, ao lado do capitão da Guarda da Rainha, o sagaz e encantador Príncipe Lucian Kiggs. Enquanto eles começam a encontrar pistas de uma trama sinistra para destruir a paz, a fachada cuidadosamente construída por Seraphina começa a desmoronar, tornando cada vez mais difícil manter seu segredo, cuja revelação seria catastrófica em sua vida.
Título: Seraphina - A Garota Com Coração de Dragão
Autor (a): Rachel Hartman
Editora: Jangada
Número de páginas: 384


Devo iniciar essa resenha com uma confissão: dificilmente acredito naqueles elogios e destaques que estampam a quarta-capa de uma publicação. Independente de quem os assine. No entanto devo afirmar que o que encontrei em Seraphina vale muito mais do que os elogios ali estampados conseguem dizer.
A história se passa no reino medieval de Goredd, onde seres humanos e dragões convivem em aparente harmonia há décadas, desde a assinatura do Tratado de Cormont que garantiu a paz entre as espécies. Os Dragões se assemelham fisicamente àqueles apresentados em nossos contos de fantasia, mas são extremamente racionais - consideram emoções dispensáveis (o que torna o caso de Seraphina ainda mais especial) - e conseguem tomar a forma de homens e viver juntos em sociedade. Nos reinos humanos são identificados pelo uso de um sino e não devem voltar à sua forma de dragão, a menos que autorizados.
Neste livro você vai conhecer Seraphina Dombergh, uma talentosa garota que aos 16 anos é a Assistente de Mestre de Música do castelo e Tutora da Princesa Glisselda, mas que possui um terrível segredo e razões para temer humanos e dragões.
Às portas da comemoração pelos 40 anos de paz entre os dois seres e chegada do Ardmagar (chefe de Estado dos Dragões), o Príncipe Rufus é encontrado morto com a cabeça arrancada de maneira misteriosa. A harmonia é desequilibrada e a tensão entre os povos se torna mais evidente. O clima começa a ficar perigosamente tenso e Seraphina passa a colaborar com as investigações, ao lado do capitão da Guarda da Rainha, o Príncipe Lucian Kiggs. Durante essa jornada que pode destruir a paz entre humanos e dragões, a fachada cuidadosamente construída por Seraphina começa a desmoronar, tornando cada vez mais difícil manter seu segredo, cuja revelação seria catastrófica em sua vida.
Em seu primeiro romance Rachel Hartman nos apresenta um cenário fantástico rico e encantador, recheado de personagens fortes e carismáticos, com uma trama envolvente e prazerosa. Não se trata apenas de uma história de fantasia com mistérios e intrigas, mas sobre aceitação e evolução pessoal de uma jovem perdida em meio a um mundo dividido. Existe traição, segredos, intrigas e falsidade, mas também existe espaço para amor, amizade e lealdade.
A narrativa, muito bem construída pela autora, é conduzida em primeira pessoa pela personagem protagonista tornando-a o nosso vínculo maior com aquela nova realidade. A autora faz um excelente uso das caraterísticas da personagem, como uma visão bastante racional das coisa para entrar nos detalhes que cercam a sociedade, os reinos e as pessoas de seu mundo fantástico. Mas mesmo se assim não o fosse, seria muito difícil não se apegar a Seraphina e esperar por cada passo nessa jornada de autodescoberta e crescimento. Existem outros personagens tão cativantes e interessantes quanto na trama, é claro, mas sua inteligência, senso de humor ácido e língua afiada roubam a cena na maior parte do tempo.
Dentre os personagens que conhecemos mais a fundo alguns se destacam por personalidade, importância e presença como a vívida Princesa Glisselda, o apaixonante Principe Kiggs, e o reservado, porém encantador, Tio Orna. Um outro grupo se destaca por uma característica peculiar. Por conta de sua natureza, Seraphina precisa lidar com seres estranhos que povoam seus pensamentos, e através de meditação constrói um lugar em sua mente para mantê-los longe. Contudo o Jardim dos Grotescos precisa ser visitado todos os dias, para evitar dores de cabeça e ataques epiléticos. E nessas visitas conhecemos o simpático Morcego das Frutas, a Senhora Exigente e inventivo Sujeito Barulhento.
Como nem tudo é perfeito, confesso que a princípio o livro demorou a prender muito minha atenção. As primeiras páginas logo entregam que há muita história a ser contada e o ritmo da leitura se torna meio lento, mas conforme as páginas avançam, se estabelece um ritmo mais ágil e gostoso de se lidar. Portanto não desista ao primeiro percalço, a recompensa aguarda logo em seguida.
A Editora Jangada re-publicou recentemente o livro com um novo trabalho gráfico e arte ainda mais bonita que o anterior. Além disso a edição traz um glossário de termos, um "cast" dos personagens  e um capítulo extra (que é basicamente um conto) que traz a história da Audição de Seraphina ao cargo de Assistente de Mestre de Música o e Tutora da Princesa.
Por fim, ouso voltar a quarta-capa deste livro e parafrasear a citação do autor Christopher Paolini dizendo: Seraphina é um romance de estreia impressionante e mal posso esperar para ver o que Rachel Hartman tem a escrever. Uma leitura mais que recomendada para os amantes de histórias envolventes, independente de que gênero ela pertença!

O Fim da Eternidade

Andrew Harlan é um Eterno: membro de uma organização que monitora e controla o Tempo. Um Técnico que lida diariamente com o destino de bilhões de pessoas no mundo inteiro: sua função é iniciar Mudanças de Realidade, ou seja, alterar o curso da História. Condicionado por um treinamento rigoroso e por uma rígida autodisciplina, Harlan aprendeu a deixar as emoções de lado na hora de fazer seu trabalho.
Tudo vai bem até o dia em que ele conhece a atraente Noÿs Lambent, uma mulher que abala suas estruturas e faz com que passe a rever seus conceitos, em nome de algo tão antigo quanto o próprio tempo: o amor. Agora ele terá de arriscar tudo - não apenas seu emprego, mas sua vida, a de Noÿs e até mesmo o curso da História.
Da extensa obra de Isaac Asimov, "O Fim da Eternidade" (publicado originalmente em 1955), junto com a série "Fundação e The Gods Themselves", está entre os melhores livros escritos pelo autor, e é considerada uma das mais bem-sucedidas histórias de viagem no tempo.
Título: O Fim da Eternidade
Autor: Isaac Asimov
Editora: Aleph
Lançamento: 2007
Páginas: 255


Sempre tive aquela curiosidade latente para ler as obras de Isaac Asimov, em grande parte por conhecer seus famosos robôs positrônicos e as leis da robótica muito antes de ter tido a oportunidade de ter algum de seus livros em mãos. Ano passado após ler, aqui no Multiverso X, uma resenha sobre aquela que é provavelmente a sua obra mais famosa, - Eu, Robô - decidi pagar essa velha dívida comigo mesmo e adentrar de vez o universo asimoviano. Obviamente fiquei fascinado com a forma como ele trabalhou seus robôs e logo fui atrás de mais! Mas curiosamente a segunda obra dele que leio e que é tema desta resenha não tem nenhum ser positrônico nela, tratando muito mais da própria humanidade sob um viés filosófico hipotético extremamente bem embasado e profundamente tocante.
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Em O Fim da Eternidade Isaac Asimov desenvolve uma surpreendente história sobre viagens no tempo, modificações induzidas conscientemente na realidade e alterações no futuro e de como o despertar de uma paixão põe em risco a existência da própria Eternidade.
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A Eternidade aqui não é o mesmo conceito de um tempo que dura para sempre, mas sim uma organização burocrática, situada fora dos limites do tempo e que controla as viagens temporais e o desenvolvimento da humanidade ao longo de incontáveis Séculos. A sociedade que forma a Eternidade é dividida em castas hierarquicas conforme a função que desempenham e é composta majoritariamente por homens, também chamados de Eternos. Alguns dos Eternos são Observadores, encarregados de estudar meticulosamente os séculos aos quais são designados e enviar relatórios sobre as variáveis daquela sociedade. Outros são os Técnicos, estes efetivamente decidem o quê, quando e como mudanças nas realidades dos séculos serão introduzidas a fim de se evitar catástrofes sociais (que variam desde uma guerra atômica, até a explosão do uso de drogas por exemplo) beneficiando ao longo prazo uma maior parcela daquela sociedade. Além da Manutenção, os homens que mantém a estrutura da Eternidade em funcionamento e dos Computadores, os gestores políticos que detém a palavra final sobre todas as decisões relativas à ela, aos Séculos e às Realidades. Há ainda os Tempistas, as pessoas comuns que habitam os Séculos e não fazem parte da Eternidade e os Análogos, que são Tempistas modificados por alterações de realidade induzidas pela Eternidade. Parece complicado mas conforme as páginas do livro avançam os papéis e as funções ficam mais claros e você os compreenderá naturalmente.
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O protagonista, Andrew Harlan, é um dos melhores Técnicos da Eternidade e ele se vê num grande dilema ao conhecer Noÿs Lambent e experimentar pela primeira vez um grande amor. Isto o faz repensar e questionar toda a sua vida, e tudo aquilo que ele e a Eternidade são.
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É incrível a quantidade de tópicos filosoficamente relevantes levantados num livro tão curto: poderia o amor de um homem por em risco a existência de toda a Eternidade e dos Séculos sobre os quais ela exerce influência? O que aconteceria se você voltasse no tempo e se encontrasse consigo mesmo? Podendo viajar no tempo para trás e para frente, quão curioso você seria para buscar um descendente evoluído da sua própria espécie e o quão arriscado isto poderia ser? Que implicações teriam as mudanças introduzidas no passado, em Séculos seguintes? Quem decide como essas mudanças serão feitas e com que direito? Por que almejamos tanto explorar o espaço e deixar o conforto da Terra, partindo rumo às estrelas? Mesmo com tudo isto e sendo uma obra de ficção complexa, O Fim da Eternidade não requer grandes conhecimentos científicos para ser lido e o que é preciso para entendê-lo é explicado em suas páginas sem prejudicar a narrativa.
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Narrado em terceira pessoa e não obedecendo uma sequência linear, a trama vai sendo construída aos poucos com muitos momentos de virada. Até a última página você não tem nenhuma certeza de como tudo aquilo vai terminar e é incrível a capacidade do autor de costurar uma trama tão elaborada, tão rica em detalhes e ao mesmo tempo capaz de prender seu leitor do início ao fim como em alguns dos melhores suspenses.
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O Fim da Eternidade é sem dúvida alguma uma leitura indispensável para fãs de ficção científica, de tramas bem construídas e de livros com conteúdo. Ouso dizer que é ainda mais impactante que Eu, Robô apesar de não deter a mesma popularidade. Enfim, é a prova inegável de que Asimov soube brincar de Deus. Recomendo!


Perdido em Marte - O Filme


O astronauta Mark Watney (Matt Damon) é enviado a uma missão em Marte. Após uma severa tempestade ele é dado como morto, abandonado pelos colegas e acorda sozinho no misterioso planeta com escassos suprimentos, sem saber como reencontrar os companheiros ou retornar à Terra.
Título: Perdido em Marte
Título Original: The Martian
Lançamento/Duração: 2015 - 144 minutos
Gênero: Aventura/Drama/Comédia/Sci-Fi
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Drew Goddard - Baseado na Obra de Andy Weir
Elenco: Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig, Jeff Daniels, Michael Peña, Sean Bean, Kate Mara, Sebastian Stan, Aksel Hennie, Chiwetel Ejiofor.



Quando disse ao fim da resenha do livro - postada minha coluna no blog da minha noiva, o Coisas de Meninas - que terminei a leitura e fui correndo ver o filme não foi apenas força de expressão. Perdido em Marte foi um livro que me prendeu do inicio ao fim, é obvio que minhas expectativas para a adaptação cresceram por conta disso. Além disso todas as críticas positivas e indicações à premiações me diziam que não dava para esperar mais.

Respeitando o roteiro criado por Ady Weir, mas acrescentando seu toque pessoal à obra, o diretor Ridley Scott, nos entrega mais um filme com seu tradicional padrão de qualidade. Embora seja linear e previsível em certos pontos, a história transcorre o mais realista possível. Todo o clima que torna o livro tão contagiante e envolvente está presente, com um pouco menos detalhes sobre as soluções científicas que o tornam pouco atrativo para algumas pessoas.
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As personagens presentes na trama são construídos e apresentados de maneira rasa, mas é dado ao expectador o suficiente para sentir o peso do drama e tensão envolvendo toda a questão. Os atores desempenham e muito bem seus papeis, mas sem algum destaque realmente digno de um prêmio. Os núcleos tem seus momentos e a divisão de tempo de tela facilita para que a narrativa não seja unilateral.
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As principais modificações em relação ao livro são cortes (muitos perrengues ficaram de fora) e adaptação da estrutura narrativa. Os diários de Whatney existem, mas são bem reduzidos. As partes da terra e tripulação são reorganizadas para dar maior dinâmica, e há um final após a conclusão dada no livro. Um único personagem sofre alterações físicas que é o Venkat Kapoor. De indiano, tornaram-no Vincente Kapoor, um homem negro que tem ascensão Hindu.

Como já é de esperar, os efeitos visuais do filme são extremamente bem trabalhados e isso inclui toda a parte prática e digital. O trabalho de fotografia é primoroso e nos entrega belas imagens a todo o instante. A trilha sonora do filme é bastante marcante, tanto a OST (Original Soundtrack - Trilha Original) quanto a Trilha Musical.
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Não é de se espantar que Perdido em Marte tenha recebido sete indicações ao Oscar dada a qualidade técnica e empenho em manter a obra fiel ao original. Ridley Scott e sua equipe fizeram um excelente trabalho entregando um filme  bem humorado, inteligente, cientificamente plausível como precisava ser. Em suma; um filme altamente recomendado.



Audioverso: O Violino Contagiante de Lindsay Starling

Essa não é uma sessão que dá muito as caras aqui no blog, mas não se assuste se vez ou outra encontrar uma postagem como essa. Já utilizamos esse espaço em outras oportunidades para falarmos de podcasts, mas Universo da música e produções audiofônicas é tão apaixonante quanto o da literatura, do audiovisual e das artes ilustradas, e portanto merece também o seu espaço no Multiverso X.
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Tal qual na sessão Ilustraverso o artista e sua arte tem vez e reconhecimento aqui na Audioverso. A artista da vez é violinista performática de mão cheia e bem conhecida por suas interpretações de temas dos videogames e suas músicas com pegada dubstep. Conheçam o trabalho de Lindsey Stirling!
Lindsey Stirling é uma violinista, dançarina e compositora nascida na Califórnia, Estados Unidos, e ficou conhecida por em 2010 participar na quinta temporada do programa America Got Talent. No programa, onde ficou conhecida como Violinista Hip-Hop por suas performances com dança e violino, chegou até as quartas de final, apesar de reconhecerem o talento da mesma.
O sucesso veio para Lindsey com seus vídeos no Youtube com as suas apresentações solo, com composições próprias (de excelente qualidade) e versões de músicas famosas de games, séries e cultura pop no geral. 
Seu álbum de estreia acumula mais de 100 milhões de visualizações em seu canal, seu álbum já vendeu mais de 500 mil cópias nos EUA, sem ajuda de nenhuma grande gravadora, já gerou um Disco de Platina na Alemanha e Disco de Ouro na Polônia e Suíça e a artista já alcançou 1º lugar em Dance/Eletrônica e Música Clássica da Billboard e 22ª posição no Top 200 da Billboard.
Você pode conferir uma amostra da arte aí embaixo e mais em seu canal do Youtube e também no Spotfy.



Os Filhos de Anansi

Charlie Nancy tem uma vida pacata e um emprego entediante em Londres. A pedido da noiva, ele concorda em convidar o pai para seu casamento e fazer disso uma tentativa de reaproximação, já que há vinte anos os dois não se falam. Enquanto isso, no palco de um karaokê na Flórida, o pai de Charlie tem um ataque cardíaco fulminante. A viagem de Charlie até os Estados Unidos para o funeral acaba se tornando a jornada de uma nova vida. Charlie não tinha ideia de que o pai era um deus. Menos ainda de que ele próprio tinha um irmão. Agora sua vida vai ficar mais interessante... e bem mais perigosa. Embrenhando-se no território de lendas e deuses pagãos, a poderosa narrativa de Neil Gaiman leva o leitor a mergulhar nessa história fantástica e bem-humorada sobre relações familiares, profecias terríveis, divindades vingativas e aves muito malignas.
Título: Os Filhos da Anansi
Autor: Neil Gaiman 
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 238


Curioso como se forma um certo pré-conceito sobre determinados livros antes mesmo de lê-los. Confesso que tinha um certo receio de ler Os Filhos de Anansi, por achar que seria um livro pesado demais em referências obscuras, dramático demais por lidar com relações familiares e talvez até um pouco assustador e inquietante pelas referências aracnídeas na capa e na sinopse. Como estava errado! E que livro divertido e hilariante!
Em sua trama principal, o livro vai contar a história de Charlie Nancy, um típico londrino comum que está prestes a se casar quando recebe a notícia de que seu pai falecera. A relação entre os dois nunca foi das melhores, Charlie nunca se sentira à vontade na presença do pai, sentia-se constrangido o tempo todo com o jeito de ser despreocupado e displicente do velho sr. Anansi. Esta fatalidade ainda trará mais surpresas para o nosso protagonista. Ele não só descobrirá que tem um irmão, o extrovertido Spider, que nunca conhecera como também que ambos são descendentes de um deus, sendo portanto deuses também. Tudo isso trará inúmeros problemas para a vida de Fat Charlie, apelido dado por seu pai e que ele odeia com todas as forças, mas também o fará trilhar um caminho de autodescoberta, superação e mudanças.
O homem comum, apegado ao próprio cotidiano, sem grandes potenciais e maiores ambições que vê sua vida mudar diante da descoberta do sobrenatural e do fantástico é um tema recorrente nos livros de Neil Gaiman. À princípio Fat Charlie é muito parecido com outros de seus protagonistas como Tristan Thorn de Stardust e com Richard Mayhew de Lugar Nenhum. Há muitas semelhanças também com a forma como Fat Charlie e outros personagens de Neil Gaiman adentram nesta realidade mágica que permeia quase todas as suas histórias, mas nesta o fio condutor se fixa mais numa linha de surrealidade cômica. Fat Charlie faz uma ótima ponte entre nós e esta nova realidade e há um esforço no texto para torná-lo um personagem cativante logo nas primeiras páginas. Me identifiquei muito com o fato dele se sentir constrangido pelas atitudes e comportamentos de seu pai. Não raro também sinto aquela pequena dose de vergonha alheia dos meus familiares, bem como eles também devem sentir de mim, pois acredito que isso seja comum a todos nós em maior ou menor grau.
Além dos protagonistas da família Anansi, destaco também os coadjuvantes que mesmo tendo sido representados de forma caricata para realçar aspectos cômicos, conseguem ser marcantes e experimentar dilemas próprios, cada um à seu modo: temos Grahame Coats, chefe de Fat Charlie, cujos diálogos são todos compostos pelas frases mais clichês que você conseguir lembrar, a Sra. Noah, futura sogra de Fat Charlie, que é tão rígida e apegada a sua própria realidade que até mesmo um Deus teria dificuldades para tentar dobrá-la, Rosie, a namorada de Charlie cuja bondade e vontade de fazer o bem e o certo podem colocar todos a sua volta em situações embaraçosas, a velha Sra. Higgler que assim como eu, bebe literalmente baldes de café, além de Dayse e Maeve Livingston que num arroubo de protagonismo rouba os holofotes num momento crítico!
Confesso que não conhecia nenhuma história do Anansi mitológico antes de ler este livro. Quase sempre descrito como uma aranha inteligente e ardil, ele é personagem e protagonista de várias histórias folclóricas do continente africano e achei positiva a escolha do autor em explorá-lo neste livro. Várias das pausas na narrativa são usadas para contar algumas destas histórias de Anansi, que lembram muito aquelas populares fábulas de animais, e servem para fundamentar o comportamento de vários dos personagens, principalmente os da família Anansi e os outros "deuses animais" que em algum momento no passado já foram trapaceados pelo velho deus aranha. Além destas raízes mitológicas, o livro também é pontuado por muitas referências à própria cultura pop. Há cenas que lembram filmes, outras que lembram livros, shows de TV dos anos 90 e principalmente a música! Por todo o livro canções são referenciadas ou mencionadas diretamente e acredito que seja uma ótima experiência de leitura ler o livro ao som delas de fundo. (Você pode ouvir algumas delas nesta playlist aqui)
É um livro curto, com uma narrativa fluida em terceira pessoa e com apenas 14 capítulos, cujos títulos são bem criativos e até dão pequenos spoilers do que vão contar, tais como "Capítulo Nove: No qual Fat Charlie atende à porta e Spider encontra flamingos" e "Capítulo Treze: Que acaba sendo desfavorável para alguns". A edição mais recente é da Intrínseca e possui uma capa texturizada que é uma delícia de ser manuseada, como extras traz um capítulo inédito e dois textos exclusivos de Neil Gaiman, um sobre sua experiência de escrever sobre os EUA sendo um autor britânico e outro onde ele nos revela de onde tira as suas ideias! Este último imperdível! Filhos de Anansi também possui uma das melhores dedicatórias de todos os tempos, na qual o autor dedica este livro à você, leitor! Não poderia ser melhor!
O fantástico e o mudando se alternam e se deformam durante a leitura. Viagens dimensionais, rituais e deuses cujas formas não podem ser determinadas com exatidão, coexistem e te levam a ter uma experiência surreal com a realidade urbana que estamos acostumados. Essa talvez seja uma das grandes sacadas de Neil Gaiman. É como se o autor o convidasse a suspender toda a sua descrença, convencendo-lhe a dançar no ritmo de uma canção e a deixar que ela lhe conduza pelo grande palco da história. Em seus livros nada é absurdo demais, insólito demais, mágico demais... tudo é literalmente possível e, ainda assim, é capaz de soar incrivelmente coerente!
Já vi e li algumas críticas negativas para este livro, mas eu realmente apreciei a leitura, me diverti em cada parágrafo e se havia defeitos nele, eu estava tão envolvido (absorto até) com a história, rindo de Fat Charlie e de mim mesmo, que sinceramente não percebi e não fizeram diferença. O livro também é tido como uma continuação de Deuses Americanos, mas apesar de haver certas semelhanças entre eles, as tramas são independentes um não requer a leitura de outro. Recomendo Os Filhos de Anansi sobretudo para quem procura uma leitura leve, despretensiosa e divertida.


Financiamento Coletivo: Alastair 1932

Titulo: Alastair 1932
Produtora: Independente
Criação: A. Koben
Tipo: Literatura


"Após perder seu pai, um garoto de Guaratinguetá recebe visões tenebrosas que podem definir o desfecho de toda revolução civil de 1932" 
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Esse pequeno trecho é a síntese do enredo trazido a tona pelo escritor de Scifi e fantasia A. Koben em seu primeiro romance. O autor já foi premiado em um concurso mundial patrocinado pela Intel, que resultou em uma publicação do conto “A cor dos seus olhos” em inglês.
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Na obra você vai encontrar mistérios que envolvem personagens famosos, como Santos Dumont e descobrir novos nomes que vão encantar a todos com sua profundidade dramática. Como o Tenente Tristam dos Anjos, um verdadeiro herói que saiu de uma vida sofrida no Nordeste para encontrar no meio de seus inimigos do exército paulista, um verdadeiro amor.
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O autor mistura ficção e realidade para criar um background sombrio, trazendo novos significados aos fatos que marcaram o combate.

A. Koben é o pseudônimo de Ale Santos. Game writing e designer de narrativas do Board Game Selene The Fantasy, autor do livro "Narrativas interativas: O legado dos jogos de RPG", juiz da edição brasileira do concurso de SCIFI "Tomorrow Project" da Intel e autor do conto "A Cor dos seus Olhos" que foi lançada, na antologia mundial publicada nos EUA.
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Já palestrou sobre roteiros de jogos em eventos da saga School of Art Game and Animation de Guarulhos e na terceira edição do Fórum Transmídia. Criador e editor do blog RPG Vale, premiado 4 vezes como Top Blog profissional de games.
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Este ano foi selecionado para a antologia "Criaturas do Submundo" da editora Wish e atualmente é um dos autores da Storytellers Brand'Fiction, o primeiro escritório de Innovative Storytelling do Brasil.


Para que o sonho de publicar este livro se torne realidade, você é convidado a fazer parte da campanha de financiamento coletivo da obra na plataforma Bookstart!
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Para quem não conhece (ou não acompanha as postagens que fazemos sobre FCs), o funcionamento de um financiamento coletivo é simples: os objetivos são esclarecidos na página da campanha e as recompensas são apresentadas, o apoiador escolhe entre as possibilidades com quanto irá contribuir já sabendo qual será a sua recompensa. Quando a meta não é alcançada o dinheiro é devolvido, e em algumas campanhas quando o valor estipulado é ultrapassado metas extras bonificam aqueles que contribuíram (não necessariamente todos, isso varia de recompensa para recompensa e de campanha para campanha).
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Para participar do financiamento de Alastair 1932, basta escolher um dos pacotes de recompensas disponíveis, com valores entre R$30 e R$ 400 (especial para lojistas), que dão direito a recompensas variadas como marcador de página, contos do autor, livro físico e digital (epub e pdf), sketch book, álbum digital com 22 músicas instrumentais, e até depoimento na contracapa do livro.  Basta escolher o apoio que contemple aquilo que seja do seu interesse, tudo com frete grátis.
A campanha ficará disponível por 60 dias no Catarse (a contar de 08/10) e tem entrega de recompensas prevista para Julhol de 2016. Agora que você já está por dentro de tudo confira a página do projeto no Bookstar (https://www.bookstart.com.br/pt/Alastair) e descubra mais informações sobre o livro: quais exatamente são as recompensas, detalhes sobre como seu dinheiro será investido, artes, etc.
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Apoie, divulgue, e esteja pronto para encarar um Brasil dark fantasy!


Financiamento Coletivo: Possessão Arcana






Titulo: Possessão Arcana
Produtora: Sherlock S.A
Criação: Thiago H. Ferri
Tipo: Dungeon Clawler/Exploração/Cooperativo


Muitas pessoas acham que nós, seres humanos, vivemos em um mundo paralelo ao plano espiritual, onde existe o bem e o mal, anjos e demônios. E elas sempre estiveram certas!
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Em breve, todos poderão testemunhar a verdadeira força demoníaca que vem consumindo nosso mundo, mas também se surpreenderão com um pequeno grupo de pessoas, com poderes mágicos, que lutam constantemente pela nossa sobrevivência. Afinal, essa é a premissa do novo jogo de tabuleiro nacional, que tem como autor, o paranaense designer gráfico e publicitário, Thiago Henrique Ferri.
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Possessão Arcana é um jogo de tabuleiro, onde os heróis vão criando o caminho da sua aventura conforme ela se desenrola, e claro, enfrentado seus inimigos e imprevistos. E antes que você se pergunte, que tipos de inimigos enfrentarão, precisa primeiro decidir se está preparado. Uma grande variedade de demônios invadirão o plano terrestre, desde diabretes até lordes supremos do sub-mundo. Cabe a você e seus companheiros, enfrentarem estes demônios juntos e os enviarem de volta ao Inferno.
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Como jogador, você poderá escolher entre alguns personagens heróis, que dominam a arte da magia arcana. Através dessa magia, eles utilizam poderes letais e diferenciados, e o melhor, cada um com seu próprio Familiar, uma espécie de animal de estimação treinado para lutar ao seu lado.
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Mas, tudo tem seu preço. Manipular a magia arcana sem controle pode ter seu efeito inverso e você pode ficar possuído por ela. Uma vez possuído, você precisará lutar contra os heróis e a favor dos demônios, se quiser vencer a partida. Mas, nem tudo está perdido, seus amigos podem juntar forças para tentar reverter sua possessão e te trazer de volta à realidade.
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Possessão Arcana é um dungeon crawler com progressão de personagens, gerenciamento de cartas, rolagem de dados e claro, muita diversão. Para conseguir visualizar de forma mais clara você pode fazer o download do Manual de Regras do Jogo, ou se preferir e tiver tempo, pode assistir ao vídeo (clicando no link a seguir) produzido pelo pessoal do Covil de Jogos que ilustra o funcionamento da partida. Mas para garantir o seu exemplar por enquanto só há uma maneira e sua colaboração é fundamental...

Para quem não conhece, o funcionamento de um financiamento coletivo é simples: Os objetivos são esclarecidos na página da campanha e as recompensas são apresentadas, o apoiador escolhe entre as possibilidades com quanto irá contribuir já sabendo qual será a sua recompensa. Quando a meta não é alcançada o dinheiro é devolvido, e em algumas campanhas quando o valor estipulado, é ultrapassado metas extras que bonificam aqueles que contribuíram (não necessariamente todos, isso varia de recompensa para recompensa e de campanha para campanha).
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O projeto do jogo Possessão Arcana entrará em financiamento coletivo pelo Kickante (www.kickante.com.br/possessaoarcana), para arrecadar através dos apoios dos gamers e entusiastas, a meta de 23 mil reais. A campanha será do tipo 'tudo ou nada', ou seja, se durante os 2 meses de campanha o valor total for atingido, o jogo irá para a produção e todos os apoiadores receberão suas recompensas. Caso a meta não seja atingida, todos recebem de volta o valor investido.
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A campanha vai disponibilizar tipos diferentes de apoios, com valores diferenciados, para atender a todos os interessados. Por exemplo, para quem quiser apoiar o projeto e receber o jogo completo deverá investir R$ 195,90 (R$ 185,90 para os primeiros 20 apoiadores). Ainda serão disponibilizados com valores à parte, conteúdos extras, como torre de dados, camisetas, canecas, e outros. Para não perder nenhuma promoção desta campanha e acompanhar a contagem regressiva para o lançamento do jogo, participe agora do evento facebook: https://www.facebook.com/events/210924632582471/
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Agora que você já está por dentro de tudo, anote na sua agenda: dia 20 de janeiro, a partir das 12 horas, Possessão Arcana inicia sua campanha para se tornar uma realidade. Não esqueça de conferir a página do projeto para descubrir mais informações sobre o jogo: quais exatamente são as recompensas, detalhes sobre como jogar, quais são os extras, os recursos adicionais, etc.
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Apoie, divulgue e prepare-se para para impedir o colapso do mundo, mas sem perder o controle!


Limbo

O Limbo é para onde todas as almas vão após a morte. Além de humanos, deuses esquecidos e espíritos lendários também vagam pelo plano. Muitas almas sabem exatamente onde estão e por que; a maioria, entretanto, ainda tem a impressão de estar viva. A morte é um hábito difícil de se acostumar.
Um dos espíritos residentes no Limbo acorda sem nenhuma lembrança de sua identidade. Ele descobre que a Terra está prestes a ser destruída pelos próprios humanos e fica encarregado de enviar doze almas heroicas de volta. Elas reencarnarão no plano dos homens e tentarão reverter o quadro apocalíptico.
Contudo, poucas almas encaram o retorno com bons olhos. O espírito deve, então, forçá-las. Armado, de preferência. Assim, resolve visitar um velho amigo: Azazel, anjo ferreiro e primeiro escolhido da lista.
O espírito descobre mais sobre quem realmente é, ouve uma versão completamente diferente sobre a rebelião dos anjos e é presenteado com uma surpresa de péssimo gosto.
LIMBO mistura elementos e referências de videogames, RPGs, HQs, animes, mangás, filmes, séries e livros. De Lovecraft a Final Fantasy, é uma homenagem às influências que marcaram o autor.
Título: Limbo
Autora: Thiago d'Evecque
Editora: Amazon Publishing/ Publicação Independente
Número de Páginas: 165
Sou fascinado por livros que abordam e brincam com mitologias tradicionais. São uma ótima forma de se conhecer traços de culturas diferentes além de enriquecerem a nossa própria bagagem de histórias. Em Limbo, seu livro de estreia, Thiago d'Evecque mostra um incrível potencial para trabalhar com estes elementos, criando um universo de fantasia coerente, variado e bem estruturado numa trama envolvente com a mesma maestria de um Spohr ou Gaiman.
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Limbo conta a jornada de um espírito recém desperto e desmemoriado imbuído da missão de escolher doze entre todas as almas que vagam pelo Limbo e enviá-las de volta à Terra com a finalidade de ensinar as suas mais nobres virtudes ao ser humano que se degradou a um ponto extremo e está a beira de se extinguir num apocalipse eminente.
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O Limbo é uma espécie de dimensão paralela para onde vão os deuses esquecidos, seres mitológicos e almas condenadas. Lar abrangente de criaturas de diferentes culturas e épocas, lá é possível encontrar desde as criaturas dos mitos de Cthulhu, da mitologia judaico-cristã, deuses gregos, nórdicos, hindus, africanos e asiáticos, e até figuras possivelmente históricas como o rei Arthur e a Sherazade das Mil e Uma Noites.
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O maior problema para o protagonista é convencer estas almas heroicas a voltar. Nem todas estão dispostas a isto pelos mais diversos motivos. Uns já estão cansadas da humanidade, outros acham que já cumpriram a sua missão... Assim, após esgotar seus argumentos, inevitavelmente o protagonista terá de recorrer à força para cumprir com êxito a sua missão. Não há escolha.
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Em sua jornada pelo Limbo, o protagonista é acompanhado de uma arma espiritual com personalidade própria apelidada de Cacá (e que personalidade!). A arma na verdade é um receptáculo da alma de um deus antigo e esquecido que em sua megalomania se alimentava do medo e horror humanos em eras remotas mas que agora só pode reclamar da sua atual condição deplorável. Cacá nos proporciona muitos dos melhores momentos de alívio cômico durante a leitura e terminei por me simpatizar com sua "pessoa".
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Thiago d'Evecque não se contentou apenas em usar personagens já conhecidos mas em também imbuí-los de personalidade própria. Entre os 12 escolhidos destaco três que me surpreenderam muito pelo conceito trazido aqui: o primeiro é Azazel, o responsável por forjar Cacá é um anjo desprovido de crenças em uma entidade superior, um anjo ateu! Quem diria! Oxum, nunca antes havia lido uma história com um orixá do candomblé, especificamente da religião iorubá, como personagem e ela também foi uma grata surpresa para mim. Além de ser uma figura interessantíssima e complexa, a representante do amor, da beleza e da feminilidade é quem traz à trama uma virada surpreendente que me tirou o chão e o fôlego literalmente. E por fim temos Arthur, o rei que é sempre representado como um homem imponente e justo, o ideal cavalheiresco perfeito é mostrado em Limbo com uma faceta muito mais humana e falível. Aqui ele remói todas as suas mágoas pelas desgraças da sua trágica história já tão conhecida. Há muitos outros personagens tão interessantes quantos estes que citei e vale a pena conhecê-los mais à fundo. O próprio autor dá dicas de onde buscou inspiração para criá-los e cita obras de referência ao fim do livro. Limbo pode perfeitamente ser encarado como uma porta de entrada, uma breve introdução, para quem quer conhecer mais sobre mitologias diversas justamente por beber de tantas referências e por nos despertar a curiosidade para elas.
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A forma como as missões são estruturadas podem soar um pouco repetitivas e previsíveis ao longo de alguns capítulos. Elas me lembraram as missões de alguns games em estilo RPG com cada entidade representando uma espécie de chefe de fase e basicamente podem ser resumidas em encontro, conversa, luta e desfecho. Mas o autor soube contornar isto criando situações únicas a cada novo encontro. Além das entidades serem totalmente diferentes entre si, o que exige técnicas de argumentação e combates também diferentes, a ambientação de cada encontro também muda. O Limbo funciona de modo a parecer como aquela entidade e a sua sociedade acreditavam que deveria ser o seu pós-vida. No fim o balanço é muito positivo e não raro nos perguntamos de quem o protagonista irá atrás agora? Como será o embate de ideias? E a quais técnicas de luta ele irá recorrer?
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O livro possui um final aberto, sobretudo com relação às almas enviadas para reencarnar na Terra. Seria interessante saber o que aconteceu com elas numa continuação, se foram capazes de redimir mais uma vez a humanidade passando para ela as suas melhores virtudes e principalmente: como? O desfecho é surpreendente! Há pelo menos duas grandes viradas aguardando o leitor ao final, mas antes de chegar lá recomendo apreciar com calma os trechos mais inspirados e poéticos da narrativa que se intercalam muito bem tanto com um fino bom humor de alguns momentos quanto com a ação propiciada pelos encontros e também pelos questionamentos filosóficos e sociais levantados nos diálogos.
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Limbo é uma leitura rápida, agradável, com conteúdo e muito divertida e eu não poderia terminar essa resenha sem deixar de recomendar a todos: leiam!


Quissama - O Império dos Capoeiras - O Jogo


Rio de Janeiro, 1868. Quissama é um escravo foragido que conta com a ajuda do detetive inglês Woodruff para encontrar Bernardina, a mãe desaparecida. Ao mesmo tempo, precisa fugir do Alemão Mueller e sua malta, que quer capturá-lo. Outros personagens têm objetivos variados no desenrolar do jogo. Nas praças, você enfrentará as lutas de capoeira entre Nagoas e Guaiamuns, que dividem o Rio de Janeiro da época. Enquanto o comércio floresce, no Ministério os políticos tentam se manter no poder apesar dos inevitáveis escândalos de corrupção. Escolha seus personagens e tome parte nessa trama!
Titulo: Quissama: O Império dos Capoeiras
Produtora: Independente
Criação: Ricardo Spinelli (Inspirado no livro homônimo de Maicon Teffen)
Tipo: Gerenciamento de mão, Influência em área, Poderes variáveis dos jogadores (Tabletop)


Poucas sensações no mundo são tão gratificantes quanto ajudar outras pessoas a realizarem seus projetos, ainda mais quando há interesse no sucesso dos mesmos. Quando o resultado é de qualidade a sensação é ainda melhor. Isso aconteceu recentemente comigo em relação a produção do jogo o qual falaremos nessa postagem; sua publicação foi possível graças a um financiamento coletivo através do Catarse.
Quissama - O Império dos Capoeiras é um jogo de tabuleiro com temática brasileira e mecânica europeia, para 2 a 4 (expansível para 5!) jogadores, ambientado no Rio de Janeiro de 1868, inspirado no livro homônimo, escrito por Maicon Teffen e ilustrado por Rubens Belli, lançado em 2014 pela Editora Biruta. 
A primeira vista a jogabilidade pode parecer complicada, mas a verdade é que tudo é bem claro e didático em Quissama. Trata-se de um belo jogo competitivo com bastante interação e relativa presença de sorte, em que você precisa muitas vezes atacar outros jogadores e travar suas jogadas para se defender. 
Foto: Moisés Pacheco

Nele os jogadores assumem o papel de personagens fictícios ou históricos para cumprir seus objetivos, que podem ter facetas variadas: política (influenciando o Ministério), financeira (dominando os comércios), ideológica (libertando os capoeiras das senzalas), de busca (encontrando uma escrava foragida) ou mesmo um tanto suspeita (liderando uma malta de capoeiras). Cada um dos personagens tem custos variados, habilidades especiais e critérios de vitória diferentes. Isso mesmo que você entendeu: a maneira de vencer é determinada de acordo com os personagens conquistados durante o jogo e cada jogador pode influenciar quantos personagens quiser/puder e, quem primeiro atingir o objetivo do personagem escolhido, será o vencedor. 
A arte produzida pelo Belli Studios é muito bonita e só tornou o jogo ainda mais atrativo. Não digo apenas pelas ilustrações dos personagens, mas pela composição de todo matérial do jogo: cartas, tabuleiro, caixa e manual. Por falar nisso, apesar de se tratar de um primeiro projeto de uma autor independente a participação da Ludens Spirit foi fundamental para garantir um material de qualidade par as peças do jogo, tão resistentes quanto a de empresas que estão há anos no mercado. Dá gosto de ver o jogo na mesa.
Foto: Moisés Pacheco

É importante ressaltar que, embora inspirado na trama e personagens da obra escrita, não é necessário ler o livro para jogar Quissama, pois o jogo é totalmente independente do livro. Mas se me permite dizer: se eu fosse você iria conferir o livro também. Se antes ou depois de conhecer o jogo pouco importa, pois não a experiência com de um não irá interferir na experiência com o outro.
Para quem quiser saber mais sobre o jogo e como ele funciona na prática, o Marcelo Pegado - mais conhecido pela alcunha que nomeia seu canal: Jack Explicador - preparou um preview detalhado com informação sobre as mecânicas do jogo, como elas funcionam, e muito mais (o vídeo está disponível logo abaixo ao fim da postagem). A versão utilizada no vídeo não é a versão final do jogo - e por isso não possui todas as regas atualizadas - mas um protótipo produzida antes do jogo ficar pronto apenas para ilustrar e auxiliar a gerar interessados na campanha.
Apesar de não ganhar nada com isso aproveito para deixar aqui a recomendação: quem tiver interesse em adquirir futuramente o jogo, opte por fazer a compra na Ludeka (link no topo da postagem).  A loja possui ligação com a empresa responsável pela produção do jogo e dispõe para a venda exemplares de Quissama  - O Império dos Capoeiras, e também alguns extras como peças para um quinto jogador, organizador de área de jogo e exemplares do livro homônimo que deu origem ao jogo (o qual você pode conferir a resenha aqui) que podem ser adquiridos de forma individual ou em pacotes especiais. Além de  confiável a Ludeka oferece frete grátis para TODO O BRASIL em compras a partir de R$ 150.
Ao fim, digo sem a menor sombra de dúvidas que Quissama é um excelente jogo e vai agradar até mesmo aqueles não acostumados com jogos modernos; sua simplicidade e os detalhes didáticos utilizados no design do tabuleiro e cartas o tornam fácil ensinar, e com duas rodadas é possível sair fazendo estratégias para vencer e barrar o avanço dos adversários. E fala sério: quem não gosta de competir com o coleguinha?  Um jogo barato, de qualidade acima da média, com uma arte lindíssima e muito divertido, que prova que o mercado nacional tem ainda muitas pérolas para mostrar. Indicação certa!




Quissama - O Império dos Capoeiras - O Livro

Rio de Janeiro, dezembro de 1868.
O moleque Vitorino Quissama foge da senzala para procurar a mãe desaparecida. Recorre ao viajante Daniel Woodruff, ex‑agente da Scotland Yard que pode ajudá‑lo em sua missão. Transitando entre os salões da corte e as precárias moradias dos cortiços, a dupla terá de enfrentar os perigos e as injustiças de uma sociedade sustentada pelo trabalho escravo.
Baseado nos manuscritos de Daniel Woodruff (1832-1910), O Império dos Capoeiras reconstitui a saga de uma cidade dividida pela guerra secreta dos Nagoas e Guaiamuns, duas das maiores e mais temidas maltas do século XIX. Numa época em que o escritor José de Alencar era Ministro da Justiça e o Império do Brasil destinava todos os seus recursos à Guerra do Paraguai, Woodruff mal podia imaginar que, por trás da busca pessoal de Vitorino, insinuava‑se uma conspiração que mudaria os rumos da nossa História.
Título: Quissama - O Império dos Capoeiras
Autora: Maicon Tenfen
Editora: Biruta
Número de Páginas: 308


Há alguns meses atrás me deparei com o financiamento coletivo de um boardgame - um jogo de tabuleiro - com produção e temática totalmente brasileira; o tal jogo trazia elementos históricos e culturais da época do Brasil Império e falava de um Rio de Janeiro ainda colonial, com escravos capoeiras e disputas por influência. O melhor de tudo fora saber que ambientação que norteava a temática do jogo era um livro homônimo: Quissama - O Império dos Capoeiras.
Curioso com tudo aquilo, logo tratei de apoiar o projeto adquirindo um pacote especial que me dava direito ao jogo e ao livro, e logo indiquei ao Marcos de Souza do Desbrava(dores) de Livros - que logo leu e adorou (e de quem tive o desplante de roubar as fotografias para ilustrar a postagem) - e também trouxe a dica aqui para o blog. Possa ser que não a tenha conferido naquele momento, mas recomendo agora aproveitar esta nova chance...


O ex-agente da Scotland Yard, Daniel Woodruff, está aproveitando os seus últimos dias no Rio de Janeiro. Suas aventuras por aqui renderam-lhe reconhecimento e prestígio entre o povo e os mais abastados após desvendar o mistério por trás do desaparecimento de uma querida atriz de teatro. Porém não o suficiente para que um Barão permitisse que se engraçasse com sua filha.
Enquanto afogava as mágoas e se despedia de Araújo e sua bodega, o inglês é completamente surpreendido com a aproximação de um jovem capoeira com um pedido inusitado. O garoto de nome Vitorino Quissama, buscava o paradeiro de sua mãe, escrava vendida por seu antigo proprietário, e oferecia um caríssimo colar como recompensa. Ciente de que o jovem, muito provavelmente um escravo fugido, não teria condições de possuir um colar como aquele preferiu recusar a proposta. Em breve havia de partir para Liverpool e não queria confusões...
Escravocratas, joguetes políticos, guerras entre grupos de capoeira, injustiças, traições e dissabores amorosos. Mal sabia que pelo simples fato daquela conversa ter acontecido, Woodruff já estava metido até o pescoço em uma conspiração que mudaria os rumos da nossa História.
O livro é tratado como uma tradução dos escritos do personagem Daniel Woodruff feita pelo autor. Toda a trama é narrada em primeira pessoa, na forma de relato pessoal, pelo detetive inglês com uma linguagem condizente com da época, mas com a agilidade e fluidez dos clássicos livros polícias. A intenção do autor - conforme revelado em entrevista - foi usar do recurso dos manuscritos para dar mais veracidade à história e fazer uma brincadeira com a pratica utilizada por romancistas do século XIX, tal qual José de Alencar que figura entre os personagens da obra.
Para conseguir tal feito Maicon Tenfen se aprofundou bastante na história do Brasil e da Capital Imperial: o Rio de Janeiro. Os reflexos de sua pesquisa são visíveis a cada detalhe social, político e estrutural apresentados, e enfatizados pelas participações de figuras públicas históricas como a família imperial (o imperador Dom Pedro II, a Princesa Isabel e o Conde d'Eu) e eventos importantes como a Guerra do Paraguai e a Lei do Ventre e Livre.
Os personagens da trama são carismáticos e cumprem suas funções muito bem, até mesmo aqueles que pouco aparecem, mas ainda assim exercem influência direta sobre a trama. Maicon sabe bem como trabalhar um livro clássico de mistério e investigação, e acrescenta um elemento pouco tradicional ao gênero: a ação. Em diversas cenas completamente cinematográficas o autor nos convence da beleza e magnitude da capoeira, e também do perigo que seus praticantes representavam.
Quissama foi um livro que me agradou também pelas escolhas gráficas. As ilustrações de Rubens Belli enriquecem o imaginário do leitor e logo me remeteram à série de livros de outro investigador inglês - Sherlock Holmes - lançada pela Editora Melhoramentos. O trabalho de diagramação e editoração, além de embelezar a obras nos causa uma familiaridade como se pertencesse mesmo ao periódo que a trama propõe.
Dito isso, me sinto obrigado a concordar com o amigo Marcos e terminar a minha resenha de forma semelhante, ao dizer que por todos os pontos acima citados, torna-se impossível não indicar a obra para todos. Quissama - O Império dos Capoeiras figura, sem qualquer sombra de dúvida, entre as melhores leitura feitas no ano, e se provou um investimento muito bem feito. Que logo venham mais aventuras do detetive bretão e de capoeirista atrevido.


TAG: 16 Livros Para Ler Em 2016 - Airechu


Estamos na fatídica época em que fazemos aqueles inúmeros balanços pessoais do que fizemos ao longo do último ano e começamos a traçar os planos e metas para o que se inicia. Fiquei muito satisfeito com meu desempenho como leitor em 2015. Quase consegui dobrar a quantidade de livros lidos com relação à 2014 e para 2016 espero ler ainda mais. Fui marcado pelo Ace, lá no blog Coisas de Meninas para responder a tag 16 Livros para Ler em 2016, cujo objetivo é justamente revelar algumas das escolhas de leituras que pretendemos realizar ao longo deste ano.
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Preciso contar que exceto por fixar uma quantidade mínima total de livros por ano, ou um número mínimo de páginas para ler por dia, eu não sou de me prender a metas ou listas definitivas de livros para ler. Deixo as opções em aberto e vou preenchendo conforme me dá vontade. Brinco que são os livros que me escolhem. As vezes você está simplesmente admirando a estante e ouve aquele chamado do maior calhamaço da fila do Vou Ler, aí tem mais é que aproveitar a oportunidade e mergulhar de cabeça, não é? Sem mais delongas vamos às minhas escolhas, começando daqueles que falam de “finais”:

O Fim da Eternidade - Isaac Asimov (Aleph, 2007): tido como um dos melhores livros sobre viagem no tempo de todos os tempos (será?) este clássico de sci-fi de Asimov é promessa de leitura antiga. Deste ano não passa!
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O Fim da Infância - Arthur C. Clarke (Aleph, 2015): neste outro clássico da ficção científica, a espécie humana descobre que não está sozinha no universo com a chegada de seres extraterrestres ao nosso planeta. Tido como uma crítica aos vultuosos investimentos bélicos das grandes potencias mundiais, o livro traça uma realidade que beira a utopia ao mostrar as mudanças advindas da chegada de tais seres expondo nossa imaturitade diante da grandeza do cosmo. Não precisa de mais, não é?
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O Fim da Terra e do Céu - Marcelo Gleiser (Companhia de Bolso, 2011): ciência e religião são quase sempre dois temas conflitantes e auto-excludentes mas Gleiser tem uma visão mais moderada e deixa isto transparecer em seus livros cujo teor é em sua maior parte multidisciplinar. Aqui ele aborda a questão do “fim dos tempos” e de como essa ideia de finitude inspira não só a ciência e a religião como outras expressões da cultura e do saber humano, incluindo a arte, o cinema e a literatura. Um ensaio cabeça para chacoalhar as ideias é sempre bem vindo!
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O Evangelho Segundo Jesus Cristo - José Saramago (Cia das Letras, 1991): só de ver o nome do autor já não dá a impressão de que é coisa muito boa? Fiquei particularmente interessado nos seus livros pelas sinopses e pelas premissas ousadas. Adoro releituras dos textos bíblicos e quero saber visão dele sobre um dos personagens mais influentes destes últimos dois milênios. E tem aquele outro sobre Caim também...

A Guerra dos Consoles - Blake J. Harris (Intrínseca, 2015): se hoje temos Playstation versus Xbox brigando pela atenção dos gamers a cada novo anúncio e lançamento, na década de 90 o domínio do mercado de videogames era travado por outras duas gigantes: a Sega e a Nintendo. Este livro promete contar com riqueza de detalhes os bastidores (com direito a muito jogo sujo) destas duas empresas icônicas e constantemente lembradas pelos seus mais famosos personagens: Sonic e Mario. Aquele 1% gamer…
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Criação Imperfeita: Cosmo, vida e o código oculto da natureza - Marcelo Gleiser (Record, 2010)mais um livro do Marcelo Gleiser, mas poderia ser também um do Carl Sagan! Considerado como uma continuação de seu primeiro livro, A Dança do Universo que li ano passado, Criação Imperfeita foca em desconstruir a imagem que costumeiramente temos de uma beleza simétrica e perfeita da Natureza. Em suas páginas, o livro promete abordar as mais modernas teorias da física e da cosmologia bem como confrontar ideias ateístas das mais radicais (indireta para você mesmo, Dawkins). Quero ver o circo pegar fogo...
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Star Wars: A Trilogia - George Lucas, James Kahn, Donald F. Glut (DarkSide Books, 2014): só eu que nunca assisti Star Wars? Sim só tu! Diferentão! Exclusivo! O Alienado das Galáxias! Conceitual! Grão de poeira cósmica no infinito! Zoeira com memes à parte, realmente eu nunca vi, mas pretendo consertar isso em 2016 e acho que este livro da DarkSide Books é um bom pretexto!
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Deuses Americanos - Neil Gaiman (Conrad, 2011): não poderia faltar Neil Gaiman numa lista como esta não concordam? Deuses Americanos é tido como o seu melhor e mais denso romance. Quero tirar a prova este ano!

Michelangelo: Uma Vida Épica - Martin Gayford (Cosac Naify, 2015): me comprometi a ler pelo menos uma biografia por ano e apesar de ter outras em vista aqui, esta sobre o famoso artista renascentista italiano me atiçou a curiosidade em parte pelo trabalho editorial e gráfico belíssimo da editora Cosac Naify e também por tratar de arte. Não tenho quase nenhuma familiaridade com este assunto e acredito que vou aprender muitas coisas novas e diferentes com esta leitura.
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Antologia da Literatura Fantástica - Adolfo Bioy Casares, Jorge Luis Borges, Silvina Ocampo (Cosac Naify, 2013): assim como biografias, também faço questão de ler pelo menos uma antologia por ano. Esta com mais de 40 textos selecionados pelos renomados escritores ali acima promete ser mais uma excelente leitura. Espero conhecer novos autores e ampliar meus horizontes para obras de fantasia menos tradicional.
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Contos Inacabados: De Númenor e da Terra-média - J. R. R. Tolkien (WMF Martins Fontes, 2009): certa vez me disseram que você só se torna realmente um fã de Tolkien após ter lido a tríade de obras O Hobbit, a trilogia O Senhor dos Anéis e O Silmarillion. E que Contos Inacabados seria o próximo desafio óbvio e te colocaria numa graduação superior à de fã comum. Talvez até seja assim mesmo ou isso não passe de uma grande bobagem, mas particularmente estou mesmo é interessado em ler mais sobre a Galadriel, que protagoniza um capítulo inteiro aqui. Além do mais, voltar a Terra-média é uma constante necessidade!
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A Menina Submersa: Memórias - Caitlín R. Kiernan (DarkSide Books, 2014): um livro elogiado por Neil Gaiman não pode passar despercebido por mim, mas confesso que o que me instigou a querer lê-lo foram os comentários sobre se tratar de uma história com protagonismo exclusivamente feminino e os muitos elogios no quesito representatividade, uma pauta importante e que merece espaço não apenas nas discussões de internet. 

O Incêndio de Tróia - Marion Zimmer Bradley (Imago, 2010): me encantei com a forma como Marion Zimmer Bradley contou a saga do rei Artur na quadrilogia As Brumas de Avalon e fiquei curioso para ler e conhecer outras obras dela. Em O Incêndio de Tróia a premissa é recontar o conflito mitológico entre as cidades-estado de Atenas e Tróia, eternizado no poema épico Ilíada de Homero. Altas expectativas com ele!
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O Rei do Inverno: Trilogia As Crônicas de Artur vol.1 - Bernard Cornwell (Record, 2012): e por falar em rei Artur, fiquei curioso também para conhecer a versão do Bernard Cornwell, autor britânico cuja escrita é comparada costumeiramente à de um dos meus autores brasileiros favoritos: Leonel Caldela. Dizem que aqui o foco é mais nas grandes batalhas campais, parte que Marion Zimmer Bradley preteriu às intrigas palacianas. Em 2016 a espada sai da pedra de novo…
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Ferreiro de Bosque Grande - J. R. R. Tolkien (WMF Martins Fontes, 2015): mais um trabalho do senhor da fantasia, saído de seu aparentemente inesgotável baú dos tesouros. Lançado no Brasil no finalzinho de 2015, trata-se de um conto de fadas e mais uma porção de extras relativos à ele, desde ilustrações até ensaios e manuscritos originais.
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Dragões do Crepúsculo do Outono : Trilogia As Crônicas de Dragonlance vol.1 - Margaret Weis, Tracy Hickman (Devir, 2003): quando se fala em romances inspirando cenários de RPG, as Crônicas de Dragonlance provavelmente são o exemplo mais popular e conhecido. Na verdade tanto cenário quanto obra literária são partes inerentes de um mundo que já nasceu sob esse viés multimídia. Pisarei por lá neste ano também!
Acho que fiz escolhas bem ecléticas incluindo livros variados que vão da fantasia e ficção científica à obras de não-ficção, incluindo alguns dos meus autores favoritos e livros curtos e longos. Olhando agora só senti falta de algum clássico brasileiro mas ainda dá para incluir muitos outros ao longo dos próximos meses e esta não é uma lista definitiva de modo algum.
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Não vou marcar ninguém, mas sintam-se à vontade para responder a Tag em seus respectivos blogs (avise que passamos por lá!) ou comentando abaixo. É isso! Gostaram da minha lista? Já leram ou também vão ler alguns deles este ano? Contem aí nos comentários! ;)