BEM-VINDO VIAJANTE! O QUE BUSCA NO MULTIVERSO?

O Uso Das Cores



"O Uso das Cores", de Cris Peter, apresenta o universo da colorização com uma linguagem simples e agradável, mas sem descuidar de todos os aspectos técnicos e teóricos fundamentais. O livro é destinado tanto a quem já trabalha na área de artes visuais (designers gráficos, quadrinistas, diretores de arte, publicitários, ilustradores etc.) quanto às pessoas que se interessam pelo tema, sejam ou não profissionais. A colorista Cris Peter aborda desde as ferramentas mais básicas de criação e uso da cor até assuntos avançados, como matiz, saturação, luminosidade, roda cromática, storytelling, profundidade,foco e diversos outros tópicos. Este livro vai ajudar a ampliar os conhecimentos de quem está começando na área e vai servir como “livro de cabeceira” para quem já é entendido no assunto.
Título: O Uso das Cores
Editora: Marsupial Editora
Autor (a): Cris Peter
Número de Páginas: 160


Cris Peter é uma das mais talentosas coloristas brasileiras, tendo a qualidade de seu trabalho já reconhecida e premiada internacionalmente. Ela presta serviços de colorização digital em quadrinhos para algumas das maiores editoras norte-americanas e em território nacional, foi a responsável pelas cores das duas graphic novels do Astronauta de Maurício de Sousa - Magnetar e Singularidade - ambas sucesso de venda e crítica.
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Com o intuito de levar ao público em geral um livro que abordasse, de forma divertida e descontraída, os princípios da teoria de cores e do processo de colorização, de uma forma acessível e clara, e por perceber uma imensa lacuna no mercado nesta área, ela se lançou numa campanha de financiamento coletivo no Catarse em 2013. Com o sucesso desta campanha ela imediatamente se pôs a trabalhar n’O Uso das Cores e em meados de 2014 o livro finalmente chegou às livrarias e às mãos dos apoiadores.
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O Uso das Cores é divido em 13 capítulos que abarcam uma ampla variedade de temas relacionados à colorização. Didática e muito divertida, Cris usa um tom pessoal e uma linguagem simples em seu texto. O livro, como não poderia deixar de ser, é inteiramente colorido e repleto de ilustrações que exemplificam praticamente todos temas abordados.
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De início, a autora nos conta sobre a sua paixão pelas cores, como isto a motivou a seguir a carreira como colorista e os percalços enfrentados por ela ao longo do caminho. Após esta breve apresentação, ela discorre sobre a importância da cor como instrumento para a transmissão de sensações e mensagens, faz introduções sobre as ferramentas e apresenta alguns fundamentos que remetem às antigas aulas de arte que todos tivemos na escola. A seguir são abordados alguns conceitos de física e ótica (e aqui eu e Newton discordamos dela de que esta seja a parte chata), entendemos o que é a luz e como nossos sentidos percebem as cores, o que são as cores primárias da luz (RGB) e suas diferenças com relação às cores primárias dos pigmentos (CMY-W). Por fim ela aborda conceitos de matiz, saturação, luminosidade e valor, além de técnicas de combinação de cores, o uso da roda cromática e a influência do volume, luz e sombra nas composições artísticas, e das “cores reais”.
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Parece complicado mas não é. O Uso das Cores é um livro curto cuja leitura é extremamente prazerosa e divertida. Cris Peter soube dividir seu vasto conhecimento e paixão por trabalho (e pelas cores) de uma forma entusiasmante. A impressão que tive ao ler é a de ter tido uma boa e proveitosa conversa com ela sobre um mundo deslumbrantemente colorido. As 160 páginas passam tão rápido e de forma tão fluida que você mal se dá conta.
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Para leigos, curiosos, novatos e até mesmo para profissionais que lidam com cores e querem fazer uma rápida consulta, o livro é uma ótima pedida! E já que a moda são os livros de colorir para adultos, por que não aproveitar para aprofundar seus conhecimentos e técnica ou até mesmo passar a conhecer em detalhes o trabalho de profissionais que lidam com processos de colorização diariamente?

Tudo que um geek deve saber





Por intermédio das suas reflexões e da viagem que decidiu fazer, Ethan Gilsdorf conta não somente a sua história, mas a da cultura pop. Jogador, na adolescência, de Dungeons & Dragons e fã de J. R. R. Tolkien, ele pegou a estrada para ir ao encontro de sua família . Nesse incrível tour, o autor viaja para a cidade natal do criador de D&D, Gary Gygax, veste uma fantasia para participar de um RPG e usa trajes medievais para encenar uma guerra em um encontro de nerds.
Ao longo de sua jornada, Ethan ainda visita as obras do castelo francês Guédelon, uma incrível fortaleza medieval que está sendo construída hoje com os mesmos recursos utilizados no passado, e viaja para a Nova Zelândia, onde conhece as locações das filmagens de O Senhor dos Anéis. Acompanhe Ethan Gilsdorf nesta jornada sem precedentes, que traz para a realidade a paixão pela fantasia e pelos jogos.
Título: Tudo Que Um Geek Deve Saber
Original: Fantasy Freaks and Game Geeks
Editora: Novo Conceito/Novas Páginas
Autor (a): Ethan Gilsdorf
Número de Páginas: 432



O que falar desse livro que conheço a pouco tempo, mas já considero tanto? Tudo Que Um Geek Deve Saber foi um achado que a Novo Conceito trouxe e que deveria ser lido por bem mais pessoas, pelo tanto de coisa que ele tem a ensinar. É uma daquelas leituras não habituais (sem enredo ficcional) que você entra, se aprofunda, se integra, se afeiçoa e não deseja que acabe.
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Não esperava achar um livro que amasse tanto a cultura nerd, ao mesmo passo que mostra a visão de um nerd que renega suas origens tendo a chance de (re)descobrir um mundo inteiro de possibilidades e informações. Tudo é bem explicado e qualquer leigo passa a entender mais sobre RPG, Live Actions, MMO, ComicCon e outras siglas e coisas que nunca pensaram em entender e até tinham preconceito. E isso também acontece com o autor.
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Tudo Que Um Geek Deve Saber não é um livro de ensinamentos e explicações pontuais para o leitor entender termos e siglas da cultura POP/Nerd. Definitivamente, enciclopédia é algo que ele não é.  O livro na verdade é a narrativa da jornada do autor para redescobrir uma realidade que havia abandonado e entender o que levava milhares de pessoas em todo mundo a manter hábitos considerados por muitos como "bobos" até depois da vida adulta. Ethan tinha perguntas a fazer.
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Questionamentos movem todo o conteúdo do livro. Afinal, é preciso largar tudo e viver a "vida real"? RPG, Quadrinhos e Jogos de Tabuleiro são coisas de criança e devem ser deixados para trás? A vida com "escapismos" é prejudicial? O que levava tantas pessoas a manter esses hábitos infantis? Seria possível ter as duas coisas e ser feliz? Antes de encontrar as respostas para essas perguntas o autor precisou encontrar as respostas para as dúvidas que tinha sobre si.
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Partindo de sua relação pessoal com o RPG, Ethan viaja por várias partes de mundo para entender a fundo a motivação das pessoas e suas paixões. Entramos no mundo de Tolkien e da leitura, passamos pelo mundo dos jogos eletrônicos como World of Warcraft, os universos dos super-heróis nas ComicCons, a beleza do cinema e muito mais. O autor entrevista, debate e conta a história de diversas pessoas que conheceu enquanto investigava se e como a fantasia poderia influenciar de alguma forma na vida das pessoas. Tentando identificar se as pessoas abandonavam suas paixões para viver com os pés no chão ou se a vida delas se tornava melhor com o escapismo (claro, os extremos também são mostrados e são exemplos BEM tristes de ver, na minha opinião).
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O livro é dividido em capítulos temáticos intercalados com pequenas apresentações/conclusões sobre o tema abordado e cada um dos capítulos é dividido em sessões menores que facilitam a absorção de conteúdo. A linguagem - embora específica em alguns momentos - não atrapalha a leitura, muito pelo contrário, o autor tenta passar tudo de forma mais abrangente possível. A maioria dos defeitos encontrados no livro é composta de problemas de tradução que só um nerd experiente percebe e se incomoda, e dificilmente serão percebidos.
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Ethan Gilsdorf conseguiu atrás de suas viagens não apenas encontrar respostas para suas questões, mas também mostrar sem chateação um universo que sofre constante preconceito (inclusive por parte dele no inicio da jornada, não vamos esquecer). Fiquei feliz e até um pouco surpreso por ver diversas resenhas positivas e histórias de pessoas que não estava totalmente inseridas no contexto do autor, mas ficaram com vontade de conhecer e viver todas essas coisas. Imagine então o efeito esse livro teve sobre uma pessoa como eu, que joga RPG há quase 15 anos, não dispensa bons jogos de tabuleiro, um bom livro de ficção (fantástica, cientifica, policial) ou um MMO Cooperativo? Ser Nerd/Geek/Ou-O-Que-For não é e nem deve ser motivo de vergonha, mas motivo de orgulho. Saber dosar o que é bom e aproveitar a vida com o que te faz bem é tudo que importa. :)




TAG: Liebster Award (Ace)

A caríssima amiga Adriana Medeiros do blog Minha Velha Estante me indicou para esta TAG muito legal, que serve para conhecer mais sobre blogs e blogueiros, e com muito prazer que venho respondê-la aqui no Blog, espero que vocês também gostem.
Não sei quem criou a TAG, mas ela consiste em compartilhar 11 fatos sobre você; responder 11 perguntas feita pela(o) blogueira(o) que te indicou; elaborar 11 perguntas para serem respondidas pelas 11 blogueiros que você indicar. Vamos por etapas!
11 FATOS SOBRE MIM:

1-Sou apaixonado pelo gênero fantástico, não apenas na literatura, mas de modo amplo.
2-Tenho muitos, muitos hobbies diferentes e o meu favorito deles é jogar RPG.
3-Tenho dificuldades graves de concentração, e quanto tenho uma ideia nova penso de forma ampla e fico divagando sobre possibilidades de uso dela.
4-Sou formado em Jornalismo, mas não exerço a profissão. Trabalho com edição de vídeo.
5-Scott Summers/Ciclope é o meu personagem favorito na Marvel Comics.
6-Dick Grayson/Asa Noturna é o meu personagem favorito da DC Comics.
7-Sou extremamente crítico - não só com os outros, mas comigo mesmo - e isso é algo que me atrapalha bastante.
8-Não consigo pagar mais do que R$ 15 em um livro digital e acho alguns preços de mercado bem abusivos.
9-Tenho grande fascínio por cães e outros membro da família dos canídeos.
10-Se eu pudesse, viveria em um lugar com uma área de preservação natural. Por mais que goste de viver em uma metrópole, a natureza me transmite uma sensação de paz insubstituível.
11-Tenho um gosto muito variado para produtos culturais que consumo (um verdadeiro multiverso) e isso geralmente faz de mim a pessoa mais nerd dos grupos que orbito. 
11 RESPOSTAS:

1- Como você soube que queria ser blogueiro?
- Ser blogueiro não surgiu como uma opção planejada. Comecei auxiliando a minha noiva Neyla no blog dela, e acompanhando esse mundo. Surgiu então a necessidade de falar sobre outros universos além dos livros e para outros públicos.
2- Qual o primeiro livro que você resenhou?
- O primeiro livro que resenhei foi Crônicas de Senhores de Castelo - O Poder Verdadeiro, ainda como colunista no Coisas de Meninas.
3 - A leitura sempre fez parte de sua vida?
- Sim, mas nem sempre através dos livros. Quadrinhos foram as pedras que serviram de alicerce para a  formação da minha vida como leitor.
4 - Como você escolhe os livros que vai ler?
- Eu já disse uma vez em outra TAG: os livros é que me escolhem e não o contrário. É algo tão louco e complexo que acho que não tem como explicar em poucas palavras.
5 - É fácil fazer resenha de um livro que você não gostou?
- Não é fácil, assim como a de um livro que gostei muito. Falar de algo motivado por um sentimento é sempre mais difícil, mas regularmente dou um tempo para analisar mais friamente o livro.
6 - Você acredita no amor?
- Essa é mole: claro que acredito. Se amor não existir preciso de uma explicação para  o que vivo e sinto com/pela Neyla.
7 - Como e onde você lê?
- Leio vagarosa e esporadicamente, e isso independe do lugar. Não sou um leitor voraz, gosto de aproveitar a leitura e isso consigo apenas quando nada me distrai, o que geralmente acontece durante a noite, e durante deslocamentos (ônibus e outros veículos).
8 - Qual sua maior ambição na vida?
- Contar minhas próprias histórias, ter uma casa grande para dar conforto a família, receber os amigos, e criar filhos e animais com espaço para brincar.
9 - Você mudaria o final de algum livro em especial?
- Acho que não, mesmo sem gostar de alguns fechamentos acredito que eles tem seus propósitos.
10 - Qual seu personagem do coração?
- Vallen Alond, líder do Esquadrão do Inferno, um dos protagonistas de O Inimigo do Mundo.
11 - Qual você acha que será o futuro do seu blog?
- Se tudo der certo, a tripulação irá aumentar e teremos uma boa expansão podendo chegar a um pequeno portal com multiconteúdo. 
11 PERGUNTAS (copiadas dos outros) E BLOGS INDICADOS (Só 5, porque sou do contra):

O que te trouxe ao universos dos blogs?
Qual sua mídia favorita (livros, cinema, televisão, quadrinhos, teatro)?
Tem alguma meta de trabalho (em termos gerais) para 2015?
Se você pudesse viver a história de um (livro, filme, série), qual seria o livro e a personagem?
Qual seu escritor (romancista ou roteirista) favorito?
Se pudesse morar em um lugar fictício (livro, filme, série), onde escolheria viver?
Se pudesse dar vida a um personagem (livro, filme, série), quem escolheria?
Qual seu hobby?
O que te deixa irritada?
Tem alguma mania?
Qual seu maior sonho?

Neyla Suzart: http://www.coisasdemeninas.blog.br/
Marcos: http://desbravadoresdelivros.blogspot.com.br/
Elis Culceag: http://www.arquivopassional.com/
Alessandra Tapias: http://www.topensandoemler.blogspot.com.br/
Airechu: Meu querido navegador e parceiro de blog.

Ilustraverso: Lucas Parolin


Todo mundo ama uma boa capa, um mapa bem feito e ilustrações apaixonantes, sejam elas em livros, grafic novels, guias ilustrados, para usar de papel de parede ou pelo simples prazer de admirar. Porém nem todo mundo costuma dar a valor a pessoa por trás da arte, mas por sorte aqui é diferente. Quem sabe você não descobre aqui a pessoa que vai ser responsável por aquele presente diferenciado ou para concluir/iniciar aquele projeto que está engavetado: uma HQ ou a capa e ilustrações de um bom livro.
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Na sessão Ilustraverso o artista e sua arte tem vez e reconhecimento. O artista da vez é um designer gráfico brasileiro muito talentoso que uniu sua paixão pela fantasia com a vontade de trabalhar com ilustração. Conheçam o trabalho de Lucas Parolin!
Lucas Parolin é ilustrador brasileiro freelancer, formado em Design Gráfico com pós-graduação em Arte para Jogos Digitais e também estudou na Califórnia com Anthony Jones no apprentice program da Red Engine studios. Trabalha com diversos projetos, seja para empresas do Brasil como algumas empresas de exterior, desenvolvendo ilustrações e Concept Art na área de jogos, filmes, publicidade, materiais didáticos, etc.   Você pode conhecer mais sobre o artista e sua história em uma entrevista exclusiva concedida ao pessoal da Revista Bang.
Você pode conferir uma amostra da arte aí embaixo e as galerias da artista no Site do Artista, no Tumblr, Artstation e/ou no Behance. Aos interessados em um contato profissional e em obter mais informações, o contato pode ser feito pelo email de seu agente: lucas@lucasparolin.com.


Cleópatra: Uma Biografia



Nos dois milênios desde a sua morte, Cleópatra fixou sua imagem de vez no imaginário da humanidade, mas por motivos diversos, surgiram versões que pouco condizem com a realidade. Em um dos livros mais elogiados de 2010, a premiada biógrafa Stacy Schiff renova a imagem da última rainha do Egito. Embora tenha sido difícil discernir a verdade em meio a tantas versões fantasiosas como essas, Schiff consegue resgatar a mulher atrás do mito. Em Cleópatra: uma biografia, não encontramos a sedutora insaciável, mas a estadista sofisticada e muitas vezes ardilosa, que governou o Egito durante 22 anos.                                                                                                                                                                                
Título: Cleópatra: Uma Biografia
Editora: Zahar
Autor (a): Stacy Schiff
Número de Páginas: 408


Quais caminhos a humanidade percorreu até que chegássemos aqui? Que ideias e culturas se desenvolveram antes de nós? Como viviam e no que acreditavam as antigas civilizações? Para entendermos o nosso presente é essencial que conheçamos o nosso passado. Algumas respostas para estas e tantas outras perguntas nos são dadas pela História. E não é que vez ou outra algum grande nome emerge dali e se destaca...
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Cleópatra é um destes. A última rainha do Egito foi sem dúvida uma das mulheres mais influentes do todos os tempos. Seu nome foi capaz de transcender o seu tempo e ainda hoje evoca um certo fascínio capaz de despertar instantaneamente a nossa curiosidade. Não há quem nunca tenha ouvido falar ou nem ao menos tenha uma vaga ideia de quem ela foi. Contudo sua figura, já tantas vezes recriada e recontada por tantas pessoas ao longo dos séculos, nos vêm à mente sempre cercada de mistério e envolta num ar que beira o mitológico. Aquela mulher egípcia nos é uma ilustre desconhecida. Quando vi seu nome na lombada de um livro à venda em meio a uma imensa mesa de usados na Bienal Minas ano passado fui imediatamente seduzido e não pude resistir à curiosidade. Comprei, li e me maravilhei! Parafraseando aqui a pichação mais comum nas tumbas do Vale dos Reis naqueles idos dias em que ela reinou suprema.
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Stacy Schiff em Cleópatra: Uma Biografia, procura reconstruir a vida e a personagem histórica, desvelando aos poucos a cortina de névoa que a encobre valendo-se de uma narrativa rica e empolgante fundamentada numa pesquisa bibliográfica extremamente cuidadosa. Recorrendo a fontes que variam de historiadores, filósofos e até Shakespeare ela descreve os feitos de uma mulher inteligente e ousada. Rainha, mãe e amante; todos estes aspectos são fundidos numa figura convincente e extremamente humana ainda mais fascinante e surpreendente do que qualquer noção prévia que se possa ter.
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Cleópatra recebera a melhor educação disponível na época e cresceu em meio a disputas mortais pelo governo na corte ptolomaica, muitas delas banhadas a sangue e veneno. Aos 21 anos, numa audaciosa manobra em meio a uma guerra civil e após obter apoio de Júlio César ela destrona o próprio irmão assumindo o poder e governando o Egito por 22 anos. Suas relações políticas e pessoais com Roma ditam a história a partir daqui. Fica claro ao longo do livro a mulher de intensa força e paixão por trás dos rótulos de estadista notável, ambiciosa e influente (e ela era tudo isto também). Muitos dos mitos atribuídos a sua figura caem por terra. Nada de uma chegada triunfal em frente ao imperador romano em seu primeiro encontro com Júlio César, muito menos de uma mordida de cobra fatal tão amplamente popularizadas pelas representações do cinema.
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Além de Cleópatra, Stacy Schiff discorre com muita propriedade sobre todo o contexto histórico e político pertinente da época. É de realmente impressionar a descrição que é feita da civilização egípcia com seus palácios suntuosos, a extravagância dos eventos públicos, as colheitas abundantes nas margens do Nilo e instalações faraônicas tais como a famosa Biblioteca de Alexandria e seus quase quinhentos mil rolos de pergaminhos acumulados ou o Farol de Alexandria, nada menos que uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Fica difícil acreditar que mesmo com tanto esplendor, aqueles já fossem tempos de acelerada decadência. Mapas, fotos de artefatos arqueológicos, notas explicativas, todas as referências às fontes originais e um índice onomástico para consultas rápidas ainda complementam a biografia.
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Toda esta contextualização talvez possa assustar o leitor à principio mas o texto é acessível e os nove capítulos que compõe a biografia propriamente dita passam rapidamente. Stacy brinca ao demonstrar as escolhas que teve de fazer entre uma fonte ou outra devido às divergências entre as mesmas ou as lacunas que teve de preencher enquanto avança com sua narrativa. Em dado momento, por exemplo, ela trata Cícero, um historiador renomado, com a alcunha de “o maior dos desmancha-prazeres romanos”. Toda essa descontração não torna o livro de modo algum superficial. A autora não poupa comentários sobre suas fontes, expondo os interesses implícitos e a parcialidade nos relatos que eles nos deixaram sobre Cleópatra.
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Cleópatra: Uma Biografia é uma leitura agradável e enriquecedora com uma ótima mescla de pesquisa histórica, tragédia e drama ao passo que proporciona uma ruptura de conceitos prévios. O livro figurou nas listas de Melhores do Ano na imprensa norte-americana e serve de inspiração para um filme, ainda em fase de produção, a ser estrelado por Angelina Jolie. Poderia parar aqui e fazer uma recomendação mais distinta para este ou aquele público mas acredito que você não precisa ser um aficionado por História Antiga, pelo Egito, ou Biografias para, assim como eu, se interessar avidamente por ele e por sua protagonista, não estou certo?


SUPERS


No inicio dos tempos corajosos guerreiros que encarnam cinco feras misticas derrotaram o império Goha, impedindo que o planeta fosse dominado pelas forças do mal, muito tempo se passou até que uma nova força sombria despertou desestabilizando o equilíbrio do planeta e enfraquecendo a Mãe Terra, agora 5 novos guerreiros foram recrutados e à eles foram dados os poderes elementais para impedir que o planeta seja tomado pelo temível Barão Shuma.
Titulo: Supers
Produtora: Independente
Criação: Silvio Vasques
Tipo: Aventura, Combate e Estratégia (Tabletop)


Se existe um gênero de seriado que alcançou toda uma geração ou até mais foi o nosso querido Tokusatsu. Não adianta fazer cara de quem não sabe do que estou falando, pois você provavelmente sabe e bem. Criado na década de 50 no Japão, os tokusatsus (filmes/séries live action japoneses com efeitos especiais e monstros gigantes) fizeram muito sucesso no Brasil, em seriados como Spectreman, Ultraseven, Jaspion, Jiraya, Lionman, Esquadrão Relâmpago Changeman, entre outros. Os mais novos, que vão alegar ainda não saber do que se trata, certamente acompanhou alguma versão aricana desses seriados. O mais conhecido deles é fenômeno Power Rangers, que teve diversas temporadas, vários filmes e está no ar até hoje.
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É um fato inevitável que com a crescente fase dos jogos de tabuleiro modernos, uma hora alguém chegaria com um jogo com essa temática. E foi bem aqui no Brasil que um bom projeto surgiu. Silvio Vasques criou Supers, um jogo de aventura, combate e estratégia, que utiliza diversas mecânicas e regras descomplicadas e se baseia no universo das séries de heróis japoneses.
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Supers é um jogo para até seis pessoas (com o mínimo de três) onde os jogadores participam da batalha entre o Esquadrão Místico Totenger contra o temível Barão Shuma seus monstros e o exército de Rizus. Um dos jogadores irá controlar o vilão e seus asseclas enquanto os outros serão os mocinhos defensores da terra. O jogo é cheio de elementos do universo dos toksatsus, como armas potentes, pequenos inimigos, monstros que crescem até alcançar o tamanho de um prédio e robôs gigantes.
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A caixa do jogo inclui diversos componentes: Manual de Regras, 20 Dados de 6 faces, 10 tiles de terreno para montar o Campo de Batalha, 11 Fichas de Personagens (5 Heróis, 4 Inimigos, Elemental e Monstro Gigante), 12 Fichas de Equipamento, 10 Cartas de Ameaça, 71 Cartas de Habilidade, Mesclando Habilidade de Combate e Especiais, 4;43 Miniaturas Cartonadas e Stands Plásticos, 18 Marcadores e 150 Tokens. (Imagens abaixo)
Para que toda a idealização do projeto saía da fase de planejamento, eles precisavam de ajuda, através do Kickante, para tornar o jogo uma realidade. Ou seja: seu apoio é responsável por tirar o projeto do papel.
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Na plataforma de financiamento estão disponíveis para apoio - a princípio - alguns pacotes que oferecem variados tipos de recompensas, indo do básico nome nos agradecimentos, passando por canecas, o próprio jogo e alguns bônus, pacotes para lojistas, até mesmo se transformar em um monstro exclusivo. Os valores são variados, mas bastante acessíveis, e no momento da postagem ainda estão disponíveis alguns pacotes limitados com preço promocional.
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Além disso eles estão preparando novidades para as metas de apoio, que poderão agregar ainda mais robustez ao jogo e serão exclusivas para o financiamento. A campanha ficará disponível por mais 25 dias no Kickante (a contar de hoje 15/05) e ao longo destes dias serão lançadas inovações em recursos e peças para tornar a versão final de Supers, um jogo ainda mais interessante e atrativo.
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Sobre a entrega do jogo é bom saber ter paciência. Após o término da data de financiamento, é estimado o prazo para produção do jogo e, após isso, sua cópia + extras será enviada pelo correio. Ou seja, esteja ciente que está garantindo antecipadamente o jogo e que irá esperar para tê-lo em mãos. O que é estimado para Dezembro, chegando a tempo para o natal.
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Quem quiser saber mais sobre o jogo e como ele funciona na prática, a equipe disponibilizou também o manual de regras do jogo e prometeu para ter vídeos em breve.
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Agora que você já está por dentro de tudo confira a página do projeto no Kickante (http://www.kickante.com.br/campanhas/supers) e descubra mais informações sobre o jogo: quais exatamente são as recompensas, detalhes sobre como jogar, quais são a metas extras, os recursos adicionais, etc.
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Apoie, divulgue, junte seus amigos para defender o planeta das hordas do Barão Shuma!


Supernova: O Encantador de Flechas

Imersa em uma ditadura implacável, a isolada cidade de Acigam sofre com a ameaça da guerra civil. De um lado, a Guilda, um grupo que utiliza os ensinamentos da Ciência das Energias para exigir direitos para a população. Do outro, um governo tirano, resguardado por soldados especialistas em aniquilar magos nome vulgar dado aos praticantes da tal ciência. No meio desse conflito vive Leran, que, após ser tragado para a rebelião, tenta aprender mais sobre sua misteriosa habilidade de encantar objetos com a energia dos elementos.

Com uma narrativa envolvente e reviravoltas incríveis, Supernova: O Encantador de Flechas é um livro que vai arrebatar os fãs de fantasia.
Título: Supernova: O Encantador de Flechas
Série: Supernova - Livro I
Editora: Novo Conceito/Novas Páginas
Autor (a): Renan Carvalho
Número de Páginas: 440


Expectativa é a pior coisa que existe,  e eu - um capitão experiente - sou conhecido por não nutri-la naturalmente. Sou do tipo que não se importa muito com spoilers e outras informações por gostar de saber o que espera. Acontece que até mesmo alguém crítico como eu acaba por confiar nas opiniões e recomendações de um seleto grupo. Talvez, se não fosse por isso, poderia eu ter aproveitado melhor a leitura. Contudo não foi o que aconteceu, infelizmente. Mas assim como faço quando a leitura me deixa por demais empolgado, dei tempo após terminar a leitura para não interferir na resenha. Decepcionado? Talvez. Cego para qualidades de uma obra? Jamais.
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Se me pedissem para definir Supernova: O Encantador de Flechas em uma única palavra prontamente eu responderia: adolescente. Em qual sentido da palavra? - você pode estar se perguntando agora. Bem, no sentido geral sobre o que é a adolescência. Todo mundo sabe que a empolgação e a diversão fazem parte dessa fase, isso é inegável. Por outro lado é de conhecimento geral que a imaturidade também. Calma, antes de tirar qualquer conclusão continua a leitura que vai entender.
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Em uma cidade isolada do resto do mundo vive Leran Yandel, um jovem um tanto avoado, sem muitos interesses além do arco e flecha e das aulas secretas que recebe do avô. A magia e expansão cientifica são proibidas em Acigan, e leis rigorosas impostas por um governo tirano cuidam para que assim continuem. Leran sempre soube que havia algo errado com aquele lugar, só não espera que algo tão grande estivesse para acontecer. Muito menos fazia ideia que seu destino estaria intimamente ligado à uma revolução e a um sentimento tão forte quanto o amor. Uma trama com espaço para intrigas, mistérios, amores e conflitos (físicos, ideológicos e psicológicos) é o que te aguada e vários pontos de virada poderão de surpreender.
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A narrativa do livro se dá toda em primeira pessoa, sempre através de um personagem, e no início pode incomodar um pouco, mas isso passa quando o conhecimento (ou a falta dele) passa a se tornar ideal para transmitir a história. O aprendizado de Leran foi uma forma eficiente que Renan encontrou para apresentar seu cenário e seus elementos ao leitor de forma gradual, assim como o conhecimento de Judra sobre a realidade ajudou a expandi-lo além da magia. Apesar de possuir bastante informação, o texto flui rápido e não se prolonga, acrescentando agilidade à leitura embora isso acarrete alguns atropelos na história.  Em contra partida, os diálogos simulando a linguagem jovial acabam tornando-se bobos em vários momentos e, na minha opinião, precisam ser amadurecidos na sequência.
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Os personagens são um dos pontos que me deixaram dividido, e diversos fatores levaram a esse fato. Embora exista uma tentativa de aprofundar vários deles, a maioria é trabalhada de forma superficial quando poderiam ser melhor detalhados e aproveitados um pouco mais. Outro detalhe é a inconstância apresentada em alguns personagens tanto em relação a poderes apresentados, quanto a postura. Fica até difícil citar exemplos sem dar spoiler - para não dizer impossível - mas alguns acontecimentos e decisões parecem estar mal explicados, ou não fazem sentido dentro do que foi construído.
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O cenário - que é e sempre será minha parte favorita - embora não apresentado em sua totalidade, nos guia por um mundo díspar onde magia e tecnologia caminham bem próximos, embora em ambos os casos não seja de acesso de todos, remetendo logo de cara a jogos de videogame como alguns da série Final Fantasy. Essa "referência" inclusive pode ser sentida pela forma a qual as cidades são citadas sempre independentes umas das outras, bem como nas telas de Mapa de um jogo. Acigam (mágica escrita ao contrário) é uma cidade-estado que guarda diversos segredos por baixo dos panos políticos e também sobre suas construções, e ambos os casos parecem estar longe do conhecimento popular. Mas o que mais me cativou de tudo foi a forma como soube trabalhar a magia e a ciência, principalmente no mito da criação.
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De maneira curiosa a leitura de O Encantador de Flechas me fez lembrar muito a sensação que tive ao ler pela primeira vez o Raphael Draccon (foi lá em Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas): todos conceitos e ideias criados foram capazes de me interessar muito mais do que a história, porém fica visível o talento e potencial do autor, assim garantindo meu respeito.
Supernova: O Encantador de Flechas é um livro empolgante e divertido que vai agradar com toda a certeza o público a se destina, apesar de ser diferente do que eu esperava. Com certeza não é uma excelente distopia como já ousaram apontar, mas está longe de ser um livro ruim. Bem longe. Fico no aguardo por Supernova: A Estrela dos Mortos, agora sabendo o que me espera, sem risco de decepções.


Mice and Mystics








Em Mice & Mystics, os jogadores assumem o papel de heróis que se mantêm leais ao bom Rei Andon, mas, para escapar das garras de Vanestra, foram transformados em ratos! Assuma o controle dos espertos ratos de campo, que devem atravessar um castelo que agora é vinte vezes maior do que antes. O castelo já era um lugar perigoso com os lacaios de Vanestra no controle, mas agora outros inúmeros terrores também aguardam os heróis, que têm um tamanhico de nada. Cada Jogador terá um papel vital na missão para avisar o rei, que exigirá um planejamento cuidadoso para descobrir a fraqueza de Vanestra e derrotá-la.
Titulo: Mice and Mystics
Produtora: Plaid Hat Games (Americana)/ Galápagos Jogos (Nacional)
Criação: Jerry Hawthorne - Arte: John Ariosa e Dave Richards
Tipo: Dungeon Crowler - Exploração de Masmorra (Tabletop)


Há muito tempo atrás o Reino dos Homens viveu tempos sombrios quando seu rei se apaixonou por uma malvada rainha chamada Vanestra, e logo adoeceu deixando-a no controle de tudo. Os soldados do Rei Andon logo foram substituídos por guardas leais a rainha, sob o comando do Capitão Vurst, e em seguida a maior parte de seus servos deixou o castelo. O Príncipe Collin reuniu-se com o mago Magínos, a curandeira Tilda e o ferreiro Nez - os mais leais servos de seu pai - para encontrar uma forma de livrar o reino da vil Vanestra, mas não esperava pelo que estava por vir. Aprisionados, precisaram a recorrer a magia para conseguir fugir, e junto com o ladino Filch transformaram-se em pequenos camundongos. Mesmo com um tamanho diminuto a coragem se mantem grande, e nossos heróis não se intimidarão e lutarão até o fim para salvar o Rei e o Reino dos Homens...
Essa introdução, poderia ser de uma boa fábula infantil, mas na verdade essa é a trama de um divertido e lúdico jogo de tabuleiro. Mice and Mystics é um jogo cooperativo onde de um (sim, é possível jogar sozinho) a quatro jogadores, a partir de 8 anos, assumem o papel de bravos heróis transformados em ratos para combater a cruel feiticeira Vanestra e seus lacaios. Trabalhando em equipe, os jogadores deverão explorar os capítulos de um livro interativo que acompanha a caixa básica - Tristeza e Lembrança - e avançar no jogo conforme desvendam a história. Cada um dos onze diferentes capítulos contam com suas próprias aventuras únicas e regras especiais, que podem ser jogados isoladamente ou em sequência, no Modo Campanha.  Conforme a narrativa se desenrola, os jogadores deverão encontrar itens e novos companheiros, descobrir e se aventurar pelos caminhos do castelo, agora 20 vezes maior do que fora anteriormente, e enfrentar os enormes perigos da vida como uma criatura pequenina: lacraias, baratas, ratazanas enfeitiçadas, Brodie, o gato do castelo e, é claro, a terrível rainha.
Mais do que apenas um jogo divertido, Mice and Mystics é um jogo de grande qualidade de componentes, ilustrações e história, com uma boa capacidade de imersão. Cada um dos seis personagens - Collin, Nez, Magínos, Tilda, Filch e Lily - possuem personalidade, motivações e habilidades distintas, tornando até difícil escolher qual deles é seu favorito. Além disso ele é muito bonito visualmente, as miniaturas detalhadas são um charme a parte e para os mais habilidosos (ou ousados, como eu) pintá-las se torna uma atrativo a mais.

A jogabilidade, como dita é bem simples, embora as vezes exija um pouco de estratégia. Com os personagens escolhidos, os jogadores irão seguir a história e regras especiais daquele capítulo, usando os Blocos que representam as partes do castelo por onde os ratinhos se aventuram. As cozinhas, tuneis subterrâneos, sala de jantar, calabouço, são diversos ambientes disponíveis. Em alguns Blocos a história é tão importante que alguns personagens  não podem ser escolhidos por não terem ainda aparecido na cronologia, assim como alguns itens importantes. E por falar na história os textos que devem ser lidos em voz alta são bem trabalhados (apesar de algumas falhas na tradução envolvendo gramática) e vocês podem conferir um exemplo que gravei e sonorizei logo abaixo.
Enquanto exploram os ambientes, os ratos devem decidir executar algumas ações com resultados definidos por rolagens de dados. Mas, não estamos aqui para falar de mecânica - até porque não sou especialista nisso, também estou começando nessa - mas sim para fala de forma geral sobre o jogo. Quem quiser mais informações sobre as regras e sobre a história pode fazer o download do Manual de Regras e do Primeiro Capítulo do Livro de Histórias clicando nos links. Caso queiram conferir o jogo em ação confiram a série de vídeos do Jack O Explicador, onde ele explica o jogo e mostra por completo o primeiro capítulo. 
Mais do que apenas um simples jogo, o lúdico Mice and Mystics é entretenimento de qualidade capaz de agradar o mais variado público com suas fábulas e contos de aventura. Perfeito para reunir amigos ou familiares (de qualquer gênero e idade) sob um nobre objetivo, e ainda melhor para introduzir novos jogadores no universos dos jogos de tabuleiros modernos. Não digo isso de brincadeira, pois foi testado e aprovado em mesa justamente por pessoas que só aceitaram jogar por conta desse jeito lúdico que possui.
O jogo possui ainda alguns "capítulos perdidos", aventuras especiais que são encontradas no site oficial da Plaid Hat Games (ainda sem tradução oficial) para comprar e imprimir, dando um novo gás após explorar todo o livro básico. Além disso o jogo já ganhou duas outras expansões, Heart of Glorm – Coração de Glorm e Downwood Tales – Contos da Baixa Floresta (também sem previsão para versão nacional), que acrescentam novas histórias, heróis e vilões (e miniaturas \o/). E cá entre nós, duvido muito que isso seja tudo que veremos sobre os pequenos camundongos. Esse fabuloso universo ainda tem muito a ser contado...





Tony Moon: Está Tudo Fora de Controle, Cara!

Tony Moon: está tudo fora de controle, cara! - Essa é a história de um ano não tão comum na vida de Tony Moon, um sujeito bacana de 12 anos, que lancha sanduíche de ricota quase todos os dias e que acaba vítima de uma conspiração gigantesca, cheia de suspeitos, bom humor, imaginação fértil e sacadas sobre a vida moderna, sobre escolhas e até sobre o que passa na TV.
Um garoto metódico, prático, que faz o que tem que ser feito, mesmo que tenha que assumir a identidade imaginária de um agente secreto treinado, um mestre ninja ou até um justiceiro.
Sanduíche e suco de caixinha na mochila, Tony vai descobrir que todos os dias podem ser planejados, mas serão inevitavelmente surpreendentes! E que às vezes pode até ser legal que as coisas fiquem fora de controle.
Título: Tony Moon - Está Tudo Fora de, Controle Cara!
Editora: Bacanudo Livros
Autor (a): Pedro Duarte
Número de Páginas: 256

SKOOB - ONDE COMPRAR: FÍSICO (LINK EM BREVE) - DIGITAL

Alguns de vocês - os leitores mais antigos em especial - devem estar com a sensação de dejavú neste momento, pensando que já me viu falar sobre esse livro. E é verdade. Contudo quando falei sobre ele ainda estava em campanha de financiamento coletivo no Catarse, lá em novembro, precisando de apoio para tomar forma. Eu fui um dos apoiadores  - a oitava pessoa a contribuir, para ser mais preciso - e quando o projeto alcançou a meta já estava alegre, afinal tínhamos conseguido. Contudo faltava o principal, aguardar a produção do livro para conferir se o dinheiro investido em Tony Moon tinha valido a pena...
Que bom que valeu! :)
Esse é o primeiro livro escrito pelo jornalista, blogueiro e podcaster no Bacanudo, Pedro Duarte, mas nem por isso o autor estreante deixou a peteca cair. Tony Moon é um daqueles livros infanto-juvenis que são perfeitos para todas as idades e gêneros, sem distinção. Uma  daquelas obras que contam histórias leves e agradáveis que nos garantem uma boa distração por algumas horas sem compromisso, nos levando a um mundo infantil onde as soluções são fantásticas e os planos são sempre "infalíveis". Perfeito uma leitura direta em uma tarde calma, e também para quebrar um ritmo de uma sequência de leitura pesada.
O livro conta a história de um ano atípico na vida de Tony Moon, um garoto de 12 anos um tanto metódico, que tem todos seus dias planejados e esquematizados, e possui sua visão peculiar sobre o mundo. Tony sabe quando acordar, quando pegar o ônibus, a hora exata de chegar na escola sem estar adiantado de mais ou atrasado, tem seu material sempre organizado com sua essencial caneta azul de reserva para eventualidades, também sabe dividir como ninguém suas horas livres entre estudar, estar na internet, ver TV e muito mais. O que o pequeno morador da cidade de Bom Chance não sabia era que algumas de sua ações, baseadas em seus ideias e senso de justiça, iriam torná-lo vítima de uma conspiração que tiraria sua vida do controle. Tony vai descobrir que por mais que seus dias sejam planejados, surpresas são inevitáveis e que o efeito de suas ações vão além do que aparenta. E claro, vai aprontar altas confusões!


Pedro Duarte nos trás uma história leve e cativante, que mistura diversos elementos narrativos - como o mistério, aventura, e até um pouquinho de romance - recheada de humor e reflexões sobre o ser humano e o cotidiano, sempre mantendo a inocência da infância e inicio da adolescência. Sua "pouca experiência" como escritor - que não é tão pouca já que Pedro é jornalista e publicou artigos em diversos sites e revistas como Superinteressante - não é demérito, e  passa desapercebida ao leitor. A narrativa construída por ele é simples, acessível, dinâmica e participativa, e se torna um elemento a mais na trama por toda interatividade e mediação entre o texto e o leitor, facilitando essa aproximação. Ingredientes com bastante propensão a agradar crianças de todas as idades, tanto as de corpo quanto as de alma, e garantir uma leitura divertida e bem agradável.
As personagens são aprofundadas na medida certa, nem muito rasas, nem poços de carga psicológica, apenas o suficiente para que conheçamos os personagens e nos identificarmos com eles. Tony é aquele tipo de chato adorável (as vezes nem tanto assim), que é difícil odiar. Cabelo, seu fiel amigo, nos faz lembrar daquele amigo divertido, pouco preocupado com os estudos até a hora das provas finais chegarem e o desespero bater a porta. Manu Blue, a garota antenada com suas canetas coloridas e cabelos tingidos, fã de desenhos e animes. Anna Amora, a doce e meiga garota que enxerga algo mais no menino metódico devorador de sanduíches de ricota. Mas não só o "elenco principal" move a trama. Temos o Zelador misterioso que parece nunca deixar a escola, o vizinho Barbudo e Barulhento que ainda promete dar muita dor de cabeça ao "Tony Justiça", e outros mais que dão vida ao cenário e abrem espaço para novos ganchos.
Na parte gráfica, Tony Moon chega com uma diagramação leve, bem simples, e recheado com as ilustrações de Brão Barbosa, criador de Jesus Rocks e Feliz Aniversário, Minha Amada. Mesmo sendo uma obra independente, Tony Moon: Está Tudo Fora de Controle, Cara!, não deixa nada a desejar para as publicações de grandes editoras no quesito qualidade. E isso inclui a revisão textual, que apresenta falhas ínfimas (eu mesmo só identifiquei duas palavras faltando em todo o livro, mas nenhuma falha gramatical).
Pedro já afirmou que essa é a primeira de muitas aventuras do jovem Tony Moon, e muitas surpresas e mistérios ainda aguardam nosso agente secreto, ninja nas horas vagas, e justiceiro por destino. É bom ficar de olho, pois ouso apostar em Tony Moon como um potencial sucesso infanto-juvenil nacional!




TAG: Confissões de um Bibliófilo! (Airechu)








A Neyla Suzart do blog Coisa de Meninas me tagueou (como conjulga este verbo, Senhor?) em seu vídeo de respostas da TAG Confissões de um Bibliófilo, já tinha deixado algumas respostas rapidamente no comentário que fiz na postagem do Ace aqui mesmo no MultiversoX, mas vou aproveitar a deixa para responder de forma mais completa num post.

A TAG foi criada pela Karma Kayla, traduzida pela Ines Books, e consiste em responder algumas perguntas sobre nossos hábitos literários. Vamos a elas::

1 - Qual é o gênero de literatura que você se mantém longe? 
Por enquanto apenas dos auto-ajuda e dos religiosos. Existem muitos outros gêneros que praticamente ainda não li nada, mas isso não é devido a qualquer tipo de aversão. É mais pela falta de tempo. Quero ainda poder ler vários autores clássicos, romances e livros técnicos só pelo prazer de conhecer. 
2 - Qual é o livro que você tem na estante e tem vergonha de não ter lido? 
Olha são muitos! Mas duas séries que já tenho a algum tempo e que ficaram só na promessa de serem lidos se destacam: Harry Potter e a HQ Preacher. E ainda vários livros de RPG entre suplementos e sistemas de jogo que mal passei de uma rápida folheada. 
3 - Qual é o seu pior hábito enquanto leitor(a)? 
Disse anteriormente que o pior é não ter muito tempo livre para ler. Mas talvez o que mais me atrapalhe é ler com o celular por perto. Perco a concentração e leio muito menos do que poderia por ficar curioso com as notificações, emails ou com os novos tweets na minha timeline. Se eu me manter offline posso me concentrar, absorver e ler mais páginas. Males dos tempos modernos. 
4 - Você costuma ler a sinopse antes de ler o livro? Lê todos os livros para resenha que são enviados pelos parceiros? 
Sempre leio as sinopses. Mesmo que algumas entreguem um pouco do livro, gosto de saber no que vou pisar com antecedência. Também incluo aqui as introduções e os prefácios e a biografia/perfil do autor que costumam vir nas orelhas. Nem a ficha catalográfica me escapa! Sobre parcerias: não tenho. 
5 - Qual é o livro mais caro da sua estante? 
Meu livro mais caro é também um RPG: O Um Anel - Aventuras Além do Limiar do Ermo da Editora Devir, custou R$159,00 (mas ele é lindo! Vem numa slipcase, acompanham dados personalizados, mapas da Terra-média, e dois livros totalmente coloridos e ilustrados pelo John Howe).
Falando exclusivamente dos livros de literatura, o volume único d'O Senhor dos Anéis (aquele verdinho com o Gandalf na capa) foi o que paguei mais caro. Lá foram R$ 92,31.
Entre os quadrinhos/mangás meu maior desembolso financeiro foi para os encadernados de Sandman do Neil Gaiman. Cada um dos quatro volumes me custou R$ 89,00. 
6 - Você compra livros usados/em sebo?
Adoraria comprar mais livros usados em sebos mas não temos nenhum aqui na minha cidade. Costumo comprar na Estante Virtual, a maior rede de sebos brasileiros online, mas apenas quando não encontro o livro novo disponível ou para aquelas edições muito antigas ou já esgotadas. 
7 - Qual é a sua livraria (física) preferida?
Moro no interior e temos apenas duas livrarias na cidade. Uma é voltada para turistas e vende livros de arte barroca à preços astronômicos, a outra é mais comercial, tem um ambiente aconchegante e tudo o mais, mas raramente vou lá. Não ouso dizer que sejam minhas favoritas. 
8 - Qual é a sua livraria online preferida? 
Costumo comprar em várias e algumas se saem melhor de acordo com a situação: A Loja Jambô ganha pela variedade de itens mais específicos como os RPGs e HQs/Mangás. O PontoFrio pelas políticas de preço e frete. A Amazon pela variedade enorme de títulos e pelo frete grátis. O Submarino pelas promoções malucas. 
9 - Você tem um orçamento (mensal) para comprar livros? 
Não tenho um orçamento específico para livros mas limito meus gastos para não estourar o cartão ou me endividar desnecessariamente. No mais compro conforme minha própria vontade, sempre atento aos preços e promoções realmente imperdíveis. Quem resiste a um desconto de 60%? 
10 - Quem você “tagueia”? 
Vou taguear a Maria Valéria do Torpor Niilista, o Hugo Sales do Legado das Palavras, e a Joana Masen do Coisas Que Eu Sei Que Sei.


Máquina de Armas

Após um tiroteio custar a vida de seu parceiro, o detetive John Tallow acaba descobrindo um apartamento repleto de armas. Cada uma delas conduz a um diferente caso de assassinato não resolvido pela polícia. Por vinte anos ou mais, alguém esteve matando pessoas e juntando as armas por um propósito inexplicável. Confrontado com a inesperada emergência de centenas de homicídios não resolvidos, Tallow logo descobre que está sendo irremediavelmente conduzido a um verdadeiro acordo com o diabo. Agora, o detetive deve procurar por um caçador que considera seus atos assassinos como um sacrifício para os velhos deuses de Manhattan e que pode, simplesmente, ser o mais prolífico serial killer da história da cidade de Nova York.
Título: Máquina de Armas
Editora: Novo Século
Autor (a): Warren Ellis
Número de Páginas:312




Um péssima experiência pode mudar a vida de uma pessoa para sempre. Quando John Tallow entrou naquele prédio onde um maluco gritava pelos corredor nú, apenas com uma espingarda em mão não esperava  ver a cabeça de seu parceiro explodir na sua frente ou ter que matar o maluco. O pacato detetive não esperava nem mesmo encontrar todas as paredes de um apartamento recobertas por dezenas de armas de todos os tipos. Em algum lugar alguém ainda achava pouco o que tinha acontecido e trouxe mais uma bomba: todas as armas achadas naquele lugar estavam ligadas a assassinatos realizados em Nova York nos últimos vinte anos.
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Cabe ao Detetive Tallow cuidar de cada um deles. Sozinho.
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É nesse clima em que Máquina de Armas narra, em terceira pessoa, o enorme desafio que o policial tem pela frente. John Tallow nunca foi o melhor dos detetives. Até aquele momento o detetive não tinha grandes preocupações: não tinha família, bichos para criar, cuidava de casos menos importantes, sempre levando como podia até encontrar a solução em algum momento. Para falar a verdade, John não cuida muito nem de si, seus pertences ou aparência. A única coisa que parecia ligar verdadeiramente era para a leitura, estar sempre com revistas, livros e seu tablet.
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Os inimigos somam-se no decorrer do livro. Toda a polícia e o pessoal da perícia o odeia por ter desenterrado tantos casos sem solução. Porém dois membros da perícia são designados, a contragosto, para auxiliá-lo na investigação.
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Todo o conjunto de situações faz despertar em Tallow um lado que parecia estar adormecido. Decidido a ir até o fim, doa a quem doer, John irá atrás do mistério ao redor da Máquina de Armas.
Warren ELlis nos conduz por essa trama dentro de uma Nova York suja e violenta, corrupta e cruel. Somos apresentados a uma realidade onde as pessoas são capazes dos maiores absurdos por nada e por coisas ainda maiores quando poder está em jogo, nada muito diferente da verdade. Esse clima tenso é dosado com a sagacidade, humor ácido e ironia de Tallow, Bat e Scarly, e também com a loucura frenética do Caçador, o vilão da trama.
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Há muito informação histórica contida durante toda a narrativa. Alguns fatos envolvem a história da cidade, outros os assassinatos, e outros sobre a cultura nativo americana. Essa última, tem forte ligação com o Caçador. A narrativa da história é fluida, e a trama bem desenvolvida embora o mistério se resolva rapidamente, transformando-se em uma caçada e uma busca por provas concretas que incriminem os suspeitos. Algo que torna a leitura ainda mais magnética.
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É claro, existe também informações desnecessárias durante partes que mostram que os personagens são humanos. Mas nada que atrapalhe o desenrolar da história, apenas não acrescenta em nada saber certas intimidades como o que o personagem fez no banheiro.
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Ellis me provou que consegue desenvolver uma boa história mesmo sem o auxilio visual habitual de seus trabalhos com quadrinhos. O livro com certeza é mais que recomendado. Quem gosta de bons livros policiais e com personagens inteligentes tem uma ótima opção em Máquina de Armas.